EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20161217

"Arco dos Melos - antiga porta da cidade"


GIF via GIPHY - B. Postal Ilustrado, Tabacaria Costa - Viseu, Circ. 1932

A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga Casa do Conde de Santa Eulália, também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859.
O palecete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20160801

Corrigindo Erros - "VISITE VISEU"


GIF via GIPHY

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.
Alexandre Herculano

Os responsáveis pela construção da página turística de Viseu perderam e ainda não encontraram o Norte! Também porque a imagem do passeio da ronda da guarda da "Porta dos Cavaleiros" foi publicada com coordenadas que deverão corresponder  à "Porta do Soar ou Arco dos Melos", noutra ponta  da cidade.


20160422

A Muralha de Viseu e o Vinho



A construção da muralha de Viseu teve início no reinado de D. João I e foi tema nas cortes de Lisboa de 1412.

”(…) que os da cidade e dos povos até duas léguas em redor servissem na obra da cerca, que então se andava construindo, não seis dias continuados em cada seis meses, mas um dia em cada mês, ficando os moradores do termo com dantes a servirem os ditos seis dias em cada seis meses, consecutivamente; que nem Lopo Fernandes nem outro qualquer obrigasse os moradores da cidade, quando abrissem algum tonel de vinho para vender, a ir leva-lo à obra, porque nem todos tinham servidores e criados que ali o levassem, e outros não tinham quem o vendesse senão mulheres, e não era justo e decente que elas ali fossem, obrigando-se os moradores da cidade a prover homem que tivesse continuamente taberna aberta na dita obra e bom vinho e aguisado e pelo preço da cidade”.

ARAGÂO, Maximiano Pereira da Fonseca em – “Vizeu: Apontamentos históricos”. Viseu: Typographia Popular, 1894.P.131, citado por CASTILHO, Liliana em “A cidade de Viseu nos Séculos XVII e XVIII/Arquitetura e Urbanismo/Vol, I”, Tese de Doutoramento em História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2012

Ilustração:
Bilhete Postal Ilustrado, Editor desconhecido, com indicação do vendedor/Confeitaria Santa Ritta – Vizeu, não circulado, datável dos primeiros anos da república. 
“VIZEU – 10
ARCO DOS MELLOS
Das sete portas da cidade acabadas de construir com a muralha em 1472 apenas existem esta e a denominada do Arco, ao fundo da Rua dos Cavalleiros. Ao lado, na face externa está a imagem de Santo António e na interna a de S. Borja advogado e padroeiro do reino contra os terramotos. Na face externa existem tres letreiros. O mais antigo, quasi apagado diz quando se construíram muros e portas. O imediato no tempo, a escolha da Mãe de Deus para padroeira do reino e a defeza da sua immaculada concepção, no tempo de D. João IV. O mais moderno refere-se ao governo das armas da Beira, de D. Sancho Manuel.”

20160303

Será que Perderam o Norte?


A propósito na página "VISIT VISEU" lançada ontem é notória a intenção, bem conseguida de privilegiar o acesso através de equipamentos móveis. A mais valia desta iniciativa do Núcleo de Imagem e Comunicação do Município de Viseu e da Viseu Marca (?), foi a de sistematizar e agregar informação que estava muito dispersa. Os conteúdos relativos à historiografia e ao património estão genericamente correctos, embora possa haver lugar a algumas polémicas. No decorrer de uma breve consulta, via telemóvel, encontrei três pormenores que num projecto que terá levado um ano a preparar, são estranhos. Questões mais significativas poderão ser tratadas noutra ocasião:

I - Em "Expoentes da Guerra - Muralha Afonsina";
"Do troço original e das suas sete portas originais, apenas se encontram preservadas a porta dos Cavaleiros, a sul, e a porta do Soar a norte." [Ver]
Sr. Dr. Jorge Sobrado é precisamente o inverso! Corrigir por favor porque a "Porta dos Cavaleiros" está e sempre esteve a norte e a "Porta do Soar" ou "Arco dos Melos", a sul.

II - Em "Rua Direita"
"Sabia que… A Rua Direita unia a passagem entre duas portas da Muralha afonsina (séc. XV): a Porta dos Cavaleiros, a sul, e a Porta de S. José, a norte)" [ver]
Idêntico desnorte do ponto anterior!

III - Em "Segredos";
A imagem relativa ao "Fórum Romano" [Ver] é a mesma da "Judiaria" [Ver].?

P.S.: A foto do Viriato é muito má, aliás existem diferenças enormes na qualidade das imagens provenientes de dois fotógrafos.

20150806

A "Porta do Soar ou Arco dos Melos"



A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga "Casa do Conde de Santa Eulália", também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859. O palacete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20140113

Viseu - Portugal


"Porta do Soar de Cima"  - capa de desdobrável com a descrição dos principais pontos de interesse da cidade de Viseu e mapa com os monumentos a visitar e os edifícios de interesse publico assinalados. Edição da Comissão Municipal de Turismo (Impressão Eden Gráfico, Lda), sem data mas provavelmente do final anos de 1970.
A "Porta do Soar de Cima" ou "Arco dos Melos" [saber+]

20121119

Postais Antigos de Viseu # 41


"VISEU - Arco dos Melos (Antiga Porta da Cidade)"

 Bilhete postal, editado pela Tabacaria - Costa - Papelaria (Viseu),  Foto Beleza (Porto) 1935

20121105

Postais Antigos de Viseu # 39

"VISEU - Arco dos Melos - antiga porta da cidade

Bilhete Postal edição da Tabacaria Costa - Viseu, circulado em 11 de Setembro de 1932
Saber + [ligação]

20120416

Vizeu - Arco dos Mellos


VIZEU – 10
ARCO DOS MELLOS
Das sete portas da cidade acabadas de construir com a muralha em 1472 apenas existem esta e a denominada do Arco, ao fundo da Rua dos Cavalleiros. Ao lado, na face externa está a imagem de Santo António e na interna a de S. Borja advogado e padroeiro do reino contra os terramotos. Na face externa existem três letreiros. O mais antigo, quasi apagado diz quando se construíram os muros e portas, o immediato no tempo, a escolha da Mãe de Deus para padroeira do reino e a defeza da sua immaculada concepção, no tempo de D. João IV. O mais moderno refere-se ao governo das armas da Beira, de D. Sancho Manuel.
PORTUGAL-DXXVI
Confeitaria Santa Ritta – VIZEU
Bilhete Postal (Union Postale Universelle) não circulado, Franquia 10 Réis para Portugal e Hespanha e respectivas colónias, 25 Réis para o estrangeiro


20100408

Um português nunca se atrapalha...



É bem verdade... reparem na solução encontrada para resolver a dificuldade de montagem de aparelhagem eléctrica (disjuntores e um interruptor). Uma vez que a caixa era inadequada o problema foi resolvido recorrendo a muita imaginação com: um pedaço de arame, duas tábuas, alguns parafusos e, pasme-se, um bloco de cimento.
Esta situação poderá ser vista na Rua Nunes de Carvalho, junto da "Porta do Soar", frente a um conjunto de edifícios recuperados, um misto de espaços comerciais, habitação, escritórios, garagens, parcialmente em condomínio fechado. Refiro-me a um empreendimento de grande qualidade, actualmente em fase de comercialização e candidato a um prémio para o "Melhor Empreendimento do Ano".
A localização de "armários" para os sistemas de segurança e controlo de electricidade, água, telecomunicações e os materiais usados não merecem, muitas vezes, a atenção devida. A sua colocação despreza aspectos de natureza estética e neste caso são uma imagem de descuido. Num empreendimento desta categoria, localizado no núcleo central do Centro Histórico de Viseu, é um pormenor inesperado e muito desagradável. É porém uma solução muito mais barata do que embutir os "armários" no pavimento ou numa parede.