A chuva dos últimos dias foi tão pouca que nem conseguiu encher o rio Pavia, de modo ter força para arrastar a bogas coloridas de esferovite que desde o dia 31 de Outubro, enfeitam o rio...
EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20171126
A Chuva Foi Tão Pouca...
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Local:
Viseu, Portugal
20170719
Rio Pavia - Bilhetes Postais Ilustrados
"VISEU - PORTUGAL. - Um trecho do Rio", Bilhete Postal Ilustrado, Editor desconhecido, Datável das primeiras décadas do séc. XX e "Vizeu - Um trecho do rio Pavia", Edição da Tabacaria Costa (Viseu), Não circulado, Datável das décadas de 1920/30.
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Local:
Viseu, Portugal
"Bogas" e Não Só no Rio Pavia
Alguns aspectos da represa da Casa da Ribeira que permitem ver o leito do rio Pavia coberto com cimento, já bastante deteriorado que permite o crescimento de várias plantas e dá abrigo aos lagostins-vermelhos.
Entre o lixo é possível observar duas bogas coloridas que os alunos do Agrupamento de Escolas Grão Vasco, ao qual pertence a vizinha Escola da Ribeira, com a ajuda dos Bombeiros Municipais de Viseu, instalaram no leito do rio mais acima no rio das Barcas e que terão sido vítimas dos vândalos.
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Viseu, Portugal
20170712
Outro Lagostim-Vermelho
Encontrei este lagostim-vermelho no rio Pavia a tentar escalar a parede da represa da Casa da Ribeira, tarefa nada fácil mesmo com pouca corrente e estando bem equipado para se prender às algas que revestem o muro, mas foi interrompido e só parou no balde do meu amigo F. que andava, com um camaroeiro, apanhar lagostins para servirem de isco na pesca ao achigã (Micropterus Salmoides).
20170708
Lagostins no Rio Pavia
O lagostim-vermelho-do-Louisiana, Procambarus clarkii, foi introduzido, na década 1970, na região de Badajoz (Espanha), com a finalidade de aproveitamento alimentar mas depressa invadiu as bacias hidrográficas do Sul da Península Ibérica. Como o nome indica é uma espécie nativa da América do Norte que está presente em vários países europeus, incluindo todo o Portugal e também na África, Ásia e na América do Sul. Trata-se de espécie exótica invasora cuja erradicação é considerada urgente, nalguns países como em Espanha, por ameaçar a biodiversidade. A sua alimentação é muito variada e pode incluir vegetais, algas e plantas, detritos alimentares, crustáceos, peixes, ovos, larvas, anfíbios e outros indivíduos da sua espécie.
O lagostim-vermelho-do-Louisiana, pode viver cerca de dois anos, durante os quais vai causar graves prejuízos na vida animal e vegetal, dos habitats que invade e nos quais passa rapidamente a ser a espécie dominante. Compete brutalmente com espécies nativas de lagostins, no nosso país com o lagostim-de-patas-brancas, Austropotamobius pallipes, e actua como transmissor de um fungo, endémico da América do Norte, Aphanomyces astaci, que mata os lagostins europeus, poucas semanas após terem sido infectados. Os seus hábitos de escavação podem originar graves prejuízos em arrozais por poderem contribuir para perda de água, em reservatórios ou represas, construídas em terra batida.
20170707
Desci ao Rio Pavia
Ao passar na ponte da Avenida Emídio Navarro não pude deixar de olhar o rio Pavia, à beira do qual cresci e que só não me levou pela correnteza abaixo, quando muito pequenito me meti na água para ir atrás de um bola de plástico que me fugiu, porque uma das lavadeiras levantou as saias e foi a correr tirar-me da água. Depois de me ralhar, pegou-me ao colo e foi entregar-me à minha mãe que ficou muito aflita ao ver-me chegar de calções encharcados. A bola para minha pena foi rio abaixo! Hoje a minha atenção foi atraída por um objecto verde que avistei na represa da Casa da Ribeira e claro tive saber que raio de coisa era aquela. Com a máquina fotográfica verifiquei que era um artefacto meu conhecido. Dei a volta pela rua do Coval, contornei as traseiras da casa, caminhei sobre a represa e confimei que o artefacto, era parte de uma das bogas coloridas que os alunos do Agrupamento de Escolas Grão Vasco colocaram no rio. Estava esclarecido o mistério... O que terá acontecido? algum vândalo resolveu atacar a boga...
Deitei os olhos ao leito do rio que infelizmente continua coberto por uma placa cimento e ferro, um facto que deveria envergonhar a Cidade-Jardim, que tem um rio que mais parece um caneiro e vi muitos lagostins que ao anoitecer estavam a procurar refúgio nos buracos da represa e do cimento. Já que ali estava, desci ao pavimento e aproveitei para fotografar essa praga que são os lagostins vermelhos (Procambarus clarkii) que enxameiam o Pavia.
20170602
Novidades do Rio Pavia
Hoje avistei um técnico a observar a represa da Casa da Ribeira que também teve direito a uma limpeza antecipada, habitualmente apenas realizada em datas próximas da abertura da feira anual de Viseu. Fiquei intrigado, pensei que fosse alguém a verificar a qualidade dos trabalhos executados mas a minha curiosidade ficou satisfeita quando vi uma fita métrica e que o técnico registava as medições num bloco! Finalmente a câmara municipal, através dos Serviços Municipalizados, deverá ter encomendo a substituição das velhas e inadequadas comportas, com um sistema de funcionamento obsoleto e perigoso de utilizar, provavelmente por um sistema moderno e fácil de operar. Se as comportas forem abertas, durante os dias de chuvas abundantes, areias, lamas e até o lixo, não se acumularão, em tão grande volume, no leito do rio Pavia e será mais fácil e barato, limpar o rio das Barcas.
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Viseu, Portugal
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