EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20151208

Nª. Srª. da Conceição da Ribeira




A Igreja de Nª. Srª. da Conceição da Ribeira

Na Ribeira, na margem direita do Rio Pavia, foi edificada no século XVI uma pequena capela dedicada a S. Luís, Rei de França (Luís IX) que no século XVII foi restaurada, aproveitando cantaria da arruinada capela de S. Jorge, mandada construir pelo Infante D. Henrique, 1 º Duque de Viseu na Cava de Viriato, o local onde nessa época se realizava a Feira Franca. O Infante era proprietário dos terrenos e recebia os rendimentos das barracas da feira que legou ao Cabido da Sé, com a obrigação de mandar dizer missas pela sua salvação, em vida e depois da morte.
Nessa capela de S. Luís esteve sedeada a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, consagrada como padroeira de Portugal, pelo rei D. João IV nas cortes de 1645 – 46, decisão tomada no dia  25 de Março de 1646.  Com o aumento do número de irmãos e irmãs a capela passou a ser muito exígua e em conformidade foi decidido ampliar o templo. Em 1757 iniciaram-se as obras que foram finalizadas em 1761, com desenho e orientação do mestre de Lamego António Mendes Coutinho, também o autor do desenho da Igreja dos Terceiros. A igreja de estilo arquitectónico influenciado por Nicolau Nazoni, foi benzida e consagrada em 16 de Setembro de 1761.
A frontaria tem um portal de verga com moldura de onde emerge um frontão com uma tarja coroada de simbologia mariana. O portal é ladeado por duas janelas com molduras, sobre o portal um óculo ilumina o coro alto. A nave recebe  luz através de duas janelas viradas a Poente que iluminam o templo. No interior um arco cruzeiro separa a nave da capela-mor. A igreja possui três retábulos: o principal o do altar-mor é dedicado a Nossa Senhora da Conceição e os outros dois ao Sagrado Coração de Jesus e a Santo António, são ambos da segunda metade do século XVIII. No retábulo do altar-mor existem duas imagens de São José, patrono da freguesia e de São Mateus, patrono da antiga Feira Franca de São Mateus. Uma imagem de São Luís, Rei de França que esteve durante muitos anos guardada na sacristia, foi colocada num nicho na nave do lado da epístola (direita do ponto de vista dos fiéis).
Nos primeiros anos do séc. XX  foi construída a escadaria dupla, com gradeamentos e portões de ferro que permitem fechar o adro. Sob o patamar da escadaria existe um nicho, datado de 1907, com uma imagem do Senhor da Boa Fortuna de grande devoção popular.
Fonte principal: Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa , in "Monumentalidade Visiense" [ver]

20120503

Tabuletas Enganadoras (Rua do Coval)

Dizia e ainda se diz que - "Todos os caminhos vão dar a Roma" mas o "Posto de Turismo" e o "Adro da Sé" ficam mais longe se seguirmos os caminhos que levam à "Cava de Viriato" e a Abraveses, não será?
O suporte das tabuletas, também "perdeu a verticalidade"...

20110921

A Procissão em Honra de São Mateus

Realizou-se esta manhã a tradicional Missa em honra de São Mateus, seguida de procissão que entrou na Feira de São Mateus, pela porta do mesmo nome, atravessou o recinto até à Rua da Ponte de Pau, subiu em direcção à Avenida Capitão Homem Ribeiro e retornou à feira, pela Porta de Viriato. Depois de descer a Avenida Emídio Navarro, entrou na Rua Nª Sra. da Conceição e por fim recolheu à Igreja de São José. As cerimónias foram presididas por D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, estando presentes: Dr. José Moreira, da EXPOVIS, Dr. Fernando Ruas, presidente da câmara, e diversos vereadores. O andor foi transportado pelos escuteiros, o acompanhamento musical esteve a cargo da Banda Filarmónica Juvenil do Lar de Santo António, o evento contou com a presença de vária centenas de cidadãos.

20110614

Rua Nossa Senhora da Conceição

A estreita rua que tem início na Avenida Emídio Navarro, junto da estátua de São Mateus e segue para a Rua do Coval, depois de passar ao lado da Igreja de São José, em frente do antigo quartel da GNR e ao lado do Túnel de Viriato, acaba de receber uma placa toponímica que informa que ao arruamento foi dado o nome de Rua de Nossa Senhora da Conceição. Trata-se de um facto natural dada a proximidade da igreja com o mesmo nome. Menos expectável é o facto de terem colocado os azulejos, pintados à mão com o nome da rua, não numa parede mas num plinto de granito que passou a ser mais um obstáculo para os cidadãos com deficiência ou mesmo para os mais distraídos. O Sr. Provedor do Deficiente deveria andar mais atento uma vez que muitos destes objectos têm vindo a ser colocados em diversos locais, nem sempre os mais adequados.
As imagens mostram que terminaram os estacionamentos abusivos, na zona envolvente das igrejas, mas apenas depois de terem sido colocados pilaretes nos passeios e nas passadeiras.

20070910

Certezas e Fantasias!




Igreja da Nossa Srª da Conceição, Séculos XVII – XVIII
(…)“ E no sitio em que se ve culucada esta capela esteve antigamente ereta huma capella dedicada a Sam Luis rey de França de donde se da a este dilato campo pleno e se deduziu a denominaçam de campo de Sam Luís donde se faz a referida feira de Sam Matheos a qual feira se mudou para aquy para este grande campo porque antigamente se fazia dentro dos grandes vales de terra chamado a Cava de Viriato que antiguamente se chamava cidade de Vaca. Donde nasceu aquelle grande eroy Viriato que tam grande terror foy de toda a Roma (…)”

Viso 20 de Julho de 1758
O padre cura da Se
Manoel Lopes de Almeyda

Durante o período histórico conhecido por Renascimento a História não era ainda uma ciência e foi terreno fértil para fantasias. Neste pedaço de texto retirado das “Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas” de João Nunes de Oliveira existem duas que também já haviam constado nos “Dialogos Moraes e Politicos” de Manoel Botelho Ribeiro Pereira, datados de 1630 e que terão tido, como muitas outras, origem na época do Renascimento. A fantasiosa cidade Luso-Romana de Vaca (Vacca) só poderia ficar algures nas margens do Rio Vouga e pelos estudos efectuados e opiniões de credenciados investigadores a Cava de Viriato nunca teria sido uma cidade e muito menos uma construção de povos indígenas. Talvez nada tenha a ver com Roma e muito menos com Viriato. Mas a lenda ficou e a erroneamente denominada Cava de Viriato continua a ter sua origem envolta num mistério. Como finalmente irão ser por lá executados trabalhos que obrigam a escavações poderá acontecer que os arqueólogos encontrem novos vestígios, a somar aos poucos já achados, que ajudem a decifrar esse enigma.
Também por essa época terá ganho força outra lenda, a do nascimento de D. Afonso Henriques em Guimarães. Viseu não foi o berço de Viriato mas sem fantasia é muito provável que tenha sido o local do nascimento do fundador da nacionalidade.

20070720

Nossa Senhora da Conceição da Ribeira

(...) Capella de Nossa Senhora da Conceição.

Demora na Ribeira e tem irmandade propria, instituida em 1662 na antiquíssima capella de S. Luiz, hoje profanada e em ruínas, junto da de Nossa Senhora da Conceição, que foi feita por ser a de S. Luiz muito pequena e estar muito arruinada com o peso dos séculos, pois datava do tempo d’el rei D. Duarte, segundo se suppõe.
É publica e n’ella se venera a imagem de S. Matheus, que estava na capella de S. Luiz, onde foi collocada por ocasião da mudança da feira.
(…)
In "Portugal Antigo e Moderno - Diccionario..." de Augusto de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira - Lisboa 1890