EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170826

Porque Amanhã é o "Dia de Viriato"!


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Uma selecção dos materiais que é possível encontrar no Lago da Cava de Viriato (Poço da Cava), excluindo os infames pneus.

O Poço da Cava

(…)
O 3º lanço tem de comprimento 244m,00, caminhando para N.
Encostado a este lanço ainda hoje se vê, do lado exterior, um fragmento dos antigos fossos. Denomina-se Poço da Cava, espécie de lago com 12m,60 de largura e 147 metros de comprimento, cuja agua não seca nem transborda, por ser mais alto o terreno circunvisinho. Apenas na estiagem tiram alguma agua para rega com uns engenhos muito simples, denominados picanços. Assim regam alguns chãos da quinta contígua que fui do fallecido negociante Castello Branco, cuja casa defronta nas traseiras com o lago e tem uma linda varanda quasi sobre elle.
O Padre Leonardo de Sousa no 4º tomo do seu Catalogo tanbem fallou d’este poço e disse que criava peixes, mas que ninguem os pescava nem comia, receando serem nocivos à saúde, por estar a agoa sempre encharcada. 1
O dicto poço tem de superfície cerca de 1:850 metros quadrados; é de suppor que tenha nascentes proprias que o alimentam e que muito provavelmente alimentavam os fossos aquáticos que outr’ora circuitavam a Cava toda. Tambem é de suppor que os dictos fosso recebessem as aguas pluviais da Cava e dos terrenos adjacentes – e talvez as do Pavia, captadas em altura própria, a grande distancia.
(…)

1 Hoje cria bastante peixe e até enguias saborosas, que são muito perseguidas pelos pescadores.
Este lago quando esta cheio no Inverno, tem 4 metros de profundidade; na grande estiagem vê-se o fundo, mas então recolhem-se os peixes a um poço mais fundo que fica a E. do lago.

Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.

In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado pelo autor, Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

20180422

Passeando na "Cava de Viriato"


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Aspectos da "passadeira de granito" sobre os taludes da "Cava de Viriato", junto ao "Lago da Cava", sendo possível uma etiqueta sobre um carvalho, resultante da inventariação de todas as árvores, mandada realizar pela câmara Municipal.


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Quatro pontos de luz, há muito tempo vandalizados, da inútil iluminação decorativa da "Cava de Viraito"


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O novo "Lago da Cava" em construção no interior da "Cava de Viriato", localizados nos terrenos onde esteve instalada a Feira do Gado. O lago irá servir para a criação de patos ou irá ter barcos para diversão?

20090913

Cava de Viriato, o "Lago da Cava"...

(...) "O dicto poço tem de superfície cerca de 1:850 metros quadrados; é de suppor que tenha nascentes proprias que o alimentam e que muito provavelmente alimentavam os fossos aquáticos que outr’ora circuitavam a Cava toda. Tambem é de suppor que os dictos fosso recebessem as aguas pluviais da Cava e dos terrenos adjacentes – e talvez as do Pavia, captadas em altura própria, a grande distancia." (...)
(...) "Encostado a este lanço ainda hoje se vê, do lado exterior, um fragmento dos antigos fossos. Denomina-se Poço da Cava, espécie de lago com 12m,60 de largura e 147 metros de comprimento, cuja agua não seca nem transborda, por ser mais alto o terreno circunvisinho. Apenas na estiagem tiram alguma agua para rega com uns engenhos muito simples, denominados picanços. Assim regam alguns chãos da quinta contígua que fui do fallecido negociante Castello Branco, cuja casa defronta nas traseiras com o lago e tem uma linda varanda quasi sobre elle."(...)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal e Pedro Augusto Ferreira in "Portugal Antigo e Moderno, Diccionario", Lisboa 1890

Nota: Gastaram mais dois milhões de euros ao abrigo do Programa Polis e não limparam a verdadeira lixeira em que está transformado o "Lago da Cava". Se o local é propriedade privada os proprietários não deveriam ser avisados para procederem à sua limpeza, ou em alternativa a erradicação da lixeira não poderia ser feita pela ViseuPolis. Estou certo que os proprietários não iriam reclamar pela invasão da sua propriedade e acabariam por pagar a factura.
Continua...

20140828

O "Lixo" no "Lago da Cava"


Dois taludes da "Cava de Viriato", ao fundo a "Cava dos Plátanos"

Dois pneus que estavam submersos no passado dia 16 de Agosto e o pessoal da câmara não retirou, porque não os viu nem usava botas de água

Outro pneu em iguais circunstâncias mas este  revelou ter uma tina de plástico em cima


O famoso pneu de tractor que também estava mergulhado na água do "Lago da Cava", é já meu conhecido de há muitos anos. Também é possível avistar outros objectos e à medida que o nível da água baixar, mais irão aparecer. Será que os engenheiros da câmara vão aguardar que a água desapareça totalmente, para retirar o "lixo"?  Moradores, visitantes do monumento, incluindo os que participam nas "visitas guiadas" vão ver esta situação vergonhosa durante mais quanto tempo?
O "Lago da Cava" há muitos anos que precisa de uma limpeza profunda na qual terão de ser usadas máquinas e de trabalhos de consolidação dos muros que delimitam os terrenos agrícolas vizinhos que estão cheios de mato e silvados de grande altura. Se a proposta número 21 para o "Orçamento Participativo Viseu 2014", for aprovada poderá haver verba para acabar de vez, com esta vergonhosa situação.

20150322

Primavera no "Lago da Cava de Viriato"

 O "Lago da Cava" cheio de sujidade, silvas e árvores tombadas

 Grande silvado no local onde existia uma passagem para a Quinta da Machada

 Embalagem em plástico de produto desconhecido a embelezar o "Lago da Cava"

 Parece ser uma embalagem de óleo dos motores, será?

Garrafão de água mineral e pedaço de esferovite para embalagem

Há vários anos que fui habituando os meus estimados "fregueses" a ir mostrando aspectos do "Lago da Cava" [ver], geralmente no início das várias estações do ano. Portanto as imagens de hoje correspondem à Primavera de 2015 que se iniciou anteontem às 22h45. Uma vez que a foto obtida no Inverno de 2014, as anteriores e todas as outras fotos, imagens publicadas entre os anos de 2007 e o final de 2014 e armazenadas nos servidores do "Picasa/Google", foram "roubadas" por desconhecidos, convido os meus leitores amigos a deduzir a identidade dos "larápios"..

20061007

O Lago da Cava


O Poço da Cava

(…)
O 3º lanço tem de comprimento 244m,00, caminhando para N.
Encostado a este lanço ainda hoje se vê, do lado exterior, um fragmento dos antigos fossos. Denomina-se Poço da Cava, espécie de lago com 12m,60 de largura e 147 metros de comprimento, cuja agua não seca nem transborda, por ser mais alto o terreno circunvisinho. Apenas na estiagem tiram alguma agua para rega com uns engenhos muito simples, denominados picanços. Assim regam alguns chãos da quinta contígua que fui do fallecido negociante Castello Branco, cuja casa defronta nas traseiras com o lago e tem uma linda varanda quasi sobre elle.
O Padre Leonardo de Sousa no 4º tomo do seu Catalogo tanbem fallou d’este poço e disse que criava peixes, mas que ninguem os pescava nem comia, receando serem nocivos à saúde, por estar a agoa sempre encharcada. 1
O dicto poço tem de superfície cerca de 1:850 metros quadrados; é de suppor que tenha nascentes proprias que o alimentam e que muito provavelmente alimentavam os fossos aquáticos que outr’ora circuitavam a Cava toda. Tambem é de suppor que os dictos fosso recebessem as aguas pluviais da Cava e dos terrenos adjacentes – e talvez as do Pavia, captadas em altura própria, a grande distancia.
(…)

1 Hoje cria bastante peixe e até enguias saborosas, que são muito perseguidas pelos pescadores.
Este lago quando esta cheio no Inverno, tem 4 metros de profundidade; na grande estiagem vê-se o fundo, mas então recolhem-se os peixes a um poço mais fundo que fica a E. do lago.

Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado pelo autor, Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

20160828

"Lixo" vário no "Lago da Cava"


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Alguns exemplos de artefactos de plástico encontrados no "Poço da Cava", ou "Lago da Cava de Viriato".


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As imagens começam por mostrar uma laje de granito pertencente a um dos bancos de pedra existentes na "Cava de Viriato" que há muitas dezenas de anos, foi atirada para o "Lago da Cava". Segue-se um cilindro de granito e betão cortado da "passadeira de granito", para permitir a instalação do sistema de iluminação. Jogado para o lago em 2010 durante as obras de "requalificação paisagística", concluídas nesse ano. A imagens seguintes não precisam de explicação, elas falam por si! Lamenta-se a surdez de quem deveria erradicar esta vergonhosa "lixeira".

20140816

Estão Desfeitas As Dúvidas...

O antigo olival sobre a Cava de Viriato, o passadiço e Viseu ao fundo

A montureira continua mas levaram o bidão e os plásticos

Máquina a varrer a Rua dos Plátanos e um trabalhador municipal a soprar as folhas, o pó e o lixo

O "Lago da Cava" depois de limpo à pressa por dois trabalhadores do município

O pessoal da município abandona a cava depois de cumprir as tarefas que lhe foram destinadas

Estão desfeitas as dúvidas.. a "Cava de Viriato" está incluída nem poderia ser de outro modo, no itenerário das visitas guiadas designado por - "Mercados no tempo da Cidade 2000 anos de comércio". Hoje pessoal do município procedeu à limpeza do "lixo" existente em vários locais do monumento. Fiquei com a sensação que a limpeza foi coordenada pela empresa privada que organiza as visitas. A primeira visita está marcada para amanhã, com início às 18H00 na Praça D. Duarte.
Tudo começou assim. Casualmente cruzei-me com uma camioneta da câmara e reparei que transportava um bidão podre e enferrujado e uma vez que a viatura estava a sair da Rua dos Heróis Lusitanos, e dirigia-se para a Avenida da Bélgica, pensei logo que finalmente poderiam andar a limpar a cava. Naturalmente que fiquei curioso e fui verificar. Ao passar no início da Rua dos Plátanos e ao avistar a máquina de varrer, fechei os vidros do meu automóvel para não entrar o pó e segui pela Rua do Coval e Rua dos Heróis Lusitanos, até ao local da montureira. A minha suposição estava certa, era mesmo verdade! mas apenas retiram o que chamava mais a atenção e ficou a montureira, constituída por folhas secas, resto de relva aparada, lixo e  entulho (foto nº 2) [ver].
Subi a escadaria caminhei ao lado da "passadeira" de granito e fui até ao "Lago da Cava", onde encontrei dois operários a encher grandes sacos de plástico negro com o "lixo" que a descida do nível da água deixou à vista [ver]. O local ficou como mostra a foto nº 4, ou seja limparam o que foi possível porque uma limpeza bem feita exige a utilização de maquinaria. Entretanto o pessoal do município terá regressado às suas instalações ou foi realizar outras tarefas (foto nº 5). Eram aproximadamente 18H00, quando três empregados da empresa responsável pelo corte da vegetação do monumentos, munidos de roçadoras de fita, rapidamente se encaminharam para ao cimo do talude que tem o seu início junto à Rua do Picadeiro e começaram a desbastar apressadamente a vegetação porque o tempo era pouco e estariam com pressa de voltar para casa.
Realmente é uma vergonha que apenas na véspera duma visita guiada que irá percorrer o perímetro duma antiga fortaleza muito provavelmente uma construção muçulmana datável do séc X, construída em terra batida e considerada "Monumento Nacional", tenham ido varrer as ruas, limpar a valetas e retirar parte do "lixo". Quando a água que ainda existe no antigo fosso secar, o "lixo" agora submerso irá ficar à vista, será que nessa ocasião voltam para limpar o que restou? e as árvores caídas sobre a água e os silvados e o matagal vizinho quando serão erradicados? Claro que esta é uma boa notícia mas as grandes questões - limpeza e iluminação adequada, infelizmente continuam por resolver. É como diz o povo: "Só se lembrar de varrer, quando passa a procissão!"

20170716

"Cava de Viriato" Essa Vergonha

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Algumas bonitas imagens da nova escadaria de acesso à Cava de Viriato, troço da Rua dos Heróis Lusitanos, junto à Estrada Velha de Abraveses, parte de uma antiga via romana, e dos malfadados candeeiros que a câmara municipal, não terá verba para substituir uma vez que já foram vandalizados, em diversas ocasiões, e se revelaram um grande erro do autor do projecto de Requalificação Paisagística de Parte da Cava de Viriato. A vegetação silvestre está. cada dia que passa mais alta e seca. Os taludes da antiga fortaleza assemelham-se cada vez a um mar de palha... nem parece que esperamos visitas, graças à declaração de 2017, como Ano Oficial para Visitar Viseu?



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Alguns pormenores da iluminação decorativa existente sobre os taludes do monumento. O cilindro parte granito, parte betão, foi recortado da passadeira e jaz no Lago da Cava, fazendo companhia ao lixo..


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O Lago da Cava é uma lembrança do antigo fosso que rodeava a fortaleza octogonal e está a secar, entretanto o lixo vai ficando à vista, à medida que a água desaparece. Aqui fica uma pequena amostra.


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Junto ao talude localizado na saída da Rua dos Heróis Lusitanos, fronteiro ao acesso da chamada Cava dos Plátanos, está um montão de cubos de granito. Será que pensam tapar os buracos da passadeira de granito, com estas pedras?

20160416

A Cava Nem Sequer Pariu um Rato




As imagens começam por mostrar a escadaria de granito, anteriormente existia uma  simples rampa que permitia o acesso ao cimo do talude da "Cava dos Plátanos", a todos mas sem correrem o risco de tropeçar ou escorregar nos degraus de granito. Também é possível ver que o “Lago da Cava”, vestígio do fosso que ainda tem água durante grande parte do ano, transbordou para a Quinta da Machada e ainda outras “curiosidades”.
No último Verão a arqueóloga Margarida Tente, da Universidade Nova de Lisboa, executou uma sondagem num lameiro que cheio de água fez parte do fosso de proteção da "Cava de Viriato" e já produziu milho de melhor qualidade de Viseu. Era intenção da investigadora procurar "matéria orgânica" que permitisse datar a fortaleza que era constituída por oito espessas paredes de terra batida e quatro portas assentes sobre ombreiras de pedra. Mas as expectativas terão sido goradas “por problemas químicos associados [às amostras) da matéria orgânica”. Não fiquei desiludido porque estava convicto que a abordagem escolhida era desadequada. Quem andou à procura de um templo dos primeiros séculos da cristandade, no adro da Igreja de São Miguel do Fetal, ignorando que naturalmente as diversas construções, pelo menos três, foram ocupando sempre o mesmo espaço físico, embora variando nas dimensões e certamente reaproveitando materiais das anteriores, não me parece merecer grande credibilidade.
Baldados os intentos Catarina Tente desafiou a autarquia a criar condições para que os arqueólogos possam “estudar fisicamente” os terrenos (38 hectares, em grande parte ocupados por parcelas de dimensão muito variada de terrenos agrícolas e habitações. Naturalmente os proprietários e os moradores que há poucos anos viram escavadoras na "Cava de Viriato" e o ano passado, voltaram a ver outra vez uma máquina no mesmo lameiro, não desejam assistir ao esventrar das suas terras que durante séculos apenas conheceram arados, charruas, enxadas  e sobretudo lembram-se ou ouviram dizer que vários arqueólogos já estudaram, sem grandes resultados, o interior do monumento.
A investigadora apresenta uma nova tese para a existência da cava, contrariando as hipóteses de ser uma edificação romana, ou árabe e aponta a hipótese de ter sido, no séc. X dada a importância da cidade de Viseu nesse tempo – “um projeto de uma cidade ‘por causa da ideia de cidade ideal’ que terá falhado”, talvez por motivos de alteração política ou por o local ser demasiado húmido!
Não é fácil perceber porque motivo se buscam explicações esotéricas quando a tese da “Cerca da Vala” (designação medieval) e “Cava de Viriato” (designação seiscentista que perdura) ser “apenas” uma cidade acampamento com origem árabe, do tempo da invasão árabe por Almançor – “O Vitorioso” (939–1002), cuja utilidade foi pouco prolongada, continua a ser aquela que melhor explica a existência de uma edificação tão grandiosa, com dois quilómetros de perímetro e capaz de acolher muitos milhares de guerreiros e toda a logística que os acompanhava.

20140817

Visita Guiada à "Cava de Viriato"

A "passadeira" de granito junto ao "Lago da Cava"

Pedaço de fio de nylon de roçadora que ontem cortou a vegetação entre as lages

Cilindro de granito e betão recortado há 6 anos da "passadeira" para colocação de ponto de luz

Pneu de tractor no "Lago da Cava"

Podem acreditar este é outro pneu mas de camioneta

Tal como estava programado realizou-se esta tarde a Visita Guiada aos "Mercados no tempo da Cidade 2000 anos de comércio" que naturalmente também incluía uma visita à "Cava de Viriato". Avistei o grupo que não deveria ultrapassar a dúzia de pessoas, incluindo o guia e o fotógrafo, seriam 19H15.
Acima ficam algumas fotos do muito que ficou por limpar no "Lago da Cava de Viriato" e muito mais vai ser possível avistar quando a água secar totalmente. Nem pássaros, nem patos bravos, nem galinholas, nem galinhas de água, apenas vi algumas rãs, água estagnada e "lixo".

Calendário das próximas visitas com saída às 18H00 da Praça D. Duarte:
21 de Agosto (Quinta-feira), 23 de Agosto (Sábado), 28 de Agosto (Quinta-feira), 31 de Agosto (Domingo - "Dia de Viriato"), 4 de Setembro (Quinta-feira), 6 de Setembro (Sábado), 9 Setembro (Terça-feira), 11 de Setembro (Quinta-feira) e 13 de Setembro (Sábado).

20180716

Encontrei na "Cava de Viriato"


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Encontrei na "Cava de Viriato" esta bonita e simpática gata que é o terror das galinholas, galinhas de água, melros, pombas e outra passarada que frequentam as redondezas do "Lago da Cava", seu habitual território de caça. Não podia ter deixado de reparar que finalmente cortaram as ervas na face exterior e sobre a muralha. O "Lago da Cava", vestígio do fosso que rodeava a antiga fortaleza, tem água mas está a ficar verde devido ao calor e ao inevitável crescimento de algas. A vegetação que cresce na face exterior (carvalhos, mimosas, codessos, etc) dificulta imenso a visibilidade da água e irá permitir esconder, quando o nível da água baixar ou o charco secar, o lixo e os famosos pneus do "Lago da Cava de Viriato".

20171023

Javali na "Cava de Viriato"


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Rijo (Adelino Azevedo Pinto) afirmou que a Cava de Viriato estava desprezada e só lhe faltavam javalis, descrevia uma situação que ainda hoje poderá ser encontrada nas faces exteriores dos dois taludes NNO, em grande parte coincidentes com o Poço ou Lago da Cava, confinantes com a Quinta da Machada. Nos taludes crescem mimosas, carvalhos, carvalhiços, codeços e outra vegetação que  oculta um troço do antigo fosso que chega a parecer uma lixeira selvagem. A quinta está cheia de silvas, mato, salgueiros e amieiros que quase fizeram desaparecer os marmeleiros que pontuavam a margem do lago. Uma autêntica vergonha que não parece embaraçar a câmara municipal que até colocou um octógno no seu logótipo, para lembrar a importância do monumento, considerado um dos maiores ícones do Município de Viseu e da Cidade Jardim.


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Aspectos do alto do talude da Cava de Viriato, junto ao Lago da Cava e do exterior nas proximidades da Vila Ferreira, na Rua dos Heróis Lusitanos. Reparem na cobertura vegetal visível do lado esquerdo das imagens que serve para tapar as misérias.

P.S. : O javali não é verdadeiro mas um alvo de borracha que foi utilizado num torneio de tiro ao arco e besta, realizado no passado mês de Setembro no Dia de Viriato, no âmbito da feira anual.

20090208

Novidades no "Lago" da Cava de Viriato


As abundantes chuvas caídas nas últimas semanas já encheram o "Lago da Cava" que começou a transbordar e invadir os terrenos vizinhos. Na verdade não se trata de um verdadeiro lago mas dum vestígio do fosso que antecedia a enorme fortaleza constituída por oito largos e altos muros de terra batida sobre os quais poderá ter existido uma paliçada construída com troncos e ramos de árvore ou um pequeno muro de pedra. A estrutura defensiva, com mais de 30 hectares de área, poderia acolher um grande exército com muitos milhares de homens e ainda continua a desconhecer-se qual a civilização responsável por tão grandiosa obra. Recentemente a tese da origem árabe tem vindo a ganhar credibilidade face à hipótese das legiões de Roma.
Lamento ter de voltar a mostrar este tipo de imagens mas como parte do lixo está a flutuar no "Lago da Cava"... Desculpem-se mas não me parece que esteja a ser repetitivo, este é um blogue temático, os assunto a tratar não são muito vastos e aos domingos o tema é a Cava de Viriato. Portanto e mais uma vez cá ficam os "postais" que nem precisam da indicação dos destinatários.

20160913

Encontrei no "Lago da Cava de Viriato"


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Esta é uma das estacas de madeira do levantamento topográfico da "Cava de Viriato" que antecedeu as de "Requalificação Paisagística" e me iludiu porque pensei que o "Lago da Cava" iria finalmente deixar de ser uma lixeira. O objecto que faz companhia à estaca é um disco de vinil, um LP de 33 rpm!


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Árvores a apodrecer no "Lago da Cava de Viriato"

20081102

E agora o Outono no "Lago da Cava"

Quando em 20 de Novembro de 2007 escrevi (...)“A Cava de Viriato irá passar finalmente a ser um motivo de orgulho para os viseenses e não a vergonha com a qual temos sido obrigados a conviver!” estava bastante optimista em relação às obras que então se anunciavam. Afinal nem tudo correu como esperava e vi crescer a “passadeira de granito” que não desencoraja os ciclistas a passar sobre a Cava, antes pelo contrário, é uma inovação infeliz e uma sequência de ratoeiras. Do mesmo modo o chamado “Lago da Cava” continua a ser a lixeira que as imagens mostram e que não pretendem ser um inventário exaustivo.
Desconfio que a limpeza do “Lago da Cava”, um vestígio do fosso que rodeava a fortaleza, ficará para mais tarde numa futura fase das obras que incluirá a limpeza do matagal e dos silvados que invadiram as quintas próximas. Porém não encontro razões para que esta tarefa não seja assumida pelos serviços de limpeza da câmara municipal e com urgência.
Não será a nossa cidade a " Melhor Cidade para Viver", em Portugal...

20161017

Outono na "Cava de Viriato"

Pneu, balde de plástico, garrafa, lixo vário e marmelos no "Lago da Cava de Viriato"

...) "O dicto poço tem de superfície cerca de 1:850 metros quadrados; é de suppor que tenha nascentes proprias que o alimentam e que muito provavelmente alimentavam os fossos aquáticos que outr’ora circuitavam a Cava toda. Tambem é de suppor que os dictos fosso recebessem as aguas pluviais da Cava e dos terrenos adjacentes – e talvez as do Pavia, captadas em altura própria, a grande distancia." (...)
(...) "Encostado a este lanço ainda hoje se vê, do lado exterior, um fragmento dos antigos fossos. Denomina-se Poço da Cava, espécie de lago com 12m,60 de largura e 147 metros de comprimento, cuja agua não seca nem transborda, por ser mais alto o terreno circunvisinho. Apenas na estiagem tiram alguma agua para rega com uns engenhos muito simples, denominados picanços. Assim regam alguns chãos da quinta contígua que fui do fallecido negociante Castello Branco, cuja casa defronta nas traseiras com o lago e tem uma linda varanda quasi sobre elle."(...)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal e Pedro Augusto Ferreira in "Portugal Antigo e Moderno, Diccionario", Lisboa 1890
Ver. Todos os pneus


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"Passadeira" de granito sobre talude da "Cava de Viriato" e dois pormenores da iluminação

20140730

Orçamento Participativo - Cava de Viriato


Da assembleia do “Orçamento Participativo Viseu 2014”, dedicada à “Cava de Viriato”, realizada no passado dia 18 resultaram algumas propostas. A  meu ver a mais pertinente é aquela que recebeu o nº 21: 
“Melhorar ao nível de infra-estruturas variadas em toda a Cava de Viriato: - Correção do passadiço; - limpeza e manutenção do fosso situado a norte da Cava; - Colocação de câmaras de videovigilância nas zonas mais críticas e escuras; - Implementação de sinaléticas indicando os locais de entrada.”
A primeira parte da proposta é bastante vaga porque não são enumeradas quais as “infra-estruras” a melhorar:
O “passadiço”, certamente é a designação atribuida às lajes de granito colocadas sobre a muralha que também servem de degraus nas escadarias, não necessita de “correcção”, mas sim de ser retirado porque desfigura o monumento, pode ser perigoso (já causou vários acidentes e por esse motivo já foi "rectificado" - deitaram terra entre as pedras) e dificulta os acessos;
“limpeza e manutenção do fosso” - na verdade o vestígio do fosso indicado que fica a norte e a noroeste, mais parece uma “lixeira” mas os proprietários do “lago da cava”, serão os mesmos da parcela da quinta que está coberta de matagal, silvas medonhas e da casa em ruínas. Se o fosso fizer parte da quinta, é propriedade privada e os proprietários podem ser responsabilizados pela falta de limpeza.
As câmaras de “videovigilância” seriam rapidamente vandalizadas, a cava é demasiado extensa para ser vigiada dessa maneira e os namorados teriam de procurar outros poisos;
A não existência de sinalética é uma falha grave, especialmente junto ao monumento a Viriato.
Nas infraestruturas variadas penso que poderão estar incluídas a colocação de papeleiras e o refazer de todo o sistema de iluminação que além de não servir o principal propósito, iluminar, tem vindo a ser constantemente vandalizado.
Apesar de não saber orçamentar os trabalhos, destinados corrigir os erros e omissões assinalados, tenho a certeza que os 75.000 euros, reservado para o Orçamento Participativo, serão insuficientes para uma tarefa tão grandiosa.

Tenho dúvidas se haverá ou não "Visitas guiadas à Cava de Viriato", no âmbito da Feira de "São Mateus", porque no Facebook essas actividades são anunciadas [ver] mas na página oficial, em Bilheteira apenas constam com "Extras" - visitas guiadas aos “Mercados no tempo da cidade: 2000 anos de comércio» 5€ por pessoa (grupo de 12 pax no mínimo para iniciar a visita)" [ver]. Se as visitas à cava foram canceladas, aplaudo a decisão porque alguém se poderia aleijar e há coisas que é melhor não mostrar porque senão a imagem da "Melhor cidade para viver", ficará comprometida.

20160721

O "Lago da Cava de Viriato"


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Este Verão ainda não fiz referência ao malfadado "Lago da Cava" mas hoje vou dedicar-lhe um pouco de atenção. Sobre o talude e junto aos vestígios do fosso da antiga fortaleza encontrei duas peles de cobra com cerca de um metro de comprimento. O calor é tanto que até as cobras mudam de pele...
O "Lago da Cava" era utilizado para regar os terrenos da Quinta da Machada que em grande parte foi invadida por mato e silvados de mais de 5 metros de altura. Ouvi uma galinhola mas com era hora de calor estaria recolhida, não avistei galinhas de água mas há 15 dias vi duas e deve haver filharada. A água esta muito suja e o fosso bastante escondido por vegetação espontânea alta e várias mimosas que servem na perfeição para esconder o vergonhoso estado do "lago". Com a passagem do Verão é provável que os pneus o restante lixo regressem, outra vez!
Em 2015, nesta mesma data, a situação era esta e porque choveu menos os pneus já estavam assim...

20070817

No Lago da Cava de Viriato


Esta bonita ave continua a sobreviver no “Lago da Cava” um vestígio do fosso que rodeou a fortificação que continua a intrigar os arqueólogos. Será a “Cava de Viriato” uma construção de origem muçulmana ou romana?
Além deste exemplar, uma fêmea de pato-real, ainda avistei vários melros, um par de esquivas galinholas e uma ave exótica que não identifiquei e que exibia uma plumagem azul e branca. Era certamente algum fugitivo que ali encontrou a liberdade e refúgio.
Não vi a raposa que anda a papar galinhas e patos lá para os lados da Aguieira. É normal porque era dia, estava bastante calor e a raposa é um bicho matreiro…
Há uns anos vi uma bem bonita junto do Rio Pavia e do Pontão do Raposo que se esgueirou para o meio do milho logo que me viu.

Para ver outras fotos do “Lago da Cava” e ler outros artigos – Clique P.F.