EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
20170530
Novidades do "Parque de Santiago"
20170308
Outeiro de Santiago
(...) “Costumava haver mulheres, que debaixo do nome de Mestras ousavam curar enfermos com reprovadas artes diabólicas, e vãas superstições; entre ellas foi uma refinada, como era em a noite de S. João, banharem os enfermos n’aquelle Rio onde se mete a ribeira de S. Theago, passando-se por elle tres veses, fazendo algumas cerimonias, e dizendo algumas palavras boas e Santas, de modo que se ouvissem, para cuidarem os simples, que por virtude d’ellas, e d’aquella agoa saravam. Assim ousou fazer o Demónio a muitos gentios, como ainda hoje usam em o Ganges, crendo com isso ficarem lavados dos pecados “(…)
Manoel Botelho Ribeiro Pereira in “Diálogos Moraes e Politicos”, manuscrito datado de 1630, Cap. 5º - Do Rio Pavia, e porque uma parte d’elle se chama das Mestras.
20111014
Tabuletas de Viseu - Ribeiro de Santiago
20110922
O Rio Pavia está a ficar "Ferrugento"
Mais um Verão está a chegar ao fim e a promessa de garantir água limpa no rio, durante todo o ano continua por cumprir. É caso para dizer que no caso das obras realizadas ao abrigo do Programa Polis no Pavia - "começaram a construir a casa pelo telhado".
20100121
A "Ponte de Pau" e as Mestras
Geralmente apenas os mais velhos e vizinhos de Santiago e da Esculca sabem que em Viseu existem dois lugares denominados "Ponte de Pau". O mais conhecido é a Rua da Ponte de Pau junto da antiga Central Eléctrica e do Campo de Viriato, o segundo fica nas "Mestras". Ambos os lugares tiveram em comum a existência de uma ponte sobre o rio Pavia, se no primeiro caso a ponte de pau deu lugar a uma ponte de um só arco construída em granito, da segunda ponte na desaparecida Quinta das Mestras, uma parte do actual Parque da Radial de Santiago, só sobrou parte do pilar central da ponte particular que há várias dezenas de anos ainda unia duas quintas nas margens do rio e protegia a comporta de uma pequena represa. Os restos do portal construído em granito, a ponte tinha uma porta de madeira e fechadura, estão caídos e no último Verão foram parcialmente removidos quando foi feita a limpeza do rio. Foi lá que há cerca de 50 anos aprendi a nadar.
Curiosamente no último domingo ia a passar de automóvel e vi um velho amigo, com cerca de 80 anos mas ainda vigoroso, que mirava o parque. Resolvi parar e convidei-o a acompanhar-me. Seguiu-me com agrado pela beira do rio mas com cuidado para não se atolar na lama. Foi então que me contou que ainda era pequeno e já acompanhava o pai, lavrador e proprietário de juntas de bois, na lavra daqueles terrenos. Fiquei a saber que era habitual no dia 23 de Junho, na véspera do São João, fazer mergulhar as ovelhas nas águas da represa num ritual levado muito a sério pelos pastores de várias regiões portuguesas.
Este local era considerado sagrado, mágico ou ambas as coisas e há vários séculos porque: "Quinta das Mestras" foi o nome atribuído aos terrenos, mas o pequeno curso de água era - o "Ribeiro das Mestras" ou "Ribeiro das Feiticeiras" uma vez que o povo acreditava ser o local frequentado por feiticeiras e bruxas que aí se banhavam ou porque algumas mulheres chamadas de "Mestras" prometiam curas a quem com a sua ajuda se banhasse na confluência de dois ribeiros junto do Poço do Nicolau [ligação]. Foi nesse local que nos separamos até um dia destes.
20100119
O Parque da Radial de Santiago
Como se previa que a feira semanal decorresse dentro da normalidade, sem inundação e lixo abandonado, resolvi virar a minha atenção para o vizinho "Parque da Radial de Santiago" que foi construído com financiamento POLIS, ao abrigo do programa de valorização ambiental da cidade, e previa uma dupla utilização: parque ribeirinho de lazer e local para a realização da feira semanal que há séculos se realiza em Viseu todas as terças-feiras. Depois do anúncio que os terrenos iam ficar de quarentena cerca de 2 anos, para garantir a estabilidade do piso do novo espaço construído em leito de cheia de onde foi retirada a terra vegetal, a câmara municipal anunciou que o espaço iria passar a ter uma utilização exclusivamente lúdica para a qual seriam feitas as necessárias adaptações. O mercado continuaria no mesmo local onde também seriam introduzidas melhorias.
A súbita mudança de planos e o enorme desperdício de dinheiro feito num espaço que estava longe de reunir as condições para instalar uma feira pareceram estranhas. O parque foi projectado e construído em leito de cheia e não possui estruturas de drenagem eficazes. As imagens mostram vários locais lamacentos e permitem futurar que se o terreiro, onde actualmente circulam muito poucas pessoas, fosse pisado por várias centenas de vendedores, muitos milhares de compradores e sobretudo pelas carrinhas dos feirantes rapidamente se transformaria num lameiro, em dias de chuva.
Os pontos de água espalhados pelo parque continuam com as portas rebentadas à espera que alguém provoque o desperdício de muitos milhares de metros cúbicos de água sem que ninguém pareça preocupar-se. [ligação]
20090914
As Obras no Rio Pavia
20080714
Parque Feira Semanal e Parque Ribeirinho
As fotos mostram alguns aspectos do novo espaço que continua encerrado, faltarão apenas as ligações às redes eléctricas, águas e saneamento para que o parque possa ser fruído.
Lamentavelmente o rio Pavia continua assoreado e quase sem vida além da vegetal. Os peixes desapareceram e das rãs apenas ouvi um único coaxar. Felizmente ainda resistem, na margem esquerda do rio, na Quinta Agrária, junto da margem muitos amieiros, carvalhos e cedros que talvez tenham os dias contados se a parte que ainda faltará do parque for executada. Consultando as tabuletas, as tais que dizem que o parque estaria terminado em Junho de 2007, faltará ainda tratar uma faixa de terreno, de largura variável devido às curvas do rio, na margem esquerda. Acredito que o projecto tenha sido modificado e que não mudaram as tabuletas por esquecimento ou porque não se justificava a despesa.
20080502
A Futura Feira Semanal
20080302
A Feira Semanal ainda vai demorar
20071210
Futuro Parque da Feira Semanal
Espera-se que o Pavia conforme previsto venha a ter o seu caudal regularizado, senão todo este projecto ficará comprometido
Leia os artigos anteriores e veja o andamento dos trabalhos.
20071002
O Poço do Nicolau
A confluência do Pavia e do Ribeiro do Pintor ou Ribeiro de São Tiago
20070819
O Rio Pavia e as Mestras!
Manoel Botelho Ribeiro Pereira nos “Diálogos Moraes e Politicos”, manuscrito datado de 1630, Cap. 5º - Do Rio Pavia, e porque uma parte d’elle se chama das Mestras.
20070807
Coval - Parque da Feira Semanal
O Ribeiro do Pintor há meses que foi desviado para alargamento e construção de novos muros já não faz chegar água ao Rio Pavia.
O Poço do Nicolau está entupido e é apenas uma lembrança nas memórias de quem o conheceu endemoninhado, escuro, escondendo saborosos barbos e enguias grossas.
20070723
O Novo Parque da Feira Semanal
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20070722
A Dulce de visita ao Ribeiro do Pintor!
A minha amiga Dulce só depois de muita insistência aceitou voltar ao Ribeiro do Pintor e ao Poço do Nicolau. São lugares de tristes recordações, pois passou ali alguns dias e noites de muito sofrimento (conheça o aqui o motivo).
Neste local o pequeno ribeiro vindo de Moure junta as suas águas com as do Pavia para correrem em conjunto até ao Dão, depois com Mondego e finalmente para o enorme Atlântico.
A Dulce reparou que os muros do ribeiro foram derrubados o que veio a contribuir para o entupimento do Poço do Nicolau e do Rio Pavia.
O “poço” tem agora pouco mais de um ou dois palmos de água onde ainda nadam algumas enormes carpas.
As obras da construção do novo parque da feira semanal vão agora em bom ritmo e amanhã vamos publicar sobre este tema um artigo com as já habituais fotos.
A Dulce rapidamente esqueceu os tristes acontecimentos do Inverno passado, deixou-se fotografar no local do nosso feliz encontro, vai continuar a ajudar nas minhas reportagens e quer aparecer mais vezes no blogue.
Não faltarão as oportunidades!
20070402
Tulipas à beira do Ribeiro do Pintor
20070321
O Poço do Nicolau
VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)
(...)
... Passar a ponte, à vara – sem lhe tocar
Singrando nas águas profundas da Parede Nova
Sempre a remar a bom remar
Rumo ao Poço do Nicolau
Para chegar depois – ao areal da Cerdeira
Lembrando praia das areias finas
Atracando a barca, à sombra dos amieiros
Despejo a jarra que enchi no Júlio da Ribeira
Petiscando bolinhos de bacalhau !.....
(...)
Ricardo Sandro (José Madeira)
Para ler todo este poema [Assoc. dos Profs. de Viseu - ligação]
20070317
Temos soluções para tudo...
20070313
Tubos Entupidos?
Estrada Nova de Santiago pontão e Ribeiro do Pintor
Apesar dos esforços feitos nos últimos dias pelos colaboradores dos Serviços Municipalizados o Ribeiro do Pintor continua a ser conspurcado e lá vai tudo para o Pavia algumas centenas de metros mais abaixo. Esta situação não é nova e com a chegada do tempo quente vai piorar. Já por lá foram vistas ratazanas que mais pareciam coelhos!