EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20160429

Os Azeitonas – “Cinegirasol”


“Cinegirasol” vídeo com argumento de Nuno Markl, realização de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para os Azeitonas. Este é o primeiro tema original a ser apresentado pela banda do Porto, desde 2013 quando editaram o álbum “AZ”.

500.000 Euros para a Feira?



Finalmente e depois de as obras terem sido iniciadas no passado dia 20, duas placas contendo informações sobre a "Intervenção no Espaço Público da Feira de São Mateus - 2016 - Pavimentação e Iluminação Pública", adjudicada por 269.778,55 € + IVA, foram colocadas junto à "Rotunda do Viriato" e outra no terreiro fronteiro ao multiusos, junto da via do "Funicular de Viseu". Os trabalhos de colocação do novo pavimento, em paralelos de granito, estão a avançar em bom ritmo e também reparei que junto ao rio, numa área da "Parque Linear do Rio Pavia" que foi vedada estão a ser abertos caboucos para edificar muito provavelmente instalações sanitárias.
Acontece que o presidente da câmara, Dr, Almeida Henriques, anunciou um investimento de 500.000 € e apenas duas instalações sanitárias, a construir de raiz no "Campo de Viriato" e os trabalhos em curso estão a ser efectuados apenas na antiga "Quinta do Padre Costa". Também foram anunciadas restrições no estacionamento no recinto da feira anual. Afinal em que ficamos? haverá outra empreitada?

Igreja de São Miguel do Fetal



O edifício da actual Igreja de São Miguel do Fetal foi edificado no século XVIII mas a construção primitiva remontava ao período da baixa idade média, sendo mesmo muito anterior à nacionalidade. Durante a ocupação muçulmana de Viseu (981 a 1058) terá sido nesse local permitido aos cristãos celebrar o seu culto e mais tarde temporariamente, por não ser possível o culto em edifício localizado no interior do castelo ou da velha muralha romana, por motivo de obras de reconstrução ou profanação pelos mouros, a modesta ermida por doação em 1110 do conde D. Henrique de Borgonha, serviu como Sé. Localizada fora dos muros e escondida entre matos e fetos terá escapado à destruição pelos invasores. D. Henrique e sua esposa, a condessa D. Teresa que viria a usar o título de rainha, deram início à construção da actual Sé, dentro da velha fortaleza romana, junto dos antigos paços dos reis de Oviedo, cidade onde bispos de Viseu encontraram refúgio.
Uma antiga lenda diz que em São Miguel do Fetal teriam repousado os restos mortais do último rei godo, o rei Rodrigo, que na ermida terminou os seus dias como penitente incógnito. Existindo mesmo uma arca tumular do séc. XVIII, com a seguinte inscrição:

“HIC JACET, AUT JACUIT POSTRE-
MUS IN ORDINE REGUM
GOTTORUM, UT NOBIS NUNTIA
FAMA REFERT.”

“Aqui jaz ou jazeu o último rei dos godos, segundo diz a tradição”

D. Rodrigo terá sido morto na batalha de Guadalete (711) e o seu corpo não foi encontrado, facto que originou diversas lendas, como viria a suceder com o jovem rei D. Sebastião. Nas traseiras do altar-mor existe um arco de volta inteira que a tradição afirma ter pertencido a edificação anterior.
A construção da nova igreja teve o seu início em 1719, durante o bispado de D. Jerónimo Soares (1694-1720), porque a anterior ameaçava ruína e já estava escorada. Por morte do bispo D. Jerónimo as obras cessaram. Seguiu-se um período de vinte anos durante o qual o cabido governou a diocese e fez inúmeras obras, incluindo a de São Miguel que foi finalizada em 1735. A nomeação de novo bispo, D. Júlio Francisco de Oliveira apenas ocorreu em 1740. Sabe-se que em 1855 a igreja encontrava-se novamente abandonada e bastante maltratada, porque em 1808 deixou ser igreja paroquial. Foi a irmandade do Senhor dos Passos que estava sedeada na Capela da Cruz, no claustro da Sé quem a recebeu do bispo D. José Joaquim de Azevedo e Moura (1845-1856),  ocupou e tem conservado até aos nossos dias.
A construção tem características de matriz maneirista, com remate de fachada e janelas de frontão triangular, nos vértices da cobertura possui pináculos piramidais e esferas. No interior existe um retábulo barroco joanino, datado de 1752, em branco e dourado, e dois retábulos laterais maneiristas um dos quais possui uma bela imagem de São Miguel a espezinhar o demónio. Na fachada principal, ladeando o portal, existem estas duas inscrições.

“HAC MICHAEL PRINCEPS COELESTIS IN
AEDE PATRONUS,
HUMANUM A PRISCO PROTE-
GIT HOSTE GENUS.

DUX QUIA SUPREMUS COELI QUE
NINISTER HABETUR,
MISSILIS HASTA DECET, PENDULA
LIBRA MANUS”

*

“QUO POSSUIT VETEREM PRIOR URBE
PAROECIA SEDEM
HOC FACTUM EST TEMPLU, SE-
DE VACANTE NOVUM

ANNOS MILLE SUPRA NUME-
RANTUR SAECULA SEPTEM
LUSTRA QUE, CUM SEDES CONDERE
JUSSIT OPUS,”

“Miguel, principe celeste, orago d’este templo, defende o genero humano do antigo inimigo. Porque é tido como general supremo e ministro do ceu, convem-lhe a arremeçadora lança e a mão com a balança pendente. Este novo templo foi edificado em sé vaga, onde a primeira parochia de Viseu teve a sua antiga sede. Contavam-se sete seculos e sete lustros sobre mil anos, quando o cabido mandou fazer esta obra.”

Fonte principal e epigrafia:  “PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO...” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

"Viseu City Race"

"A edição do Viseu City Race de 2016 está marcada para os dias 28 e 29 de Maio. Sábado, prova no Parque Florestal do Fontelo. Domingo, City Race na cidade de Viseu com partidas junto à Praça 2 de Maio. Saber + e inscrições

Lavar o cu com Água de Malvas


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Lavar o cu com Água de Malvas e não só...
As malvas podem ser usadas para fazer infusões (chás) fervendo duas folhas, por chávena de água obterá uma bebida calmante e eficaz no tratamento de problemas da garganta e sistema digestivo. A "Água de malvas", obtida fervendo dez folhas num litro de água durante dez minutos, é um remédio caseiro de uso externo, utilizado na lavagem dos olhos, pele inflamada, feridas, eczemas, nas assaduras das fraldas e na higiene íntima. Também poderá fazer sopa, simplesmente juntando as folhas com outros vegetais, as flores também podem ser consumidas frescas ou usadas na decoração de pratos. [saber +]
Nunca utilize plantas silvestres como remédio ou na alimentação se não tiver bons conhecimentos ou acompanhamento de pessoa conhecedora.

20160428

Charanga - "Carta de um Emigrante"


"Carta de um Emigrante" vídeo de Luís Fernandes para servir de amostra ao segundo LP "Tribut'ó Ti Tobias", com lançamento previsto para o mês Maio, dos Charanga que acabam de lançar um 3 em 1: novo teledisco, novo single e campanha de financiamento do novo álbum. Os Charangas de Freixo-de -Espada-à-Cinta, são Francisco Gedeão, Quim Ezequiel, Alberto Baltazar, Zé Inácio e Marta Baqueiro.

20160427

Pavilhão Desportivo do Fontelo



Na edição de ontem do “Diário de Viseu” uma pequena notícia assinada por “JF” tinha como título: “Pavilhão desportivo do Fontelo estará em pleno esta semana.”
O problema originado com condensações provocadas pela desadequada escolha do material usado na cobertura e que pouco depois da “inauguração” em 30 de Outubro de 2015, obrigou ao seu encerramento e à realização de obras designadas como: “Requalificação do Pavilhão do Fontelo – Beneficiação Energética 2016”. Este remendo que se espera seja de boa qualidade, foi adjudicado por 47.605,10 Euros, a somar a pouco mais de 1 milhão de euros já investidos. A nova cobertura foi executada com painéis do tipo “sandwich” e fonte não identificada da autarquia revelou que também foi necessário “voltar a pintar o pavimento, que sofreu alguns danos devido à água que se acumulava”. Segundo a mesma notícia o presidente da câmara, Dr. Almeida Henriques “Sublinhou que serão apuradas responsabilidades” e lembrou que a obra foi lançada pelo anterior executivo. O processo arrastou-se de 2012 a 2015 e o orçamento foi aumentando até superar 1 milhão de euros, centenas de milhares de euros de acréscimos não foram devidamente discutidos por estar a findar o prazo para aproveitar fundos comunitários. 
Como as imagens mostram e a notícia não refere, a tela da face do pavilhão confinante com a Avenida José Relvas, representado troncos e ramos de árvores, destinada a permitir a "boa integração paisagística do pavilhão, no contexto da mancha verde do Fontelo", ou como dizem outros, esconder a feia estrutura construída em 1969 que no essencial se manteve, foi retirada e permite verificar que o “rei vai nu”. Segundo apurei a tela apesar de ser microperfurada não terá resistido aos ventos fortes e certamente será reposta em breve. Até agora gastou-se mais de 1 milhão de euros em remendos Façamos votos para que a solução encontrada, seja definitiva e a ventilação existente evite condensações, mas da próxima vez nas paredes que futuras repinturas poderão “remediar”.

Hudson Hill - “The Whiskey Hollow”


“The Whiskey Hollow” vídeo de Stephen Mlinarcik em “stop motion” para o “single” de estreia do álbum “X WATERS”, dos norte-americanos Hudson Hill

"2º Festival de Street Art de Viseu"



"Nomes confirmados para o 2º Festival de Street Art de Viseu que este ano cresce para reinterpretar as marcas da cidade e renovar paisagens!:
Facebook da Câmara Municipal de Viseu

20160426

Uma Questão de T(r)ampa?


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Pormenor de passeio e passadeira para peões antiderrapante encontrado na Avenida Alberto Sampaio. Este material foi instalado durante o último mandato do Dr. Fernando Ruas, sobretudo com o objectivo primeiro de servir de guia aos cidadãos com dificuldades visuais.

“I Can’t Give Everything Away”


“I Can’t Give Everything Away” vídeo de Jonathan Barnbrook para o tema que encerrou o derradeiro álbum “Black Star” de David Bowie

Na Prebenda? é Preciso ter Muita Lata...



Confesso que me faltam as palavras para descrever esta montruosidade para a qual me chamaram a atenção e prometi ir ver... Certamente foi preciso muita lata, que é uma qualidade que muitos arquitectos possuem, para conseguir fazer aprovar a construção de um mamarracho destes na zona histórica de Viseu, no Largo e na Rua da Prebenda. Será esta uma das facetas da estratégia definida aqui "(...)Salvaguarda patrimonial,

20160425

Viva o 25 de Abril


25 de Abril de 1974! eram zero horas e vinte minutos quando foi transmitida pela Rádio Renascença - Emissora Católica Portuguesa, no programa de produção independente "Limite" com Manuel Tomás, a canção "Grândola, Vila Morena" de Zeca Afonso, precedida da leitura previamente gravada por Leite de Vasconcelos da primeira quadra, para ser a 2ª senha destinada a confirmar a irreversibilidade do "Movimento das Forças Armadas" (MFA) que iria derrubar o regime ditatorial instaurado em 28 de Maio de 1926 e continuado por Salazar e Marcelo Caetano.

20160424

50º Aniversário do G. D. "Os Ribeirinhos"


O Grupo Desportivo "Os Ribeirinhos" está de parabéns porque foi fundado no dia 25 de Abril de 1966. O seu lema - "Presuntus et Vinus Tintus" ficou a dever-se aos prémios atribuídos num desafio de futebol contra uma equipa de Moselos (A terra da cabra), disputado num campo improvisado junto ao caminho para  a Capela da Nª Sra. do Castro, em que venceram o jogo por 1-2 e receberam como prémio um presunto e um cântaro de vinho. O vinho e o presunto eram certamente bons e esse acontecimento ficou assinalada no seu emblema, da autoria de Francelino de Oliveira que colocou sobre a imagem do Viriato, uma tarja que perdura há 50 anos e recorda essa vitória. Parabéns então aos “Ribeirinhos”.

D'Alva – “#LLS”


“#LLS” vídeo de Ângelo Silva para os D'Alva

Mais 500 Mil Euros para a Feira



Depois de em 2015 ter substituído por muitas centenas de metros quadrados de pedra, a zona verde junto ao "Espelho de Água" que foi instalada  no espaço destinado pelo "Programa Polis para Viseu", a ser ocupado por 3 restaurantes, com vista sobre a cidade mas que nunca chegaram a sair do papel, a Câmara Municipal de Viseu decidiu colocar ainda mais pedra no recinto da feira, desta vez paralelos em vez de cubinhos de granito, no espaço maioritariamente ocupado pelas diversões da feira anual de Viseu. Se a zona já estava demasiado impermeabilizado, depois desta obra a monotonia da pedra ganha ainda maior impacto. Suponho que o espaço poderá, durante o resto do ano, vir a ser utilizado como parque de estacionamento, de preferência gratuito, porque de outro modo o investimento será um enorme desperdício.
P.S.: Apesar de ser Sábado as obras não pararam.

20160422

Alexia – “"A Volte Si a Volte No"


"A Volte Si a Volte No" vídeo de Stefano Bertelli para a italiana Alexia

"Meio Milhão para Melhorar a Feira"



A edição de hoje do jornal oficioso do "Núcleo de Imagem e Comunicação do Município de Viseu", para os mais distraídos o "Diário de Viseu", publicou uma pequena notícia, com destaque na capa com o título - "Meio milhão de euros para melhorar a feira". No "Facebook" da câmara municipal, ainda nada consta sobre este assunto e no portal a referência é lacónica mas a breve que cita o presidente, Dr. Almeida Henriques além de revelar qual a quantia envolvida na pavimentação, com cubos de granito, da zona onde habitualmente são instaladas as diversões e na construção de duas instalações sanitárias, que passarão a funcionar durante todo o ano, alerta para  condicionamentos do estacionamento no "Campo de Viriato", que ainda não aconteceram porque os trabalhos estão confinados ao terreiro fronteiro ao "Multiusos de Viseu".
Contrariamente a anos anteriores a nova associação cultural - "VISEU MARCA", já está a divulgar informação, incluindo parte do cartaz musical da feira que este ano irá decorrer de 5 de Agosto a 11 de Setembro, A informação poderia ser mais mas temos de nos contentar...

A Muralha de Viseu e o Vinho



A construção da muralha de Viseu teve início no reinado de D. João I e foi tema nas cortes de Lisboa de 1412.

”(…) que os da cidade e dos povos até duas léguas em redor servissem na obra da cerca, que então se andava construindo, não seis dias continuados em cada seis meses, mas um dia em cada mês, ficando os moradores do termo com dantes a servirem os ditos seis dias em cada seis meses, consecutivamente; que nem Lopo Fernandes nem outro qualquer obrigasse os moradores da cidade, quando abrissem algum tonel de vinho para vender, a ir leva-lo à obra, porque nem todos tinham servidores e criados que ali o levassem, e outros não tinham quem o vendesse senão mulheres, e não era justo e decente que elas ali fossem, obrigando-se os moradores da cidade a prover homem que tivesse continuamente taberna aberta na dita obra e bom vinho e aguisado e pelo preço da cidade”.

ARAGÂO, Maximiano Pereira da Fonseca em – “Vizeu: Apontamentos históricos”. Viseu: Typographia Popular, 1894.P.131, citado por CASTILHO, Liliana em “A cidade de Viseu nos Séculos XVII e XVIII/Arquitetura e Urbanismo/Vol, I”, Tese de Doutoramento em História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2012

Ilustração:
Bilhete Postal Ilustrado, Editor desconhecido, com indicação do vendedor/Confeitaria Santa Ritta – Vizeu, não circulado, datável dos primeiros anos da república. 
“VIZEU – 10
ARCO DOS MELLOS
Das sete portas da cidade acabadas de construir com a muralha em 1472 apenas existem esta e a denominada do Arco, ao fundo da Rua dos Cavalleiros. Ao lado, na face externa está a imagem de Santo António e na interna a de S. Borja advogado e padroeiro do reino contra os terramotos. Na face externa existem tres letreiros. O mais antigo, quasi apagado diz quando se construíram muros e portas. O imediato no tempo, a escolha da Mãe de Deus para padroeira do reino e a defeza da sua immaculada concepção, no tempo de D. João IV. O mais moderno refere-se ao governo das armas da Beira, de D. Sancho Manuel.”