
Aproveitem o Verão para se valorizarem! Mais informações...[Ligação]
O processo de transformação de um paraíso, num "resort" para turistas, pode ser assim...
Talvez para compensar o atraso, as tabuletas continuam a assinalar o mês de Novembro de 2008 como a data final da obra, a Câmara Municipal de Viseu decidiu que durante um ano as viagens do funicular (um elevador sobre 400 m de carris e duas carruagens ligadas entre si por cabos de aço) que passará a ligar o Campo de Viriato e a “Estação da Sé” no topo da Calçada de Viriato, serão gratuitas. Uma boa notícia para os bolsos vazios de muitos viseenses e visitantes. Com esta decisão pretendem incentivar a utilização deste meio de transporte não poluente e facilitar o acesso ao ainda infelizmente degradado e decadente Centro Histórico e em sentido inverso trazer mais visitantes à Cava de Viriato. As obras para remediar os erros graves que transformaram este monumento, classificado como Monumento Nacional em 1910, os restos de uma antiga fortaleza com muros de terra batida e protegida por um largo fosso, num local perigoso para visitar e passear continuam a decorrer.
A instalação do funicular cujo custo foi estimado em € 5,2 milhões está na fase final pois apenas faltam concluir e afinar poucas dezenas de metros da linha e testar todos os sistemas de sinalização e segurança. A última tarefa será treinar o pessoal que irá comandar o equipamento e depois se tudo correr conforme previsto o equipamento poderá entrar em fase de exploração dentro de cerca de um mês coincidindo com o início da Feira de São Mateus.


P.S. - Para evitar mal entendidos. O título não se refere à qualidade dos espectáculos pois há gostos para tudo. Ver estado da racha depois edição da Feira de São Mateus de 2008 [ligação]

"Deste modo o Município de Penedono tem o grato prazer de convidar “os senhores do Reino de Portucale a visitarem o Reino de Penedono” e, nos dias 4 e 5 de Julho embarcarem numa viagem no tempo que tem como destino os primórdios da nacionalidade Portuguesa."
Em Penedono [ligação] vila do distrito de Viseu mas bem perto do Douro Sul, no próximo Sábado e no Domingo, vai haver muita animação com a realização de mais uma "Feira Medieval". Do vasto programa constam arruadas, figurantes trajados de nobres, plebeus, almocreves, bobos, artesãos, mendigos e bailarinas. Poderá assistir a escaramuças entre guerreiros, participar em jogos tradicionais, assistir ao assalto ao castelo e cear com os fidalgos.




Para facilitar a obtenção de mais informações [Ligação - Verão Caixa' 09 ], novidade obtida no "Viseu, Senhora da Beira" do amigo e sempre atento - Bazookas [ligação]
Antecedendo as recentes eleições, foi apenas uma coincidência..., grassou pela cidade um movimento inusitado de obras, pequenas reparações e arranjos. Foram aparadas árvores, sebes, relvados, plantadas mais árvores, colocadas nas rotundas muitas flores (vindas dos viveiros e a substituir em breve), limpos espaços degradados, aplicado muito herbicida nas ervas daninhas e repavimentadas algumas ruas. A estrada da circunvalação mereceu especial cuidado e agora nalguns troços, durante a noite, mais parece uma discoteca. Igualmente foi repintada a sinalização horizontal, foram criadas e sinalizadas novas passadeiras para os peões.
As obras no Rossio e vizinhança também ficaram concluídas, além de aumentar o conforto e a segurança foi intenção dar maior beleza ao local. Para conseguir esses objectivos procedeu-se à colocação de gigantescos candeeiros, novos bancos e papeleiras. Também foram instaladas guias para facilitar a circulação de deficientes visuais. Houve mudanças na circulação automóvel, foi criado um novo espaço ajardinado, nasceu mais uma rotunda, foi colocada iluminação para o edifício da câmara municipal e no monumental painel de azulejos. Para evitar tropeções nas caldeiras de muitas árvores foram colocadas grelhas metálicas, noutros casos apenas procederam à colocação de terra um método menos elegante mas muito mais barato. A curiosa situação que a imagem documenta poderá ser vista na Av. Monsenhor Celso Tavares da Silva, junto da ex-quinta do Seminário na segunda árvore à direita de quem sobe, onde apenas foi colocada alguma areia. Talvez fosse boa ideia haver eleições, pelo menos uma em cada ano?



(...) “Logo na tarde do dia 23 de junho concorre muito povo de Viseu e pontos mais distantes, que enche litteralmente o grande terreiro da capellinha, onde se queima bastante fogo preso e solto e se forma um grande arraial com muitos descantes e danças caracteristicas, tocando varias philarmonicas, etc.É desta vez que a coisa vai... finalmente retomaram a empreitada de “remendar” a passadeira de granito, uma inovação desastrada que foi instalada na Cava de Viriato, e a obra está a avançar rapidamente. Eram cinco os operários que preenchiam com terra os intervalos, com 15 cm de largura e cerca de 30 cm de profundidade, entre as lajes de granito que formam uma plataforma sobre o passadiço da velha fortaleza que já originou várias quedas e ferimentos que poderiam ter sido muito graves. A impropriamente designada Cava de Viriato é uma construção em terra batida, provavelmente de origem árabe, edificada no séc. X por ordem de Almançor que terá aproveitado a anterior localização de um acampamento militar romano atribuído a Bruto Calaico e datado nos finais do séc. I a.C. Com cerca de 2 km de perímetro e mais de 30 hectares de área, os muros formavam uma linha defensiva com configuração octogonal, definida por espessos taludes inclinados para dificultar a escalada e estava protegida por um largo e profundo fosso com água.
A estrutura defensiva chegou aos nossos dias muito danificada, restando apenas parte de seis dos lados e vestígios do fosso em quatro das faces, em dois ainda existe água - é o denominado "poço" ou "lago da cava", das portas nada sobrou.
A ligação da fortaleza à figura de Viriato e aos Lusitanos ocorreu somente no séc. XVI, por via erudita, numa época em que Portugal vivia sobre a dominação filipina. Durante a Idade Média o local foi conhecido como “Cerca da Vala”. A fantasia viu-se reforçada em 1940 quando se levantou um monumento de granito e bronze, da autoria de Mariano Benlliure, dedicado à memória do grande guerreiro e comandante em chefe dos lusitanos que no decorrer das chamadas “Guerras Lusitanas” (147-139 a.C.) derrotou cinco generais romanos e acabou por ser morto por três traidores a soldo do inimigo. Viriato ficou conhecido como o “Terror dos romanos” e foram historiadores romanos ou ao serviço de Roma que perpetuaram, de modo parcial é certo, a sua resistência de nove anos à mais forte máquina de guerra da época – as temíveis legiões romanas, recorrendo a tácticas de guerrilha, sobretudo o bate e foge, a que um exército regular não podia fazer frente.
Tive a oportunidade de ver que os trabalhos estão a ser levados a cabo por uma pequena equipa de cinco operários, pertencentes a uma empresa especializada em jardins e espaços verdes, que utilizam um pequeno veículo a motor com três rodas dotado de uma caixa de carga basculante para transportar a terra amontoada perto da Rua do Picadeiro. Desejo realçar a grande perícia do condutor da máquina que circula, em boa velocidade, sobre a estreita calçada, faz a viagem de regresso de marcha a atrás e sobretudo a simpatia de todos com quem tive o prazer de trocar algumas breves impressões.
Desculpem se pareço ser teimoso mas de novo afirmo que os “remendos” não resolvem todos os problemas e não passam de uma mera acção de cosmética pois o lugar continuará inseguro e de acesso difícil para os utentes com dificuldades de mobilidade. Sem dúvida que local vai ficar mais seguro mas lamentavelmente trata-se de uma solução descaracterizadora do lugar que continuará a potenciar a ocorrência de mais acidentes. Depois de gastos mais de 2 milhões de euros não seria de esperar um tal falhanço.
Volto a interromper as minhas "férias" para deixar três curtos "recados". O primeiro não sei bem a quem o dirigir... de qualquer modo para a em extinção sociedade ViseuPolis e para a Câmara Municipal de Viseu vão estes "postais ilustrados” e a informação que as obras, melhor dizendo os remendos, iniciadas na passadeira de granito construída na Cava de Viriato estão paradas há várias semanas. Portanto é natural que voltem a acontecer acidentes como o que vitimou o vizinho Luiz Carlos Araújo que já apresentou a conta, aproximadamente 900,00 €, e ficou a aguardar o reembolso [ligação JN]. Há pouco vi-o a subir a Avenida da Europa, talvez tenha ficado com o natural receio de voltar a cair... A obra não está a ser executada como a rapidez desejada e não passa de um remedeio pois não resolve os problemas de mobilidade e continua embora em menor grau a ser desconfortável e mesmo algo perigosa [Ligação "Olho Vivo"]. Apenas a retirada de todas as lajes e degraus resolverá em definitivo os problemas encontrados. Não acredito que haja coragem para tomar essa decisão que muitos vizinhos e até um conhecido arqueólogo recomendam. Quem sabe se num futuro que se deseja bem próximo o bom senso irá finalmente prevalecer e para as pedras a que o meu amigo Vitor chamou de "pedras tumulares" seja encontrado melhor uso?

VIRIATO, CANTADO POR CAMÕES
Canto VIIIComo os meus amigos sabem continuo em repouso e a recuperar energias mas como o "vício" é muito forte... Voltei para divulgar algumas imagens recolhidas hoje pela manhã e deixar uma interrogação:
Continuo intrigado e sem descortinar porque razão o projecto de "Recuperação e arranjo paisagístico de parte da Cava de Viriato", orçamentado em 2 milhões de euros e mandado executar pela ViseuPolis, assinado por um gabinete dirigido por um dos mais conceituados arquitectos portugueses, não previu a colocação de recipientes para a recolha de lixo, as chamadas papeleiras? Talvez assim os restos de "charros" e das "cervejolas" não fossem parar ao chão!
Os nossos vizinhos do Clube Desportivo de Tondela, associação fundada no dia 6 de Junho de 1933, conseguiram no dia do 76º aniversário, subir à II Divisão Nacional de Futebol. Estão pois duplamente de parabéns! Mais complicada e se não houver alguma surpresa de última hora, na aplicação dos regulamentos, foi a promoção do Académico de Viseu Futebol Clube, fundado em 1974 com a designação de Grupo Desportivo de Farminhão, que terá conseguido igualmente garantir apenas pela diferença de um golo, obtido a poucos minutos do fim, e com a vitória por 2-0 sobre o Anadia Futebol Clube a subida à II Divisão que na realidade é o terceiro escalão. Esta arrumação de classes é uma das facetas menos estranhas do futebol nacional...
