EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20071022

Azulejos de Viseu - Porta Cavaleiros



Azulejos pintados por Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro) 1930 em vivenda na Avenida José Relvas - Fontelo

A Porta dos Cavaleiros era a uma das sete portas da muralha que no reinado de D. Afonso V (décimo terceiro rei de Portugal de 1438 a 1481) foi remodelada e defendia a cidade. A porta encontra-se encostada à Casa dos Albuquerques, Casa dos Fidalgos do Arco, actualmente ocupada pela Escola Secundária Emído Navarro com a qual o passeio da guarda comunica.
A porta tem dois nichos um com uma imagem de madeira, cada vez mais deteriorada de São João Baptista, era por essa porta que saiam e entravam as Cavalhadas de Vildemoinhos e um outro dedicado a Nossa Senhora da Graça, com uma imagem em pedra lavrada datada dos finais do século XVI. A porta possui uma placa de granito com uma inscrição em latim idêntica à existente na Porta do Soar, com data de 1646, evocativa da consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, por D. João IV à época da Restauração de Independência. Esta porta e os restos da muralha são Monumento Nacional desde 1915.

Escrito com a ajuda de "Monumentalidade Visiense" 

20150624

A "Porta dos Cavaleiros" e as "Cavalhadas"

"Porta dos Cavaleiros" B. Postal, Tabacaria Costa

"Porta dos Cavaleiros (Antiga porta da cidade) [VER], Bilhete Postal editado pela Tabacaria Costa, Viseu Não circulado, nem datado, provavelmente da década de 1920. O nicho com a imagem de São João Batista ainda não existia, teria sido colocada apenas na década seguinte, naturalmente porque a porta era dedicada a Nossa Senhora da Graça. A existência do nicho de São João poderá ser justificada pelo facto durante vários séculos, as "Cavalhadas de Vildemoinhos" [VER] atravessarem a porta para se dirigirem e depois regressarem da Capela de São João da Carreira [VER], depois do cumprimento da Promessa - um grupo de cavaleiros, representando os moleiros, executam três voltas à capela transportando uma bandeira.

20150323

A "Porta dos Cavaleiros"


A Porta dos Cavaleiros - azulejos pintados pelos pintores Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro – Empresa de Louças de Aveiro 1930), fachada de vivenda unifamiliar na Avenida José Relvas, Fontelo

A Porta dos Cavaleiros era a uma das sete entradas da muralha que no reinado de D. Afonso V (décimo terceiro rei de Portugal de 1438 a 1481) foi remodelada, embora não tivesse sido concluída, não dispunha de ameias, para defesa da cidade de Viseu. A porta encontra-se encostada à Casa dos Albuquerques, Casa dos Fidalgos do Arco, actualmente ocupada pela Escola Secundária Emído Navarro [ver] com a qual antigo o passeio da guarda comunicava. O monumento tem dois nichos, um com uma imagem de madeira, cada vez mais deteriorada de São João Baptista, era por essa porta que saiam e entravam as Cavalhadas de Vildemoinhos e um outro, um baldaquino dedicado a Nossa Senhora da Graça, com uma imagem em pedra lavrada datada dos finais do século XVI. No centro do portal existe uma placa de granito com uma inscrição em latim idêntica à existente na Porta do Soar, datada de 1646 e evocativa da consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, por D. João IV, promessa do monarca para agradecer a Restauração de Independência em 1 de Dezembro de 1640 [ver]. A partir dessa data os reis de Portugal nunca mais usaram coroa. Esta porta e os restos da muralha são Monumento Nacional desde 1915.

Fonte principal: "Monumentalidade Visiense", de  Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa 

20071111

Azulejos de Viseu



Azulejos pintados por Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro) 1930. Vivenda na Avenida José Relvas - Fontelo

A Porta do Soar é também conhecida por Arco ou Porta dos Melos e fazia parte da muralha afonsina, uma construção iniciada em 1412, no reinado de D. João I mas que por dificuldades financeiras só foi concluída no reinado de D. Afonso V - 1472. Esta cerca com cerca 1.450 metros tinha sete portas das quais apenas chegaram até aos nossos dias esta porta e a Porta dos Cavaleiros. A porta tem um arco ogival e dois nichos, um em honra de Santo António e do lado exterior São Francisco de Bórgia. A porta é encimada pelo lado exterior pelas armas de D. João IV e por uma placa em granito, idêntica à existente na Porta dos Cavaleiros, consagrando Portugal a Nossa Senhora da Conceição e ali colocada em 1646. Na velha porta está encostada a Casa do Conde de Santa Eulália, mais conhecida por Palácio dos Melos uma casa senhorial até há pouco em ruínas e que foi transformada em unidade hoteleira.
É considerada um Monumento Nacional - Decreto nº 2165, de 31 de Dezembro de 1915.

20160303

Será que Perderam o Norte?


A propósito na página "VISIT VISEU" lançada ontem é notória a intenção, bem conseguida de privilegiar o acesso através de equipamentos móveis. A mais valia desta iniciativa do Núcleo de Imagem e Comunicação do Município de Viseu e da Viseu Marca (?), foi a de sistematizar e agregar informação que estava muito dispersa. Os conteúdos relativos à historiografia e ao património estão genericamente correctos, embora possa haver lugar a algumas polémicas. No decorrer de uma breve consulta, via telemóvel, encontrei três pormenores que num projecto que terá levado um ano a preparar, são estranhos. Questões mais significativas poderão ser tratadas noutra ocasião:

I - Em "Expoentes da Guerra - Muralha Afonsina";
"Do troço original e das suas sete portas originais, apenas se encontram preservadas a porta dos Cavaleiros, a sul, e a porta do Soar a norte." [Ver]
Sr. Dr. Jorge Sobrado é precisamente o inverso! Corrigir por favor porque a "Porta dos Cavaleiros" está e sempre esteve a norte e a "Porta do Soar" ou "Arco dos Melos", a sul.

II - Em "Rua Direita"
"Sabia que… A Rua Direita unia a passagem entre duas portas da Muralha afonsina (séc. XV): a Porta dos Cavaleiros, a sul, e a Porta de S. José, a norte)" [ver]
Idêntico desnorte do ponto anterior!

III - Em "Segredos";
A imagem relativa ao "Fórum Romano" [Ver] é a mesma da "Judiaria" [Ver].?

P.S.: A foto do Viriato é muito má, aliás existem diferenças enormes na qualidade das imagens provenientes de dois fotógrafos.

20150807

"Porta dos Cavaleiros"



Azulejos de Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro,1930) vivenda na Avenida José Relvas - Fontelo

A "Porta dos Cavaleiros" era a uma das sete entradas da muralha que no reinado de D. Afonso V (décimo terceiro rei de Portugal de 1438 a 1481) foi remodelada e defendia a cidade de Viseu. A porta encontra-se encostada ao "Solar dos Albuquerques/Casa dos Fidalgos do Arco", actualmente ocupada pela Escola Secundária Emído Navarro com a qual o antigo passeio da guarda comunica.
A porta tem dois nichos um com uma imagem de madeira, muito deteriorada pelos anos e pelos pombos, de São João Baptista - era por essa porta que saiam e entravam as "Cavalhadas de Vildemoinhos" e um outro (baldaquino) dedicado a Nossa Senhora da Graça, com uma imagem em pedra lavrada datada dos finais do século XVI. Também se pode ver uma placa de granito com uma inscrição em latim idêntica à existente na "Porta do Soar/Arco dos Melos", datada de 1646 e evocativa da consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, por D. João IV à época da Restauração de Independência. Esta porta e os restos da muralha são Monumento Nacional desde 1915.

Escrito com a ajuda de "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VERl]

20080125

Porta dos Cavaleiros - Azulejos de Viseu



Porta dos Cavaleiros azulejos da Fábrica Constância de Lisboa

(...) "Em 1385, Viseu foi atacada, saqueada e incendiada pelas tropas de Castela, vencidas em Aljubarrota. Depois deste ataque, D. João I fez iniciar a construção de uma muralha para defesa da cidade. Esta muralha foi terminada unicamente no reinado de D. Afonso V, de onde lhe vem o nome de “muralha afonsina”. Restam alguns troços e duas portas, a Porta do Soar e a Porta dos Cavaleiros." (...)

20100719

A Porta dos Cavaleiros


A “Porta dos Cavaleiros” é uma das duas sobreviventes das sete portas da muralha afonsina, uma obra muito tardia, destinada a proteger a cidade de Viseu que foi várias vezes assaltada pelos exércitos castelhanos. Há notícias da existência de duas outras cercas mais antigas que teriam sido integradas na nova fortificação. Os trabalhos tiveram início no reinado de D. João I (1385-1433) e prolongaram-se até 1472, já sob o reinado de D. Afonso V [ligação].
A porta está encostada a “Casa Senhorial dos Albuquerques”, conhecidos como os “Fidalgos do Arco” e junto da "Fonte de São Francisco" [ligação].
No exterior da muralha existe, desde os anos de 1930, um nicho dedicado a São João Baptista pois era por essa porta que saíam da cidade em “cavalhada”, no dia de São João, os moleiros de Vildemoinhos a caminho da capela de São João da Carreira em cumprimento da sua promessa [ligação]. No varandim um nicho em forma de baldaquino, com colunas do séc. XVIII, abriga uma imagem de pedra de Nossa Senhora da Graça que deverá datar do final do séc. XVI.
Sobre o arco foi colocada em 1646 uma lápide, semelhante à existente na “Porta do Soar”, com uma inscrição em latim que lembra a consagração do reino de Portugal a Nª Sª da Conceição, feita por D. João IV [ligação].

20150617

A "Porta dos Cavaleiros"


A “Porta dos Cavaleiros” é uma das duas sobreviventes das sete portas da muralha afonsina, uma obra muito tardia, destinada a proteger a cidade de Viseu que foi várias vezes assaltada pelos exércitos castelhanos. Há notícias da existência de duas outras cercas mais antigas que teriam sido integradas na nova fortificação. Os trabalhos tiveram início no reinado de D. João I (1385-1433) e prolongaram-se até 1472, já sob o reinado de D. Afonso V e nunca foram terminadas porque não foram colocadas as ameias [VER].
A porta está encostada à “Casa do Arco ou Solar dos Albuquerques”, propriedade dos “Fidalgos do Arco” [VER] e junto da "Fonte de São Francisco" [VER].
No exterior da muralha existe, desde os anos de 1930, um nicho dedicado a São João Baptista pois era por essa porta que saíam da cidade em “cavalhada”, no dia 24 de Junho o Dia de São João (Baptista), os moleiros de Vildemoinhos a caminho da capela de São João da Carreira em cumprimento de promessa. No varandim um nicho em forma de baldaquino, com colunas do sec. XVIII, abriga uma imagem de pedra de Nossa Senhora da Graça que deverá datar do final do sec. XVI. Sobre o arco foi colocada em 1646 uma lápide, semelhante à existente na “Porta do Soar”, com uma inscrição em latim que lembra a consagração do reino de Portugal a Nª Sª da Conceição, feita por D. João IV [ligação].
Fonte principal - "Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VER]

20160223

A "Porta dos Cavaleiros"



A “Porta dos Cavaleiros” é uma das duas sobreviventes das sete portas da muralha afonsina, uma obra muito tardia, destinada a proteger a cidade de Viseu que foi várias vezes assaltada pelos exércitos castelhanos. Há notícias da existência de duas outras cercas mais antigas que teriam sido integradas na nova fortificação. Os trabalhos tiveram início no reinado de D. João I (1385-1433) e prolongaram-se até 1472, já sob o reinado de D. Afonso V e nunca foram terminadas porque não foram colocadas as ameias.
A porta está encostada à “Casa do Arco ou Solar dos Albuquerques”, propriedade dos “Fidalgos do Arco” [VER] e junto da "Fonte de São Francisco".
No exterior da muralha existe, desde os anos de 1930, um nicho dedicado a São João Baptista pois era por essa porta que saíam da cidade em “cavalhada”, no dia 24 de Junho o Dia de São João (Baptista), os moleiros de Vildemoinhos a caminho da capela de São João da Carreira em cumprimento de promessa. No varandim um nicho em forma de baldaquino, com colunas do sec. XVIII, abriga uma imagem de pedra de Nossa Senhora da Graça que deverá datar do final do sec. XVI. Sobre o arco foi colocada em 1646 uma lápide, semelhante à existente na “Porta do Soar”, com uma inscrição em latim que lembra a consagração por D. João IV do reino de Portugal a Nª Sª da Conceição.
Fonte principal - "Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VER]

20160305

Porta dos Cavaleiros e não Porta do Soar



"Vizeu - Casa do Arco", Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Papelaria Borges - Coimbra, Fotógrafo desconhecido, Circulado em 20 de Abril de 1906
A "Casa do Arco" ou "Solar dos Albuquerques" faz parte da Escola Emídio Navarro e tem passagem para o caminho da ronda da "Porta dos Cavaleiros" da muralha afonsina de Viseu, Na página "Visit Viseu" esta antiga porta da cidade, virada a norte, é por duas vezes e erradamente referida, como sendo a "Porta do Soar" ou "Arco dos Melos", virada a sul a cujo caminho da ronda também é possível aceder através do vizinho "Palácio dos Melos", mas a "confusão" é difícil de compreender... Estes dois "descuidos" e os referidos aqui demonstram que o trabalho, afinal foi feito apressadamente ou aproveitaram mal o ano que demorou a produção e edição dos conteúdos. No que às fotografias diz respeito, esperava muito melhor porque encontrei várias de má ou péssima qualidade, a começar pela do Viriato que tiveram o mau gosto de ampliar e mostrar em Lisboa.

20140830

Porta dos Cavaleiros e Fonte São Francsico


"Porta dos Cavaleiros" - gravura retirada do Guia Turístico (desdobrável) nº 268 da ROTEP, publicado em 1954, organizado por Camacho Pereira, Casa da Pimenteira, Cruz Quebrada.


"Porta dos Cavaleiros" - foto obtida há duas horas. Este é mais económico [ver] mas o sinal continua a ter uma função meramente decorativa...

20161217

"Arco dos Melos - antiga porta da cidade"


GIF via GIPHY - B. Postal Ilustrado, Tabacaria Costa - Viseu, Circ. 1932

A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga Casa do Conde de Santa Eulália, também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859.
O palecete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20100408

Porta do Soar ou Arco dos Melos



A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472


A porta está encostada à antiga Casa do Conde de Santa Eulália, também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859.
O palecete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20150806

A "Porta do Soar ou Arco dos Melos"



A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga "Casa do Conde de Santa Eulália", também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859. O palacete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20160408

"Porta dos Cavaleiros" - Dedicatória



A ternit. sacr.
Immaculatissima
Conception Maria
Joannes IV Portugallio Rex.
vna cum general comitijs
Se, et Regna sua
sub annuo censo tributaria
Publice vovit
Atque Deiparam in Imperii
tutelarem electam Alabe
originali preservata
perpetuo defensurum
Juramento firmavit
Vi viret up pietas Lusitan
Hoc vivo lapide memoriali 
perenne Exarari Jussit 
Ann Christi MDCLVI

Lápide existente na face exterior da Porta do Arco, a "Porta do Cavaleiros" comprovativa da consagração perpétua do reino de Portugal, por vontade de  D. João IV a Nossa Senhora da Conceição, por decisão tomada nas cortes realizadas em Lisboa em 1646. O rei também prometeu, em seu nome e dos sucessores, entregar anualmente a quantia de cinquenta cruzados de ouro à padroeira. Pedras idênticas foram colocadas nas outras portas principais, São Miguel,Soar (Arco dos Melos) e Cimo de Vila (Porta de São José).

20140829

Fonte de S. Francisco e Porta Cavaleiros


As pombas que vivem, nidificam e procriam na "Porta dos Cavaleiros" e não respeitam o São João Baptista [ver] matam a sede bebendo as escassas gotas de água das bicas da "Fonte de São Francisco".


Bem perto dos ninhos das pombas e dos seus poleiros encontrei este automóvel que deverá "beber muito". O proprietário deve considerar que o sinal faz parte da decoração do monumento...

20170626

Porta dos Cavaleiros


GIF via GIPHY

"VISEU - Porta dos Cavaleiros (Antiga porta da cidade)Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Tabacaria Costa - Viseu, Não circulado, Datável do final da década de 1910 ou 1920.
Reparem na cobertura existente junto à Casa dos Albuquerques (actual Escola Secundária Emídio Navarro) e no facto do passeio da guarda que lhe servia de recreio, estar adornado com plantas. De notar que o pavimento com grandes lages de granito ao centro que vindo da Rua Direita, passava na Rua do Arco e continuava para a Rua do Arrabalde, apenas subsiste na Rua Direita. Um carro puxado a cavalos ou muares, está estacionado no arco de volta inteira, à direita da porta, lugar onde existiu uma fonte de chafurdo. Entre a placa evocativa da consagração do Reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição e o baldaquino com a imagem de Nossa Senhora da Graça, ainda não existia o nicho com uma imagem de São João Baptista, provavelmente da década de 1930 ou 40.

20100719

Porta dos Cavaleiros


"Porta dos Cavaleiros (antiga porta da cidade)" - Bilhete Postal das primeiras décadas do século XX, edição da Tabacaria Costa, Viseu

20070405

Azulejos de Viseu - A Porta dos Cavaleiros



(...) Em 1385, Viseu foi atacada, saqueada e incendiada pelas tropas de Castela, vencidas em Aljubarrota. Depois deste ataque, D. João I fez iniciar a construção de uma muralha para defesa da cidade. Esta muralha foi terminada unicamente no reinado de D. Afonso V, de onde lhe vem o nome de “muralha afonsina”. Restam alguns troços e duas portas, a Porta do Soar e a Porta dos Cavaleiros.
A partir do séc. XIV a cidade começou a desenvolver-se na parte alta, o que a levou a expandir-se para fora das muralhas e em direcção ao actual centro." (...)
Para ler e ver mais [Ligação]