EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
20150615
"VISEU - Um aspecto da feira franca"
20150504
As Feiras Anuais de Viseu
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| Feira São Mateus moribunda no início do séc. XX e o Campo de Viriato |
"(...)E daquy continuando por junto a margem do mesmo rio pella campina que lhe fica a parte do Norte do mesmo rio Pavia vay esta estrada desembocar no grande campo assim chamado de Sam Luis onde se faz a selebrada feira de Sam Matheos em cada hum anno pello dia do mesmo Sam Matheos aquy logo no primeiro angullo deste campo esta huma grande tapada que serve para criar em si boas orteliças de varias especies como tambem hé fertil de trigo e linho; Aquy junto a parede desta tapada esta situada hum casa que serve de armazem das polvoras dos homens de negócio desta cidade, a qual se fez por ordem do ilustre senado da Câmara desta cidade, para aquy se conservarem as polvoras sem detrimento da cidade e seus edifficios e por se temerem os estragos e ruinas nos tempos das trovoadas; Aquy logo, seguindo este mesmo caminho, se vê um chafariz de emselentes agoas que servem de refrigério aos viandantes e as pessoas que nas tardes de Veram aqui vem gosar da amenidade do sítio, especialmente durante a feira franca que dura quatro dias francos, além de mais quinze dias, antes e depois dos quatro francos. Tem um tanque para dar de beber às bestas que os homens de negocio aqui vem vender e trespassar as drogas e frutos dos seus contratos.
E no sitio em que se ve culucada esta capella (2) esteve antigamente ereta huma capella dedicada a Sam Luis rey de França de onde se da a este dilatado campo pleno e se deduziu a denominaçam de campo de Sam Luis donde se faz a referida feira de Sam Matheos a qual feira se mudou para aquy para este grande campo porque antigamente se fazia dentro dos grandes vales de terra chamado a Cava de Viriato que antiguamente se chamava cidade de Vaca (3). Donde nasceu aquellee grande eroy Viriato que tam grande terror foy de toda a Roma e estrago universal de seos exércitos cujo trofeo tanto engrandessem o tempullo de sua exaltada fama como ainda repetem hoje os seus famosos feitos (4).
E aquy dentro destes mesmos valles de terra aonde antigamente se fazia a referida feira franca (5), estava erecta huma capella, a qual mandou fazer e levantar o excelentissimo duque Dom Henrique, primeiro duque de Viseu e filho segundo do grande monarca o senhor Rey Dom Joam primeiro, o qual aquy mandou levantar a tal capella em honra e louvor do glorioso martir Sam Jorge, hoje protector do Reino, cuja devoçam trouxe a este Reino de Portugal a Serenissima Rainha Donna Filipa, mulher que foy do serenissimo rey Dom Joam primeiro de gloriosa memoria (...)
Viso 20 de Julho de 1758
O padre cura da Se
Manoel Lopes de Almeyda"
In “Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 1. Viseu”, de João Nunes de Oliveira, Editora Palimage, Viseu 2005 [ver]
Notas do AJ:
1 - O padre Manoel Lopes, certamente estava a exagerar.
2 - Refere-se à capela de Nossa Senhora da Conceição, depois elevada à categoria de igreja e sede de paróquia;
3- A existência da cidade de Vaca, no interior da Cava, é um mito - a dita cidade ficaria junto ao rio Vouga nas proximidades de Águeda e ainda segundo a tradição Vaca, foi o primeiro nome do rio Vouga;
4 - O lugar do nascimento de Viriato é desconhecido e reivindicado por várias localidades portuguesas e, claro espanholas;
5 - A feira estabelecida por D. João I que se realizava na referida época acontecia na Primavera, começava em 23 de Abril dia de São Jorge, Defensor do Reino e no reinado de seu filho D. Duarte, já não se realizava pelo que os procuradores de Viseu pediram a D. Duarte – "em memória de ter sido nesta cidade o seu nascimento" - o restabelecimento da Feira que obteve "todos os privilégios outorgados à de Trancoso, menos sisa (Carta de Estremoz, de 17-IV-1436) – e ainda que fosse três dias franca, mercê concedida em Almeirim." [ler].
No reinado de D. Afonso V a feira que já não se fazia, foi novamente restabelecida com os mesmos privilégios da de Tomar, com início no dia de Santa Iria, 20 de Outubro.
No reinado de D. Manuel, I em 1501 a feira foi transferida para dentro dos muros da cidade mas por falta de espaço foi em 1510 mudada, em definitivo (?), para o Campo de São Luís, actual Campo de Viriato. Também a data de realização e duração da "Feira Franca" foram alteradas, a "Feira de Franca de São Mateus" passou a iniciar-se no dia 15 de Setembro e a ter três dias francos: 20, 21 dia de São Mateus e 22 de Setembro.
Claro que a marca "Feira de São Mateus", tem mais de 5 séculos e é valiosa mas a câmara municipal está "enganar" o povo e desrespeitar o Santo Evangelista. Por esses motivos o secular evento, jamais deveria terminar antes do dia 21 de Setembro - "Dia de São Mateus" e Feriado municipal.
A montagem dos restaurantes, snack-bares e tasquinhas inicia-se no dia 01 de Julho, já só faltam cerca de dois meses.
20141226
20120628
Já Começa a Cheirar a Feira...
20120612
"Pedrada" # 37 - Praça (Campo) de Viriato
20110601
Já Começa a Cheira à Feira...
20100721
Já começa "a cheirar" à Feira...

20100414
Mais Novidades no Campo de Viriato
O pessoal da câmara municipal com um camião, equipado com uma grua, e com a ajuda de alvancas andou a colocar vasos a bordejar a Avenida Emídio Navarro, na parte do seu trajecto que atravessa o antigo "Campo de Viriato".
Agora sim, os condutores não vão poder sair ou entrar nos espaços destinados a estacionamento a não ser pelos locais sinalizados [ligação]. Esta operação é a reposição de uma situação anteriormente existente. Depois de concluída a colocação dos vasos ficará apenas a faltar a necessária marcação dos lugares e dos corredores de circulação.
Serão dois os parques de estacionamento instalados na nova "Praça de Viriato", uma obra do Programa POLIS, tomo a liberdade de sugerir que no caso de sobejar alguma tinta, usem as sobras para pintar passadeiras para os peões e deste modo evitar atropelamentos.
P.S. - Quem terá afirmado que estacionamentos na feira: "- Só por cima do meu cadáver!". Mais, um caso para dizer que só "os burros é que não mudam"?
20100411
Novidades no "Campo de Viriato"
Todos saberão que a câmara municipal decidiu transformar o "Campo de Viriato" num grande parque de estacionamento automóvel. Ainda não foi possível, devido à chuva e a questões de organização, pintar as marcações mas nos últimos dias colocaram sinalização horizontal na Avenida Emído Navarro, no troço que atravessa o local onde nos meses de Verão se realiza a multisecular Feira de São Mateus.
Parece-me ter sido uma excelente ideia marcar os locais de acesso aos parques para prevenir possíveis acidentes, porém sou de opinião que deveria ter sido colocado um traço contínuo para proibir ultrapassagens e ainda marcadas passadeiras para os peões. Vamos esperar que os condutores cumpram a nova sinalização, mas não acredito...
Com tanto espaço disponível há muitos automoblistas que continuam a estacionar em locais não autorizados, desrespeitando a sinalização vertical. Um bom exemplo é a praceta, lageada com granito, junto da "Porta de São Mateus", a mais antiga e tradicional entrada da feira que nos últimos anos perdeu, inexplicavelmente, esse estatuto para a "Porta de Viriato".
A calçada logo depois de construída começou a ser deteriorada. Poucos dias antes da abertura da última edição "Feira de São Mateus" foram executadas algumas reparações. Porém nas últimas semanas os estacionamentos indevidos provocaram os estragos que as imagens mostram. É caso para perguntar, uma vez que este ano não haverá eleições : - "Onde Pára A Polícia?".
20100306
Viriato "A La Minuta" ...
Muitos usavam um colorido "cavalinho" de madeira ou cartão que os rapazitos montavam alegremente enquanto sorriam para a lente na frente do "caixote de madeira". Também executavam fotos tipo passe, mais baratas e com maior rapidez, embora de menor qualidade, que os fotógrafos de porta aberta. Era necessário ficar muito quietinho senão a foto ficava tremida...
Além da máquina o fotógrafo ambulante transportava um balde, frascos de químicos, vasilhas com água para e lavar as fotos que depois pendurava num cordel a secar, usando molas de madeira da roupa.
Os fotógrafos mais habilidosos produziam, usando cartões recortados, imagens dentro de "molduras", muitas vezes corações enlaçados que eram muito apreciados pelos namorados. O "caixote" montado sobre um tripé estava equipado com uma manga de pano negro e era, simultaneamente, máquina fotográfica e câmara escura. Para mim era um mistério quando o via colocar, de cabeça para baixo, aquilo que mais tarde vim a saber ser o negativo numa tábua de frente para a objectiva. Lateralmente e emolduradas podiam ver-se várias fotos que serviam como amostras.
Tive a sorte de conhecer na "Cava de Viriato", nos finais década de 50, quando ainda era muito pequeno, um fotógrafo "A la minuta". Muitas vezes fui ver o Sr. Joaquim Ramirez, um portuense de origem galega, um homem alto de bonita figura e de boina espanhola no alto da cabeça, fazer magia com o seu “caixote”, um balde com água, uma esponja e por fim uma toalha para limpar as mãos.
Magalas, sopeiras, estudantes e alguns visitantes pareciam ser os seus melhores clientes. Depois apareceram os primeiros "Kodak´s", máquinas fotográficas pessoais baratas e depois as "Polaroid's", e os fotógrafos ambulantes foram condenados. Mas ainda há alguns por aí que continuam a "encantar" usando uma velha mas fantástica tecnologia que permite guardar um pedaço do tempo num papel.
O Sr. Joaquim habitualmente exercia a sua arte, executava os seus números de magia do lado direito do Viriato, à esquerda das imagens, costumava usar o monumento como fundo e o friso da parede de granito, onde está inscrita a dedicatória do monumento, erigido em 1940 e da autoria de Mariano Benlliure, para secar as suas fotos ao sol.
20091016
A Cinzenta, Fria e Feia Realidade
20090804
Finalmente pronto o "Espelho de água"
Já tive oportunidade de ver o sistema em funcionamento e não me parece ter sido uma ideia muito feliz. A água que corre nas faixas laterais, "aos saltinhos", produziria melhor efeito se a altura dos mosaicos de granito fosse um pouco maior. A fruição do lago é muito limitada devido aos muros laterais demasiado altos. Entendo desajustada a existência de uma extensa faixa com plantas e algumas árvores frente ao tanque que impedem o acesso à margem do rio. Durante a noite os defeitos da iluminação são muito evidentes uma vez que o lugar é escuro e pouco convidativo, chega a meter medo. A iluminação colocada dentro da água produz algum efeito e a água iluminada que transborda continuamente do lago transmite uma agradável sensação de frescura e um murmúrio agradável.
O rio infelizmente continua com pouca água apesar das tentativas dos serviços municipalizados para esconder esse falhanço. Espera-se que não encham o rio com água das torneiras... já noutra ocasião o "lavaram", lembro-me que foi em meados de Setembro de 2005, nas vésperas da inauguração do centro comercial.
Não fui o único que notou que destruiram uma cisterna, contruída no ano passado, junto ao Jardim de São Mateus, o tal jardim que depois de "remodelado" e aumentado ficou com mais pedras do que plantas, e que construiram outra de maiores dimensões possivelmente por ter havido um erro que foi necessário rectificar. Tudo se passou para lá da vedação metálica e da rede verde.
20090507
Menos Dúvidas Sobre Viseu
20080930
A Feira Franca de Viseu
(...) "D. João I confere especial atenção à cidade e aqui nasce D. Duarte, seu filho primogénito. É no reinado de D. Duarte que a feira franca, com a duração de três dias, passará a evocar São Mateus e a realizar-se no campo da ribeira, local adoptado até hoje, exceptuando os períodos dos reinados de D. Afonso V e de D. Manuel I." (...)
Sérgio Fernandez (Arquitecto) in "Guia Expresso das Cidades e Vila Históricas de Portugal"
20080925
Feira de São Mateus
20080910
A Cava de Viriato e a Feira de São Matheos
Viso 20 de Julho de 1758
O padre cura da Se
Manoel Lopes de Almeyda
Retirado com os maiores agradecimentos de “Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 1. Viseu”, de João Nunes de Oliveira .
20080903
A Feira de Sam Matheos
A Porta de Viriato da Feira de S. Mateus - 2008 ao cair da noite
20080822
A Feira de Franca de São Mateus
(...) ”E daquy continuando por junto a margem do mesmo rio pella campina que lhe fica a parte do Norte do mesmo rio Pavia vay esta estrada desembocar no grande campo assim chamado de Sam Luis onde se faz a selebrada feira de Sam Matheos em cada hum anno pello dia do mesmo Sam Matheos aquy logo no primeiro angullo deste campo esta huma especie de tapada que serve de criar em si boas orteliças de varias especies como tambem hé fertil de trigo e linho; Aquy junto a parede desta tapada esta situada huma casa que serve de armazem das polvoras dos homens de negocio desta cidade, a qual se fez por ordem do ilustre senado da Câmara desta cidade, para se conservarem as polvoras sem detrimento da cidade e seus edifficios e por se temerem os estragos e ruinas nos tempos das trovoadas;” (...)
Viso, 20 de Julho de 1758
O padre cura da Se
Manoel Lopes de Almeyda
Retirado com agradecimento de “Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 1. Viseu” de João Nunes de Oliveira
20080330
Mais vida no Campo de Viriato!
20080328
E o que fizeram no Campo de Viriato!
São Mateus trabalho do escultor Armindo (Viseu) Ribeiro



















