EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20150719

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


Este volume que reúne mais de meio século de poesias de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), foi o cumprimento de uma promessa que o autor fez a si mesmo e a resposta “a intimação” do seus filhos para reunir trabalhos dispersos que doutro modo acabariam esquecidos nas folhas amarelecidas dos jornais, guardados em arquivos. Adelino Azevedo Pinto foi “escrevente” na Imprensa Regional e correspondente de jornais nacionais. A sua figura permanece bem viva na lembrança daqueles que com ele privaram, muito em especial dos seus muitos amigos e vizinhos do "Campo de Viriato".
Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu em 8 de Novembro de 1907, em Santa Leocádia, no concelho de Baião (Porto). Este livro com 459 páginas foi publicado em Dezembro de 1985, cerca de 6 anos antes do seu desaparecimento, em 19 Julho de 1991 é um arquivo de produções poéticas de formas e temas diversos “baralhadas cronologicamente".

20071108

100 Anos - Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


*
Tão pequenina e jeitosa
Mais sedutora não vi...
És linda como uma rosa...
Se há rosas iguais a ti!

*
Adelino Azevedo Pinto (Rijo)
Azevedo Pinto (Rijo)*
O Sr. Azevedo Pinto (Rijo) não tinha por hábito celebrar a data do seu nascimento que terá ocorrido em 1 de Novembro, embora a data indicada no registo seja o dia 8 de Novembro de 1907.
Na passagem do centenário do seu nascimento lembrei-me deste ex-vizinho de que recordo o seu modo afável apesar das suas origens fidalgas, o seu bigodinho, os óculos na ponta do nariz e os seus passeios, em marcha muito lenta, num WV carocha amarelo.
Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu na Casa da Roupeira, uma casa solarenga da freguesia de Santa Leocádia, concelho do Baião, distrito do Porto. Viveu entre 1934 e 19 de Julho de 1991 em Viseu onde exerceu várias actividades sendo mais a mais conhecida a do ensino de condução automóvel.
Vi-o muitas vezes no seu outro ofício, o de jornalista de bloco de apontamentos na mão a tirar notas para “escrevinhar” as suas reportagens.
Colaborou em diversos jornais “Gazeta de Coimbra”, “Política Nova”, “Voz das Beiras”, “Jornal de Viseu” e foi correspondente do “O Comércio do Porto”.
Desde muito novo foi escrevendo poesia e mais tarde publicando, de modo disperso em vários jornais ou pequenas revistas. Por insistência dos seus filhos grande parte dessa produção foi recolhida em dois volumes intitulados “Retalhos dos meus Trabalhos” (1985) e “Cantigas minhas amigas” (1987).
Este viseense por opção e depois por amor foi distinguido pouco antes do seu desaparecimento, em 10 de Junho de 1991 pela Câmara Municipal de Viseu, com a Medalha de Mérito Municipal.

Clique para ver artigos anteriores e ler outros versos.
Leia poesia mais elaborada de "Rijo" no blogue: "PHOTOMATON".

20150630

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


Tão pequenina e jeitosa
Mais sedutora não vi...
És linda como uma rosa...
Se há rosas iguais a ti!

Azevedo Pinto (Rijo)

O Sr. Azevedo Pinto (Rijo) não tinha por hábito celebrar a data do seu nascimento que terá ocorrido em 1 de Novembro, embora a data indicada no registo seja o dia 8 de Novembro de 1907. Hoje lembrei-me deste ex-vizinho de origens fidalgas, de quem recordarei sempre o seu modo afável, o seu bigodinho, os óculos na ponta do nariz e os seus passeios, em marcha muito lenta, num WV carocha amarelo.
Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu na Casa da Roupeira, uma casa solarenga da freguesia de Santa Leocádia, concelho do Baião, distrito do Porto. Viveu entre 1934 e 19 de Julho de 1991 em Viseu onde exerceu várias actividades sendo mais a mais conhecida a do ensino de condução automóvel. Encontrei-o muitas vezes no seu outro ofício, o de jornalista de bloco de apontamentos na mão a tirar notas para “escrevinhar” as suas reportagens. Colaborou em diversos jornais “Gazeta de Coimbra”, “Política Nova”, “Voz das Beiras”, “Jornal de Viseu” e foi correspondente do “O Comércio do Porto”.
Desde muito novo foi escrevendo poesia e mais tarde publicando, de modo disperso em vários jornais ou pequenas revistas. Por insistência dos seus filhos grande parte dessa produção foi recolhida em dois volumes intitulados “Retalhos dos meus Trabalhos” (1985) e “Cantigas minhas amigas” (1987).
Este viseense por opção e depois por amor foi distinguido pouco antes do seu desaparecimento, em 10 de Junho de 1991 pela Câmara Municipal de Viseu, com a Medalha de Mérito Municipal.

20070907

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)



Este volume reúne mais de meio século de poesias de Adelino de Azevedo Pinto (Rijo) e foi o cumprimento de uma promessa que o autor fez a si mesmo e a resposta “a intimação” do seus filhos para reunir trabalhos dispersos que doutro modo acabariam esquecidos nas folhas amarelecidas de jornais.
Adelino Pinto foi “escrevente” na Imprensa regional e correspondente de jornais nacionais. A sua figura permanece bem viva na lembrança daqueles que com ele privaram, muito em especial dos seus muitos amigos e vizinhos do Campo de Viriato.
O Senhor Azevedo Pinto nasceu em 8 de Novembro de 1907 em Santa Leocádia, no concelho de Baião. Este livro com 459 páginas foi publicado em Dezembro de 1985, cerca de 6 anos antes do seu desaparecimento em Julho de 1991 e é um arquivo de produções poéticas de formas e temas diversos “baralhadas cronologicamente”.

20091003

Adelino Azevedo Pinto e Engº Coelho Araújo


Está marcada para a próxima Segunda-feira, o feriado 5 de Outubro às 11h30, a inauguração da Rua Adelino Azevedo Pinto (Rijo) [1907/1991, jornalista e poeta - ligação] e da Avenida Engº António Coelho de Araújo [1933/2002, presidente da Assembleia Municipal de Viseu]. A primeira, ladeada pela ecopista, tem o seu início nas traseiras do tribunal novo e termina um pouco antes da ponte pedonal, onde se inicia a avenida que circundando o futuro Parque Urbano da Aguieira termina no Monte Salvado e servirá de porta de entrada ao parque.

20150719

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)



8 Novembro 1907 (Santa Leocádia/Baião/Porto) - 19 Julho 1991 (Viseu)

Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu na "Casa da Roupeira", uma casa solarenga da freguesia de Santa Leocádia, concelho do Baião e distrito do Porto. Viveu entre 1934 e 19 de Julho de 1991 em Viseu onde exerceu várias actividades sendo mais a mais conhecida a do ensino de condução automóvel. Colaborou em diversos jornais “Gazeta de Coimbra”, “Política Nova”, “Voz das Beiras”, “Jornal de Viseu” e foi correspondente do “O Comércio do Porto”. Desde muito novo foi escrevendo poesia e mais tarde publicando, de modo disperso em vários jornais ou pequenas revistas. Por insistência dos seus filhos grande parte dessa produção foi recolhida em dois volumes intitulados “Retalhos dos meus Trabalhos” (1985) e “Cantigas minhas amigas” (1987).
Este viseense por opção e depois por amor foi distinguido pouco antes do seu desaparecimento, em 10 de Junho de 1991 pela Câmara Municipal de Viseu, com a “Medalha de Mérito Municipal”.

20070915

Cá, Na Beira Festa É Feira



(...)
Automóveis ziguezantes,
Barrulhentos, trepidantes,
Deslizam nas suas pistas.
E os moços irreverentes
Guiam os mesmos, contentes,
Com o fito das conquistas...

(...)

Hoje, nas feiras modernas,
Os burros de quatro pernas
Já são uma raridade...
Muito embora haja mais
Na sua esperteza... iguais,
Mas é doutra qualidade...
(...)
Adelino Azevedo Pinto (Rijo)

Retirado de "Retalhos dos meus Trabalhos"- Viseu, Dezembro de 1985 - Clique para ver!
Para ler sextilhas do Sr. Adelino vá ao arquivo do - "PHOTOMATON"

20160917

"Retalhos dos Meus Trabalhos"


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"Quem faz versos não é velho: a poesia vem da alma e a alma não tem rugas!..."
"Retalhos dos Meus Trabalhos" de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985

20150813

Rapazes Tomai Cautela...



Rapazes Tomai Cautela...

(...)

À noite, no "picadeiro",
Certo menino matreiro
Das fortunas indagou.
Créditos todos falidos,
Mulheres com teres p´ròs vestidos
Nem uma só encontrou!...

Com esta vida tão cara
Só quem tiver grande tara
Se deixa ir no embrulho...
Numa casa sem ter pão
Lá diz um velho refrão
Que nunca cessa o barulho.

Meninas dos tempos de hoje
Vede como um homem foge
De vos pedir ao papá.
Escusais fingir riqueza
Sentando-vos numa mesa
Do tal "Pavilhão de Chã"....

Tudo em vós são fantasias
Por isso ficais p´ra tias
E as Feira hão-de passar...
Mulher que tem merecimentos
Escusa, como os jumentos,
Que a levem a afeirar...

Adelino Azevedo Pinto (Rijo), in "Retalhos dos Meus Trabalhos", Viseu 1985

20170724

"Só lhe faltam javalis!..."


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(...)
Pouco brio, pouco asseio,
Com tojo de metro e meio
Só lhe faltam javalis!...
Invadida, mutilada,
Francamente, está votada
A um desprezo infeliz!
(….)

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)

Sim é verdade sei onde há tojos de metro e meio! a erva alta e o mato variado não faltam, espero que ninguém se lembre de lhe deitar o fogo (já não era primeira, nem a segunda vez...), é abundante. Não conheço o contrato que a Câmara Municipal de Viseu firmou com uma empresa para fazer a manutenção da vegetação do monumento mas, nem preciso de conhecer, porque o desmazelo é evidente e não posso acreditar que os termos do negócio, permitam esta vergonha. As visitas estão a chegar, portanto está na hora de varrer o lixo e cortar o matagal que a procissão vai passar.


Outra vergonha é a iluminação instalada no âmbito da "Requalificação Paisagística", levada a cabo pela Viseu Polis, que rapidamente se veio a revelar desastrosa. Infelizmente a edilidade tarda em substituir estes abortos por candeeiros adequados e menos atreitos aos ataques dos vândalos. Tapar as luminárias, com fita adesiva, só poderá ter sido uma solução engendrada num cérebro muito brilhante. Mais um caso em que se justifica usar o hashtag: #viseufazmal

20140912

O Estranho Caso da Piscina...



O mistério continua quem será o proprietário da piscina? será que o município está a cobrar alguma taxa pela utilização do espaço público, um zona verde que está a ser deteriorada, localizado junto à Ecopista do Dão, na Rua Adelino Azevedo Pinto (Rijo)? ou será um objecto (grande) abandonado à espera de remoção para o parque de sucata da câmara [saber +]?

20080925

Feira de São Mateus


(...)

É de velha tradição
Que a nossa iluminação
Não tem melhor, nem igual!
Digo, com chança vaidosa,
Que será a mais formosa
Nas "Feiras de Portugal"

(...)

20091220

O "Viriato no Recato..."



Viriato, meu vizinho,
Tem vivido a um cantinho,
Nas trevas, todo humildade!
Há pouco tudo mudou,
Viva luz o inundou
Com jorros de claridade!

Resolvi entrevistá-lo,
(...)

Assim me disse o guerreiro:
(...)

Nos belos tempos, passados,
Gozei muito bons bocados
Nesta escuridão de breu...
Hoje - que grande arrelia! -
Eternizaram-me o dia,
Para mim tudo morreu!...

(...)
Vi um par de namorados
Tão juntinhos e agarrados
Que fiquei com a impressão
- Faltou-me a luz duma tocha -
Que a rapariga... era a rocha
E o rapaz... o mexilhão...
(...)
Eu vi coisas, eu vi loisas,
Eu vi loisas, eu vi coisas.
Dum realismo brutal!...
Se não perdi a cabeça
Esse bem... que se agradeça
Ao ser velho... e de metal!...

Adelino Azevedo Pinto (Rijo) in "Retalhos dos Meus Trabalhos" [ligação]

As obras de "requalificação" da Cava de Viriato, a pretexto da reconstrução da muralha, fizeram desaparecer a "Cava de baixo", um interessante passeio aberto no séc. XIX na base do talude, onde existia um convidativo recanto à sombra de um centenário carvalho e vários bancos de granito que serviam de poiso aos visitantes, aos namorado e nos últimos anos apreciadores de "charutos". Se os vizinhos e os visitantes ficaram a perder com o desaparecimento do passeio, das duas escadarias e rampas, também o acesso ao monumento ficou mais dificultado. Os namorados e os "fumadores" esfregaram as mãos de contentamento pois passaram a ter mais privacidade.
A nova iluminação do monumento que é ineficaz e parece ter sido ligada apenas para os participantes no congresso das autarquias verem, esteve nessa ocasião - ligada dia e noite, voltou a ser desligada: o passadiço da muralha e todos os acessos continuam mergulhados no breu. Parece-me ter que perguntar ao Viriato se conhece o motivo para tal escuridão...mas em prosa!

20110703

Inaugurada a Ecopista do Dão



Foi inaugurada no primeiro dia deste mês a "Ecopista do Dão" [ligação] que une os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. Construída sobre o canal da desactivada via de caminho-de-ferro do Vale do Dão [ligação], tem cerca de 50 kms de extensão e apenas permite a circulação de bicicletas e peões. Custou aproximadamente cinco milhões de euros, dos quais três milhões foram financiados pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e o restante foi pago pelos três municípios. O primeiro troço de 7,5 kms já tinha sido inaugurado há quatro anos no concelho de Viseu, ligando a cidade até à localidade de Figueiró.

Pormenor da "Ecopista do Dão" na Aguieira (Rua Adelino Azevedo Pinto - Rijo). Cique sobre a imagem para aumentar.

20150401

A Capela de São João da Carreira


Os paralelipedos de granito ligados por correntes de ferro foram substituídos por outros de menores dimensões, para facilitar a passagem dos cavalos dos mordomos que acompanham o Alferes da Bandeira, sempre no dia 24 de Junho para em cumprimento da promessa darem três voltas completas à Capela de São João da Carreira [ver].

Indo a S. João da Carreira
Romper as suas levadas,
Numa posse justiceira,
Nasceram as Cavalhadas

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


Nicho com imagem em granito de São João Baptista. Inscrição na torça  - "Visitando esta capela tem indulgência plenária 1594"

20071015

O Poço do Nicolau


Como estava o Poço do Nicolau ontem à tarde

UM RIO QUE NÃO TEM BRIO

Rapazes da minha idade,
Nascidos cá na cidade,
Que os sessenta já abordam,
Nas suas invocações,
Dos tempos de matulões
Belas passagens recordam...

O "poço do Nicolau",
Que ao tempo não era mau,
É conversa obrigatória...
Às vezes dos professores,
Nas fugidas aos calores,
Comiam de palmatória...

Ali, nas águas do rio,
A nadar ao desafio,
Faziam mil brincadeiras!
Lá se via rico e pobre,
O plebeu e o nobre,
Unidos pelas asneiras!

(...)

Penso que chegou a altura
De pôr uma cobertura
Nessa vala, que foi rio,
P'ra tapar tantas misérias
E as fedorentas matérias
Que vemos com arrepio!

Quando tal obra for feita
Nossa cidade é perfeita
E findará todo o mal!
E garanto, à minha fé,
Que Viseu, com isso, é,
Rainha de Portugal!

Adelino Azevedo Pinto (Rijo) in "Retalhos dos Meus Trabalhos" - 1985

Felizmente que a solução encontrada, ao fim de largas dezenas de anos e enormes gastos, foi outra. Para ver outros artigos e outros versos - Clique P.F.

20160928

"Pouco Brio, Pouco Asseio"


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Tal como prometido e não por bom motivo, cá estão outra vez dois dos pneus do "Lago da Cava de Viriato", e outro "lixo" de que me permito destacar, uma árvore morta há muitos anos, um grande balde de plástico e o que ainda resta de um carrinho de bebé. Pela sua natureza não são, como na última Segunda-feira, o presidente da câmara municipal, Dr. Almeida Henriques, dirigindo-se à oposição no decorrer de Sessão Ordinária da Assembleia Municipal que começou às 14h30 e terminou cerca das 22h00, e referindo-se à feira anual, que havia quem se preocupasse com "ciscos"! Neste caso as insignificâncias, são maiores que estadulhos para amparar palha!
Nota: Estadulho ou fueiro - estaca redonda que segura a carga de um carro de bois.

Defesa da Fortaleza

Vou hoje falar da Cava,
A triste que não se lava
E tão esquecida está!
Com seu aspecto selvagem
Viu-se muito posta à margem
E tantas mágoas nos dá!

Pouco brio, pouco asseio,
Com tojo de metro e meio
Só lhe faltam javalis!...
Invadida, mutilada,
Francamente, está votada
A um desprezo infeliz!

Monumento Nacional,
Sem parceiro em Portugal,
Ou mesmo lá nos confins!
Magoa, desgosta e custa
Que relíquia tão vetusta
Tenha tratos tão ruins!

(...)

Os turistas estrangeiros,
Os de cá, ou forasteiros
Que vão ali de visita,
Hão de dizer com franqueza,
Que tão nobre Fortaleza
Em nada nos nobilita!

In "Retalhos dos Meus Trabalhos", de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985
Recolha proveniente de "Cantigas minhas amigas", "Gazetilhas minhas filhas", "Poemas sem algemas" e "Sonetos já meus netos",  representativa de mais 50 anos de poesia.

20160921

"Um Tormento Ferrugento"


GIF via GIPHY (Grafitti de "ATEOUS" & "CRLSK")

A nossa airosa cidade
Na super-fatalidade
Dos transporte em carris,
É, sem favor, com certeza,
A região portuguesa
Ferrugenta e infeliz!...

(...)

Os horários com H
É coisa que aqui não há,
Pois as pobres maquinetas
Velhinhas, tristes, cansadas,
Bufam todas esfalfadas
As sua queixas jarretas!...

Os bancos de pau de pinho
Tratam com pouco carinho
As almofadas... traseiras...
Acho que só cabem culpas
A quem, por ordens estultas
Fez "segundas" das "terceiras"!

Quando não pára ou desanda,
Às vezes, finge que anda
Mas dá pulos de cabrito!
O muito esforço que faz
Não deixa ninguém em paz
Co'as estridências do apito!

(...)

São tão pouco sedutoras
As mini-automotoras
Que quem nelas viajar
Aos pulos, saracoteios,
Conhece todos os meios
De deitar, a carga ao mar!...

P'ra brinquedo de arraial!
Mas festas de Portugal!
Talvez tenha utilidade...
E passaria um tormento
A ser um divertimento
De imensa hilariedade!...

Na era dos foguetões
Temos todas as razões
Para mostrar nossa dor
De se manter a rotina
Dos transportes cá p'ra cima
Com esguichos de vapor!!!

"Retalhos dos Meus Trabalhos" de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985

Enquanto esperamos pelo novo comboio, é bom recordar as ronçeiras locomotivas a vapor e as desconfortáveis carruagens que foram substituídas pelas balouçantes automotoras e mais tarde, depois de encerradas as linhas do Vale do Dão e do Vouga, pelos autocarros que também acabaram por levar sumiço.

20150728

"FEIRAR ESTÁ-NOS NO SANGUE"




"Cá, na Beira Festa é Feira"

(...)

Chegai aqui, vinde cá,
Sempre novidades há,
Pois tudo se renova...
A experiência aconselha
Que uma feira, mesmo velha,
É sempre uma feira nova!...

São as barracas iguais,
Pouco menos pouco mais
Do que foi o ano passado?
Nestas coisas transitórias
Tem sempre novas histórias
Tudo o que for renovado...

Hoje, nas feiras modernas,
Os burros de quatro pernas
Já são uma raridade...
Muito embora haja mais
Na sua esperteza... iguais,
Mas é doutra qualidade...

(...)

Adelino Azevedo Pinto (Rijo) in "Retalhos dos Meus Trabalhos"

"EXPOVIS" painel publicitário da "Feira Anual de Viseu" (Toni Carreira, Banda do Mar, Pedro Abrunhosa, AGIR e António Zambujo)

20091006

O Futuro "Parque Urbano da Aguieira"



O Parque Urbano da Aguieira pretende ser um espaço capaz de acumular múltiplas funções que hoje em dia escapam aos hábitos sedentários das médias e das grandes cidades. O ciclo do "descanso-deslocação-trabalho-estudo" representa o viver contemporâneo, escasseando o tempo e os espaços para uma complementaridade de hábitos de vida saudáveis. Conceitos como a actividade física, a contemplação, a deambulação, o "estar", a actividade intelectual, terão no Parque Urbano da Aguieira um espaço para o seu incremento, possibilitando assim a recreação e a comunhão com a natureza (...)
O Parque da Aguieira com um todo, tem nos seus Clubes (Rio, Monte, Campo, Desporto) as parte que autonomamente possibilitam vivências diversas que não se encontram no cento da cidade
. (...)

João Gomes da Silva - Arquitecto Paisagista

Bonitas palavras, uma estratégia muito bem delineada, natural num arquitecto de vistas largas e sempre preocupado com a manutenção de traços e vivências do passado. Infelizmente o parque que deveria poder ser fruído no 1º trimestre de 2004, continua no papel. Além da aquisição dos terrenos, por "trocas" com prédios urbanos na Avenida da Europa, da ponte pedonal da Ecopista, dos acessos, ontem inaugurados (Rua Adelino Azevedo Pinto e Avenida Eng.º António Coelho de Araújo) e do desmatamento terminado há pouco, nada mais foi feito.
Esta obra era uma parte muito importante do Programa Polis para Viseu que previa a criação de vários clubes: Clube de Rio - pesca e restaurante, Clube de Montanha - escalada e outras actividades, Clube de Campo - Hipismo e ainda Piscinas, Pavilhão Desportivo, Ecopista e Percursos Pedestres,
deveria ter sido considerada prioritária mas infelizmente ficou, em grande parte, por fazer e a câmara municipal terá de procurar um novo financiamento.

P. S. - Clique sobre a imagem para aumentar.