EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20181214

Encontrei no Campo de Viriato


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Encontrei no Campo de Viriato lembranças da feira anual de Viseu... as folhas são fáceis de retirar mas o que parece serem grandes manchas de óleo das frituras, não porque a gordura entranhou-se no granito e água e esfregona, poderão não ser a solução. 

20171011

Tintureira - "Phytolacca americana L."


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Tintureira - "Phytolacca americana L.", planta herbácea com carácter invasivo que pode atingir 2 a 3 m de altura, originária da América do Norte. Apesar de ser uma planta tóxica é usada na medicina tradicional mas muita cautela e apenas com orientação especializada. Partes da planta são usadas como anti-inflamatório, anti-reumático e até anti-cancerígeno. As raízes são perenes, os caules quadrangulares, estriados verdes e depois avermelhados. As folhas são grandes, alternas e com o pecíolo curto. As partes aéreas da tintureira morrem no final do Outono e o caule avermelhado poderá ser tomado como um sinal de perigo. As pequenas flores, com 10 estames, formam cachos horizontais de flores brancas que podem atingir 20 cm de comprimento, quando os frutos amadurecem são pequenas bagas negro-purpúreas.
Outros nomes comuns da tintureira são: Fitolaca, Cachos-da-raposa, Erva-da-América, Uva-da-América, Erva-dos-cachos-da-Índia, Vinagreira e Uva-dos-passarinhos. As aves alimentam-se das bagas, sem problemas contribuindo para propagação da planta que é muito difícil de erradicar.

20161221

Canção do Outono


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Canção do Outono

Os soluços graves 
Dos violinos suaves 
Do outono 
Ferem a minh'alma 
Num langor de calma 
E sono.

Sufocado, em ânsia, 
Ai! quando à distância 
Soa a hora, 
Meu peito magoado 
Relembra o passado 
E chora.

Daqui, dali, pelo 
Vento em atropelo 
Seguido, 
Vou de porta em porta, 
Como a folha morta 
Batido...
                                           
Paul Verlaine  (1844-1896)
(Tradução de  Alphonsus de Guimaraens)
Do livro: "Obras Primas da Poesia Universal", Livraria Martins Editora, 1954, SP

Léo Ferré - "Chanson d'Automne" 


"Chanson d'Automne" (Verlaine) retirado do DVD "Léo Ferré Chante les Poètes" (1986 - Théâtre Libertaire de Paris)

20161219

Canção de Outono - Cecília Meireles


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Canção de Outono

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão…

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
– a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão…


20161216

No Ciclo Eterno


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No Ciclo Eterno

No ciclo eterno das mudáveis coisas
Novo inverno após novo outono volve
À diferente terra
Com a mesma maneira.
Porém a mim nem me acha diferente
Nem diferente deixa-me, fechado
Na clausura maligna
Da índole indecisa.
Presa da pálida fatalidade
De não mudar-me, me infiel renovo
Aos propósitos mudos
Morituros e infindos.

Fernando Pessoa / Ricardo Reis

20161209

A flor e seu nome


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A flor e seu nome

Mas o que impressiona mesmo no amor-perfeito é o nome. Que responsabilidade, meu filho! Há por aí uma planta chamada de amor-de-um-dia, que não carece muito esforço para ser e acontecer, como doidivanas. Outra atende por amor-das-onze-horas e presume-se como sua vida é folgada. Há também amor-de-vaqueiro, amor-de-hortelão, amor-de-moça, amor-de-negro... muitos amores vegetais que desempenham função limitada. Mas este aqui não tem área específica, não se dirige a grupo, ocasião, profissão. É absoluto, resume um ideal que vai além do poder das flores e dos seres humanos. 
Que sentirá o amor-perfeito, sabendo-se assim nomeado? Que tristeza lhe transfixará o veludo das pétalas , ao sentir que os homens que tal apelação lhe dera não são absolutamente perfeitos em seus amores? Que aquele substantivo, casado a este adjetivo, sugere mais aspiração infrutífera da alma do que modelo identificável no cotidiano? 
A tais perguntas o sóbrio amor-perfeito não responde. O outono tampouco. Talvez seja melhor não haver resposta.

Carlos Drummond de Andrade

20161207

Outono em Viseu


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Outono em Viseu, a "Cidade-jardim, há mais de 80 anos"

20161120

"No Outono o Sol tem sono"


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"No Outono o Sol tem sono."
Provérbio popular
Grafitti encontrado algures na "Melhor cidade para viver"

20161031

Outono na "Cava de Viriato"


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"Passadeira" de granito sobre talude da "Cava de Viriato" e auto-retrato


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Folhas secas, alguns pormenores de lajes da "passadeira" e da iluminação decorativa do monumento


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Grafitti anónimo - "Stefanie porque não vens aqui"

20161017

Outono na "Cava de Viriato"

Pneu, balde de plástico, garrafa, lixo vário e marmelos no "Lago da Cava de Viriato"

...) "O dicto poço tem de superfície cerca de 1:850 metros quadrados; é de suppor que tenha nascentes proprias que o alimentam e que muito provavelmente alimentavam os fossos aquáticos que outr’ora circuitavam a Cava toda. Tambem é de suppor que os dictos fosso recebessem as aguas pluviais da Cava e dos terrenos adjacentes – e talvez as do Pavia, captadas em altura própria, a grande distancia." (...)
(...) "Encostado a este lanço ainda hoje se vê, do lado exterior, um fragmento dos antigos fossos. Denomina-se Poço da Cava, espécie de lago com 12m,60 de largura e 147 metros de comprimento, cuja agua não seca nem transborda, por ser mais alto o terreno circunvisinho. Apenas na estiagem tiram alguma agua para rega com uns engenhos muito simples, denominados picanços. Assim regam alguns chãos da quinta contígua que fui do fallecido negociante Castello Branco, cuja casa defronta nas traseiras com o lago e tem uma linda varanda quasi sobre elle."(...)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal e Pedro Augusto Ferreira in "Portugal Antigo e Moderno, Diccionario", Lisboa 1890
Ver. Todos os pneus


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"Passadeira" de granito sobre talude da "Cava de Viriato" e dois pormenores da iluminação

20161010

Outono


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A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

20161007

Hábitos Lusitanos Segundo Estrabão


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(...)”Nas três quartas partes do ano, o único alimento na montanha são as glandes de carvalho, que, secas, quebradas e pisadas servem para fazer pão: este pão pode guardar-se por muito tempo. Uma espécie de cerveja feita com cevada é a bebida vulgar; quanto ao vinho, é raro, e o pouco que se fabrica é logo consumido nos grandes banquetes de família tão frequentes entre estes povos. Em vez de azeite servem-se de manteiga: comem assentados, há para isto bancos de pedra dispostos em roda das paredes onde os convivas tomam lugar segundo a idade e a posição. A comida circula de mão em mão. Mesmo bebendo os homens põe-se a dançar, ora formando coros ao som de flauta e da trombeta, ora saltando cada um per si a ver quem mais alto salta e mais graciosamente cai de joelhos.” (…)

“Geografia”. Livro III, de Estrabão, historiador e geógrafo grego (sécs. I a. C. - I d. C.)

20151116

Insólito na Rua Direita



Bando de andorinhas encontrado na Rua Direita (centro histórico de Viseu)

20151102

O Ribeiro da Ecopista/Feira Semanal



Bastaram alguns minutos de chuva com alguma intensidade para a entrada do recinto da "Feira Semanal", junto à Rua do Arco se ter transformado num ribeiro que vai a correr, pela "Ecopista", em direcção ao rio Pavia.
A "Comissão de Feirantes", um destes dias, ainda vai avistar-se com o Dr. Jorge Sobrado para marcar uma entrevista com o presidente da câmara, Dr. Almeida Henriques, para saber do andamento das obras de requalificação que o ex-presidente do município, Dr. Fernando Ruas anunciou já lá vão seis anos.

20151010

Outono na "Cava de Viriato"



Aqui deixo algumas imagens da "Cava de Viriato" sendo as mais significativas (?) as recolhidas no "Lago da Cava" (Quinta da Machada).
Porque será que o "Monumento Nacional" que o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Almeida Henriques afirmou ser:
“(...) um monumento absolutamente singular do património português e é o maior símbolo territorial de Viseu. O conhecimento sobre a sua fundação é um contributo para a sua valorização histórica e cultural, mas também social e turística. Pela sua dimensão e pelo seu formato octogonal, a Cava é a vários títulos magnética .”, continua tão desprezado?
O "Lago da Cava" continua sem água, a vegetação abundante e alta está a esconder muito lixo, esperemos que caia bastante chuva no próximo Inverno que irá cobrir a lixeira, para a voltar a revelar no próximo Verão.

20141128

Miguel Torga "Outono"


Outono

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.

Miguel Torga, Diário X (1966)

20141123

Outono em Viseu


Folhas encontradas em Viseu mas uma pertence a uma planta de folha perene com características invulgares. Adivinhem qual será..?

20141107

Flor do Jarro

Uma flor do jarro (Zantedeschia aethiopica) ao anoitecer [saber +]

20141029

Outono


Outono.
(A palavra é cansada...)
Tudo a cair de sono,
Como se a vida fosse assim, parada!

Nem o verde inquieto duma folha!
O próprio sol, sem força e sem altura,
Olha
Dum céu sem luz e levedura.

Fria,
A cor sem nome duma vinha morta
Vem carregada de melancolia
Bater-me à porta.

Miguel Torga (Diário I)

20141018

Cogumelos


Cogumelos encontrados junto da raíz dum choupo negro, árvore cuja idade deverá rondar os cem anos e está a ser colonizada por cogumelos que crescem junto às raízes e no tronco que tem a casca  podre e fendida em vários locais.