EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170603

Fregueses a Mais para o Presidente


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Imagens da Vila Batalha, na Estrada Nova de Santiago, com as suas casas geminadas


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Os moradores da Vila Batalha, aguardam há vários anos que a Câmara Municipal de Viseu e, agora a Junta de Freguesia de Viseu, obriguem o proprietário do terreno fronteiro às suas casas a executar a erradicação de um enorme silvado que continua a crescer a cada ano que passa. O anterior presidente da Junta de Freguesia de São José, certamente já teria resolvido o problema até porque mora em Santiago e é pessoa muito acessível e sensível aos problemas dos fregueses. A criação da Junta de Freguesia de Viseu, absorvendo 3 freguesias, com tantos fregueses e problemas para resolver, tem uma dimensão demasiado grande para o actual presidente que mais parece estar em competição, com a câmara municipal para organizar e gerir eventos. Mas, há quem o aponte para o lugar de vereador, não digo em substituição de quem.

20150311

Vila-Batalha - Vizeu


Z & S

Ou a guerra do Alecrim e Mangerôna

Alecrim que, aliás, é
Mestre na especialidade,
Sustenta, não sei porquê,
Que o nome desta cidade
Se deve escrever com Z.

Mangerôna que parece
Saber, por egual, da poda,
Mostra ao contrário, interesse
Em fazer vingar a moda
De escrever Viseu – com S.

Questão de lana caprina
Que apaixonou , todavia,
Muita gente que imagina
Pescar da regedoria...
Sem perceber patavina...

Alecrim e Mangerôna
Discutem serenamente:
Mas se o raio da sanfôna
Desafina... fatalmente
Teremos grossa tapôna...

Porque alguns dos radicais
Já andam pregando ás massas
Que as questões gramaticais
São invenções dos talassas...
Embrulhando a coisa mais.

O que, em verdade, acho mau:
Pois, se intervém na questão,
Gente de faca e calhau...
Os Córvos da Reacção
Serão quem pagam o patau...

Enfim, parece iminente
Tormenta que bom seria
Conjurar rapidamente:
Decretando uma grafia
Imparcial, coherente.

Eu, se o Congresso Beirão
Quizer descalçar a bota,
Lembro-lhe esta solução.
A meu vêr tão patriota
Como cheia de rasão:
Voltar ao Vijeu com Jota,
Reatar a tradição...

S.M.

Publicado no “Comércio de Viseu” nº 22, de Maio de 1921
S.M. - Pseudónimo de Hipólito Vasconcelos Maia

20140917

Viseu Com "Z" - Vila Batalha


,Viseu Com "Z" - Vila-Batalha, tabuleta esmaltada 

20120516

Novidades na "Cava de Viriato"




Hoje tenho novidades relacionadas com a "Cava de Viriato". Na minha qualidade oficiosa de "Provedor da Cava" começo por informar que se torna necessário fazer o corte da vegetação uma vez que as chuvas das últimas semanas e o calor que se seguiu originaram o seu crescimento acelerado. Também se impõe  noticiar e peço desculpa pela demora, que a cerca de meia dúzia de projectores destruídos [ver] foram tapados para evitar acidentes, com lata (folha-de-flandres) e ainda que também acrescentaram mais alguma terra, em alguns dos "buracos" existente entre as lajes da "passadeira" e nas "escadarias", para evitar prováveis tropeções e trambolhões.

20110212

Um dos plátanos da "Cava de Viriato"


Ofereço um "rebuçado" a quem adivinhar há quanto tempo caiu de podre o tronco de um plátano que cresceu, viveu e morreu na base da muralha, junto do antigo fosso da "Cava de Viriato", perto da Vila Batalha, sem que ninguém pareça preocupado e proceda à sua retirada.

20100424

Lixo na "Cava de Viriato"


Já há alguns dias que duas cadeiras velhas estão "escondidas" na Rua dos Plátanos sobre um dos taludes da "Cava de Viriato". Acredito que os empregados da limpeza da câmara municipal que muitas vezes percorrem o monumento para suprir a não existência de papeleiras e apanhar o lixo deitado para o chão, ainda não avistaram estes feios objectos e por esse motivo não trataram da sua remoção.
As imagens também mostram um dos vizinhos a cortar erva, no antigo fosso que protegia a velha fortificação, para servir de alimentos o seu gado. As rações estão caras... e os animais agradecem.
Aproveito para informar que o tubo negro que bordejava o passeio, junto da Avenida da Bélgica, foi finalmente retirado [ligação] e mais uma vez, volto a "sinalizar" que a nova iluminação do passadiço, da "passadeira de granito" e dos acessos ao monumento continua sem funcionar.

20100321

A Construção da "Cava de Viriato"


Como ficou prometido na edição de ontem vou divulgar, com o devido agradecimento ou "a devida vénia" como era usual na Imprensa, o conteúdo da nova placa informativa colocada na "Cava de Viriato", junto do talude da fortaleza bem perto da Rua dos Heróis Lusitanos e da Estrada Velha de Abraveses.
O texto é da responsabilidade da "Arqueohoje" [ligação] e incorpora um conjunto de conhecimentos científicos adquiridos durante o acompanhamento das obras de "requalificação" do monumento e dos trabalhos arqueológicos (escavações e sondagens) que a empresa desenvolveu no interior/exterior do monumento e que desta forma sucinta dá a conhecer:

"CAVA DE VIRIATO
A CONSTRUÇÃO
Singular e monumental, a Cava de Viriato é uma das mais emblemáticas obras de engenharia da terra conservada da Península Iberica. Geralmente associada a um propósito militar, tem sido desde tempos longínquos alvo de interesse de um colectivo de investigadores e curiosos, os quais, pela sua dedicação e trabalho, muito têm contribuído para o enriquecimento literário e científico acerca desta trabalhosa obra, que combina harmoniosamente diferentes potencialidades do meio físico que nos envolve.
A configuração do monumento não encontra semelhança tanto a nível penínsular como europeu, tendo melhor explicação nas “cidades-acampamentos”! (qal’a) muçulmanas de que é exemplo conservado o monumento de Samarrã, no território do actual Iraque.
Em termos arquitectónicos, a Cava de Viriato é um monumento de planta poligonal constituída por oito taludes em terra aos quais estão associados outros tantos fossos. A Cava de Viriato teria, segundo consta em alguns documentos, quatro portas de cantaria: duas a Norte e duas a Sul.
O processo construtivo consistia assim na edificação de uma possante estrutura de carácter defensivo assente em dois elementos básicos: o fosso e o talude.
O fosso apresenta um perfil em U aberto com uma largura máxima de 16m e cerca de 4m de profundidade, com paredes com uma inclinação na ordem dos 59%. Foi escavado no substrato rochoso e apresenta o fundo plano mas sinuoso. O fosso era alagado com as nascentes de água existentes na zona e por uma complexa rede de drenagem.
O talude é uma muralha em terra de características heterogéneas, com uma cobertura superficial variável suportada por um maciço rochoso com diferentes graus de alteração. Apresenta a sua base a uma cota absoluta variável entre os 440m e os 450m. Quanto à sua altura, os valores oscilam entre os 8,7m e os 0,80m. A largura da sua base varia entre os 8,70m e os 9,40m e a do topo 4m em média. Isto remete-nos para a percepção de que os depósitos de terras feitos no âmbito da construção da muralha usaram o afloramento granítico com alicerce e sendo este de aspecto irregular, os depósitos variaram em correspondência com essas irregularidades. Por outro lado, não podemos esquecer que o talude terá sido alvo de trabalhos de manutenção atestados pelo achado de alguns materiais medievais. Assim, quando o substrato de base era mais resistente ou estava a cota muito baixa, o talude era feito com camadas de terra intercaladas com camadas de saibro. Estas últimas davam consistência ao conjunto arquitectónico.
O acesso ao interior do monumento fazia-se através de passagens abertas no talude. Uma destas entradas era correspondente à Rua do Picadeiro. Uma outra entrada, a Porta da Aguieira terá sido entaipada nos arranjos urbanísticos do século XIX. É possível uma entrada que daria ligação à estrada de Santiago (que levaria Almansor até à Galiza, acção perpetuada na toponímia).
Existia igualmente um complexo sistema de galerias para a captação e adução de águas que indicia a existência de um grande núcleo populacional durante a época medieval. Estas galerias fariam a drenagem das águas excedentárias não só do interior do monumento, como também serviriam para manter um nível homogéneo das águas do fosso. "


20091108

Passadeira e Iluminação na Cava de Viriato

Parece-me que nunca é demais mostrar a enorme asneira e o desperdício que foi a construção da "passadeira" de granito e das escadarias na "Cava de Viriato". Além de descaracterizarem os restos de uma velha fortaleza construída em terra batida, provavelmente de origem árabe, as obras de "requalificação" também criaram dificuldades de acesso e os "buracos" entre as lajes causaram vários acidentes antes de terem sido tapados com terra.
A iluminação, pequenos pontos de luz de dez em dez pedras a marcar o percurso e aos vários holofotes enterrados para iluminar as copas das árvores, é meramente decorativa e continua inexplicavelmente desligada, passado que foi mais de um ano sobre a data prevista para o final dos trabalhos. O mesmo acontece nos acessos, incluindo o passadiço metálico construído na nova praça do lado nascente do Túnel de Viriato. Curiosamente esta nova praça, destinada a receber os visitantes mas não sinalizada, também não tem qualquer candeeiro...
Se tivessem sido mais inteligentes poderiam ter construído e equipado o “Centro Interpretativo” para o qual disseram ter sido recusado apoio.

20090927

Ainda as Obras na Cava de Viriato



Foi na semana que agora termina que finalmente acabaram de aparar a vegetação, na sua maior parte silvestre, que cresceu na Cava de Viriato em vez da pretendida relva que nalguns lugares cresceu tanto que mais parecia palha seca. Faltava cuidar de uma grande extensão do exterior da muralha junto do "Lago da Cava" (que ainda continua cheio de lixo [ligação]) uma tarefa de difícil execução, perigosa até, devido à grande altura dos taludes e inclinação, e também uma outra área situada entre a polémica "passadeira de granito" e o talude, perto da nova praça de entrada para o monumento e que foi até há algumas décadas atrás, uma pequena vinha de que ainda restam vestígios. Infelizmente a "recuperação e arranjo paisagístico" executada ao abrigo do Programa Polis tem sido um processo muito complicado e moroso. Antes de procederem ao "enterramento parcial" da inovadora passadeira aconteceram diversas quedas de que resultaram feridos, felizmente com consequências pouco graves.
A nova iluminação do passadiço da muralha e dos acessos continua, inexplicavelmente, desligada apesar de há já alguns meses ter visto técnicos a testar o sistema e reparar os pontos de luz que não funcionavam.

As fotos de hoje parecem mostrar que durante a execução dos trabalhos pretenderam demonstrar a "quadratura do círculo"...

20090308

"Requalificar" a Cava de Viriato?


Bem andaria Câmara Municipal de Viseu se depois de ter prometido o rápido enchimento dos perigosos "intervalos" entre as lajes de granito da nova "passadeira" na Cava de Viriato solicitasse ao arquitecto autor do projecto, trabalho que poderia facilmente ser feito por um estagiário, a criação e posterior colocação de um corrimão para facilitar a utilização das novas escadarias que foram colocadas na Cava e que apenas serviram para criar dificuldades do acesso, gastar dinheiro e descaracterizar ainda mais o monumento. Antes das obras existiam várias rampas de fácil acesso. A imagem mostra a mais extensa das escadarias e foi construída junto da Vila Batalha.
Lembro que a câmara preocupada com o bem estar e a segurança dos cidadãos já mandou colocar vários corrimãos (ou corrimões, como preferirem) na Rua Alexandre Herculano, nas Escadinhas do Arvoredo, na Rua Nossa Senhora de Fátima, no Centro Comercial Académico e nas Escadarias do Chão do Mestre. Já que não existe a coragem para retirar todas as pedras pelo menos que haja alguma segurança...

20090201

Depois da "Passadeira"... as Escadarias!


Muito se tem escrito e falado, nos últimos dias sobre, os "intervalos" entre as lajes que foram colocadas sobre o passadiço da "Cava de Viriato", assim impropriamente designada a partir do séc. XVI, mas que deverá ser uma construção defensiva de origem árabe edificada em terra batida, (...) "da época de Almansor (Al-Mansur), altura em que Viseu foi o ponto de partida para uma série de razias destrutivas no Norte asturiano-leonês." (..) - IPPAR. Foi sobre os vestígios dessa enorme e antiga fortaleza onde para além da colocação duma "passadeira" com perigosos "intervalos" entre as lajes que a constituem, foram acrescentadas cinco escadarias em granito, quatro delas construídas com o mesmo tipo de lajes, que para além de dificultarem o acesso ao topo da muralha, até aí facilitado pela existência de rampas, também não devem ter sido baratas e criaram novos perigos para os mais jovens, idosos o pessoas portadoras de deficiências. Também nestas inovadoras escadarias já aconteceram algumas quedas.
Se no caso das lajes o Senhor Presidente da Câmara, Dr. Fernando Ruas, já confirmou que vai "mandar eliminar os intervalos" e "alertou para o facto de os mesmos terem sido decididos pelo projectista, por sinal de renome", isto é o trabalho foi "entregue a quem sabia", o arquitecto Gonçalo Byrne - segundo declarações recolhidas pelo “Jornal da Beira”- interrogo-me sobre o que irá suceder às escadarias para cumprir a premissa de tornar a Cava de Viriato acessível a todos? Fica uma grande interrogação no ar, já que as obras em execução no Rossio não deverão ser só fachada...

20080803

De volta às obras na Cava de Viriato

De regresso ao “trabalho” fui ver as obras de "Recuperação e Arranjo Paisagístico" que estão a decorrer na Cava de Viriato.
As fotos começam por mostrar o fosso onde depois de feitas sondagens arqueológicas o terreno voltou a ser nivelado e está a ser semeada erva. Ao que parece pouco mais será feito embora devesse ser reparado o muro de suporte da Rua dos Heróis Lusitanos e da estrada junto da Quinta do Capitão Gaspar até à Vila Batalha.
O segundo conjunto de imagens mostra os “candeeiros” que irão "iluminar" a já polémica "calçada de granito" sobre a Cava de Viriato e os arruamentos que pelo interior ladeiam a antiga muralha defensiva, uma enorme construção octogonal com grandes muros de terra rodeada, talvez apenas em parte, por fosso ou vala com água.
Os “candeeiros” circulares estão a ser aplicados de 10 em 10 lajes da nova “calçada”. Os velhos muros de terra na Rua dos Plátanos, em parte da Rua dos Heróis Lusitanos e no novo arruamento aberto entre a Quinta do Fortes e a Casa das Águias na Rua do Coval, serão iluminadas com projectores embutidos em caixas de granito.
Sobre a muralha serão colocadas em breve outras fontes de luz que prometo mostrar mais tarde. Depois de terminadas as obras e ligada a corrente se verá o resultado que se espera seja eficaz e de bonito efeito.

20080518

Esta é a quarta escadaria na Cava Viriato


Conforme vem sendo hábito aqui estão as fotos da nova escadaria da Cava de Viriato na Rua do Coval e no preciso local onde se inicia a Rua dos Plátanos. Esta escadaria é a mais extensa das quatro já construídas e está quase completa. Seguidamente e depois de regularizado o terreno e semeada a erva irá seguir-se a instalação da iluminação utilizando projectores embutidos nas lajes e outros junto das raízes da árvores para iluminar as copas. Na Rua dos Plátanos continuam os trabalhos de calcetamento com cubos de granito a que se seguirá a instalação dos candeeiros de iluminação pública.
Parece-me que jamais deixarei de discordar destas escadarias e da "calçada" de que fazem parte porque são um grande desperdício e uma ainda maior ainda falta de respeito pela identidade dum já bastante adulterado e em parte destruído monumento.

20080407

A Ex-Vala da Cava de Viriato



Até ao Séc. XVI a Cava de Viriato era conhecida como a Cerca da Vala mas o nome acabou por perdurar e assim continuará apesar de ter a sua origem numa lenda. Aliás a própria origem da construção, uma fortaleza com muros de terra batida e defendida por fosso ou vala com água continua a ser nebulosa. Poderá ter sido uma fortificação romana (Séc. I A.C.) ou mais provavelmente árabe o que retirará cerca um milénio à sua antiguidade.
Ainda criança foi por aqui no antigo fosso da Cava de Viriato, transformado num prado que apanhei algumas das mais belas borboletas da minha colecção. Lembro-me de ter deitado a rede a algumas que hoje voltei a rever aqui.

20080217

Cava de Viriato - "Porta n.º 6"



Esta porta aqui apareceu uma vez e agora volta mas equipada com colchão ortopédico de casal de 1,83 x 1,33m e um sinal que pela sua colocação não permite o trânsito de veículos sobre a muralha. A propósito já se iniciaram as obras na Rua dos Plátanos e inexplicavelmente os contentores para o lixo levaram sumiço...

20080214

A Cava encerrada para obras



Quer-me parecer que a Cava de Viriato não está toda, desnecessariamente, enlatada por questões de custos. Este é o portão com o número 6 instalado junto da Vila Batalha.

20070317

Temos soluções para tudo...



Já aqui mostrei esta situação, malcheirosa e infecta, na Estrada de Santiago junto ao Ribeiro do Pintor (ver o post anterior) agora veja a solução certamente provisória encontrada. [ligação]