EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20160925

Pontapés na Ortografia!!!


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Proibida a entrada a pessoas estranhas ao serviço.

Salvo a:

- ANBOLÂNCIAS/ANVULÂNCIAS
- Directores
- Treinadores
- Doutores/ Massagistas/BIDENTES/BRUXOS
- Jogadores
- Roupeiros
- GNR
- GUARDA NOCTURNOS

Aviso afixado à entrada dos balneários do "Campo 1º de Maio", no "Parque Desportivo do Fontelo". Em Maiúsculas os acrescentos, feitos por anónimos ignorantes e/ou galhofeiros? Ficaram a faltar, entre outros, os árbitros e os polícias!

20160924

Viagem Medieval de Canas de Senhorim


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A "Viagem Medieval de Canas de Senhorim" irá realizar-se nos próximos dia 1 e 2 de Outubro (Sábado e Domingo) e as entradas são livres.

A "Maravilha de Filigrama"


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"Por aquele grande portal, de linhas austeras ao gosto do século XVII, fora a entrada ordinária do solar até a data em que os Mendanhas resvalaram na pobreza. Remate natural do muro da cerca e ansa entroncada graciosamente na esquina do prédio, arvorava em seu tope uma cruz de pedra, maravilha de filigrama. Abaixo da cruz, em sinal de humildade, como era dever de família que recebera os pergaminhos do ungido de Deus, inscreviam-se na torça, veladas desde há muito por crepes pesados, as armas fidalgas: seis arruelas de vermelho, duas a duas, em campo de oiro"
Aquilino Ribeiro in "O Homem que Matou o Diabo", p. 64, Livraria Bertrand, 1972

Ao subir a Rua Maria do Céu Mendes e um pouco antes da rotunda do Fontelo, do lado Norte, está localizada a "Casa do Cruzeiro" que Mestre Aquilino Ribeiro aproveitou para no seu romance "O Homem que Matou o Diabo" (1930), atribuir aos nobres mas empobrecidos Mendanhas, família nascida da sua fértil imaginação, cujas armas descreve como estando tapadas com um pano preto, em sinal de luto, que o tempo se encarregaria de desfazer. A cruz de pedra que classifica como uma "maravilha de filigrama",  burilada e vazada no duro granito, foi invadida por ramos de hera que para além de impedirem que possa ser apreciada, a poderão vir danificar irremediavelmente.

P.S.: Bem-haja! amigo J.C. que sugeriu a abordagem este tema.

"Ponte da Azenha" e não "Ponte Romana"


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Durante muitos anos esta ponte sobre o Rio Pavia foi conhecida por “Ponte romana” mas de romano só tem o desenho e a técnica construtiva porque foi mandada fazer por Francisco Coelho de Campos, Arcediago de Pindelo, conforme consta na inscrição gravada no cruzeiro próximo: “Este Cruzeiro e Ponte mandou fazer à sua custa Francisco Coelho Campos”. A construção decorreu entre 1738 e 1767, na época a ponte era de grande utilidade para quem se deslocava para a cidade e morava para lá do rio em Santo Estêvão,  Orgens, S. Martinho, Quintela e mais para longe ainda. A ponte faz parte de um sistema que integra um açude para armazenar a água que fazia girar as mós de um moinho e ainda regar os terrenos agrícolas próximos.

"VISEU PORTUGAL - Ponte Romana", Bilhete Postal Ilustrado, Editor e fotógrafo desconhecidos, Não circulado/ "VISEU - PORTUGAL - Ponte da Azenha, Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu), Circulado em 19 de Setembro de 1957 / "34 VIZEU - Ponte Romana da Azenha, Edição Passaporte (LOTY), Não circulado

Bugalhas (e Bolotas)


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Os lusitanos e outros povos pré-romanos da Ibéria usavam a farinha das bolotas para fazer o pão. O fruto dos carvalhos é a bolota, as bugalhas são casulos onde crescem larvas de insectos da família das vespas. As bugalhas são originadas por uma reacção da planta hospedeira à picada dum insecto que deposita debaixo da casca o ovo. Se abrirem uma podem ver o ovo ou a larva, se estiver seca e furada, é sinal que o novo insecto foi-se embora... a voar! No carvalho que criou estas bugalhas, facto estranho, não vi uma única bolota mas as bugalhas eram em grande quantidade.

20160923

DJ Shadow – “Nobody Speak “


“Nobody Speak” vídeo de Sam Pilling para servir de amostra ao álbum “The Mountain Will Fall”, do norte-americano (São Francisco) DJ Shadow feat. Run The Jewels.

Brasões de Viseu - "Casa do Cruzeiro"


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Escudo em cartela de volutas, com elmo de grades, coronel de nobreza e timbre. Esquartelado: I - Partido: I - Sampaio. II - Melo. II - Serpa. III - Sousa (de Arronches). IV - Coelho?. Timbre: Serpas. Diferença no Iº quartel: Uma brica carregada por uma cruz potenteia (?)

(MATTOS, Armando de - "O Tombo Heráldico de Viseu", Gaia, Oficinas da Sociedade Editorial Pátria - Lda, 1932, p.12 ), citado por "Solares e Brasões".

Portal da Casa do Cruzeiro


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"VIZEU - Cruz de granito de grande valor histórico", Bilhete Postal Ilustrado, Edição F. A. Martins, Camões 35, Lisboa, Circulado em 29 de Julho de 1905
Portal armoriado da "Casa do Cruzeiro" (Rua Maria céu Mendes) entrevendo-se, o pátio, o lago com um repuxo, vasos com flores, uma cadeira dobrável e porta interior de acesso à "Casa do Cruzeiro" que no séc. XIX, foi habitada pelo Cónego José de Oliveira Berardo. Imóvel pertença da família do Visconde do Rio Torto.

"Festa das Vindimas"


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Está a decorrer, em Viseu a "Cidade Vinhateira do Dão", até ao dia 25 (Domingo) a "Festa das Vindimas". No "Mercado 2 de Maio" está armada a "Festa dos Vinhos" que reutiliza o balcão "Entre Aduelas". o "stand" usado na  Bolsa de Turismo de Lisboa, elementos decorativos da ex-zona VIP da feira anual, este ano reservada aos patrocinadores e ainda as barracas decoradas com reproduções, em grande formato, do painel de azulejos do Rossio que foram novidade na feira. 
No piso superior está instalado o "Mercado dos Sabores", incluindo chocolates, "Street Food" e um espaço destinado a "Workshops" (Vínicos) e "Showcookings", tudo bem florido e com um jardim vertical.
A festa deste ano não se esqueceu dos jovens académicos (da "Academia Dão Petiz") que este ano não vão poder pisar as uvas e de seguida beber o mosto, bem docinho, mas no dia 24 (Sábado), sejam académicos ou não. poderão ajudar os pais a vindimar nas quintas. Os progenitores terão de desembolsar 20 Euros (por pessoa), com direito ao transporte,  a participar em provas dos vinhos e a uma merenda típica. As crianças até aos 12 anos, inclusive, não pagam.
Na Rua Formosa foi instalado o octógno da "Marca de Viseu", muitas e variadas plantas e vários pipos e selhas para uvas. Mas no meio de tanta planta e tanta flor, não consegui encontrar, nem parras, muito menos uvas, nem uma videira ou mesmo uma ramada, nem que fosse de plástico...

20160922

Novo Relvado do "Campo 1º de Maio"


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Os trabalhos para a substituição do relvado artificial do "Campo 1º de Maio", muito degradado por 10 anos de uso intensivo, decorrerem há mais de 1 semana. Nesta fase dos trabalhos estão a ser utilizadas duas pequenas máquinas, uma tem a função de retirar o "infill", enchimento de borracha negra, e a outra está equipada com um grande saco para receber e transportar o material retirado das telas, com as fibras que imitam a relva natural. Junto à entrada para os balneário já estão armazenadas várias dezenas de sacos com borracha.

Autocolantes em Viseu


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Dois autocolantes encontrados, algures em Viseu

OMIRI -“Corridinho”


20160921

Pórticos de Luz da Feira Anual


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Pórticos de luz da feira anual de Viseu - "Porta de São Mateus", "Porta de Viriato" e "Porta do Sol Posto" (Brasão da Cidade de Viseu 1863)
Se a tradição continuasse a ser respeitada, estaria agora a terminar a feira anual de Viseu - 2015. Desde 1510 que a feira foi conhecida por "Feira Franca" ou "Feira de São Mateus", mas este ano e pela terceira vez consecutiva, terminou antes do dia 21 de Setembro - "Dia de São Mateus". Não seria mais correcto mudar o nome ao evento? Não será este um caso de uso inapropriado duma "Marca"? O que os safa é que o São Mateus, não reclama...

As Melhores da Feira Anual de 2016


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Aspectos da "Porta de Viriato" da feira anual de Viseu e da nova "Praça de Viriato" em que se pode observar a medonha colocação de dois pórticos de meta (insufláveis) e o enorme camião publicitário que foi estacionado de modo a tapar a vista da "Cava de Viriato". Também a "Praça de Viriato" devido à estrutura pesada com que foi construída e ao local escolhido para a sua implantação, ficou igualmente a prejudicar  as vistas da cava, classificada em 1910, como "Monumento Nacional" e não merecia tanta falta de respeito. O dinheiro não devia ser tudo...


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Os guerreiros do Viriato, enquanto durou a feira, tiveram que transportar "duas mochilas", já não chegava o facto de estarem mal armados...
O "Monumento a Viriato" (Mariano Benlliure,1940) recebeu uma cúpula que durante a noite fazia brilhar milhares de pequenas "luzinhas" brancas. A iluminação habitual esteve muitas vezes ligada de dia e de noite, a desperdiçar energia. 
O muito lixo que ficou no relvado, depois do apresentação de "Viver Viriato", um espectáculo teatral de rua, criado pelo "Trigo Limpo teatro ACERT/Tondela que apresentou uma marioneta gigante a interagir com actores, na noite de 28 de Agosto (Domingo), só foi recolhido no dia 31 de Agosto (Quarta-feira),


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Como vem sendo habitual também este ano na feira foi possível adquirir várias pechinchas, sobretudo as cuecas de senhora, apenas 1 Euro e para os senhores, 3 "Boxers" por 5 Euros.


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Ainda não sabemos, nem deveremos saber nunca, qual o número de feridos causados por entaladelas ou escorregadelas na via do funicular. Certo foi o maior cuidado da organização do evento que até utilizou, embora durante pouco tempo, cavaletes para sinalizar os perigos existentes no atravessamento da linha férrea.


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As última imagens mostram ciclistas a circularem no recinto da feira, facto corriqueiro nas manhãs dos domingos, um feirante a deitar água no pavimento para fazer baixar a temperatura que chegou a ser quase insuportável (com tanta pedra é natural), uma de duas "ratoeiras" armadas junto à entrada da nova instalação sanitária e para terminar... uma tenda de campismo montada na Rua de Nª Sra. da Conceição, onde um dos feirantes pernoitou.
Muitas destas imagens são "pormenores" a rectificar futuramente. O Gestor da "Viseu Marca", associação cultural que pela primeira vez organizou o certame, Dr. Jorge Sobrado, "recolheu dezenas de lições para a próxima edição". A feira anual de 2016 teve a duração de 38 dias mas os feirantes, naturalmente desejavam continuar porque o negócio correu bem.
Uma vez que as atracções musicais, certamente cobrando boas "maquias", perderam a capacidade nos dias pagos, de atrair multidões e porque os números mais elevados de visitantes, foram registados, maioritariamente, em dias de entrada gratuita, talvez fosse boa ideia rechear o programa com mais "prata da casa"?

21 de Setembro - "Dia de São Mateus"


GIF via GIPHY "São Mateus", A. (Armindo) Ribeiro (Viseu), 1983

Vale tudo! a dita "Feira de São Mateus", em Viseu encerrou no passado dia 11 (Domingo) mas hoje é o "Dia de São Mateus" e Feriado Municipal, por esses motivos, às 9h30 realiza-se uma Missa Solene, seguida de Procissão, apenas à volta do "Complexo Paroquial de São José", porque a tradicional passagem pelo recinto da feira anual deixou de fazer sentido.

(...) "A Feira realizou-se inicialmente dentro da Cava de Viriato junto da Capela de S. Jorge, que ali havia em sítio que se ignora, porém, subindo D. Manuel I ao trono e pedindo-lhe a cidade de Viseu a confirmação da Carta dada por D. Duarte, pedindo-lhe simultâneamente “licença para ser feita dentro da cidade por coanto na Cava se faziam cousas de pouco serviço de Deus e nosso e de muita desonestidade” – razão porque havia já 4 anos, a feira não se fazia… D. Manuel deferiu o pedido e determinou que a Feira voltasse a fazer-se em dia de S. Jorge, como inicialmente – Carta de 30 de Abril de 1501.
Como porém a Feira se desenvolvesse a ponto de não caber dentro da cidade, por falta de logradoiros ou rossios, foi então, depois de 1510, transferida definitivamente para o Largo da Ribeira, então conhecido também por Campo de S. Luís e depois Campo de São Mateus.
(…)
Esta mudança coincidiu com a mudança da época da Feira, a qual passou a realizar-se na 2ª metade de Setembro a começar no dia 15. Também daí em diante passou a designar-se Feira Franca de S. Mateus, pois, este santo passou a ser o títular, e francos os três dias de 20 a 22 de Setembro, ou sejam o dia 21 – Dia de S. Mateus -, a véspera, 20 e o dia seguinte, 21 tradição que deverá manter-se." (...)

Dr. José Coelho "A Feira Franca de Viseu" in "Beira Alta - Arquivo Distrital", Volume XIX, Fascículo III (3º Trimestre) , Viseu 1960.

"Um Tormento Ferrugento"


GIF via GIPHY (Grafitti de "ATEOUS" & "CRLSK")

A nossa airosa cidade
Na super-fatalidade
Dos transporte em carris,
É, sem favor, com certeza,
A região portuguesa
Ferrugenta e infeliz!...

(...)

Os horários com H
É coisa que aqui não há,
Pois as pobres maquinetas
Velhinhas, tristes, cansadas,
Bufam todas esfalfadas
As sua queixas jarretas!...

Os bancos de pau de pinho
Tratam com pouco carinho
As almofadas... traseiras...
Acho que só cabem culpas
A quem, por ordens estultas
Fez "segundas" das "terceiras"!

Quando não pára ou desanda,
Às vezes, finge que anda
Mas dá pulos de cabrito!
O muito esforço que faz
Não deixa ninguém em paz
Co'as estridências do apito!

(...)

São tão pouco sedutoras
As mini-automotoras
Que quem nelas viajar
Aos pulos, saracoteios,
Conhece todos os meios
De deitar, a carga ao mar!...

P'ra brinquedo de arraial!
Mas festas de Portugal!
Talvez tenha utilidade...
E passaria um tormento
A ser um divertimento
De imensa hilariedade!...

Na era dos foguetões
Temos todas as razões
Para mostrar nossa dor
De se manter a rotina
Dos transportes cá p'ra cima
Com esguichos de vapor!!!

"Retalhos dos Meus Trabalhos" de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985

Enquanto esperamos pelo novo comboio, é bom recordar as ronçeiras locomotivas a vapor e as desconfortáveis carruagens que foram substituídas pelas balouçantes automotoras e mais tarde, depois de encerradas as linhas do Vale do Dão e do Vouga, pelos autocarros que também acabaram por levar sumiço.

Um Comboio Já Chegou!


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Um comboio, já chegou aqui! à "Melhor Cidade para Viver", agora fica a faltar o outro...

20160920

Esta Tarde Encontrei no Rio Pavia...


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Esta situação vergonhosa, para a "Cidade Jardim", pode ser vista na margem direita do rio Pavia e na represa da Ponte de Pau. A maior parte do lixo visível neste troço do "Parque Linear do Rio Pavia", já estava a conspurcar o recinto da feira anual antes do encerramento. São incontáveis, folhas de árvore, papéis, garrafas e copos de plástico, sacos com lixo, etc. Segundo me contaram, a bola colorida tem descido o rio ao sabor da corrente, e subido impulsionada pela a força do vento! Hoje estava "estacionada" devido ao vento de poente.


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Neste caso o lixo existente na represa, incluindo o banco de plástico, foi-se acumulando ao longo dos últimos dias,  sobretudo já depois do encerramento da feira anual, ocorrido no dia 11 de Setembro.

"Acabar com as Cheias na Feira"


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A edição de hoje do "Diário de Viseu" publica uma notícia, assinada por JF, com o título seguinte - "Autarquia instala colector para acabar com cheias na feira" (1). O texto refere que vão ser necessários cerca de 400 mil euros para evitar que em dias de muita chuva o degradado recinto, onde todas as Terças-feiras, se realiza a feira semanal fique inundado, obrigando à interrupção dos negócios e até à intervenção dos bombeiros. O projecto já estará pronto e em breve deverá lançado o concurso público. Estas "revelações" foram dadas a conhecer pelo presidente da câmara, Dr. Almeida Henriques, que ontem visitou a Escola da Ribeira, localizada junto à feira e informou que "espera que a obra seja lançada antes do fim do ano.", portanto ou as minhas fontes que indicavam existir maior celeridade (ouvia-se que seria logo a seguir o encerramento da feira anual), estavam erradas ou não houve capacidade para criar condições para a obra avançar antes do próximo Inverno. Mas há mais novidades e pouco agradáveis porque a "requalificação de todo o recinto da feira semanal que também serve de parque de estacionamento" e é atravessado por uma "Ecopista", estará prevista apenas para os próximos 3 anos. Na notícia, a ordenação do estacionamento automóvel, precede (será considerada mais importante?) a referência à melhorias das condições dos feirantes!
As obras necessárias terão de ser realizadas também fora do recinto localizado na margem esquerda do rio Pavia, como se comprova com a foto que ilustra o texto, obtida no exterior do recinto da feira semanal.
1- Seria mais correcto ter escrito - "Autarquia vai instalar..." porque até o trabalho se iniciar - "Muita água ainda vai correr debaixo da Ponte das Barcas.

A "Igreja do Carmo"


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A "Igreja do Carmo" ou mais exactamente da "Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo Viseu"

OMIRI em Concerto no Carmo´81


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“Como se chama o teu Disco?”


“Como se chama o teu Disco?” pergunta O Grilo e a Longifolia, um projecto com composições de João Grilo (piano), Pedro Almiro (bateria), Filipe Louro (contrabaixo) e vários outros amigos. "BANDCAMP"

20160919

A Feira Anual Ainda Mexe...


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Continuam os trabalhos de desmontagem das barracas da feira anual de Viseu, faltando ainda desmontar os três pórticos decorativos das 3 portas principais que este ano tiveram como motivo os Brasões da Cidade de Viseu, a cúpula que foi erguida sobre o "Monumento a Viriato" e talvez a decoração da chaminé da antiga estação termo-eléctrica (Museu da Electricidade)? Os comerciantes da Avenida da Bélgica e da Avenida Emídio Navarrro, já desesperam depois de 2 meses com o trânsito interrompido, falta de lugares de estacionamento e mudanças de itinerário de algumas carreiras de autocarros, mas ainda vão ter de aguardar mais alguns dias, até à total desmontagem das barracas, do movimento de camiões e que seja reposta a sinalização dos espaços utilizados como parques de estacionamento e  efectuada a reposição dos pilaretes de protecção aos peões. 
Tenho ouvido falar com insistência que o recinto da feira anual irá ser utilizado para realizar a feira semanal (a feira das Terças-feiras) que há muitos anos, está a necessitar grandes obras de remodelação mas esta obra não está prevista no ambicioso "Plano Municipal de Obras do Centenário 2016/2020", talvez por não ser elegível para financiamento comunitário (Portugal 2020)?



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Curiosamente o Viriato que durante muitos dias, enquanto durou a feira, esteve iluminado mesmo durante o dia, a desperdiçar energia, agora talvez para compensar a iluminação decorativa (holofotes e barras de LEDS) estão desligados...

Viseu Cidade Vinhateira do Dão


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Há quem ainda não tenha perdoado os "iconoclastas/herejes" que decidiram encerrar a feira anual, antes do dia 21 de Setembro, "Dia de São Mateus" e "Feriado Municipal", e celebrar nesse dia uma festa do vinho. Na imagem a nova "Marca de Viseu", na Rua Formosa onde se prepara o "Mercado 2 de Maio", para receber a "Festa das Vindimas". 

Red Axes – “Sun My Sweet Sun”


“Sun My Sweet Sun”  vídeo de Greg Barth e Jack Sachs para os Red Axes, Niv Arzi e Dori Sadovnik dois jovens israelitas, de Tel-Aviv.

"Até ao Lavar dos Cestos é Vindima"


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Aspectos do pórtico instalado na "Porta de Viriato" da feira anual de Viseu, com o "Brasão da Cidade de Viseu", dos finais década 1920, o "renascido picadeiro", o local onde esteve instalada a "Praça de Viriato", a "Cava de Viriato" e o "Monumento a Viriato", ainda com a decoração "quase galática".


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Pessoal da Câmara Municipal de Viseu está a efectuar a limpeza do recinto da feira anual que como é habitual fica cheio de lixo. As tarefas de recolha do lixo deveriam ser efectuadas pela empresa contratada para manter a feira limpa e não pela autarquia e ainda acompanhar, de perto a desmontagem para recolher o lixo de imediato. A continuar assim o lixo irá continuar, vários dias por recolher e a organização do evento ("Viseu Marca") a ser beneficiada, e a poder apresentar melhores resultados financeiros.

Viseu - Monumento a Viriato


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"VISEU - Monumento a Viriato", Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Agência de Publicações (Viseu), Foto Germano (Viseu), Circulado em 1965 (?)
"VISEU (Portugal) Monumento a Viriato", Bilhete Postal Ilustrado, Edição de LIFER- Porto, Fotografia de FISA, Litografia Oficina Artistas Reunidos - Porto,  Não circulado 197(?)

"Príncipes de Portugal..." Aquilino Ribeiro


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"Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", de Aquilino Ribeiro, Prefácio de Vasco Graça Moura, Ilustrações de Costa Pinheiro, Portugália Editora, Lisboa 2008.

(...) "não é uma obra de história no sentido clássico do termo. É um livro de divulgação e destinado portanto ao grande público, a respeito de algumas figuras da história portuguesa" (...) "É, a um tempo, um livro ligeiro e despretensioso, mas escrito na sugestiva prosa aquiliniana, aqui e ali a fazer reviver alguns episódios em quadros magníficos e abrindo intuitivamente, por vezes, perspectivas que dão que pensar" (...)
Vasco Graça Moura no prefácio de "Príncipes de Portugal suas Grandezas e Misérias" de Aquilino Ribeiro. Esta obra à data da primeira publicação (1952) foi mal recebida pelo regime e causou escândalo na conservadora sociedade portuguesa, vigiada e controlada pelo salazarismo.

"Viriato, Nosso Avô"


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O I Capítulo de "Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", de Aquilino Ribeiro, tem como título - "Viriato, Nosso Avô" e o autor começa por explicar porque razão, os romanos "taxaram" Viriato de dux latronum, capitão de salteadores, e não faltavam totalmente à verdade porque os rudes pastores lusitanos, habitantes dos montes, quando passavam maiores dificuldades, era sem rebuço que roubavam os vizinhos, mais afortunados das planuras. E justifica porque razão "viriato", passou de posto militar (chefe) a nome próprio - "Viriato":
“O homem desenganado e resoluto que a tribo julgou digno das vírias, chamasse-se como se chamasse, a partir  da  imposição  não  teve  outro nome: viriato. Viriato quer dizer, portanto, investido com as vírias, como um monarca pela graça de Deus. Decerto era a mais alta dignidade conferida por aquele povo, pastores honrados na tribo e piratas temíveis na terra alheia. Vírias eram grandes argolas de  metal, tantas vezes de oiro, com que guarneciam o braço que segurava a espada ou que ornavam as pernas dos cavaleiros. Divisas do comando, com significação gradual talvez, representavam simultaneamente o emblema de um posto, um enfeite e ainda um amparo contra a lança  e  a  espada.”
Naturalmente depois de contados pormenores da epopeia da resistência de Viriato e dos lusitanos, aos romanos invasores, o capítulo encerra com a descrição da traição e morte de Viriato:
(...)"Os três regressaram ao arraial lusitano quando tudo dormia. Na própria tenda o capitão dormia estirado por terra em cima de uma pele. Uma cutilada à mão-tente, e não foi preciso mais.
Quando, sobre a alba, os soldados fiéis encontraram o cadáver, compreenderam toda a obra de insídia e traição. Só havia que celebrar as exéquias. Armaram um pira gigantesca de lenha e, içando o corpo ao alto, incineraram.no. Em torno os guerreiros da tribo dançaram, jogaram as armas, imolaram cativos. Era a forma de o honrar e impedir que os gusanos da terra, tão bem como o inimigo, se gozassem do seu cadáver, rooendo-o uns, conspurcando-o outros como passear.lhe a cabeça, cravada num chuço, diante das populações pasmadas.
Assim acabou o herói, não tardando que a Lusitânia o seguisse no passo fatal, riscada do número dos povos livres, crescendo à rédea solta de sua índole natureza."

Aquilino Ribeiro, tal como Vasco Graça Moura explica no Prefácio. não escreveu uma obra com "pretensões científicas" mas usou o seu grande talento de prosador e os conhecimentos adquiridos em inúmeras leituras de antigos calhamaços, crónicas, biografias e diversas versões da "História de Portugal", para criar a sua visão pessoal, muitas vezes bem humorada, irónica e desmistificadora dos biografados que vão de Viriato a D. José I e o Grande Marquês. passando por D. Afonso Henriques, Rainha Santa Isabel, D. Pedro I, D. João o Mestre de Avis e o Condestável, Leonor de Portugal, D. João III, D. Sebastião e D. António I.
"Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", de Aquilino Ribeiro, Prefácio de Vasco Graça Moura, Ilustrações de Costa Pinheiro, Portugália Editora, Lisboa 2008.
Mestre Aquilino Ribeiro foi um democrata, anti-salazarista e a sua despretensiosa obra, resultante de uma encomenda, escrita depois de cuidada investigação, de imediato desagradou ao regime e à Universidade, tendo o assunto sido discutido na Assembleia Nacional. O escândalo deu origem a uma manifestação de desagravo em Coimbra e a Censura, informou o editor que "não consideravam oportuna, no momento presente a reedição do livro". De facto o livro não chegou a ser proibido mas o caso aconselhava prudência.

Ilustrações: O Viriato (Mariano Benlliure/1940) decorado para a feira anual de Viseu

Serração Viriato, Lda.


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Serração Viriato, Lda. (Viseu) - Documento de Caixa nº 2754, comprovativo do pagamento/ recebimento da quantia de "3.000$00 (Três mil escudos), para pagamento do pinhal comprado a (...) de Barbeita na quantidade de 50 pinheiros na mata denominada Meal.", em 22 de Janeiro de 1965. Selos fiscais no valor de 3$00, para liquidação de Imposto de Selo, à taxa de 1/1000.

Cuidado com a Língua...


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Cuidado com a Língua... "Serrelharia Cívil", encontrado num dos restaurantes da feira anual de Viseu