EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20091207

Davey Dance - Blog



“Davey Dance – Blog” é um interessante projecto iniciado enquanto o seu autor viajava pela Europa fora, na Primavera de 2007, e foi crescendo. Usando um Mp3 e uma câmara de filmar, Davey escolhe um local, uma canção, improvisa uma dança e grava.
Seleccionei o vídeo da Torre Eiffel, "Apres Moi" de Katerine [ligação], por se ouvir falar português no Campo de Marte, o que realmente soa a familiar... Ver mais no blogue [ligação]

20091206

Fez -se (Finalmente) Luz na Cava!


Como prometido vou fazer algumas considerações sobre a nova iluminação da "Cava de Viriato" depois de gastos 2.000.000,00 de €, em grande parte verbas recebidas do Programa Polis. Já referi que a realização do congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses "obrigou" a que fossem feitos arranjos e reparações, algumas com anos de atraso e bem necessárias:
A iluminação do monumento dedicado a Viriato, erigido em 1940 e da autoria do artista espanhol Mariano de Benlliure, foi muito melhorada apenas com a troca das lâmpadas amarelas, por brancas que são mais adequadas embora ainda necessitem de ajustamentos;
Os pontos de luz colocados nas escadarias, no viaduto metálico, na polémica "passadeira" de granito e os holofotes enterrados no passadiço da vetusta muralha foram finalmente ligados.

Infelizmente comprovei que o método escolhido - a colocação de pequenos sinalizadores luminosos embutidos nas lajes de granito, pontos de luz nas paredes, nas guardas do viaduto e os holofotes enterrados para iluminar as copas das árvores - não foi uma boa solução pois o monumento continua em grande parte às escuras e a afugentar os visitantes.
Há mais de um ano que aguardava para ver o trabalho concluído mas à vista do resultado fiquei com a certeza de que o projectista valorizou a estética e esqueceu-se que o lugar deveria ser suficientemente iluminado para que os visitantes se sentissem seguros.
As imagens mostram alguns aspectos do monumento mas, como é habitual, aconselho a visita ao local mas sempre acompanhado, "não vá o diabo tecê-las"...

P.S. - A iluminação tem estado todo o dia ligada a desperdiçar energia.

"Os Lusitanos" - M. Gustavo


(...) "Eles viviam em casas toscas, que formavam povoados dispersos, sempre em pontos altos. As ruas eram autênticos arraiais de festas: por elas passeavam porcos e todos os géneros de animais de criação doméstica, ao mesmo tempo que as mulheres se entretinham a fiar e os pastores - que os lusitanos eram essencialmente pastores - não desdenhavam trazer os seus rebanhos até à sua porta, para os mostrar aos vizinhos, entre alegres e felizes." (...)
Imagem de M. Gustavo (pseudónimo de Carlos Alberto Santos) e texto de Roussado Pinto in "A História de Portugal em Quadros", nº 1, publicada no "Jornal do Cuto" nº 1, 7 de Julho 1971 [ligação]

"Quebrod nem Djosa" - Lura



A página da caboverdeana Lura no MySpace [ligação]

20091205

As Luzes da "Cava de Viriato"


Diz o povo que: "Não há ruim fome, que não dê em fartura!"...

Depois de mais de um ano em que a "Cava de Viriato" esteve às escuras, embora tivesse totalmente instalado um moderno sistema de iluminação, e coincidindo com a realização, no vizinho Pavilhão Multiusos, do XVIII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses, alguém carregou no botão e desde ontem que as luzes estão acesas dia e noite...
Amanhã penso dar conta do efeito nocturno já que estas imagens foram obtidas há poucos minutos.

"Acércate" - Úmano



Grupo de Santiago do Chile, Electro / Breakbeat / Alternativa - A página do MySpace [ligação]

20091204

D. Afonso Henriques em Viseu



Quando em 27 de Janeiro de 2009 na TSF (*) o então vereador da cultura da Câmara Municipal de Viseu, José Moreira, anunciou o início das comemorações dos 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques para o dia 30 desse mês, com o ponto alto no mês de Agosto em que a cidade receberia um congresso internacional dedicado a Afonso Henriques e sua época, terá reconhecido que em Viseu não existia: (...) "beco, nem praça, nem busto, absolutamente nada com o nome do nosso primeiro rei" (...), enganou-se redondamente, como a imagem muito bem documenta.

Certamente muitos repararam que os pendões que anunciavam a celebração do nascimento daquele que viria a ser o nosso primeiro rei e que segundo a tese defendida por A. de Almeida Fernandes [ligação], secundado por outros historiadores aconteceu em Viseu foram retirados para dar lugar aos pendões do congresso da ANMP. Porém estava aprazada uma missa solene a realizar na Sé de Viseu no próximo dia 6 de Dezembro (11h00) o dia da sua morte acontecida em Coimbra no ano de 1185, de que não tive mais notícia.

* Fonte "Afonso Henriques: um Rei polémico" de Barroso da Fonte, Editora Cidade Berço, Guimarães, Junho de 2009 [ligação]. Obra publicada com o objectivo de "contestar a especulação" da tese de A. de Almeida Fernandes.

"XVIII Congresso da ANMP" em Viseu

Inicia-se hoje em Viseu o “XVIII Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses” e como as imagens mostram Fernando Ruas foi ontem inteirar-se do modo como estavam a decorrer os preparativos e assegurar-se de que tudo irá pelo melhor. O congresso realiza-se de 2 em 2 anos e elege os seus dirigentes de 4 em 4 anos. O presidente da Câmara Municipal de Viseu, será provavelmente eleito presidente da ANMP, sucedendo a si próprio.
Suponho que no interior do pavilhão decorriam os últimos arranjos para receber cerca de um milhar de congressistas. Reparei que a organização fez colocar nos corredores alguns aquecedores a gás para garantir que ninguém baterá os dentes de frio. No exterior o enorme letreiro da fachada principal e os dois logótipos estão terminados, toda a fachada foi lavada mas ainda continuavam as últimas limpezas. No terreiro em frente ao pavilhão foram despejadas mais algumas toneladas de areia grossa uma vez que o piso inicial, em terra castanha para contrastar com o cinzento do granito e do pavilhão, se transformava rapidamente num lameiro.
Ao que parece não foi possível terminar o novo espaço ajardinado junto do “Espelho de Água”, certamente devido ao mau tempo, e ficaram por tapar vários buracos que se abriram na calçada. Espero que nenhum dos congressistas ou dos muitos visitantes lá caia...
Na Rua da Ponte de Pau foram feitos mais dois "remendos" mas a calçada continua a "chocalhar" e já há algumas lajes a esmilhar. Em breve a rua, onde desta vez não foram colocadas as chapas metálicas, voltará a ser fechada ao trânsito para serem colocados mais “remendos”, para desespero dos moradores e dos comerciantes.

"Caído no Ringue" - Os Quais



Os Quais são Tomás Cunha Ferreira e Jacinto Lucas Pires [ligação] que declaram apreciar os Beatles, Caetano, Variações, Prince, Piazzolla e Donato. MySpace [ligação].

20091202

Obras de Última Hora

Mais uma vez a Rua da Ponte de Pau volta a estar fechada ao trânsito automóvel para permitir novos "remendos" na calçada. Os comerciantes e moradores podem ter a certeza que não irá ser a última...
Entretanto continuam os trabalhos para a instalação do enorme letreiro luminoso no Pavilhão Multiusos de que a câmara só percebeu a utilidade, quase 7 anos depois de inaugurado, e para que os congressistas, mesmo os mais míopes, encontrem o local da realização do "XVII Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses". Estas tarefas estão a ser executadas em cima da hora e obrigaram os operários a trabalhar no feriado de ontem, com pouca luz e mesmo à chuva.

Azulejos de Vizeu ou Viseu



Na Primavera de 1921 uma renhida polémica animou a imprensa de Viseu sobre e etimologia e a grafia do nome da cidade. Um dos contendores no "Notícias de Viseu" defendia que se deveria escrever com Z. Foi então que inesperadamente um colaborador do "Jornal da Beira" veio defender a grafia S. A polémica azedou, os ânimos exaltaram-se, apareceram alusões à vida pessoal e ameaças de passar às vias de facto. Finalmente tudo acabou em bem!
Da polémica que nada esclareceu sobejaram uns versos publicados no "Comércio de Viseu", na edição do dia 22 de Maio de 1921, que em parte transcrevo mantendo a grafia original:
Z & S

Ou a guerra do Alecrim e Mangerôna
Alecrim e Mangerôna
Discutem serenamente:
Mas se o raio da sanfôna
Desafina... fatalmente
Teremos grossa tapôna...
(...)
O que, em verdade, acho mau:
Pois, se intervêm na questão,
Gente de faca e calhau...
Os Córvos da Reacção
Serão quem pagam o patau...
.
Enfim, parece iminente
Tormenta que bom seria
Conjurar rapidamente:
Decretando uma grafia
Imparcial, coherente.
.
Eu, se o Congresso Beirão
Quiser descalçar a bota,
Lembro-lhe esta solução.
A meu vêr tão patriota
Como cheia de rasão:
Voltar a Vijeu com Jota,
Reatar a tradição...
SM
Fonte: Amorim Girão in revista "Beira Alta", Volume I, Fascículo I, 1º Trimestre de 1942

Fungos Gigantes no Fontelo


Voltei à Mata do Fontelo para ver e fotografar os "Laetiporus sulphureus" e reparei que tinham crescido, o maior já media 80 cms, atingindo as "pétalas" maiores os 40cms. É possível que já não cresçam mais embora em anos anteriores tivessem atingido mais de 1 m.

Muita atenção se não for um bom conhecedor não apanhe cogumelos para servirem de alimento.

"Poison Lips" - Vitalic



Vídeo Poison Lips de Vitalic, álbum Flashmob. MySpace [ligação]

20091130

Os "Chocalhos" na Rua da Ponte de Pau

Durante o fim-de-semana a calçada da Rua da Ponte de Pau continuou a degradar-se. A "música" já habitual continua a ouvir-se, só que agora com cada vez mais "instrumentos" a "tocar".
Não se percebe porque razão as chapas metálicas ainda não foram retiradas pois há muito tempo que a argamassa de cimento usada nos "remendos" secou. As seis chapas estão a causar estranheza e a tornar ainda mais desagradável a rua, já cheia de "tralha metálica".
Será necessário intervir rapidamente porque nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro com a estadia em Viseu de um milhar de autarcas, muitos acompanhantes e jornalistas, o mau estado da rua envergonhará a câmara municipal. Tenho a certeza que não serão as pequenas reparações pontuais a resolver um problema de tão grande dimensão. Talvez seja necessário repensar o projecto da calçada, os materiais usados e a sua aplicação, pois a via não possui a solidez necessária para suportar tanto trânsito e o peso de veículos, se tal não acontecer depressa a calçada voltará a "chocalhar".

P.S. - Os marcadores solares montados ao longo da linha do funicular terão custado apenas 27.000,00 € [ligação], já a manutenção, por 365 dias, custará à câmara municipal 67.500,00 € [ligação]. O pessoal da manutenção deveria ter recolhido a pesada caixa metálica, com paralelos de granito, que "abandonou" por ter sido substituída por uma tampa metálica, muito mais fácil de levantar sempre que é necessário intervir no túnel técnico.

Aqui a Música é Melhor e Outra...

O Letreiro do Multiusos



O letreiro do multiusos não parece estar pronto mas tal como o novo logótipo será uma novidade para receber o congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (AMNP) onde Fernando Ruas deverá ser reconduzido com presidente [ligação].

20091129

O Monumento a Viriato em Viseu

(...) "Na guerra os Lusitanos utilizavam um escudo redondo; como armas ofensivas usavam um punhal, a célebre falcata e a espada de duplo corte, o gladius hispaniensis, que Políbio considera melhor que a dos Celtas gálicos, porque feria de ponta e de gume, enquanto que a dos Celtas só feria de fio. Por esta razão os Romanos viriam mesmo a adoptar esta arma lusitana. Os Lusitanos utilizavam também uma lança de ferro e uma espécie de tridente, armas que semeariam o pânico entre as hostes inimigas."(...)
(...) "Na guerra, quando se tornava necessário, as lusitanas lutavam aguerridamente ao lado dos homens.
Os Lusitanos eram sóbrios, bebiam água e uma bebida fermentada, semelhante à cerveja. Parece que raramente bebiam vinho. Comiam uma vez por dia, normalmente carne e uma espécie de pão de bolota seca que fabricavam." (...)

Paulo Alexandre Loução in "Portugal - Terra de Mistérios", 7ª edição, pag. 353, Editora Ésquilo, Lisboa 2006

O guerreiro lusitano "ensanguentado" foi moldado pelo escultor espanhol Mariano Benlliure e poderá representar Táutalo, homem de confiança de Viriato de quem foi sucessor imediato. Desgraçadamente foi recentemente "atacado". Esse acontecimento não o impede de continuar a participar numa emboscada aos legionários romanos, apesar de há muitos anos lhe terem roubado o punhal.
Agora uma boa notícia relacionada com o monumento a Viriato: antecedendo a realização do congresso da Associação de Municípios Portugueses, marcada para os próximos dias 4 e 5 de Dezembro no Multiusos, os técnicos da EDP reviram a iluminação do Campo de Viriato e substituíram as lâmpadas amarelas dos holofotes que iluminavam o monumento, completamente desadequadas, por outras de cor branca que melhoraram o aspecto nocturno do conjunto escultórico.

A iluminação dos novos acessos à "Cava de Viriato", Monumento Nacional desde 1910, da nova "passadeira" e do passadiço continua desligada, mais de um no passado sobre o final das obras, talvez à espera de ser ligada no próximo fim-de-semana na presença dos autarcas, dos convidados e quem sabe do primeiro-ministro...

Portugal - Terra de Mistérios



"Portugal - Terra de Mistérios" de Paulo Alexandre Loução [ligação], editora Ésquilo, Lisboa, Maio de 2006 [ligação]

"Lago da Cava" ou Lixeira?

Certamente que os participantes do congresso da ANMP, devido ao vasto programa, não irão ter tempo para visitar o "Lago da Cava" [ligação artigo de Outubro 2006] mas se o fizerem o mais certo e depararem com esta vergonhosa lixeira, a não ser que entretanto caia muita chuva e o lixo mais pesado fique mais um Inverno submerso...

A Propósito do Lixo...



Quem já visitou a "requalificada" Cava de Viriato deve ter reparado que não existem recipientes, as papeleiras, para a recolha do lixo. Terá sido uma opção do arquitecto que pretendeu não introduzir uma inovação descaracterizadora do espírito do lugar?