“Davey Dance – Blog” é um interessante projecto iniciado enquanto o seu autor viajava pela Europa fora, na Primavera de 2007, e foi crescendo. Usando um Mp3 e uma câmara de filmar, Davey escolhe um local, uma canção, improvisa uma dança e grava.
Seleccionei o vídeo da Torre Eiffel, "Apres Moi" de Katerine [ligação], por se ouvir falar português no Campo de Marte, o que realmente soa a familiar... Ver mais no blogue [ligação]
EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
20091207
Davey Dance - Blog
20091206
Fez -se (Finalmente) Luz na Cava!
Os pontos de luz colocados nas escadarias, no viaduto metálico, na polémica "passadeira" de granito e os holofotes enterrados no passadiço da vetusta muralha foram finalmente ligados.
Há mais de um ano que aguardava para ver o trabalho concluído mas à vista do resultado fiquei com a certeza de que o projectista valorizou a estética e esqueceu-se que o lugar deveria ser suficientemente iluminado para que os visitantes se sentissem seguros.
As imagens mostram alguns aspectos do monumento mas, como é habitual, aconselho a visita ao local mas sempre acompanhado, "não vá o diabo tecê-las"...
"Os Lusitanos" - M. Gustavo

20091205
As Luzes da "Cava de Viriato"
Diz o povo que: "Não há ruim fome, que não dê em fartura!"...
Depois de mais de um ano em que a "Cava de Viriato" esteve às escuras, embora tivesse totalmente instalado um moderno sistema de iluminação, e coincidindo com a realização, no vizinho Pavilhão Multiusos, do XVIII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses, alguém carregou no botão e desde ontem que as luzes estão acesas dia e noite...
Amanhã penso dar conta do efeito nocturno já que estas imagens foram obtidas há poucos minutos.
20091204
D. Afonso Henriques em Viseu
Certamente muitos repararam que os pendões que anunciavam a celebração do nascimento daquele que viria a ser o nosso primeiro rei e que segundo a tese defendida por A. de Almeida Fernandes [ligação], secundado por outros historiadores aconteceu em Viseu foram retirados para dar lugar aos pendões do congresso da ANMP. Porém estava aprazada uma missa solene a realizar na Sé de Viseu no próximo dia 6 de Dezembro (11h00) o dia da sua morte acontecida em Coimbra no ano de 1185, de que não tive mais notícia.
"XVIII Congresso da ANMP" em Viseu
Suponho que no interior do pavilhão decorriam os últimos arranjos para receber cerca de um milhar de congressistas. Reparei que a organização fez colocar nos corredores alguns aquecedores a gás para garantir que ninguém baterá os dentes de frio. No exterior o enorme letreiro da fachada principal e os dois logótipos estão terminados, toda a fachada foi lavada mas ainda continuavam as últimas limpezas. No terreiro em frente ao pavilhão foram despejadas mais algumas toneladas de areia grossa uma vez que o piso inicial, em terra castanha para contrastar com o cinzento do granito e do pavilhão, se transformava rapidamente num lameiro.
Ao que parece não foi possível terminar o novo espaço ajardinado junto do “Espelho de Água”, certamente devido ao mau tempo, e ficaram por tapar vários buracos que se abriram na calçada. Espero que nenhum dos congressistas ou dos muitos visitantes lá caia...
Na Rua da Ponte de Pau foram feitos mais dois "remendos" mas a calçada continua a "chocalhar" e já há algumas lajes a esmilhar. Em breve a rua, onde desta vez não foram colocadas as chapas metálicas, voltará a ser fechada ao trânsito para serem colocados mais “remendos”, para desespero dos moradores e dos comerciantes.
20091202
Obras de Última Hora
Entretanto continuam os trabalhos para a instalação do enorme letreiro luminoso no Pavilhão Multiusos de que a câmara só percebeu a utilidade, quase 7 anos depois de inaugurado, e para que os congressistas, mesmo os mais míopes, encontrem o local da realização do "XVII Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses". Estas tarefas estão a ser executadas em cima da hora e obrigaram os operários a trabalhar no feriado de ontem, com pouca luz e mesmo à chuva.
Azulejos de Vizeu ou Viseu
Da polémica que nada esclareceu sobejaram uns versos publicados no "Comércio de Viseu", na edição do dia 22 de Maio de 1921, que em parte transcrevo mantendo a grafia original:
Fungos Gigantes no Fontelo
Voltei à Mata do Fontelo para ver e fotografar os "Laetiporus sulphureus" e reparei que tinham crescido, o maior já media 80 cms, atingindo as "pétalas" maiores os 40cms. É possível que já não cresçam mais embora em anos anteriores tivessem atingido mais de 1 m.
Muita atenção se não for um bom conhecedor não apanhe cogumelos para servirem de alimento.
20091130
Os "Chocalhos" na Rua da Ponte de Pau
Não se percebe porque razão as chapas metálicas ainda não foram retiradas pois há muito tempo que a argamassa de cimento usada nos "remendos" secou. As seis chapas estão a causar estranheza e a tornar ainda mais desagradável a rua, já cheia de "tralha metálica".
Será necessário intervir rapidamente porque nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro com a estadia em Viseu de um milhar de autarcas, muitos acompanhantes e jornalistas, o mau estado da rua envergonhará a câmara municipal. Tenho a certeza que não serão as pequenas reparações pontuais a resolver um problema de tão grande dimensão. Talvez seja necessário repensar o projecto da calçada, os materiais usados e a sua aplicação, pois a via não possui a solidez necessária para suportar tanto trânsito e o peso de veículos, se tal não acontecer depressa a calçada voltará a "chocalhar".
O Letreiro do Multiusos
20091129
O Monumento a Viriato em Viseu
(...) "Na guerra os Lusitanos utilizavam um escudo redondo; como armas ofensivas usavam um punhal, a célebre falcata e a espada de duplo corte, o gladius hispaniensis, que Políbio considera melhor que a dos Celtas gálicos, porque feria de ponta e de gume, enquanto que a dos Celtas só feria de fio. Por esta razão os Romanos viriam mesmo a adoptar esta arma lusitana. Os Lusitanos utilizavam também uma lança de ferro e uma espécie de tridente, armas que semeariam o pânico entre as hostes inimigas."(...)
(...) "Na guerra, quando se tornava necessário, as lusitanas lutavam aguerridamente ao lado dos homens.
Os Lusitanos eram sóbrios, bebiam água e uma bebida fermentada, semelhante à cerveja. Parece que raramente bebiam vinho. Comiam uma vez por dia, normalmente carne e uma espécie de pão de bolota seca que fabricavam." (...)
Paulo Alexandre Loução in "Portugal - Terra de Mistérios", 7ª edição, pag. 353, Editora Ésquilo, Lisboa 2006
O guerreiro lusitano "ensanguentado" foi moldado pelo escultor espanhol Mariano Benlliure e poderá representar Táutalo, homem de confiança de Viriato de quem foi sucessor imediato. Desgraçadamente foi recentemente "atacado". Esse acontecimento não o impede de continuar a participar numa emboscada aos legionários romanos, apesar de há muitos anos lhe terem roubado o punhal.
Agora uma boa notícia relacionada com o monumento a Viriato: antecedendo a realização do congresso da Associação de Municípios Portugueses, marcada para os próximos dias 4 e 5 de Dezembro no Multiusos, os técnicos da EDP reviram a iluminação do Campo de Viriato e substituíram as lâmpadas amarelas dos holofotes que iluminavam o monumento, completamente desadequadas, por outras de cor branca que melhoraram o aspecto nocturno do conjunto escultórico.
A iluminação dos novos acessos à "Cava de Viriato", Monumento Nacional desde 1910, da nova "passadeira" e do passadiço continua desligada, mais de um no passado sobre o final das obras, talvez à espera de ser ligada no próximo fim-de-semana na presença dos autarcas, dos convidados e quem sabe do primeiro-ministro...
