EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20180413

"Abertura e Início... do Funicular"


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A inauguração do “Funicular de Viseu”, embora não anunciada estaria prevista para o dia 14 de Agosto de 2009, data da Abertura Oficial da Feira de São Mateus que contou com a presença do “Senhor Presidente da República, Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva”. Deveria estar reservado para o Presidente da República o privilégio viajar na primeira subida e de inaugurar o ascensor. Tanto o gerente da EXPOVIS Jorge Carvalho, como o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Fernando Ruas no “Livro da Feira” previam que o funicular estivesse a funcionar durante a realização do evento. Mas os graves problemas de segurança, detectados à última hora, obrigaram ao adiamento da cerimónia para o dia 6 de Setembro, tendo chegado a ser convidados o então primeiro-ministro José Sócrates e o ministro do ambiente Nunes Correia, cerimónia que acabaria também, por não se realizar. Enquanto durou a feira a linha foi tapada com chapas de aço para evitar trambolhões ou entaladelas e o ascensor apenas viria a entrar em funcionamento quando as anomalias encontrados foram remediados, com medidas adicionais de segurança, não previstas no projecto, que iriam permitir a abertura do serviço no dia 25 de Setembro: mais e melhor sinalização, colocação de vedação na via férrea, pintura da via dedicada ao ascensor, diminuição da abertura central entre os carris (“buraco” que mesmo assim viria a estar na origem de vários acidentes, durante anos), montagem de 2 sistemas para encerramento do túnel técnico nos locais de duplicação da via e a decisão de nos primeiros meses, colocar um “zelador” a percorrer a linha para avisar os peões dos perigos que corriam ao não respeitar os avisos. Goradas as inaugurações previstas a linha acabaria por ser “aberta” e “iniciada”, 4 dias depois de encerrada a Feira de São Mateus, apenas pelo Dr. Fernando Ruas e para o acto foram convidados inúmeros viseenses, mais ou menos anónimos.
O texto do convite que a imagem reproduz é uma verdadeira pérola:

“A ViseuPolis e o Município de Viseu convidam V. Exa. a associar-se à abertura e início de funcionamento do meio mecânico não poluente FUNICULAR que terá início no dia 25 de Setembro.2009 (sexta), pelas 19h15, na estação superior- Sé.”

“O que mal começa ….”

Menos de 9 anos depois e de muita polémica a Câmara Municipal de Viseu anuncia o desmantelamemto do funicular e a sua substituição por um sofisticado e inovador sistema de transporte autónomo, com possibilidade de funcionar as 24 horas do dia, como se essa necessidade existisse. 

20180404

Feira de São Mateus de 2011


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Publicado em 31 de Agosto de 2011

No passado Domingo estive na Feira de São Mateus e não me apercebi que a malta da Junta de Freguesia da Desejosa e Balsa (Tabuaço) colocou junto ao seu lagar um macho. Hoje a coisa era por demais evidente, suponho que bicho deve ter visto passar alguma mula jeitosa…
O “carro alegórico” esteve presente na iniciativa “Entre Baco e São Mateus – Grande Prova de Vinho do Dão” que se realizou no passado dia 19 e ficou a decorar o enorme relvado quase deserto.

Nota:  A edição de 2011 da Feira de São Mateus começou no dia 14 de Agosto e terminou no dia 21 de Setembro - "Dia de São Mateus". Foi necessário "cair" em Viseu o "iluminado" Dr. Jorge Sobrado para que a feira anual terminasse antes do dia do patrono do evento, mantendo o nome tradicional.

20180402

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Uma das novidades que a "Viseu Marca" (onde pontifica o Dr. Jorge Sobrado) pretende implementar na feira anual de 2018 é a "Praça da Alimentação", dotada de arquitectura própria. Mas a medida não agradou de tal modo que dos 4 restaurantes a concurso e depois da ampliação do prazo, apenas terá sido atribuído 1. Agora estão em concurso os outros 3 que sobraram, até ao próximo dia 6 de Abril mas para facilitar, este novo concurso é aberto a operadores da área de restauração de todo o país.
A "Viseu Marca - Associação de Cultura, Eventos e Promoção"  foi apresentada  há pouco mais de 2 anos é uma associação de city marketing que continua a merecer desconfiança e a suscitar várias dúvidas que continuam por esclarecer.

20170913

Memórias de Feira de São Mateus 2005


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Viriato no Monumento a Viriato de Mariano Benlliure (1940)

Viseu, 15 de Agosto de 2005


Ontem fui despertado pelo estrondo dos bombos dos Zés Pereira de Quintela de Orgens e vi que as luzes da Feira de São Mateus estavam acesas. Decidi ir ver as novidades. Desci do meu poleiro e como continuo às escuras... ninguém deu pela minha falta. Fui mudar de roupa, calcei umas sapatilhas confortavéis e fui ver a nova feira.
Na porta que ostenta o meu nome reparei que a decoração segue o muro e não está centrada com a entrada ou com a Avenida da Bélgica. Finalmente percebi a razão de ser do muro e da pala...
A decoração é graciosa e apresenta vários arcos curvos, com 5 estrelas muito azuis e de tamanhos variados. É encimada por uma representação de um sistema solar, com o astro central em 3D. Agradou-me bastante.
Vi depois uma rua central troço da Av. Emídio Navarro que irá ser rectificado quando a Feira acabar, devido às inúmeras reclamações e protestos dos mercadores e moradores. A iluminação pareceu-me pouco conseguida, é pobre e demasiado espaçada.
Deitei os olhos às novas barracas, pequenas e com telas de correr em material plastificado que me pareceram muito fragéis e muito pouco seguras. Logo de seguida tive a confirmação, um comerciante tenciona lá deixar, durante a noite, o seu cão para ficar de guarda à barraca.
Outra novidade é que este ano as barracas estão identificadas com o nome do comerciante ou expositor.
Reparei que o palco está de costas para a Rua da Ponte de Pau, ainda bem... vou poder regalar-me, de novo, com o Tony Carreira, já no dia 20!
Até 25 de Setembro vou ver e ouvir outros artistas, na maioria da chamada música “Pimba”! Aqui não houve novidade!
Ao passar junto palco vi um grupo que avançava na minha direcção, em passo estugado, fiquei assustado e afastei-me um pouco para não correr o risco de ser reconhecido. Reparei então que traziam fatos escuros e eram comandados pelo Senhor Dr. Ruas que acompanhava um ilustre ministro, o Senhor Ministro do Ambiente e de outras coisas, Prof. Dr. Francisco Carlos da Graça Nunes Correia e era acolitado pelo Senhor Jorge e Carvalho, da EXPOVIS e por diversos senhores vereadores da Casa Municipal e distintas autoridades civis e militares...
Dirigiam-se para às barracas das farturas e certamente foram refrescar-se e provar produtos de Viseu como: Farturas à moda de Lisboa, churros recheados e os deliciosos capuccinos ou cinbalinos! Boa!
No palco actuavam as “Cabacinhas de São Tiago”, com muito alegria e com uma tocata com instrumentos bem típicos - os acordeons !
Terminadas estas danças tive que me resguardar rapidamente, pois o “Trem Eléctrico”, da 67ª Volta a Portugal em bicicleta, fazia um barulho esnsurdecedor, mesmo para ouvidos de bronze. Lá no alto ainda vi, balançando-se , duas jovens loiras, demasiado magras e pálidas para o meu gosto...
Novidade é a instalação, o jogo de luz e formas, instalado à esquerda do palco. São vários tramos de arcos cruzados, de cor azul, o mesmo azul das estrelas da entrada. Também gostei.
As ruas são este ano espaçosas, mas com pouca luz. A nossa velha feira valia muito e era apreciada pela variedade e beleza da iluminação, que mudava de arruamento para arruamento. Agora toda essa beleza se foi e no seu lugar ficaram aqueles feios e cinzentos tubos em metal com 2 pequenas lâmpadas em cima.
Na nova zona dos restaurante e das tradicionais enguias, felizmente já não vemos as barracas de anos anteriores. A Feira parecia um bairro de lata em que faltavam condições de higiene e segurança.
Saí pela Porta de São Mateus para apreciar a entrada e fiquei siderado, então não é que colocaram sobre a entrada um “buraco negro”... felizmente não me aproximei demasiado.
Apercebi-me que o povo vinha apressado, com fome de Feira e entrava logo na primeira porta disponível, que no ano passado era apenas porta de serviço e ignorava a Porta de São Mateus.
Existe agora uma nova via que atravessa longitudinalmente toda a feira, desde São Mateus, passando pelo Pavilhão Multiusos e terminando na Porta do Sol Posto. Este arruamento pareceu-me igualmente com iluminação muito sóbria e repetindo, com pequena variação o tema da outra rua.
No pavilhão, onde o calor continua insuportável, montaram de novo “stands” nos corredores, diminuindo a segurança em caso de emergência.
No terreiro em frente ficam as diversões para miúdos e graúdos. Vi muita variedade e sobretudo espaço para passear e deslocar-se de modo seguro, o que não aconteceu no ano passado, em que tudo estava ao monte e motivou enorme críticas.
De costas para o Pavia e para o Forum ficaram as barracas das loiças onde vi velhos conhecidos, do tempo em que eu ficava, iluminado e dentro da Feira e os “cacos” eram vendidos aos meus pés.
Outra novidade são os pequenos veículos eléctricos, para deslocações de deficientes, de técnicos ou socorro no recinto. Vi funcionar o sistema! Um electricista montado num carrinho buzinava furiosamente e procurava romper pela multidão que se movimentava em sentido inverso. Os vistantes olhavam incrédulos e pareciam perguntar: Para onde vai este doido ?
Na Porta do Sol Poente, mais parece que o Sol está a nascer e o aspecto da entrada é muito mau. Dá ideia tratar-se da entrada para um curro! Desculpem mas sempre fui frontal !
Voltando para o meu poleiro e caminhando para a antiga Central Eléctrica, vi que o edifício, Museu da EDP, está encerrado, tem aspecto desleixado e os seus pátios e jardins estão sujos e maltratados.
Continuando o meu caminho entrei noutro mundo.... pareceu-me entrar num acampamento de bárbaros, como diziam os romanos. Decoração quase inexistente, pouca luz, barracas degradadas, toldos velhos, piso irregular. Vi uma feira lastimável, foi então que percebi a razão da nova entrada, aquela que o povo apressado usa! Mas que contraste, afinal a feira velha continua... apesar dos ares de modernidade.
Não vi a tradicional Feira do Artesanato, nem qualquer instalação sanitária. Como nos WC do Multiusos havia fila, em especial nos das senhoras, voltei para junto dos meus amigos e fui mijar atrás do cedro.
Sou de bronze mas, não sou burro !

Viriato

20170908

A Feira do Gado em 1886


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O Mappa estatistico official dos objectos expostos à venda na FEIRA FRANCA de Viseu em Setembro de 1886, e valor da vendas n'ella realizadas, mostrava os seguintes números relativos a gados:
                           
Gado bovino para venda 280:000$000, vendido 50:000$000; Bezerros para venda 45:000$000, vendido 17:500$000; Muar para venda 15:000$000, vendido 9:000$000, Cavallar para venda   8:000$000, vendido 3:000$000; Asinino para venda 1:250$000, vendido 500$000

Total em feira                               349:250$000
Transaccionado                              80:000$000

Os números revelam que apenas cerca de 23% dos animais foram negociados facto que levará a pensar que a feira não terá sido boa e uma vez que não foram indicadas as quantidades, não podemos saber os preços médio por cabeça.

Fonte: “PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO...”  (Pag. 1555 e 1556) de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890

Azulejos: Feira de gado bovino, painel de azulejos do Rossio, do Mestre Joaquim Lopes (1888-1956), azulejos da Fábrica do Agueiro - Vila Nova de Gaia, 1931
,

20170823

"A Feirar Há 625 Anos"


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(...) 

PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DOS NEGOCIOS DO REINO
1ª Direcção. - 2ª Repartição

Sua megestad el-reI regente e em nome do rei a quem foi presente o officio nº 632 do governador civil do districto de Vizeu, dando conta da deliberação que tomara, com o voto unanime de todas as auctoridades e facultativios, reunidos em conselho, de supprimir por este ano a feira de S. Matheus, que se effectua no mez de Setembro. manda declarar ao mesmo governador, civil que houve por bem approvar a mencionada deliberação - a que se deverá, sem demorar, dar a maior publicidade por meio de editaes affixados em todos os conselho do districto, e publicados nos jornaes de Vizeu, Coimbra, Porto e Lisboa. Paço de Cintra, em 21 de julho de 1855. = Rodrigo da Fonseca Magalhâes,
(Diario do Governo nº 171.)

EDITAES

O governador civil de Vizeu, tendo attenção a que é da maior conveniencia publica manter todo o isolamento possivel entre os pontos actualmente inficcionados da cholera-morbus, que existe no distrito do Porto, Villa Real , e Guarda, bem como em alguns concelhos da margem esquerda do Douro pertencente ao districto de Vize; considerando que muito convem evitar as grandes accumulações, reconhecida causa de graves enfermidades, principalmente em vista da disposição tão perigosa como lamentavel, que hoje ameaça entre nós a existencia da humanidade; e attendendo outro sim ao voto de pessoas  competentes que foram ouvidas ácerca de tão transcendente negocio, julga da maior utilidade supprimir, como de facto supprimidas ficam por este anno, a romaria de Nossa Senhora da Lapa, que costuma effectuar-se em 15 d'agosto; a feira dos Remédios de Lamego, que deveria ter lugar no dia 8 de setembro; e bem assim a feira de São Matheus d'esta cidade, aqual costuma ter logar em 12 do mesmo mez de setembro.
Governo civil de Vizeu 25 de julho de 1855
Manoel de Mello e Castro d'Abreu

"O VIRIATO": JORNAL POLITICO, INSTRUCTIVO E COMMERCIAL, VIZEU,  Nº 34, SEXTA-FEIRA, 27 JULHO DE 1855

“A Feirar Há 625 Anos” foi o lema escolhido para a Feira anual de Viseu de 2017. Mas no decorrer de mais de seis séculos, a feira nem sempre se realizou. Guerras, pestes, epidemias de gentes ou animais, maus anos agrícolas ou falta de interesse, interromperam por várias vezes a feira.
Em 1855 a feira não se realizou por deliberação do governo civil, comunicada ao Ministério dos Negócios do Reino, pasta ocupada por Rodrigo da Fonseca Magalhães que concordou e levou a despacho real, sendo regente do reino por menoridade do futuro rei D. Pedro V, o seu pai D. Fernando II, viúvo de D. Maria II.
Uma epidemia de cólera (cholera morbus) atingiu Portugal nos anos de 1853 a 1855 mas o todo o séc. XIX ficou marcado por grandes pandemias. Às conhecidas peste negra, febre amarela e varíola e às endémicas: tuberculose, sífilis, tifo, febre tifoide, malária, sarampo, difteria, tosse convulsa e meningite, somaram-se  agressivas e devastadoras epidemias de cólera. D. Pedro V morreu muito jovem, apenas com 24 anos, vítima de febre tifóide, depois de um curto reinado de 8 anos, tendo subido ao trono apenas com 16.

20170818

A Feira de Sam Matheos em 1758


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(...) “E daquy continuando por junto a margem do mesmo rio pella campina que lhe fica a parte do Norte do mesmo rio Pavia vay esta estrada desembocar no grande campo assim chamado de Sam Luis onde se faz a selebrada feira de Sam Matheos em cada hum anno pello dia do mesmo Sam Matheos aquy logo no primeiro angullo deste campo esta huma grande tapada que serve para criar em si boas orteliças de varias especies como tambem hé fertil de trigo e linho; Aquy junto a parede desta tapada esta situada hum casa que serve de armazem das polvoras dos homens de negócio desta cidade, a qual se fez por ordem do ilustre senado da Câmara desta cidade, para aquy se conservarem as polvoras sem detrimento da cidade e seus edifficios e por se temerem os estragos e ruinas nos tempos das trovoadas; Aquy logo, seguindo este mesmo caminho, se vê um chafariz de emselentes agoas que servem de refrigério aos viandantes e as pessoas que nas tardes de Veram aqui vem gosar da amenidade do sítio, especialmente durante a feira franca que dura quatro dias francos, além de mais quinze dias, antes e depois dos quatro francos. Tem um tanque para dar de beber às bestas que os homens de negocio aqui vem vender e trespassar as drogas e frutos dos seus contratos.
Hé este campo munto grande e dilatado e povoado de algumas arvores grandes e bem copadas que servem de refrigerio com as suas sombras aos que contratando se acham no mesmo campo e aquy donde estam esta cupadas arvores hé donde se faz o corpo principal desta feira donde se acham grande numero de homens estrangeiros e contratadores de todas as terras da Europa nam so de Espanhois por serem vezinhos mas de franceses aragoneses napolitanos milaneses e genoveses imperiais ingleses e olandeses malteses e finalmente de todalas naçoins da iropa (1) nam falando nos reyniquillas. (...)
E no sitio em que se ve culucada esta capella (2) esteve antigamente ereta huma capella dedicada a Sam Luis rey de França de onde se da a este dilatado campo pleno e se deduziu a denominaçam de campo de Sam Luis donde se faz a referida feira de Sam Matheos a qual feira se mudou para aquy para este grande campo porque antigamente se fazia dentro dos grandes vales de terra chamado a Cava de Viriato que antiguamente se chamava cidade de Vaca (3). Donde nasceu aquellee grande eroy Viriato que tam grande terror foy de toda a Roma e estrago universal de seos exércitos cujo trofeo tanto engrandessem o tempullo de sua exaltada fama como ainda repetem hoje os seus famosos feitos (4).
E aquy dentro destes mesmos valles de terra aonde antigamente se fazia a referida feira franca (5), estava erecta huma capella, a qual mandou fazer e levantar o excelentissimo duque Dom Henrique, primeiro duque de Viseu e filho segundo do grande monarca o senhor Rey Dom Joam primeiro, o qual aquy mandou levantar a tal capella em honra e louvor do glorioso martir Sam Jorge, hoje protector do Reino, cuja devoçam trouxe a este Reino de Portugal a Serenissima Rainha Donna Filipa, mulher que foy do serenissimo rey Dom Joam primeiro de gloriosa memoria” (...)

Viso 20 de Julho de 1758
O padre cura da Se
Manoel Lopes de Almeyda"


Notas do AJ:

1- O padre Manoel Lopes, certamente estava a exagerar, no que foi seguido pela Viseu Marca que editou mais um número d' A Feira em Revista, para divulgação da feira anual de 2017 que ilustra este texto e fez publicar na contracapa, um anúncio de truz.
2 - Refere-se à anterior capela de Nossa Senhora da Conceição, porque a construção actual terá sido iniciada, pouco tempo depois e só foi benzida em 13 de Setembro de 1771.
3- A existência da cidade de Vaca, no interior da Cava, é um mito - a dita cidade ficaria junto ao rio Vouga nas proximidades de Águeda e ainda segundo a tradição Vaca, foi o primeiro nome do rio Vouga;
4 - O lugar do nascimento de Viriato é desconhecido e reivindicado por várias localidades portuguesas e, claro espanholas.
5 - A feira estabelecida por D. João I realizava-se na Primavera, com início em 23 de Abril, o Dia de São Jorge, Defensor do Reino e no reinado de seu filho D. Duarte, deixou de se fazer, foi por esse motivo que os procuradores de Viseu pediram a D. Duarte – "em memória de ter sido nesta cidade o seu nascimento" - o restabelecimento da Feira que obteve "todos os privilégios outorgados à de Trancoso, menos sisa (Carta de Estremoz, de 17-IV-1436) – e ainda que fosse três dias franca, mercê concedida em Almeirim." 
No reinado de D. Afonso V a feira já não se fazia e foi novamente restabelecida, com os mesmos privilégios da de Tomar, com início no dia de Santa Iria, 20 de Outubro.
No reinado de D. Manuel, I em 1501 a feira foi transferida para dentro dos muros da cidade mas por falta de espaço foi em 1510 mudada, em definitivo, para o Campo de São Luís, actual Campo de Viriato. Também a data de realização e duração da "Feira Franca" foram alteradas, a "Feira de Franca de São Mateus" passou a iniciar-se no dia 15 de Setembro e a ter três dias francos: 20, 21 dia de São Mateus e 22 de Setembro.

20170801

Novidades da Feira Anual de Viseu


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Aspectos do palco da Feira Anual de Viseu, ainda em fase de montagem sobre o tanque do Espelho de Água. Tal como sucede nos festivais de Verão o nome do palco, foi vendido a um banco. E não se ficam por aí as semelhanças, porque também existem vários produtos oficiais, com exclusivo de comercialização no evento, em prejuízo dos consumidores criaram-se vários monopólios de venda de cerveja, cola, água mineral, refrigerantes, café e outros.



As traseiras do palco onde irão ficar localizados os camarins do artistas, as instalações sanitárias, zonas técnicas e estacionamentos.


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Contrariamente a anos anteriores o patrocinador do nome do palco, não tem publicidade nas cabines do Funicular de Viseu, atitude inteligente porque o ascensor revelou-se um fiasco e está ligado à ocorrência de muitos acidentes.


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Operários da câmara municipal estão da "lavar a cara" ao funicular, depois da instalação das borrachas para impedir entaladelas e das cancelas, as passadeiras e os pilaretes da vedação, estão a ser repintados. 

20161110

James – “Dear John”


"Dear John” vídeo em “stop-motion”, do húngaro Péter Vacz inspirado na animação clássica da europa central, cujo maior divulgador em Portugal foi Vasco Granja mas com a inovação da utilização das tecnologias digitais do 2D e ferramentas com o Flash ou AfterEffects, para o álbum “Girl At The End Of The World” dos britânicos James que em 2011, no dia 20 de Agosto, actuaram na Feira de São Mateus . Para essa noite a EXPOVIS decidiu a aumentar os preço dos bilhetes em 100%, de 2,50 para 5,00 Euros.

"Dear John" - The Making Off


20160910

“A Feira de S. Mateus Há 100 Anos”


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“A Feira de S. Mateus Há 100 Anos” -  “As Iscas e Farturas do Luciano”

Este ano a “Viseu Marca que pela primeira vez organizou a feira anual de Viseu, editou o 3º número da publicação “Feira em Revista” que curiosamente e apesar do nome, voltou às dimensões do chamado “Livro da Feira”, talvez a pedido dos colecionadores para facilitar a arrumação nas estantes. Nas páginas 78 a 81 o investigador Luís da Silva Fernandes que faz parte da equipa que está a realizar, um estudo da responsabilidade da “Memória Comum Associação”, em que participa Rui Macário e ainda colabora a Doutorada Liliana Castilho, Professora Adjunta na  Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Viseu, com vários trabalhos publicados sobre Viseu, dá a conhecer aspectos da Feira Franca de 1916.  O estudo foi previsto para durar 3 anos, deverá estar concluído em 2017, irá custar 75 mil euros e “abrangerá três grandes blocos de informação: “Da fundação à Contemporaneidade da Feira de São Mateus”; “A Contemporânea Feira de São Mateus”; “As memórias, materializações e vivências decorrentes da Feira de São Mateus”.
O investigador começa por se referir a um texto de A. de Lucena e Vale, inserto em “Beira Alta Terra e Gente”, Viseu, 1958 - “Feira Franca de Viseu”, em que o autor depois de fazer uma resenha da grande valia da feira, ao longo de vários séculos, refere que (...)" Hoje tudo mudou. A Feira, a velha Feira Franca de Viseu, a esvair-se, falha de interesse e de feirantes, morreu aí por 1916.” 
O articulista esclarece que estas palavras não pretendiam afirmar que a feira tivesse deixado de se realizar mas apenas que entrou em período de decadência. Luís Fernandes foi rebuscar nos jornais publicados em Viseu no ano de 1916, vários anúncios para demonstrar o erro daqueles que tendo tomado a afirmação de A. Lucena e Vale, de forma literal, chegaram a afirmar que a feira se finou nesse ano, para renascer mais tarde. 
Os anúncios que ilustram o texto, agora publicado, são “reclames” ao “Circo de Variedades ‘Elizabeth’ – Hoje grandioso e soberbo espectaculo”, à “Cervejaria Cinema”, de Luciano Costa que vendia “cerveja de pressão a 50 réis o cópo”, “refrescos, por preços módicos” e também “o dôce da moda FARTURAS”, no seu estabelecimento da Avenida Emídio Navarro, “enquanto se não abrir a sua sucursal na Feira Franca.”, da “Kermesse da Cruzada das Mulheres Portuguesesas”, promovida por senhoras de Parada de Gonta, em benefício dos militares “mobilisados dos concelhos de Viseu e Tondela” (Guerra Mundial 1914/18) e por último um recorte do “O Intransigente”, jornal de que foi fundador e director Brito Camacho em que se  anunciava a inauguração da “sucursal” da Cervejaria Cinema”, na Feira Franca e uma novidade a acrescentar às Farturas – as “Iscas á moda de Lisboa”, preparadas por um “habil cidadão de Tuy” que tem toda a aparência de ser publicidade disfarçada de notícia. 
Ora a “velha feira” descrita por A. de Lucena e Vale mas que morrera, era muito mais que Cinema, Circo, farturas, “desfeita de bacalhau” e Iscas, de fígado de porco ou de vitela. Luís da Silva Fernandes não se refere aos aspectos comerciais da feira de 1916, e dos anos próximos, mas apenas refere as grandes dificuldades da economia portuguesa, apesar de nessas décadas a feira ainda proporcionar a realização de algum negócio de produtos agrícolas, vasilhame vinícola, gado e comércio geral. O investigador estará a cometer os mesmo erro do autor do livro citado porque as “Festas da Cidade” realizadas por ocasião dos festejos de Santo António, foram durante muitos anos o principal evento de cariz religioso e popular da cidade e não a Feira Franca. Vamos aguardar pela publicação do estudo que deverá revelar muitos factos históricos importantes e inúmeras curiosidades de que também se faz a História mas que não devem ser sobrevalorizadas.

20160712

As Feiras de Trancoso e Viseu



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Texto publicado em 31 de Julho de 2014 que teve a imagem embargada, graças a bandidagem desconhecida, e que a agora se volta a repetir:

"(…) - foi D. João I logo nos começos do seu reinado (1386), o fundador, em Viseu, de uma feira anual, livre de metade da sisa, a começar em 23 de Abril, dia de S. Jorge, defensor do Reino.
Em Viseu estabeleceu o Mestre de Avis a sua Côrte durante algum tempo, aqui lhe nasceu o primogénito – D. Duarte – e de Viseu lhe foi prestado valioso auxílio nas guerras com Castela, pelo que natural seria que este monarca tratassse esta cidade com especial deferência. D. Duarte confirma a concessão do Pai nos começos do seu reinado, embora depois, por motivos ignorados, a Feira deixasse de se fazer por algum tempo.
Dentro em breve os procuradores de Viseu, nas Côrtes de Santarém, pedem, mas em vão, o restabelecimento da Feira.
No entanto não desistem, pois em breve o voltam a fazer nas Côrtes de Évora, sendo então o pedido deferido por D. Duarte – em memória de ter sido nesta cidade o seu nascimento – tendo concedido a Feira com todos os privilégios outorgados à de Trancoso, menos sisa (Carta de Estremoz, de 17-IV-1436) – e ainda que fosse três dias franca, mercê concedida em Almeirim.(...)"
Dr. José Coelho [saber +

“(,,,) Trancoso teve carta de feira dada por D. Afonso III, em 8 de Agosto de 1273. Nela mandava o soberano que se fizesse feira na sua vila, todos os anos, devendo começar oito dias da festa S. Bartolomeu, em Agosto, e durar quinze dias. Em 1304 continuava a fazer-se esta feira anual em Trancoso, pois na carta de feira mensal concedida a Trevões, em 10 de Abril desse ano, se exceptua o mês de Agosto por nele se fazer a feira de Trancoso.
Pouco tempo depois, em 15 de Abril de 1306, D. Dinis mandou fazer feira em Trancoso, todos os meses, a começar três semanas andadas cada mês e durar três dias. Os privilégios são idênticos aos da carta de feira anual dada por D. Afonso III.(,,,)"
Francisco José Santiago Martins [saber +]

Nota: A feira Trancoso poderá não ser a mais antiga da Península Ibérica mas a de Viseu não é de certeza, como a propaganda falsa quer fazer crer!

20160406

As Festas de São Mateus - Soure

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As "Festas de São Mateus" e a "FATACIS" são eventos promovidos pela Câmara Municipal de Soure em parceria com a Associação Empresarial de Soure (AES). Este ano os festejos, feiras e exposições realizam-se de 15 a 21 de Setembro (Dia de São Mateus), como é natural! Porém em Viseu a câmara municipal que mais parece ser governada pelo adjunto do presidente,  Dr. Jorge Sobrado, do que pelo Dr. Almeida Henriques, teima em abusar do nome do santo e realizar uma pretensa - "Feira de São Mateus" que este ano irá terminar no dia 11 de Setembro. O portuense sabe bem quanto vale uma marca. O também coordenador do "Núcleo de Imagem e Comunicação" é o homem forte da associação cultural "VISEU MARCA", a entidade organizadora da feira anual de Viseu que apesar de ter sido apresentada no passado dia 19 de Fevereiro, ainda não tem página oficial activa.
Outra realização que pouco favorece o Dr. Sobrado é a nova página de turismo "Visit Viseu" que contém vários lapsos e enganos que aguardam urgente correcção.

20150720

Novidades da Feira Anual de Viseu



As imagens de hoje começam por mostrar a praceta existente junto à "Porta de São Mateus" onde ainda decorrem trabalhos de arranjo do lageado mas uma vez que não existem agentes da polícia, ou se há agentes? falta o policiamento, está novamente, desrespeitando a sinalização e o bom senso, a ser utilizada como parque de estacionamento. Além das barracas da restauração e das farturas já está no recinto da feira a primeira diversão infantil - o habitual "Carrossel dos Barquinhos" - e uma outra barraca, também muito antiga - a "Barraca das Argolas", um jogo de habilidade e sorte no qual os concorrentes tentam enfiar uma argola de madeira nos gargalos de garrafas. Quem o conseguir ganha a respectiva garrafa. A qualidade e valor da bebida são naturalmente variáveis. O "Funicular de Viseu" lá vai cumprindo o seu fadário de "Borreguinho branco" [LER]... e a causar má despesa que todos nós pagamos. Também é possível ver o "Espelho de Água" sobre o qual irá ser montado o palco, a nova "Praça do Palco" e parte da futura "Avenida Central".
O objectivo da remodelação do espaço público da feira tem por objectivo principal criar um "novo layout" para tentar emular a distribuição dos espaços, existente antes da "requalificação" do "Campo de Viriato" executada no âmbito do "Programa Polis para Viseu". Mas não parece que o resultado vá ser o melhor porque - "Deitar remendo novo, em pano velho", nunca deu bom resultado...

20150604

"Viseu - Monumento a Viriato"

Monumento a Viriato - B. P. Ilustrado, Ed. Francisco Más

Bilhete Postal ilustrado com o "Monumento a Viriato" de Mariano Benlliure (1940), foto não datada, provavelmente de 1998 que permite ver o "Campo de São Luís", "Rossio da Ribeira", "Campo da Feira" e "Campo de Viriato" o espaço onde se realizou entre 1510 (ou 1511) e 2014, a feira anual de Viseu, designada por "Feira Franca de São Mateus" e mais tarde "Feira de São Mateus" [ler].

20150504

As Feiras Anuais de Viseu

Feira São Mateus moribunda no início do séc. XX e o Campo de Viriato

"(...)E daquy continuando por junto a margem do mesmo rio pella campina que lhe fica a parte do Norte do mesmo rio Pavia vay esta estrada desembocar no grande campo assim chamado de Sam Luis onde se faz a selebrada feira de Sam Matheos em cada hum anno pello dia do mesmo Sam Matheos aquy logo no primeiro angullo deste campo esta huma grande tapada que serve para criar em si boas orteliças de varias especies como tambem hé fertil de trigo e linho; Aquy junto a parede desta tapada esta situada hum casa que serve de armazem das polvoras dos homens de negócio desta cidade, a qual se fez por ordem do ilustre senado da Câmara desta cidade, para aquy se conservarem as polvoras sem detrimento da cidade e seus edifficios e por se temerem os estragos e ruinas nos tempos das trovoadas; Aquy logo, seguindo este mesmo caminho, se vê um chafariz de emselentes agoas que servem de refrigério aos viandantes e as pessoas que nas tardes de Veram aqui vem gosar da amenidade do sítio, especialmente durante a feira franca que dura quatro dias francos, além de mais quinze dias, antes e depois dos quatro francos. Tem um tanque para dar de beber às bestas que os homens de negocio aqui vem vender e trespassar as drogas e frutos dos seus contratos.
Hé este campo munto grande e dilatado e povoado de algumas arvores grandes e bem copadas que servem de refrigerio com as suas sombras aos que contratando se acham no mesmo campo e aquy donde estam esta cupadas arvores hé donde se faz o corpo principal desta feira donde se acham grande numero de homens estrangeiros e contratadores de todas as terras da Europa nam so de Espanhois por serem vezinhos mas de franceses aragoneses napolitanos milaneses e genoveses imperiais ingleses e olandeses malteses e finalmente de todalas naçoins da iropa (1) nam falando nos reyniquillas. (...)
E no sitio em que se ve culucada esta capella (2) esteve antigamente ereta huma capella dedicada a Sam Luis rey de França de onde se da a este dilatado campo pleno e se deduziu a denominaçam de campo de Sam Luis donde se faz a referida feira de Sam Matheos a qual feira se mudou para aquy para este grande campo porque antigamente se fazia dentro dos grandes vales de terra chamado a Cava de Viriato que antiguamente se chamava cidade de Vaca (3). Donde nasceu aquellee grande eroy Viriato que tam grande terror foy de toda a Roma e estrago universal de seos exércitos cujo trofeo tanto engrandessem o tempullo de sua exaltada fama como ainda  repetem hoje os seus famosos feitos (4).
E aquy dentro destes mesmos valles de terra aonde antigamente se fazia a referida feira franca (5), estava erecta huma capella, a qual mandou fazer e levantar o excelentissimo duque Dom Henrique, primeiro duque de Viseu e filho segundo do grande monarca o senhor Rey Dom Joam primeiro, o qual aquy mandou levantar a tal capella em honra e louvor do glorioso martir Sam Jorge, hoje protector do Reino, cuja devoçam trouxe a este Reino de Portugal a Serenissima Rainha Donna Filipa, mulher que foy do serenissimo rey Dom Joam primeiro de gloriosa memoria (...)

Viso 20 de Julho de 1758
O padre cura da Se
Manoel Lopes de Almeyda"

In “Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 1. Viseu”, de João Nunes de Oliveira, Editora Palimage, Viseu 2005 [ver]

Notas do AJ:
1 - O padre Manoel Lopes, certamente estava a exagerar.
2 - Refere-se à capela de Nossa Senhora da Conceição, depois elevada à categoria de igreja e sede de paróquia;
3- A  existência da cidade de Vaca, no interior da Cava, é um mito - a dita cidade ficaria junto ao rio Vouga nas proximidades de Águeda e ainda segundo a tradição Vaca, foi o primeiro nome do rio Vouga;
4 - O lugar do nascimento de Viriato é desconhecido e reivindicado por várias localidades portuguesas e, claro espanholas;
5 - A feira estabelecida por D. João I que se realizava na referida época acontecia na Primavera, começava em 23 de Abril dia de São Jorge, Defensor do Reino e no reinado de seu filho D. Duarte, já não se realizava pelo que os procuradores de Viseu pediram a D. Duarte – "em memória de ter sido nesta cidade o seu nascimento" - o restabelecimento da Feira que obteve "todos os privilégios outorgados à de Trancoso, menos sisa (Carta de Estremoz, de 17-IV-1436) – e ainda que fosse três dias franca, mercê concedida em Almeirim." [ler].
No reinado de D. Afonso V a feira que já não se fazia, foi novamente restabelecida com os mesmos privilégios da de Tomar, com início no dia de Santa Iria, 20 de Outubro.
No reinado de D. Manuel, I em 1501 a feira foi transferida para dentro dos muros da cidade mas por falta de espaço foi em 1510 mudada, em definitivo (?), para o Campo de São Luís, actual Campo de Viriato. Também a data de realização e duração da "Feira Franca" foram alteradas, a "Feira de Franca de São Mateus" passou a iniciar-se no dia 15 de Setembro e a ter três dias francos: 20, 21 dia de São Mateus e 22 de Setembro.


Este ano a feira anual de Viseu, tal como sucedeu em 2014, voltará a usar repreensivelmente o nome de São Mateus, porque a feira de 2015 irá realizar-se de 7 Agosto a 13 de Setembro. Ora se no dia 21 já não vai haver feira...
Claro que a marca "Feira de São Mateus", tem mais de 5 séculos e é valiosa mas a câmara municipal está "enganar" o povo e desrespeitar o Santo Evangelista. Por esses motivos o secular evento, jamais deveria terminar antes do dia 21 de Setembro - "Dia de São Mateus" e Feriado municipal.
A montagem dos restaurantes, snack-bares e tasquinhas inicia-se no dia 01 de Julho, já só faltam cerca de dois meses.

20150417

"Viseu Vista parcial"

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"Viseu Vista parcial", Bilhete Postal ilustrado editado pela Tabacaria Costa - Vizeu. Autor da foto não identificado, não datado, nem circulado. Datável das primeiras décadas do século XX

20150121

As Melhores de 2014

Mais uma foto que "levou sumiço",  desta vez foi publicada em 1 de Outubro de 2014 para recordar a "Feira Anual de Viseu". Sim porque o certame não deverá ser nomeado como "Feira de São Mateus", uma vez que encerrou a 14 de Setembro e o São Mateus celebra-se a 21 de Setembro. Talvez fosse melhor mudar o nome ao evento, já sugeri - "Feira de Viriato" mas talvez - "Feira das Vindimas", tenha melhor acolhimento junto do executivo camarário que tem um vereador que é Grão Mestre da Confraria dos Enófilos do Dão.


"OS AMIGOS DA FEIRA", não conheço, nem ouvi falar mas deverão ter sido a meia dúzia de patrocinadores e mais aqueles que pagaram para terem os seus produtos em regime de exclusividade na Feira de "São Mateus". Porque - "Quem mais dá mais amigo é ?"
 

20150118

Encontrei Campo de Viriato # 1


Mais duas fotos do estrado que ficou esquecido no "Campo de Viriato", há quatro meses e que a câmara municipal ou a Expovis (?) ainda não retiram. Talvez continuem à espera que o proprietário o venha reclamar?

Encontrei no Campo de Viriato # 2


Mais uma vez, desta vez mostro cinco das armadilhas existentes no "Campo de Viriato"

20150116

Voltei a Encontrar Lixo na Cava


Foi em 23 de Setembro de 2014 que pela primeira vez encontrei alguns exemplares da revista editada por ocasião da Feira Anual de Viseu [ver], abandonados na Cava de Viriato. A publicação não seria de grande qualidade, como foi anunciado pelo Dr. Almeida Henriques mas o Dr. Jorge Sobrado, Adjunto do Presidente. Assessor de Imprensa, Coordenador do Núcleo de Imagem e Comunicação do Município, escolheu papel de qualidade porque algumas revistas ainda podem ser encontradas junto a um dos taludes do monumento.