EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20160814

A "Procissão das Forneiras"


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"Procissão das forneiras"

“No dia 14 de Agosto realizava-se em Viseu uma procissão, com a presença do senado da câmara, cabido e clero que antecedia “um certo número de meninas vestidas decentemente, e levando cada uma na mão a insígnia de uma pá muito composta e enfeitada. Era a procissão vulgarmente chamada das forneiras, que alludia áquela façanha de Brites d’Almeida, de Aljubarrota, que matara sete castelhanos depois d’aquella sempre memoravel batalha, que firmou a independência portugueza e a corôa ao senhor D. João I.”
A procissão deixou de fazer entre 1580 e 1640, enquanto reinaram os reis de Espanha, recuperada a independência, em 1641 pela vontade do povo e  determinação régia de D. João IV, escrita em Lisboa e datada de 14 de Junho de 1641, a solenidade voltou a realizar-se. “D. João por graça de Deus Rei de Portugal…. etc. Faço saber a vós corrigidor da comarca da cidade de Vizeu, que porquanto se costumava fazer nestes reinos procissão em véspera de Santa Maria d’Agosto, no fazimento de graça da victoria, que o Senhor Rei D. João primeiro de boa memoria alcançou o campo de Aljubarrota contra El-Rei D. João primeiro de Castella, e convir que se continue com a dita procissão; Hei por bem e vos Mando ordeneis que assim se faça e continue a dita procissão, assi nessa cidade, como nos lugares da Comarca della, onde se costumava fazer; o que assi cumprireis (….)”
Segundo Berardo citado por Pedro Augusto Ferreira (1) -  “Tão patriótica solemnidade extingiu-se e de todo se esqueceu desde 1834 – ‘por incúria (talvez culposa) da geração actual, que se ufana muito não se de que’ – dizia o mesmo sabio cónego, apesar de ser pronunciadamente liberal?!”

1 -“Portugal Antigo e Moderno – Diccionario….” De Augusto de Pinho Leal e continuado por Pedro Augusto Ferreira, Livraria Editora de Tavares & Irmão, Lisboa 1890, citando José de Oliveira Berardo, “Liberal”, nº 3 de 15 de Maio de 1857

20160224

Capela de Nossa Senhora da Vitória



A Capela da Nª. Srª. da Vitória estava localizada frente ao antigo Convento de Santo António de Massorim e à esquerda da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. Em 1955 para permitir a abertura da Avenida Salazar, actual Avenida 25 de Abril, foi demolido o convento franciscano, onde estava aquartelado o RI14 e a capela foi transferida para a antiga parada que foi transformada num parque ajardinado – o “Parque da Cidade”, depois o Parque Aquilino Ribeiro.
A capela terá sido construída como forma de agradecimento pela ajuda concedida por Nª. Senhora, na luta com o que restava da hostes castelhanas que depois de derrotadas em Aljubarrota, em 14 Agosto de 1385, em retirada passaram por Viseu. A cidade não possuía defesa amuralhada eficaz, facto que foi aproveitado para saquear e incendiar a cidade. Os viseenses reagiram e conseguiram, em 27 de Agosto de 1385, expulsar os invasores depois de terem invocado a ajuda da Virgem. Com o passar dos séculos a primitiva ermida caiu em ruína e finalmente foi reconstruída em 1605, durante a ocupação filipina, por iniciativa do cónego António de Almeida Abreu.
O pequeno templo de planta rectangular tem uma única nave, tecto em madeira e apenas um altar. É um edifício singelo possuindo campanário e pequeno sino, dotado de portal com colunas coríntias, encimado por um nicho com a Virgem e o Menino, ladeado por duas pedras de armas, (Cardosos e Almeida e dos Abreus e Costas), os cunhais são rematados por dois pináculos.
A Capela de Nª. Srª. da Vitória foi considerada Imóvel de Interesse Público, por Despacho de 17 de Fevereiro de 1947.

Em 1890 a Capela de Nossa Senhora da Vitória era  relacionada no tópico dos “Templos extinctos”:

“Capella de Nossa Senhora da Victoria, no rocio de Santo António, hoje Passeio de D. Fernando.
Era uma das mais luxuosas e mais formosas capellas de Viseu.
Foi fundada pelo conego Antonio d’Almeida Abreu, que sobre a porta d’ella colocou dois escudos com brasões diferentes.
Em 1733 foi doada pelo cabido, sede vacante, aos irmãos da ordem 3.ª de S. Francisco.
Tem uma fronte elegante e n’ella a inscrição seguinte:
ESTA CAPELLA DA SENHORA DA VICTORIA MANDOU FAZER E DOTOU POR SUA DEVOÇÃO O CONEGO ANTONIO D’ALMEIDA ABREU 1605”

“PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO...” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

Fonte principal: "Monumentalidade Visiense” de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa , Edição AVIS, Viseu 2007. Saber Mais

20150114

Capela Nossa Sra. da Vitória

Nossa Senhora da Vitória

Escudo cortado sobre cartela com elmo e armas Abreu e Costa

Escudo cortado sobre cartela com elmo e armas Cardoso e Almeida

A actual capela de Nª Sra. da Vitória foi mandada construir em 1605 pelo Cónego António Almeida Abreu, como o comprova a inscrição na torça do portal - "Esta Capella de Nossa Senhora da Vitória mandou fazer e dotou por sua devassam o Conego António de Almeida Avreu 1605" e sucessivamente reconstruida em 1635 e em 1738. Mas a sua origem remontará a 1385 quando os viseenses repeliram um ataque dos castelhanos. Em 1956 foi deslocada para o Parque da Cidade e restaurada. Na capela edificada em granito, destacam-se as duas colunas coríntias a ladearem a entrada e um nicho com uma imagem de Nossa Senhora da Vitória, ladeada pelos brasões de armas do fundador [saber +].

20111219

A "Reinterpretação" do Parque



As novidades de hoje, no que diz respeito à “Reinterpretação do Parque Aquilino Ribeiro” são várias. As imagens começam por mostrar o plinto de granito onde será colocada a placa alusiva à "reinterpretação" do parque, a descerrar no dia da inauguração que deverá acontecer em breve.
De seguida é possível ver o largo do “lago” pequeno e as “taças”, em metal, que foram colocados nos locais onde já estiveram as grandes “talhas” de cerâmica, idênticas aquelas que ainda é possível encontrar no desactivado Parque de Campismo do Fontelo.
Finalmente vê-se a solução encontrada para preencher os espaços, ainda por pavimentar, nas bifurcações dos novos atravessamentos criados no pequeno bosque. O inovador piso está a ser construído com pequenos rolos de madeira, certamente aglutinados com cimento. Também são visíveis algumas peças do novo mobiliários já sem as protecções em plástico.
A fachada da capela da Nª Sraª da Vitória foi limpa e iluminada, com projectores colocados no solo. Entretanto continuam os trabalhos de limpeza geral do parque e de preparação do relvado. A sementeira da relva e a colocação dos novos candeeiros deverão estar muito próximo.

20111102

Capela de Nª Srª da Vitória



A Capela da Nª. Srª. da Vitória estava localizada frente ao antigo Convento de Santo António de Massorim e à esquerda da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. Em 1955 para permitir a abertura da Avenida Salazar, actual Avenida 25 de Abril, foi demolido o convento franciscano, onde estava aquartelado o RI14 e a capela foi transferida para a antiga parada que foi transformada num parque ajardinado – o “Parque da Cidade”, depois o Parque Aquilino Ribeiro.
A capela terá sido construída como forma de agradecimento pela ajuda concedida por Nª. Senhora, na luta com o que restava da hostes castelhanas que depois de derrotadas em Aljubarrota, em 14 Agosto de 1385, em retirada passaram por Viseu. A cidade não possuía defesa amuralhada eficaz, facto que foi aproveitado para saquear e incendiar a cidade. Os viseenses reagiram e conseguiram, em 27 de Agosto de 1385, expulsar os invasores depois de terem invocado a ajuda da Virgem. Com o passar dos séculos a primitiva ermida caiu em ruína e finalmente foi reconstruída em 1605, durante a ocupação filipina, por iniciativa do cónego António de Almeida Abreu.
O pequeno templo de planta rectangular tem uma única nave, tecto em madeira e apenas um altar. É um edifício singelo possuindo campanário e pequeno sino, dotado de portal com colunas coríntias, encimado por um nicho com a Virgem e o Menino, ladeado por duas pedras de armas, (Cardosos e Almeida e dos Abreus e Costas), os cunhais são rematados por dois pináculos.

A Capela de Nª. Srª. da Vitória foi considerada Imóvel de Interesse Público, por Despacho de 17 de Fevereiro de 1947.