EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20180706

Afonso Henriques (1109/1185)


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(...)" As bases desta investigação, sem as quais ela seria impraticável, ou baldada, são duas: uma, o conhecimento da data suficientemente aproximada do nascimento de D. Afonso Henriques; a outra, a residência de D. Teresa quando ele veio à luz. A data é possível sabê-la pelas indicações da época: tendo dois para três anos quando morreu seu pai, o que sucedeu em Maio de 1112, e sendo que aquela expressão vulgar significa mais próximo os três anos que os dois, concluímos, calculando dois anos e uns nove meses, o meado do Verão de 1109. Quanto à residência de D. Teresa, temos provada para ela Viseu, precisamente então." (...)

A. de Almeida Fernandes - Investigador de História Medieval 

Excerto retirado de Afonso Henriques (1109/1185) "O Pai da Pátria",  terceiro número da colecção "Visienses de boa memória" editado pela "AVIS - Associação Cultural para o Debate de Ideias e Concretizações Culturais de Viseu" e dedicado à memória do investigador Dr. Alexandre Alves.

20180704

O Viseense D. Afonso Henriques


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“Se, para injusta fama dos seus créditos intelectuais, começou a cantar-se do marechal de La Palisse que um quarto de hora antes de morrer estava vivo, uma tal aleivosia, após tantas e não coincidentes opiniões sobre a localidade do nascimento de D. Afonso Henriques, não deveria ser pensada de quem, para formular a sua, tomasse como ponto de partida a incontestável verdade de que sua mãe o deu à luz onde ela, quando ele nasceu, se encontrava. É daí absolutamente que eu parto: toda a preocupação deste trabalho está em sabê-lo.” (...) - Opiniões – p.. 7

“A matéria deste capítulo pode condensar-se no seguinte:
Os fulcros da averiguação que com este estudo se pretende são dois: a altura do ano em que nasceu D. Afonso Henriques, a qual só pode ser Julho – Agosto de 1109; e a presença de D. Teresa, sua mãe, então em Viseu. A primeira circunstância não deve oferecer qualquer dúvida – se não quisermos arredar as indicações da época, o que julgo ninguém pensará. Da segunda é prova todo este estudo.” (…) – Resumo do Capítulo III – p. 48

“Viseu, Agosto de 1109, Nasce D. Afonso Henriques”
Autor - A. de Almeida Fernandes 
Prefácio – Prof..ª Doutora Maria Alegria F. Marques
Fixação de Texto e Índice – Prof. Doutor João Silva de Sousa
Editor – SACRE/Fundação Mariana Seixas, Ranhados, Viseu
Data da Edição - Março de 2007

20170104

900 Anos de D. Afonso Henriques


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Envelopes e selos comemorativo dos 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques com a marca do dia - Viseu e Carimbo do 1º dia de circulação, 24 de Junho de 2009. Neste mesmo dia, do ano de 1128, aconteceu a batalha São Mamede,  no campo do mesmo nome junto a Guimarães, entre D. Afonso Henriques as tropas de sua mãe D. Teresa e do seu amante o conde galego Fernão Peres de Trava. No exército de D. Teresa estavam muitos cavaleiros de Coimbra e de Viseu, o jovem príncipe contava com o apoio da nobreza portucalense receosa da incorporação do condado na Galiza. D. Afonso Henriques mandou prender a mãe e mais tarde casou com uma prima do Conde da Borgonha, D. Mafalda, filha do conde de Mouriana e Sabóia, Amadeu III, uma aliança destinada a assegurar apoio para a sua causa. Muitos consideram esta data como decisiva para a independência do condado que viria a ser o Reino de Portugal.
Se Guimarães usa orgulhosamente o título de "Berço da Pátria", a cidade de Viseu também se pode orgulhar de ter sido o "Berço de D. Afonso Henriques". É muito simples, se na época D. Teresa, a mãe, estava em Viseu só aqui poderia ter nascido o seu filho.

(...)" As bases desta investigação, sem as quais ela seria impraticável, ou baldada, são duas: uma, o conhecimento da data suficientemente aproximada do nascimento de D. Afonso Henriques; a outra, a residência de D. Teresa quando ele veio à luz. A data é possível sabê-la pelas indicações da época: tendo dois para três anos quando morreu seu pai, o que sucedeu em Maio de 1112, e sendo que aquela expressão vulgar significa mais próximo os três anos que os dois, concluímos, calculando dois anos e uns nove meses, o meado do Verão de 1109. Quanto à residência de D. Teresa, temos provada para ela Viseu, precisamente então." (...)


20161017

Augusto Tomás - "D. Afonso Henriques"


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"D. Afonso Henriques", do escultor Augusto Tomás (2014)

"Viseu - cidade de Afonso Henriques"


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Viseu - terra de D. Afonso Henriques

 (...) "Uma pessoa não pode influenciar o seu próprio local de nascimento e este pouco ou nada nos diz sobre a sua personalidade nem sobre o seu percurso de vida. No entanto, quando falamos de um grande protagonista da História, com o estatuto de D. Afonso I, tal facto significa uma grande honra para a localidade que o viu nascer. (...)
Até à solicitação desta encomenda ao Dr. Almeida Fernandes não havia sido feito nenhum estudo específico sobre o local e data do nascimento do Conquistador. Os informes documentais de nascimento no tempo de D. Teresa e D. Henrique eram muito raros, em geral posteriores e nem sempre com indicação da localidade. O caso de D. Afonso Henriques, na ausência de documentação, apenas poderia vir a ser solucionado por deduções.
Almeida Fernandes meteu mãos à obra, consultou e cruzou documentos da época e, no final afirmou a solidez hermenêutica do seu trabalho e o seu espanto, afirmando-o o próprio: "...a conclusão a que cheguei, com surpresa crescente para mim mesmo. (...)
A encomenda do estudo sobre o local e data de nascimento de D. Afonso Henriques, por parte de Guimarães ao Dr. Almeida Fernandes, para decidir a contenda Guimarães-Coimbra, conduziu a uma solução inesperada, até para o próprio investigador - Viseu." (...)

Rui Moura, Coronel de Infantaria, Comandante do RI 14 in " Viseu - cidade de Afonso Henriques", Viseu, Agosto de 2009, edição da AVIS - Associação Cultural para o Debate de Ideias e Concretizações Culturais de Viseu que reúne textos de diversos autores com capa de Jorge Braga da Costa.

20160825

As Botas de D. Afonso Henriques


GIF via GIPHY (Pormenor escultura Augusto Tomás/2014)

Não foi aqui que D. Afonso Henriques, perdeu as botas... mas é bem provável que tenha nascido em Viseu!

20150724

"D. Afonso Henriques" - Augusto Tomás




O viseense D. Afonso Henriques, escultura de Augusto Tomás (2014)

20150424

"D. Afonso Henriques" - José Mattoso


(...) “É, de facto admissível, com base nos documentos por ele invocados [*], que Afonso Henriques tivesse nascido em Viseu por meados do mês de Agosto de 1109. A opção por Viseu, em vez de Guimarães, baseia-se no facto de D. Teresa aí se encontrar muitas vezes, e de parecer associada a um grupo de cavaleiros que, segundo o mesmo autor, lhe estariam ligados por um vínculo de fidelidade” (...)
(...)”Assim D. Teresa teria retomado uma preferência de antigos membros da família real leonesa que fizeram de Viseu o epicentro do seu poder, entre outros o rei Ramiro II, que aí viveu entre 924 e 929.” (...)

José Mattoso in “D. Afonso Henriques”, Colecção Reis de Portugal do Círculo de Leitores e Temas e Debates, Julho de 2007

* A. Almeida Fernandes, "Viseu, Agosto de 1109, Nasce D. Afonso Henriques", Edição SACRE, Viseu 2007 [ver].

José Mattoso revelou ao jornalista João Céu e Silva do "DN", no início do mês de Abril de 2007 ter mudado de opinião. Considerado o maior especialista do período medieval português, cansado e doente, manifestou o seu desencanto pelo evoluir da sociedade portuguesa nas últimas décadas.
Em relação à naturalidade do nosso 1º rei, revelou que se limitou a aceitar a tese do investigador A. Almeida Fernandes e a declarar que a hipótese Viseu seria:
"(...) a tese mais segura. No entanto, acabei por concluir que não era tão segura como pensava e considero que é necessário voltar a examinar a questão se ela nos interessar mesmo. Dei essa opinião na biografia sobre Afonso Henriques sem pensar que iria constituir uma base para uma polémica e quando realizaram o congresso invocaram a minha opinião." (...)
Desta maneira mostrou o seu descontentamento com a polémica sobre a terra onde o rei nasceu, Guimarães ou Viseu? e opinou, com toda a razão, que o significado desse facto do ponto de vista histórico "não é praticamente nenhum, porque o rei não fez a sua vida em nenhum destes lugares, mas em Coimbra e a partir desta cidade." (...)
José Mattoso porém não adiantou qualquer motivo para justificar a sua mudança de opinião e apenas referiu que o assunto deveria ser aprofundado.

20150423

D. Afonso Henriques - Augusto Tomás

Viseu, D. Afonso Henriques, Escultura de Augusto Tomás/2014

"(...) Depois das explicações do artista [Augusto Tomás], o presidente da câmara de Viseu, Almeida Henriques, admitiu gostar da estátua e que a obra espelha até a personalidade do próprio escultor e que será mais um símbolo da forma como Viseu homenageia e perpétua o fundador de Portugal." (...) [Saber +]

Nascimento de D. Afonso Henriques




“Se, para injusta fama dos seus créditos intelectuais, começou a cantar-se do marechal de La Palisse que um quarto de hora antes de morrer estava vivo, uma tal aleivosia, após tantas e não coincidentes opiniões sobre a localidade do nascimento de D. Afonso Henriques, não deveria ser pensada de quem, para formular a sua, tomasse como ponto de partida a incontestável verdade de que sua mãe o deu à luz onde ela, quando ele nasceu, se encontrava. É daí absolutamente que eu parto: toda a preocupação deste trabalho está em sabê-lo.” (...) - Opiniões – p.. 7

“A matéria deste capítulo pode condensar-se no seguinte:
Os fulcros da averiguação que com este estudo se pretende são dois: a altura do ano em que nasceu D. Afonso Henriques, a qual só pode ser Julho – Agosto de 1109; e a presença de D. Teresa, sua mãe, então em Viseu. A primeira circunstância não deve oferecer qualquer dúvida – se não quisermos arredar as indicações da época, o que julgo ninguém pensará. Da segunda é prova todo este estudo.” (…) – Resumo do Capítulo III – p. 48

“Viseu, Agosto de 1109, Nasce D. Afonso Henriques”
Autor - A. de Almeida Fernandes 
Prefácio – Prof..ª Doutora Maria Alegria F. Marques
Fixação de Texto e Índice – Prof. Doutor João Silva de Sousa
Editor – SACRE/Fundação Mariana Seixas, Ranhados, Viseu
Data da Edição - Março de 2007

As botas de D. Afonso Henriques

D. Afonso Henriques, Viseu - pormenor da escultura de Augusto Tomás

Se é duvidoso que o Viriato alguma vez tenha passado, descalço ou calçado, por Viseu e verdadeiro que nunca esteve na fortificação designada como - "Cava de Viriato", na verdade uma construção árabe que nunca poderá sequer ter avistado, nem de  longe... nem de perto, já o mesmo não se poderá dizer de D. Afonso Henriques que provavelmente aqui nasceu e cujas botas muitas vezes pisaram as ruas da nossa cidade. Embora o possa ter feito com pouco agrado porque os viseenses foram adeptos da causa de sua mãe D. Teresa.

Afonso Henriques - "O Pai da Pátria"


(...)" As bases desta investigação, sem as quais ela seria impraticável, ou baldada, são duas: uma, o conhecimento da data suficientemente aproximada do nascimento de D. Afonso Henriques; a outra, a residência de D. Teresa quando ele veio à luz. A data é possível sabê-la pelas indicações da época: tendo dois para três anos quando morreu seu pai, o que sucedeu em Maio de 1112, e sendo que aquela expressão vulgar significa mais próximo os três anos que os dois, concluímos, calculando dois anos e uns nove meses, o meado do Verão de 1109. Quanto à residência de D. Teresa, temos provada para ela Viseu, precisamente então." (...)

A. de Almeida Fernandes - Investigador de História Medieval [ligação]

Excerto retirado de Afonso Henriques - "O Pai da Pátria",  terceiro número da colecção "Visienses de boa memória" editado pela "AVIS - Associação Cultural para o Debate de Ideias e Concretizações Culturais de Viseu" e dedicado à memória do investigador Dr. Alexandre Alves.

20141207

D. Afonso Henriques o Viseense


D. Afonso Henriques escultura de  Augusto Tomás

20140702

D. Afonso Henriques às Escuras


Durante a construção do pedestal para a escultura de D. Afonso Henriques reparei que instalaram um tubo vermelho de canalização eléctrica [ver] para a passagem dos cabos subterrâneos que deveriam iluminar o trabalho do escultor Augusto Tomás [ver]. Afinal parece ter sido um desperdício de dinheiro porque a representação do rei fundador está às escuras. Será propositado para não distrair  os condutores? ou não assustar? dirão aqueles que não apreciam a obra.

20140516

D. Afonso Henriques "O Viseense"

Estátua de D. Afonso Henriques do escultor Augusto Tomás

"Surpreendentemente, sem pompa nem circunstância, receando-se que o povo soubesse e participasse, Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, inaugurou, no passado domingo, à tarde, a estátua a Dom Afonso Henriques, que o POVO pagou para ser colocada na rotunda da avenida que tem o seu nome, à saída de Viseu – Nelas. " (...) Continuar a ler [Notícias de Viseu].

20140508

D. Afonso Henriques Nasceu em Viseu


O "D. Afonso Henriques" de Augusto Tomás está a dividir os viseenses. Um fazedor de opinião da nossa praça gosta da estátua e entende que seria mais valorizada se fosse recolocada no Centro Histórico de Viseu.

20140506

"D. Afonso Henriques" de Augusto Tomás

D. Afonso Henriques - estátua de Augusto Tomás

(...) Depois das explicações do artista, o presidente da câmara de Viseu, Almeida Henriques, admitiu gostar da estátua e que a obra espelha até a personalidade do próprio escultor e que será mais um símbolo da forma como Viseu homenageia e perpétua o fundador de Portugal." (...) [Saber +]

20140505

D. Afonso Henriques em Viseu


Infelizmente não me foi possível estar presente na inauguração da estátua de D. Afonso Henriques, do escultor Augusto Tomas, mas hoje fui ver o monumento depois de finalizado. Na base da escultura foram colocadas quatro placas: a primeira em acrílico na face virada a sul indicando que a estátua foi inaugurada "pela sua Comissão Instaladora e pelo Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques", em 4 de Maio de 2013; a segunda em metal dourado na face virada a norte, contém o nome do escultor - Augusto Tomás; a terceira do mesmo material e virada a poente tem inscrita versos - Mote e quatro décimas, de Fernando Abreu, presidente da comissão instaladora e finalmente a quarta virada a nascente e também em metal, afirma que a estátua é do povo e refere os nomes dos cinco cidadãos que fizeram parte da comissão angariadora dos fundos.

"D. Afonso Henriques" - Fernando Abreu


Versos de Fernando Abreu - clique sobre a imagem para ler

D. Afonso Henriques - Estátua do Povo


Para a posteridade fica assinalado que a estátua de D. Afonso Henriques é do Povo e os nomes dos cinco elementos da Comissão Angariadora de Fundos