EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170411

Primavera na "Cava de Viriato"


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Imagens do "Lago da Cava de Viriato", onde além dos marmeleiros floridos, na "Quinta da Machada" e imenso pólen, também se avista algum "lixo" a flutuar sobre a água. 


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Aspectos de dois taludes da antiga fortaleza marcados pela Primavera. As pequenas flores rosadas, são flores de trevo. Mimosas, codeços e carvalhiços escondem o desprezado "lago", grande vestígio do fosso que rodeava a fortificação, com 2.000 metros de perímetro e formato octogonal.

20170310

Primavera Antecipada "Cava de Viriato"


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Pormenor da iluminação decorativa da "Cava de Viriato", de dois dos taludes do monumento e da "passadeira" de granito (inovação do Programa Polis para Viseu).


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Mimosas floridas e alguns aspectos do "Lago da Cava", vestígio do fosso que rodeava a fortaleza. Além do lixo flutuante, avistei duas galinhas-de-água e ouvi patos-bravos.


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Estranhamente este pneu "careca" teima, já dois invernos seguidos, a levantar-se do fundo do charco, pouco profundo por estar entulhado, e mostrar-se no "Lago da Cava", antecipando a chegada da Primavera. No Verão passado foi o primeiro a ficar a seco e a mostrar-se aos visitantes mais atentos.
Bonito local para os "mais de 200 anfitriões" formados pela câmara municipal mostrarem aos visitantes no "Ano oficial para visitar Viseu".

20170309

Montureira na "Cava de Viriato"


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Há vários anos que esta montureira, junto ao talude exterior da "Cava de Viriato" próximo da Rua dos Plátanos, vai aumentado de tamanho. Em finais de 2008, quando terminaram os trabalhos de requalificação de parte do monumento, realizados graças ao "Programa Polis", o local estava limpo mas aos poucos, lembro-me que começou com o acumular folhas secas e algum lixo, mas paulatinamente a lixeira foi crescendo, crescendo  e irá continuar a crescer... Acontece que o sistema de drenagem do "Lago da Cava" foi entupido e de nada serve. 


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O canal de drenagem das águas pluviais que atravessa a Rua dos Heróis Lusitanos e mais à frente lançava o excesso de água noutra zona do antigo fosso, não tem qualquer utilidade porque a lixeira próxima provocou o entupimento dos tubos.

20160828

Os Famosos Pneus do "Lago da Cava"


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(…)
Pouco brio, pouco asseio,
Com tojo de metro e meio
Só lhe faltam javalis!...
Invadida, mutilada,
Francamente, está votada
A um desprezo infeliz!
(….)


Adivinhem o que diria o poeta se tivesse visto os pneus que enfeitam o "Lago da Cava de Viriato", ainda mais no dia que organização da feira anual de Viseu, escolheu para ser o "Dia de Viriato"?
Quando a pouca água suja acabar por se evaporar, mais "lixo" irá ficar à vista...
Ouvi, há já várias semanas, um dos trabalhadores da empresa que cuida da manutenção da vegetação do monumento, afirmar que as mimosas iriam "ser cortadas no dia seguinte com uma serra mecânica" mas tal facto ainda não aconteceu e esconde a vergonhosa lixeira em que o antigo fosso da fortaleza está transformado. E o presidente da câmara, Dr. Almeida Henriques, continua a apregoar a grandeza do monumento, a fazer do Viriato, "convidado especial da feira", a dedicar-lhe um dia e permite uma pouca vergonha destas. Enfim, com amigos destes...

20160814

Malditos Pneus do "Lago da Cava"


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Os malditos pneus do "Lago da Cava de Viriato" estão a emergir da água suja. Por enquanto são apenas quatro (4). Mais pneus em breve! mantenham-se atentos...

"O Lago da Cava"


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O "Lago da Cava" e as suas águas escuras e pejadas de lixo estão, em grande parte, escondidas pela vegetação alta e por essa verdadeira praga que são as mimosas. Dentro de algumas semanas a água irá desaparecer e não me vou esquecer de publicar novas imagens que deveriam fazer corar de vergonha quem tem a obrigação de manter o monumento apresentável:
 “A Cava de Viriato é um monumento absolutamente singular do património português e é o maior símbolo territorial de Viseu. (...) Pela sua dimensão e pelo seu formato octogonal, a Cava é a vários títulos magnética .”
"O Centro Histórico e a Cava de Viriato são um conjunto monumental que tem potencial para ser reconhecido como Património Mundial."

20160721

O "Lago da Cava de Viriato"


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Este Verão ainda não fiz referência ao malfadado "Lago da Cava" mas hoje vou dedicar-lhe um pouco de atenção. Sobre o talude e junto aos vestígios do fosso da antiga fortaleza encontrei duas peles de cobra com cerca de um metro de comprimento. O calor é tanto que até as cobras mudam de pele...
O "Lago da Cava" era utilizado para regar os terrenos da Quinta da Machada que em grande parte foi invadida por mato e silvados de mais de 5 metros de altura. Ouvi uma galinhola mas com era hora de calor estaria recolhida, não avistei galinhas de água mas há 15 dias vi duas e deve haver filharada. A água esta muito suja e o fosso bastante escondido por vegetação espontânea alta e várias mimosas que servem na perfeição para esconder o vergonhoso estado do "lago". Com a passagem do Verão é provável que os pneus o restante lixo regressem, outra vez!
Em 2015, nesta mesma data, a situação era esta e porque choveu menos os pneus já estavam assim...

20160416

A Cava Nem Sequer Pariu um Rato




As imagens começam por mostrar a escadaria de granito, anteriormente existia uma  simples rampa que permitia o acesso ao cimo do talude da "Cava dos Plátanos", a todos mas sem correrem o risco de tropeçar ou escorregar nos degraus de granito. Também é possível ver que o “Lago da Cava”, vestígio do fosso que ainda tem água durante grande parte do ano, transbordou para a Quinta da Machada e ainda outras “curiosidades”.
No último Verão a arqueóloga Margarida Tente, da Universidade Nova de Lisboa, executou uma sondagem num lameiro que cheio de água fez parte do fosso de proteção da "Cava de Viriato" e já produziu milho de melhor qualidade de Viseu. Era intenção da investigadora procurar "matéria orgânica" que permitisse datar a fortaleza que era constituída por oito espessas paredes de terra batida e quatro portas assentes sobre ombreiras de pedra. Mas as expectativas terão sido goradas “por problemas químicos associados [às amostras) da matéria orgânica”. Não fiquei desiludido porque estava convicto que a abordagem escolhida era desadequada. Quem andou à procura de um templo dos primeiros séculos da cristandade, no adro da Igreja de São Miguel do Fetal, ignorando que naturalmente as diversas construções, pelo menos três, foram ocupando sempre o mesmo espaço físico, embora variando nas dimensões e certamente reaproveitando materiais das anteriores, não me parece merecer grande credibilidade.
Baldados os intentos Catarina Tente desafiou a autarquia a criar condições para que os arqueólogos possam “estudar fisicamente” os terrenos (38 hectares, em grande parte ocupados por parcelas de dimensão muito variada de terrenos agrícolas e habitações. Naturalmente os proprietários e os moradores que há poucos anos viram escavadoras na "Cava de Viriato" e o ano passado, voltaram a ver outra vez uma máquina no mesmo lameiro, não desejam assistir ao esventrar das suas terras que durante séculos apenas conheceram arados, charruas, enxadas  e sobretudo lembram-se ou ouviram dizer que vários arqueólogos já estudaram, sem grandes resultados, o interior do monumento.
A investigadora apresenta uma nova tese para a existência da cava, contrariando as hipóteses de ser uma edificação romana, ou árabe e aponta a hipótese de ter sido, no séc. X dada a importância da cidade de Viseu nesse tempo – “um projeto de uma cidade ‘por causa da ideia de cidade ideal’ que terá falhado”, talvez por motivos de alteração política ou por o local ser demasiado húmido!
Não é fácil perceber porque motivo se buscam explicações esotéricas quando a tese da “Cerca da Vala” (designação medieval) e “Cava de Viriato” (designação seiscentista que perdura) ser “apenas” uma cidade acampamento com origem árabe, do tempo da invasão árabe por Almançor – “O Vitorioso” (939–1002), cuja utilidade foi pouco prolongada, continua a ser aquela que melhor explica a existência de uma edificação tão grandiosa, com dois quilómetros de perímetro e capaz de acolher muitos milhares de guerreiros e toda a logística que os acompanhava.