EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20071109

As Castanhas de Chocolate



À moda de Sernancelhe

Ingredientes:

300 g de castanhas cozidas ;
1 requeijão ;
2 colheres de sopa de coco ralado ;
2 colheres de sopa de açúcar ;
3 colheres de sopa de castanha assada e ralada ;
200 g de chocolate em barra ;
75 g de manteiga

Confecção:

Passe pelo passe-vite as castanhas cozidas e o requeijão. Junte ao puré obtido o açúcar, as natas e o coco. Junte o chocolate, previamente derretido em banho-maria, e a castanha ralada. Misture muito bem. Tenda as pequenas bolas em forma de castanha. Passe-as por açúcar pilé e coloque-as em caixinhas de papel frisado.

Receita encontrada em "Celeirosences" onde há muitas mais e todas da nossa Beira-Alta.

A Vendedeira de Castanhas

Carteira de fósforos da série costumes portugueses anos 60, Soc. Nacional de Fósforos, Lisboa

Certamente que muitos se lembram da última senhora que assava e vendia na Rua Direita junto das antigas instalações da Cruz Vermelha, bem perto da Rua Escura. Eu sempre preferi as castanhas cozidas ou assadas no velho forno do pão aquecido com lenha. Há perto de 50 anos em Viseu era o Sr. Américo quem as vendia, só ele mexia no saco de serapilheira que trazia ao ombro e tinha uma mão certeira...metia a mão e geralmente acertava no conto. Um dia teve o azar de deixar uma flausina mexer no saco e ficou com as castanhas estragadas a cheirar a perfume, talvez água de rosas que os tempos eram outros e os perfumes caros. Nunca mais caiu noutra e até fugia das senhoras muito pintadas não fossem as atrevidas meter a mão no seu saco!

O São Martinho em Pindo, P. Castelo


Clique para aumentar a imagem e ver todo o programa

"X Festa da Castanha e do Vinho"
"Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho" - assim será no próximo domingo em Pindo, Penalva do Castelo, das 11.00h até depois das 19.00h.
A Tuna de São Martinho de Pindo que este ano vi e ouvi com prazer na Feira de São Mateus fechará as festividades. São Martinho é o padroeiro de Pindo e será mais uma vez condignamente celebrado.

Mamonas Assassinas – “Vira-vira”

Conheça a história infelizmente muito breve das tragicamente desaparecidas "Mamonas" e ouça a sua irreverente música em - "CliqueMusic"

"Use A Cabeça" - Pub. Greenpeace


E visite a página da "Greenpeace - Brasil"!

20071108

100 Anos - Adelino Azevedo Pinto (Rijo)


*
Tão pequenina e jeitosa
Mais sedutora não vi...
És linda como uma rosa...
Se há rosas iguais a ti!

*
Adelino Azevedo Pinto (Rijo)
Azevedo Pinto (Rijo)*
O Sr. Azevedo Pinto (Rijo) não tinha por hábito celebrar a data do seu nascimento que terá ocorrido em 1 de Novembro, embora a data indicada no registo seja o dia 8 de Novembro de 1907.
Na passagem do centenário do seu nascimento lembrei-me deste ex-vizinho de que recordo o seu modo afável apesar das suas origens fidalgas, o seu bigodinho, os óculos na ponta do nariz e os seus passeios, em marcha muito lenta, num WV carocha amarelo.
Adelino Nogueira Azevedo Pinto nasceu na Casa da Roupeira, uma casa solarenga da freguesia de Santa Leocádia, concelho do Baião, distrito do Porto. Viveu entre 1934 e 19 de Julho de 1991 em Viseu onde exerceu várias actividades sendo mais a mais conhecida a do ensino de condução automóvel.
Vi-o muitas vezes no seu outro ofício, o de jornalista de bloco de apontamentos na mão a tirar notas para “escrevinhar” as suas reportagens.
Colaborou em diversos jornais “Gazeta de Coimbra”, “Política Nova”, “Voz das Beiras”, “Jornal de Viseu” e foi correspondente do “O Comércio do Porto”.
Desde muito novo foi escrevendo poesia e mais tarde publicando, de modo disperso em vários jornais ou pequenas revistas. Por insistência dos seus filhos grande parte dessa produção foi recolhida em dois volumes intitulados “Retalhos dos meus Trabalhos” (1985) e “Cantigas minhas amigas” (1987).
Este viseense por opção e depois por amor foi distinguido pouco antes do seu desaparecimento, em 10 de Junho de 1991 pela Câmara Municipal de Viseu, com a Medalha de Mérito Municipal.

Clique para ver artigos anteriores e ler outros versos.
Leia poesia mais elaborada de "Rijo" no blogue: "PHOTOMATON".


Este livro com 459 páginas foi publicado em Dezembro de 1985 cerca de 6 anos antes do falecimento do seu autor ocorrido em 19 de Julho de 1991 e é uma compilação de produções poéticas de formas e temas diversos “baralhadas cronologicamente”.

20071107

Tortulho, Frade ou Padeiro...



São sempre deliciosos. Por exemplo grelhados na brasa apenas com um pouco de sal!
Já que não os posso comer...regalo a vista!

As Abóboras


Algumas das abóboras da minha tia MP

O caldo de abóbora, os bolinhos, as papas de abóbora com leite, o doce e o pudim de abóbora…é difícil escolher qual o melhor pitéu. Existem várias variedades de abóboras todas com origem no Novo Mundo. As abóboras são cultivadas na Europa há vários séculos e embora muito esquecidas já foram uma fonte de alimento muito importante. São ricas em vitamina A, complexo B, cálcio e fósforo, de fácil digestão podem ser usadas para perder peso rapidamente sem colocar em risco a saúde.
Têm propriedades laxativas, diuréticas e são um alimento perfeito para todas as idades. As sementes secas das abóboras, as pevides, são muito apreciadas porque matam os vermes intestinais e ainda ajudam os homens com problemas na próstata.
Saiba mais sobre as abóboras na página da “Kokopelli Seed Foundation”.

ABÓBORA!!!


531,16 Kgs de abóbora...é muita abóbora!
Um novo record para o estado norte-americano do Connecticut foi estabelecido neste Outono.

Kid Abelha e os Abóboras Selvagens


"Alice" (1984) exemplo do Pop-Rock brasileiro dos anos 80

Publicidade...Mais Abóbora!

20071105

Um Tortulho ou Frade!



Este ano apesar de ter chovido em Agosto o Outono vai demasiado seco para poder ser um bom ano para os cogumelos silvestres. Este exemplar de Macrolepiota procera foi o único que já saboreei e dificilmente voltarei a ter esse prazer este ano, até porque já perdi uma excelente oportunidade, essa outra história fica para contar mais tarde. Este não era muito grande apenas cerca de 15 cms de altura e uns doze de diâmetro mas guisado com cebola, tomate, pedaços de frango e acompanhado de batatas cozidas foi um verdadeiro pitéu. Estes cogumelos podem atingir 40 cms de altura e os seus “chapéus” medir 30 cms. Geralmente diz-se que nunca nascem sozinhos e por isso bem procurei o “parceiro” mas não o encontrei no giestal do meu primo L.P. onde já cresceu muito centeio.

A Futura Ponte da Ecopista



Estava assim ontem e deveria ter ficado pronta em Junho a ponte junto da Aguieira, no futuro Parque Urbano da Aguiera no antigo Ramal do Caminho-de-ferro do Vale do Dão (Viseu /Santa Comba Dão) inaugurado em 25 de Novembro de 1890 pelo Ministro das Obras Públicas Comércio e Indústria, o nosso amigo e vizinho de Parada de Gonta (Tondela), Tomás Ribeiro e que está a ser transformado em pista para passeios a pé ou de bicicleta.

Forró in the Dark


David Byrne "Asa Branca" de Luiz Gonzaga (1947)

Publicidade – Se beber não dirija!

20071103

Outros tempos, outras energias!



A nora é um engenho usado para tirar água de poços. É constituído por uma corrente contínua de pequenos reservatórios metálicos, os alcatruzes. Possui uma haste horizontal ligada a um eixo vertical que está ligado a um sistema de rodas dentadas. O movimento circular da haste onde encaixava um pau empurrado por um burro ou mula, faz circular um conjunto de alcatruzes entre o fundo do poço e o exterior. Os alcatruzes descem vazios, mergulham na água e regressam transportando a água. Ao abandonarem a posição mais elevada rodam e despejam a água numa gamela colocada sobre o centro do poço que por um tubo ou calha corre para um tanque ou para o terreno a regar. Para evitar que os animais ficassem tontos, devido ao movimento circular, enfiavam-lhe um saco na cabeça. As noras construídas em ferro fundido e chapa substituíram as picotas, cegonhas ou burros que anteriormente eram o mais utilizado método para tirar água e que se supõe tenha sido introduzidas na Península Ibérica pelos árabes.
As cegonhas, picotas ou burros são engenhos milenares e de construção muito simples. Usam dois troncos de árvore um vertical e fixo com um eixo onde roda outro que tem ligado numa extremidade uma vara e um recipiente para transportar a água e no lado oposto uma pedra para servir de contrapeso e elevar a água com pouco esforço da pessoa que utiliza o engenho.

Aldrabas, Batentes e Portas de Viseu



Duas "aldrabas" em portão de ferro. Uma é a tradicional de metal e a outra é o cordão que puxa o trinco da fechadura que foi acrescentada ao portão ... os tempos estão muito mudados para pior às vezes!

Flores do Outono



Aqui perto já existiu uma nora que acabou trocada por um barulhento e por vezes teimoso motor de rega a petróleo.
Quando era pequeno muitas vezes fiz descer e subir os alcatruzes para ouvir o inconfundível chiar da nora, o som da água nos alcatruzes e beber com imenso prazer a água fresquinha saída do poço do meu avó A.J.