EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
Mostrar mensagens com a etiqueta Adelino Azevedo Pinto (Rijo). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Adelino Azevedo Pinto (Rijo). Mostrar todas as mensagens

20171023

Javali na "Cava de Viriato"


GIF via GIPHY

Rijo (Adelino Azevedo Pinto) afirmou que a Cava de Viriato estava desprezada e só lhe faltavam javalis, descrevia uma situação que ainda hoje poderá ser encontrada nas faces exteriores dos dois taludes NNO, em grande parte coincidentes com o Poço ou Lago da Cava, confinantes com a Quinta da Machada. Nos taludes crescem mimosas, carvalhos, carvalhiços, codeços e outra vegetação que  oculta um troço do antigo fosso que chega a parecer uma lixeira selvagem. A quinta está cheia de silvas, mato, salgueiros e amieiros que quase fizeram desaparecer os marmeleiros que pontuavam a margem do lago. Uma autêntica vergonha que não parece embaraçar a câmara municipal que até colocou um octógno no seu logótipo, para lembrar a importância do monumento, considerado um dos maiores ícones do Município de Viseu e da Cidade Jardim.


GIF via GIPHY

Aspectos do alto do talude da Cava de Viriato, junto ao Lago da Cava e do exterior nas proximidades da Vila Ferreira, na Rua dos Heróis Lusitanos. Reparem na cobertura vegetal visível do lado esquerdo das imagens que serve para tapar as misérias.

P.S. : O javali não é verdadeiro mas um alvo de borracha que foi utilizado num torneio de tiro ao arco e besta, realizado no passado mês de Setembro no Dia de Viriato, no âmbito da feira anual.

20170918

A FEIRA FRANCA ACABOU


GIF via GIPHY

RAPAZES TOMAI CAUTELA

A feira Franca acabou
E creio bem que deixou
A todos boa impressão.
Burros venderam-se aos centos,
Em mulheres p'ra bons intentos
Houve pouca transacção...

(...)

Tudo em vós são fantasias
Por isso ficais p'ra tias
E as Feiras hão-de passar...
Mulher que tem merecimentos
Escusa, como os jumentos,
Que a levem a afeirar...

"CÁ, NA BEIRA FESTA É FEIRA"

(...)

Hoje, nas feiras modernas,
Os burros de quatro pernas
Já são uma raridade...
Muito embora haja mais
Na sua esperteza... iguais,
Mas é doutra qualidade...

(...)


20160930

Recordando os Comboios de Viseu


GIF via GIPHY

Mais Apitam ... que transitam

"Vale do Vouga" e o "Nacional"
São no nosso Portugal
Dois brinquedos de museu:
Ferrugentos, alquebrados,
Por mal dos nossos pecados,
A vergonha de Viseu!

De Santa com e de Espinho
Ronceiros, pelo caminho,
Vêm eles, chape, chape!
Arfando, todos cansados,
A expulsar aos bocados
Seus bofes pelo escape!

O coleante perfil
Estende-se, em curvas mil.
Em aspectos de cascata...
É bonita a Natureza,
Há conforto... na certeza
Que o andamento não mata

Seu trajecto é demorado,
Pois, velhinho e já cansado
Deve sofrer de lesão...
Largando fumos e cheiros
Vai queimando os passageiros
Com faúlhas de carvão!

(...)

Chaca, checa, choca, chuca,
Fica a cabeça maluca.
Anda tudo à nossa roda.
Garantem, coca-bichinhos,
Que leram em pergaminhos
Que há cem anos já foi moda!

Alerta, Viseu, alerta!
Põe depressa a porta aberta
Do teu Museu tão cotado:
Coloca lá a matraca,
Que, cá fora, dá barraca
Mas é, lá dentro, um achado

Adelino de Azevedo Pinto (Rijo) in "Retalhos dos Meus Trabalhos" (Recolha de 50 anos de quadras populares, sonetos e outros poemas), Viseu, 1985

Na ilustração algumas imagens de depósitos de água, para abastecer as caldeiras das locomotivas a vapor, retirados da demolida estação dos caminhos-de-ferro de Viseu, "armazenados" no depósito de sucata da câmara municipal, antigas instalações da Cooperativa Agrícola dos Fruticultores da Beira Alta (Estrada de Nelas). Compare com as fotos obtidas em 23 de Novembro de 2011.

20160921

"Um Tormento Ferrugento"


GIF via GIPHY (Grafitti de "ATEOUS" & "CRLSK")

A nossa airosa cidade
Na super-fatalidade
Dos transporte em carris,
É, sem favor, com certeza,
A região portuguesa
Ferrugenta e infeliz!...

(...)

Os horários com H
É coisa que aqui não há,
Pois as pobres maquinetas
Velhinhas, tristes, cansadas,
Bufam todas esfalfadas
As sua queixas jarretas!...

Os bancos de pau de pinho
Tratam com pouco carinho
As almofadas... traseiras...
Acho que só cabem culpas
A quem, por ordens estultas
Fez "segundas" das "terceiras"!

Quando não pára ou desanda,
Às vezes, finge que anda
Mas dá pulos de cabrito!
O muito esforço que faz
Não deixa ninguém em paz
Co'as estridências do apito!

(...)

São tão pouco sedutoras
As mini-automotoras
Que quem nelas viajar
Aos pulos, saracoteios,
Conhece todos os meios
De deitar, a carga ao mar!...

P'ra brinquedo de arraial!
Mas festas de Portugal!
Talvez tenha utilidade...
E passaria um tormento
A ser um divertimento
De imensa hilariedade!...

Na era dos foguetões
Temos todas as razões
Para mostrar nossa dor
De se manter a rotina
Dos transportes cá p'ra cima
Com esguichos de vapor!!!

"Retalhos dos Meus Trabalhos" de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985

Enquanto esperamos pelo novo comboio, é bom recordar as ronçeiras locomotivas a vapor e as desconfortáveis carruagens que foram substituídas pelas balouçantes automotoras e mais tarde, depois de encerradas as linhas do Vale do Dão e do Vouga, pelos autocarros que também acabaram por levar sumiço.

20160917

"Retalhos dos Meus Trabalhos"


GIF via GIPHY

"Quem faz versos não é velho: a poesia vem da alma e a alma não tem rugas!..."
"Retalhos dos Meus Trabalhos" de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985

"A feira Franca acabou"


GIF via GIPHY

RAPAZES TOMAI CAUTELA

A feira Franca acabou
E creio bem que deixou
A todos boa impressão.
Burros venderam-se aos centos,
Em mulheres p'ra bons intentos
Houve pouca transacção...

À noite, no "picadeiro",
Certo menino matreiro
Das fortunas indagou
Créditos todos falidos,
Mulheres com teres pr'òs vestidos
Nem uma só encontrou!...

Com esta vida tão cara
Só quem tiver grande tara
Se deixa ir no embrulho...
Lá diz um velho rifão
Que nunca cessa o barulho.

Meninas dos tempos de hoje
Vede como um homem foge
De vos pedir ao papá.
Escusais fingir riquezas
Sentando-vos numa mesa
Do tal "Pavilhão do Chá"...

Tudo em vós são fantasias
Por isso ficais p'ra tias
E as Feiras hão-de passar...
Mulher que tem merecimentos
Escusa, como os jumentos,
Que a levem a afeirar...

Retirado com a devida vénia dos "Retalhos dos meus Trabalhos" - Viseu, Dezembro de 1985

20150917

O Viriato de Novo na Escuridão



"Viriato no Recato"

Viriato, meu vizinho,
Tem vivido a um cantinho,
Nas trevas, todo humildade!
Há pouco tudo mudou,
Viva luz o inundou
Com jorros de claridade!

Resolvi entrevistá-lo,
(...)

Assim me disse o guerreiro:
(...)

Nos belos tempos, passados,
Gozei muito bons bocados
Nesta escuridão de breu...
Hoje - que grande arrelia! -
Eternizaram-me o dia,
Para mim tudo morreu!...
(...)

Com as cenas de ciúme
Vi mil faíscas de lume, 
Muito raio... sem trovão!
Os malditos projectores
Espantaram-me os amores
Que com a luz não se dão!...

Vi um par de namorados
Tão juntinhos e agarrados
Que fiquei com a impressão
- Faltou-me a luz duma tocha -
Que a rapariga... era a rocha
E o rapaz... o mexilhão...

(...)

De verdade, de verdade,
Vi muita imoralidade
Daquelas de arrepiar!...
Conheço tanto segredo
Que com vergonha... e por medo,
Hei-de pr'a sempre ocultar...

Eu vi coisas, eu vi loisas,
Eu vi loisas, eu vi coisas.
Dum realismo brutal!...
Se não perdi a cabeça
Esse bem... que se agradeça
Ao ser velho... e de metal!...

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)
"Retalhos dos Meus Trabalhos" - Viseu, Dezembro de 1985

Tal como havia prometido [VER] fui esta noite fotografar o "Viriato" mas tive uma surpresa muito desagradável porque o "Monumento a Viriato", estava novamente às escuras - os 3 projectores, tecnologia "led" e os restantes elementos decorativos, estavam desligados e o Viriato e os seus guerreiros mergulhados na escuridão. 
Quando me retirava ouvi o seguinte comentário, vindo de um senhor que passava provavelmente com a sua esposa - "Acabou-se a festa [feira anual] e desligaram as luzes!"

20150813

Rapazes Tomai Cautela...



Rapazes Tomai Cautela...

(...)

À noite, no "picadeiro",
Certo menino matreiro
Das fortunas indagou.
Créditos todos falidos,
Mulheres com teres p´ròs vestidos
Nem uma só encontrou!...

Com esta vida tão cara
Só quem tiver grande tara
Se deixa ir no embrulho...
Numa casa sem ter pão
Lá diz um velho refrão
Que nunca cessa o barulho.

Meninas dos tempos de hoje
Vede como um homem foge
De vos pedir ao papá.
Escusais fingir riqueza
Sentando-vos numa mesa
Do tal "Pavilhão de Chã"....

Tudo em vós são fantasias
Por isso ficais p´ra tias
E as Feira hão-de passar...
Mulher que tem merecimentos
Escusa, como os jumentos,
Que a levem a afeirar...

Adelino Azevedo Pinto (Rijo), in "Retalhos dos Meus Trabalhos", Viseu 1985

20150729

O "Viriato no Recato..."




Viriato, meu vizinho,
Tem vivido a um cantinho,
Nas trevas, todo humildade!
Há pouco tudo mudou,
Viva luz o inundou
Com jorros de claridade!

Resolvi entrevistá-lo,
(...)

Assim me disse o guerreiro:
(...)

Nos belos tempos, passados,
Gozei muito bons bocados
Nesta escuridão de breu...
Hoje - que grande arrelia! -
Eternizaram-me o dia,
Para mim tudo morreu!...

(...)
Vi um par de namorados
Tão juntinhos e agarrados
Que fiquei com a impressão
- Faltou-me a luz duma tocha -
Que a rapariga... era a rocha
E o rapaz... o mexilhão...

(...)
Eu vi coisas, eu vi loisas,
Eu vi loisas, eu vi coisas.
Dum realismo brutal!...
Se não perdi a cabeça
Esse bem... que se agradeça
Ao ser velho... e de metal!...

Adelino Azevedo Pinto (Rijo), in "Retalhos dos Meus Trabalhos" 

20150728

"FEIRAR ESTÁ-NOS NO SANGUE"




"Cá, na Beira Festa é Feira"

(...)

Chegai aqui, vinde cá,
Sempre novidades há,
Pois tudo se renova...
A experiência aconselha
Que uma feira, mesmo velha,
É sempre uma feira nova!...

São as barracas iguais,
Pouco menos pouco mais
Do que foi o ano passado?
Nestas coisas transitórias
Tem sempre novas histórias
Tudo o que for renovado...

Hoje, nas feiras modernas,
Os burros de quatro pernas
Já são uma raridade...
Muito embora haja mais
Na sua esperteza... iguais,
Mas é doutra qualidade...

(...)

Adelino Azevedo Pinto (Rijo) in "Retalhos dos Meus Trabalhos"

"EXPOVIS" painel publicitário da "Feira Anual de Viseu" (Toni Carreira, Banda do Mar, Pedro Abrunhosa, AGIR e António Zambujo)

20150719

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)



8 Novembro 1907 (Santa Leocádia/Baião/Porto) - 19 Julho 1991 (Viseu)

Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu na "Casa da Roupeira", uma casa solarenga da freguesia de Santa Leocádia, concelho do Baião e distrito do Porto. Viveu entre 1934 e 19 de Julho de 1991 em Viseu onde exerceu várias actividades sendo mais a mais conhecida a do ensino de condução automóvel. Colaborou em diversos jornais “Gazeta de Coimbra”, “Política Nova”, “Voz das Beiras”, “Jornal de Viseu” e foi correspondente do “O Comércio do Porto”. Desde muito novo foi escrevendo poesia e mais tarde publicando, de modo disperso em vários jornais ou pequenas revistas. Por insistência dos seus filhos grande parte dessa produção foi recolhida em dois volumes intitulados “Retalhos dos meus Trabalhos” (1985) e “Cantigas minhas amigas” (1987).
Este viseense por opção e depois por amor foi distinguido pouco antes do seu desaparecimento, em 10 de Junho de 1991 pela Câmara Municipal de Viseu, com a “Medalha de Mérito Municipal”.

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


Este volume que reúne mais de meio século de poesias de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), foi o cumprimento de uma promessa que o autor fez a si mesmo e a resposta “a intimação” do seus filhos para reunir trabalhos dispersos que doutro modo acabariam esquecidos nas folhas amarelecidas dos jornais, guardados em arquivos. Adelino Azevedo Pinto foi “escrevente” na Imprensa Regional e correspondente de jornais nacionais. A sua figura permanece bem viva na lembrança daqueles que com ele privaram, muito em especial dos seus muitos amigos e vizinhos do "Campo de Viriato".
Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu em 8 de Novembro de 1907, em Santa Leocádia, no concelho de Baião (Porto). Este livro com 459 páginas foi publicado em Dezembro de 1985, cerca de 6 anos antes do seu desaparecimento, em 19 Julho de 1991 é um arquivo de produções poéticas de formas e temas diversos “baralhadas cronologicamente".

20150630

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


Tão pequenina e jeitosa
Mais sedutora não vi...
És linda como uma rosa...
Se há rosas iguais a ti!

Azevedo Pinto (Rijo)

O Sr. Azevedo Pinto (Rijo) não tinha por hábito celebrar a data do seu nascimento que terá ocorrido em 1 de Novembro, embora a data indicada no registo seja o dia 8 de Novembro de 1907. Hoje lembrei-me deste ex-vizinho de origens fidalgas, de quem recordarei sempre o seu modo afável, o seu bigodinho, os óculos na ponta do nariz e os seus passeios, em marcha muito lenta, num WV carocha amarelo.
Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu na Casa da Roupeira, uma casa solarenga da freguesia de Santa Leocádia, concelho do Baião, distrito do Porto. Viveu entre 1934 e 19 de Julho de 1991 em Viseu onde exerceu várias actividades sendo mais a mais conhecida a do ensino de condução automóvel. Encontrei-o muitas vezes no seu outro ofício, o de jornalista de bloco de apontamentos na mão a tirar notas para “escrevinhar” as suas reportagens. Colaborou em diversos jornais “Gazeta de Coimbra”, “Política Nova”, “Voz das Beiras”, “Jornal de Viseu” e foi correspondente do “O Comércio do Porto”.
Desde muito novo foi escrevendo poesia e mais tarde publicando, de modo disperso em vários jornais ou pequenas revistas. Por insistência dos seus filhos grande parte dessa produção foi recolhida em dois volumes intitulados “Retalhos dos meus Trabalhos” (1985) e “Cantigas minhas amigas” (1987).
Este viseense por opção e depois por amor foi distinguido pouco antes do seu desaparecimento, em 10 de Junho de 1991 pela Câmara Municipal de Viseu, com a Medalha de Mérito Municipal.

20120903

Grafittis de Viseu (Stencil)


Adelino Azevedo Pinto (Rijo) - "Cá, na Beira Festa é Feira", in "Retalhos dos meus Trabalhos" [ver]

20120827

Feira de São Mateus

Vista parcial da "Praça da Diversão" da Feira de São Mateus 2012
(...)

Também vou nos "cavalinhos",
Onde não há pergaminhos
E ninguém mostra peneiras...
Acabou-se o tempo antigo
De lá, só terem abrigo
Os soldados e as sopeiras.

(...)

Adelino Azevedo Pinto (Rijo) - "Cá, na Beira Festa é Feira", in "Retalhos dos meus Trabalhos" [ver]

20120430

Postais Antigos de Viseu # 15



"Cava de Viriato - uma rua" - Bilhete Postal editado pela Comissão de Iniciativa e Turismo (Viseu), não datado, nem circulado mas muito provavelmente dos primeiros anos da década de 1930. No canto inferior direito é possível ver três vacas porque no local se realizava uma feira de gado, cujo mau cheiro desagradava à vizinhança.

"Defesa da Fortaleza"
(…)
Ao seu pé uma feira,
Porca, suja que mal cheira,
Com bois vacas e vitelas!
- São reais as queixas minhas –
Sem que nas casas vizinhas
Possam abrir-se as janelas!
(…)

Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


O mesmo local na actualidade, depois do arranjo de 1940 para a colocação do Monumento a Viriato e da obras de "requalificação" e "arranjo paisagístico", financiadas pelo Programa Polis que fizeram desaparecer: a "rua" (a "Cava de Baixo" - lugar onde era muito agradável passear e permanecer quando o tempo se apresentava convidativo), as escadarias e as rampas que permitiam aceder ao topo da antiga fortaleza,  com a intenção de devolver ao monumento um aspecto mais próximo do original.

20110926

A Feira Franca Acabou

A feira Franca acabou
E creio bem que deixou
A todos boa impressão
Burros venderam-se aos centos,
Em mulheres p´ra bons intentos
Houve pouca transacção…

(…)

"Rapazes Tomai Cautela..." de Adelino Azevedo Pinto [ligação]

20100216

Azulejos de Viseu - Rua Capitão Salomão


Salomão Vaz da Silveira Leitão, Capitão de Infantaria, Viseu, Cavernães (1875/1936)

A Rua Capitão Salomão localiza-se na Freguesia de São José, entre a Avenida Capitão Homem Ribeiro e a Avenida da Bélgica e presta homenagem ao benemérito da cidade e do "Asilo da Infância Desvalida ". O Capitão Salomão era filho de Pedro Vaz da Silveira Leitão e de Maria Cândida de Sousa. Foi casado com Hermengarda de Sousa e Albuquerque do Amaral. Desta união nasceu Elvira de Sousa Albuquerque do Amaral Leitão que casou com Adelino Nogueira de Azevedo Pinto (RIJO) [ligação]

P.S. - O pavimento da rua está uma lástima trata-se de uma calçada à portuguesa cheia de remendos no alcatrão a tapar buracos.

20091012

Eleitoralismo no Concelho de Viseu




A poucos dias das eleições autárquicas foram anunciadas várias obras na cidade, relembro algumas: a Praia fluvial do Rio Pavia, a requalificação do Parque Aquilino Ribeiro, a Quinta da Cruz e inauguradas/abertas pequenas ou grandes melhorias: os guarda-sóis para táxis, para os jogadores da “sueca” do Fontelo, um abrigo para passageiros dos autocarros no Largo Mousinho Albuquerque e outras. Entre as maiores não se pode ignorar o funicular e dois novos arruamentos, a Rua Adelino Azevedo Pinto (o poeta Rijo) e a Avenida Engº António Coelho de Araújo. Neste dois últimos casos, a pressa foi tanta que até se esqueceram de retirar a placa que nas traseiras do tribunal indica tratar-se de uma via sem saída. Pelas aldeias de todo Concelho certamente que o panorama foi idêntico, noutra escala naturalmente.

P.S. - Na sarjeta corre um dos novos “afluentes” do Rio Pavia vindo das caves dos prédios vizinhos. Em 20 anos depois de gastos "rios de dinheiros" e de promessas não cumpridas o rio continua sem água no Verão.

20091007

Parque Linear do Rio Pavia


UM RIO QUE NÃO TEM BRIO

(...)

Com o calor só arrasta
Uma coisa quase pasta
E que nos meses de agora,
Por pegadiça e caturra,
Não tem forças de ir embora!...

É aquilo uma vergonha!
Afirmo sem qualquer ronha
E com desgosto profundo,
Que tamanha porcaria
Como vai pelo Pavia
Não deve haver neste Mundo!

(...)

Adelino Azevedo Pinto (Rijo) in "Retalhos dos Meus Trabalhos", Viseu 1985 [Biografia]

P.S. - A abundante chuva que caiu nas últimas horas já deverá ter lavado o rio e arrastado as garrafas e latas que o "enfeitavam" .