EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
20170603
Fregueses a Mais para o Presidente
20150311
Vila-Batalha - Vizeu
Z & S
Ou a guerra do Alecrim e Mangerôna
Alecrim que, aliás, é
Mestre na especialidade,
Sustenta, não sei porquê,
Que o nome desta cidade
Se deve escrever com Z.
Mangerôna que parece
Saber, por egual, da poda,
Mostra ao contrário, interesse
Em fazer vingar a moda
De escrever Viseu – com S.
Questão de lana caprina
Que apaixonou , todavia,
Muita gente que imagina
Pescar da regedoria...
Sem perceber patavina...
Alecrim e Mangerôna
Discutem serenamente:
Mas se o raio da sanfôna
Desafina... fatalmente
Teremos grossa tapôna...
Porque alguns dos radicais
Já andam pregando ás massas
Que as questões gramaticais
São invenções dos talassas...
Embrulhando a coisa mais.
O que, em verdade, acho mau:
Pois, se intervém na questão,
Gente de faca e calhau...
Os Córvos da Reacção
Serão quem pagam o patau...
Enfim, parece iminente
Tormenta que bom seria
Conjurar rapidamente:
Decretando uma grafia
Imparcial, coherente.
Eu, se o Congresso Beirão
Quizer descalçar a bota,
Lembro-lhe esta solução.
A meu vêr tão patriota
Como cheia de rasão:
Voltar ao Vijeu com Jota,
Reatar a tradição...
S.M.
Publicado no “Comércio de Viseu” nº 22, de Maio de 1921
S.M. - Pseudónimo de Hipólito Vasconcelos Maia
20140917
20120516
Novidades na "Cava de Viriato"
20110212
Um dos plátanos da "Cava de Viriato"
Ofereço um "rebuçado" a quem adivinhar há quanto tempo caiu de podre o tronco de um plátano que cresceu, viveu e morreu na base da muralha, junto do antigo fosso da "Cava de Viriato", perto da Vila Batalha, sem que ninguém pareça preocupado e proceda à sua retirada.
20100424
Lixo na "Cava de Viriato"
As imagens também mostram um dos vizinhos a cortar erva, no antigo fosso que protegia a velha fortificação, para servir de alimentos o seu gado. As rações estão caras... e os animais agradecem.
20100321
A Construção da "Cava de Viriato"
O texto é da responsabilidade da "Arqueohoje" [ligação] e incorpora um conjunto de conhecimentos científicos adquiridos durante o acompanhamento das obras de "requalificação" do monumento e dos trabalhos arqueológicos (escavações e sondagens) que a empresa desenvolveu no interior/exterior do monumento e que desta forma sucinta dá a conhecer:
"CAVA DE VIRIATO
A CONSTRUÇÃO
A configuração do monumento não encontra semelhança tanto a nível penínsular como europeu, tendo melhor explicação nas “cidades-acampamentos”! (qal’a) muçulmanas de que é exemplo conservado o monumento de Samarrã, no território do actual Iraque.
Em termos arquitectónicos, a Cava de Viriato é um monumento de planta poligonal constituída por oito taludes em terra aos quais estão associados outros tantos fossos. A Cava de Viriato teria, segundo consta em alguns documentos, quatro portas de cantaria: duas a Norte e duas a Sul.
O processo construtivo consistia assim na edificação de uma possante estrutura de carácter defensivo assente em dois elementos básicos: o fosso e o talude.
O fosso apresenta um perfil em U aberto com uma largura máxima de 16m e cerca de 4m de profundidade, com paredes com uma inclinação na ordem dos 59%. Foi escavado no substrato rochoso e apresenta o fundo plano mas sinuoso. O fosso era alagado com as nascentes de água existentes na zona e por uma complexa rede de drenagem.
O talude é uma muralha em terra de características heterogéneas, com uma cobertura superficial variável suportada por um maciço rochoso com diferentes graus de alteração. Apresenta a sua base a uma cota absoluta variável entre os 440m e os 450m. Quanto à sua altura, os valores oscilam entre os 8,7m e os 0,80m. A largura da sua base varia entre os 8,70m e os 9,40m e a do topo 4m em média. Isto remete-nos para a percepção de que os depósitos de terras feitos no âmbito da construção da muralha usaram o afloramento granítico com alicerce e sendo este de aspecto irregular, os depósitos variaram em correspondência com essas irregularidades. Por outro lado, não podemos esquecer que o talude terá sido alvo de trabalhos de manutenção atestados pelo achado de alguns materiais medievais. Assim, quando o substrato de base era mais resistente ou estava a cota muito baixa, o talude era feito com camadas de terra intercaladas com camadas de saibro. Estas últimas davam consistência ao conjunto arquitectónico.
O acesso ao interior do monumento fazia-se através de passagens abertas no talude. Uma destas entradas era correspondente à Rua do Picadeiro. Uma outra entrada, a Porta da Aguieira terá sido entaipada nos arranjos urbanísticos do século XIX. É possível uma entrada que daria ligação à estrada de Santiago (que levaria Almansor até à Galiza, acção perpetuada na toponímia).
Existia igualmente um complexo sistema de galerias para a captação e adução de águas que indicia a existência de um grande núcleo populacional durante a época medieval. Estas galerias fariam a drenagem das águas excedentárias não só do interior do monumento, como também serviriam para manter um nível homogéneo das águas do fosso. "
20091108
Passadeira e Iluminação na Cava de Viriato
Se tivessem sido mais inteligentes poderiam ter construído e equipado o “Centro Interpretativo” para o qual disseram ter sido recusado apoio.
20090927
Ainda as Obras na Cava de Viriato
Foi na semana que agora termina que finalmente acabaram de aparar a vegetação, na sua maior parte silvestre, que cresceu na Cava de Viriato em vez da pretendida relva que nalguns lugares cresceu tanto que mais parecia palha seca. Faltava cuidar de uma grande extensão do exterior da muralha junto do "Lago da Cava" (que ainda continua cheio de lixo [ligação]) uma tarefa de difícil execução, perigosa até, devido à grande altura dos taludes e inclinação, e também uma outra área situada entre a polémica "passadeira de granito" e o talude, perto da nova praça de entrada para o monumento e que foi até há algumas décadas atrás, uma pequena vinha de que ainda restam vestígios. Infelizmente a "recuperação e arranjo paisagístico" executada ao abrigo do Programa Polis tem sido um processo muito complicado e moroso. Antes de procederem ao "enterramento parcial" da inovadora passadeira aconteceram diversas quedas de que resultaram feridos, felizmente com consequências pouco graves.
A nova iluminação do passadiço da muralha e dos acessos continua, inexplicavelmente, desligada apesar de há já alguns meses ter visto técnicos a testar o sistema e reparar os pontos de luz que não funcionavam.
As fotos de hoje parecem mostrar que durante a execução dos trabalhos pretenderam demonstrar a "quadratura do círculo"...
20090308
"Requalificar" a Cava de Viriato?
20090201
Depois da "Passadeira"... as Escadarias!
20080803
De volta às obras na Cava de Viriato
De regresso ao “trabalho” fui ver as obras de "Recuperação e Arranjo Paisagístico" que estão a decorrer na Cava de Viriato.
As fotos começam por mostrar o fosso onde depois de feitas sondagens arqueológicas o terreno voltou a ser nivelado e está a ser semeada erva. Ao que parece pouco mais será feito embora devesse ser reparado o muro de suporte da Rua dos Heróis Lusitanos e da estrada junto da Quinta do Capitão Gaspar até à Vila Batalha.
O segundo conjunto de imagens mostra os “candeeiros” que irão "iluminar" a já polémica "calçada de granito" sobre a Cava de Viriato e os arruamentos que pelo interior ladeiam a antiga muralha defensiva, uma enorme construção octogonal com grandes muros de terra rodeada, talvez apenas em parte, por fosso ou vala com água.
Os “candeeiros” circulares estão a ser aplicados de 10 em 10 lajes da nova “calçada”. Os velhos muros de terra na Rua dos Plátanos, em parte da Rua dos Heróis Lusitanos e no novo arruamento aberto entre a Quinta do Fortes e a Casa das Águias na Rua do Coval, serão iluminadas com projectores embutidos em caixas de granito.
Sobre a muralha serão colocadas em breve outras fontes de luz que prometo mostrar mais tarde. Depois de terminadas as obras e ligada a corrente se verá o resultado que se espera seja eficaz e de bonito efeito.
20080518
Esta é a quarta escadaria na Cava Viriato
Parece-me que jamais deixarei de discordar destas escadarias e da "calçada" de que fazem parte porque são um grande desperdício e uma ainda maior ainda falta de respeito pela identidade dum já bastante adulterado e em parte destruído monumento.





