EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20180321

Holanda? Não. Viseu.


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"Podia ser o destino típico para o turista típico. Só que Viseu é outra coisa. É aqui que as raízes do Renascimento em Portugal se encontram com a street art. Que conhecemos uma feira com mais de 600 anos de tradição e uma agenda cultural que é um espectáculo. Que provamos vinhos e sabores que são cá da terra e são de outro mundo. Não é preciso irmos mais longe para termos uma experiência inesquecível. Vamos a Viseu?”

Certamente esgotou-se a novidade do "marketing de choque" que não voltará a repetir-se mas foi imperdoável, um desperdício, uma oportunidade perdida não ter usado as nossas tulipas que agora começaram de novo a florir nas rotundas e canteiros da "Cidade-Jardim".

20180205

Brasões de Viseu - Casa Amarela


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Escudo oval sob coronel de nobreza.
Esquartelado: I - Cardoso. II – Homem. III - Abreu. IV - Magalhães.
Carta de Brasão de Armas em 3.7.1792 a favor de Manuel Nicolau Cardoso Homem de Abreu Magalhães, natural da cidade de Viseu filho do capitâo Francisco de Paula Cardoso Homem de Abreu e de D. Maria Rita de Abreu Soares de Mello [Solares e Brasões].

“Casa Amarela” é a designação que se dá ao antigo palacete do Morgado de Santa Cristina - Manuel Nicolau Cardoso d’ Abreu e Magalhães, edificado no século XIX, junto da antiga muralha e da Porta do Senhor Crucificado. Estava arruinado, tinha ardido parcialmente, quando foi comprado e reconstruído por iniciativa da câmara municipal, em meados do século XX. Trata-se de um elegante exemplar da arquitectura residencial neoclássica com dois andares e janelas de molduras rectas que de forma simétrica se distribuem pelos alçados. A fachada principal tem ao centro um portal com pilastras e uma janela de sacada com varandim de ferro. Nos vértices da cornija, no alinhamento dos cunhais, elevam-se dois fogaréus e ao meio do frontão triangular está a pedra de armas da família Abreu Magalhães.
No edifício já estiveram instalados o quartel de bombeiros e a biblioteca pública, actualmente continua a ser utilizado como arquivo distrital e regional.

Fonte principal: "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa, Viseu, 2007

20180107

Abate de Palmeira em Santa Cristina


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Aspecto da segunda palmeira em vias de ser abatida no Jardim de Santa Cristina, por ter sido atacada pela praga do escaravelho vermelho das palmeira, Rhynchophorus Ferrugineus,  um insecto voador originário das zonas tropicais da Ásia e Oceânia que chegou a Portugal há uma dezena de anos, por via da importação de plantas infectadas e tem sido imparável. Os trabalhos deverão demorar mais dois dias. Antes de cortar o tronco em secções é necessário remover as heras e os pecíolos que estiveram na formação do tronco da árvore, tarefas morosas e algo delicadas para não danificar os canteiros do jardim.

20180106

Abate de Palmeiras em Santa Cristina


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Esta manhã ficou terminado o corte da palmeira do canteiro central do Jardim de Santa Cristina e ao início da tarde começaram os trabalhos de corte da heras da outra palmeira, localizada próximo da entrada do parque de estacionamento subterrâneo. Além destas duas será necessário o abate de outro exemplar, de menores dimensões e sem heras, existente junto a Igreja do Carmo e sobranceiras às fontes, outra vítima da praga do escaravelho das palmeiras.

20180105

"Nevão na Cidade em 1982"


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Bilhete Postal Ilustrado, Edição ÂNCORA, Lisboa ("SUPERCOR") - "Viseu - Nevão na Cidade em 1982" . No centro do Jardim de Santa Cristina e na frente das torres da Igreja do Carmo, são visíveis as duas palmeiras que não sobreviveram ao ataque dos Rhynchophorus ferrugineus Olivier.

20180104

"Largo de Santa Cristina"


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Bilhete Postal Ilustrado, Edição de LIFER - Porto, Fotografia de FISA

Nesta imagem de 1992 do "Largo de Santa Cristina" é possível ver as duas palmeiras que estão em vias de ser derrubadas cujo tronco estava coberto de heras, com braços bastantes grossos, até às folhas facto que lhes dava um aspecto algo interessante de ser apreciado. Os trabalhos estão a ser demorados porque é necessário libertar as árvores das heras, antes de cortar em secções o tronco das palmeiras para não causar estragos nos canteiros. O jardim encontra-se em grande parte inacessível por razões de segurança.

20171101

D. António Alves Martins


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Estátua do Bispo de Viseu, D. António Alves Martins, do Mestre Teixeira Lopes e o parafuso sextavado de ferro, colocado pelos serralheiros de Viseu.

20171030

Cruzeiro de Santa Cristina


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Cruz do grande cruzeiro de granito mandado erigir em 1563 pelo Cónego Henrique de Lemos, no Largo de Santa Cristina

20171027

Monumento a D. António Alves Martins


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O pedestal da estátua do Bispo de Viseu, D. António Alves Martins (1808-1882), é uma obra do grande Mestre Serafim Simões Lourenço Simões e foi erigido em Santa Cristina no ano de 1908, ainda durante a Monarquia mas a estátua em bronze da autoria de Mestre Teixeira Lopes apenas viria a ser fundida no Arsenal do Exército, três anos mais tarde, já na República. Na tarde do dia 9 de Fevereiro de 1911 começaram os trabalhos para a colocação da estátua sobre a base, seguidos por inúmeros curiosos que obrigaram ao adiamento do tarefa, por razões de segurança. Mais tarde dispersada a aglomeração e quando a estátua estava a ser içada verificou-se um acidente. Partiu-se o cabo que sustentava a estátua que caiu no terreiro. No acidente ficou ferido, sem gravidade um operário do arsenal que auxiliava o seu mestre, António da Silveira e a estátua sofreu vários danos. A inauguração estava marcada para o dia seguinte e o mestre estava desesperado, temendo perder o seu lugar. Foi salvo por um grupo de serralheiros de Viseu que no dia seguinte, apenas uma hora antes da inauguração à qual assistiram vários ministro do Governo Provisório completaram os trabalhos de reparação da estátua. As reparações foram delicadas e obrigaram à decapitação, por algumas horas, da estátua que depois voltou a soldada. No trabalho colectivo que foi executado graciosamente, estiveram envolvidos serralheiros de quatro oficinas que trabalharam madrugada dentro mas quem mais contribuiu para realização da "milagre", no dizer do mestre do arsenal foi o Mestre Arnaldo Malho que teve a inteligência e a ousadia de encontrar a solução - "decapitar a estátua, desamolgar o peito ao estremecedor e voltar a soldar.", evitando nova fundição e o adiamemto da festa.
Nas imagens é visível um parafuso de ferro, na gola do casaco naturalmente muito oxidado, que terá servido de apoio à "pequena fundição" que foi necessário realizar para disfarçar o corte que foi necessário fazer no pescoço da figura imponente do Bispo de Viseu.

Fonte: "Artes e Artistas de Viseu" de Arnaldo Malho, Edição da Confraria de Sabores da Beira - "Grão Vasco", Viseu 2004, Coordenação de Júlio Cruz (Recolha de artigos publicado na "Revista Beira Alta", nos anos de 1952 e 1953)

"Vizeu - Bispo Alves Martins"

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"Vizeu - Bispo Alves Martins e antigo seminário", Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Tabacaria Costa - Vizeu", Não circulado, Datável de 1915 (?)

20171025

A ratoeira da Rua Capitão Silva Pereira


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A ratoeira da Rua Capitão Silva Pereira (acesso ao parque de estacionamento subterrâneo de Santa Cristina), voltou a funcionar... Penso que a diminuição da faixa de rodagem, em mais de dois metros, deveria ser melhor assinalada.

20170927

Viseufazbem


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Viseufazbem, Largo de SantaCristina, estátua de Sá Carneiro

20170730

# viseufazbem


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A segunda vaga de propaganda à recandidatura do Dr. Almeida Henriques, à presidência da Câmara Municipal de Viseu, já está nas rotundas da Cidade-Jardim, Cidade Vinhateira do Dão e Cidade de Eventos.  A primeira vaga foi apenas um teaser, agora na foto dos outdoors o seu marketeer, talvez o também seu assessor Dr. Jorge Sobrado, mais parece estar a mostrar uma pombinha sem fel, ou um anjinho, embora não papudo. O cartaz é assim descrito por Paulo Neto, na Rua Direita:
"À esquerda, dois terços de rosto, evanescente, sem rugas, com a barbela cortada e a calvície incipiente também off the picture, num sorriso breve a dar um ar de meia boa disposição e angelical boa pessoa." [LER +]
Esperem pelas próximas aparições... adivinham-se grandes rasgos de criatividade.

20170615

"#viseufazbem", Nem Sempre!


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O Dr. Almeida Henriques faz questão de afirmar ser um grande admirador do Capitão Almeida Moreira, por tudo o que fez pela sua cidade. Acontece que se fosse possível ao capitão, pessoa de fino gosto e apurado sentido estético, voltar a Viseu e se visse o enorme cartaz que a campanha para a reeleição do actual presidente, colocou no Largo de Santa Cristina, dava-lhe um coisa má e morria outra vez. Não é pelo cartaz que é apelativo, muito simples e tem uma feliz escolha de cores mas claramente pelo local utilizado. Atitudes destas contribuem para emporcalhar, o título de Cidade-Jardim.


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Na rotunda de Nelas está um cartaz idêntico, aliás é visível de dois lados, para poder ser lido por quem vem da Praça Paulo VI (Poente) e do lado Nascente (Hospital Novo). O cartaz está a bordejar a rotunda e poderá contribuir para distrair os condutores e esconde a Porta de Viriato, do escultor Manuel Patinha. Deveria ser proibido instalar publicidade ou propaganda política nestes locais, já que o bom senso não prevalece...
Na página oficial da recandidatura do Dr. Almeida Henriques e continuação da actividade do hiperactivo senador Dr. Jorge Sobrado, podemos ler o seguinte:

20170427

"Viseu Cidade-Jardim"


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A época das tulipas acabou mas sosseguem, para o ano há mais! Tal como na Holanda é necessário visitar a cidade na altura certa. Lamente-se o facto da retirada dos bolbos ter, em diversos locais, sido desajeitada, para não utilizar outra expressão. Depois da couves-flor de jardim do Inverno, os amores perfeitos também estão em final de época, por esse motivo canteiros e rotundas da "Cidade Jardim", não apresentam a beleza habitual. Em breve os jardineiros municipais deverão transplantar novas flores, mais adequadas ao tempo mais quente, para deleite dos viseenses e das visitas. Que outra cidade poderá ombrear com Viseu, no que diz respeito ao arranjo e ajardinamento de rotundas?

20170331

Brasão da Ordem Terceira do Carmo


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Armas da  "Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Viseu", na fachada da sua igreja no Largo de Santa Crisina.

20170303

Armas de D. Júlio Francisco de Oliveira


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Armas do Bispo de Viseu, D. Júlio Francisco de Oliveira
Igreja do Convento do Oratório de S. Filipe Néri


Os primeiros padres da Congregação do Oratório chegaram a Viseu em 1688, foram eles José Caldas e Bartolomeu Monteiro, vindos do Colégio do Oratório de Freixo de Espada-à-Cinta, tendo-se instalado na Capela do Calvário da Via-Sacra, no arrabalde da cidade. Francisco Serpe de Souza, Morgado de Covelo, para solucionar este problema doou à congregação umas casas que possuía no espaçoso terreiro de Santa Cristina. Os Padres do Oratório mudaram-se para as novas instalações, onde celebram a primeira missa no dia 5 de Agosto de 1689. Não é conhecida a data exacta do início das obras do novo edifício mas é provável que tivesse sido na década de 30 do século XVIII. O autor do projecto terá sido Andrés Garcia, arquitecto espanhol. 
A Igreja do Convento do Oratório de S. Filipe Néri. É possível que tenha existido uma igreja anterior que terá sido demolida. Segundo o Padre Leonardo de Sousa a actual igreja começou a ser edificada em 1757, por iniciativa do Bispo de Viseu, D.  Júlio Francisco de Oliveira. O risco da nova igreja, segundo a mesma fonte, terá sido António Mendes Coutinho, pedreiro dos lados de Lamego. A primeira pedra foi lançada a 8 de Setembro de 1757 e a obra ficou concluída em menos de dois anos, tendo-se celebrado a primeira missa no dia 27 de Janeiro de 1759.

Fonte: Liliana Castilho, "A Cidade de Viseu nos Séculos XVII e XVIII, Arquitectura e Urbanismo" (Volume I), Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2012

20161005

Viseu - Roteiros Republicanos

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"Viseu - Roteiros Republicanos", de António Rafael Amaro e Jorge Adolfo M. Marques, Lisboa 2010, Edição da Comissão Nacional Comemorações do Centenário da República e QuiNovi.
A notícia da proclamação da República, em Lisboa no dia 5 de Outubro de 1910, chegou a Viseu no comboio da noite, trazida por um passageiro, o Sr. Álvaro Borges Soeiro, vindo de Lisboa. A vitória do movimento revolucionário, foi confirmada pelo telégrafo na madrugada do dia 6 de Outubro.

20160920

A "Igreja do Carmo"


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A "Igreja do Carmo" ou mais exactamente da "Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo Viseu"

20160731

Muralha Romana Séc. I / II


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Vestígios (reconstrução de alicerces) de muralha romana séc. I / II na rotunda de Santa Cristina e cruzeiro do séc. XVI, mandado erigir em 1563 pelo Cónego Henrique de Lemos.