EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170629

"Não te esqueças de ser FELIZ"


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"Não te esqueças de ser FELIZ" , pintura mural de Mário Belém executada no âmbito do II Festival de Stree Art de Viseu (2016), na Rua dos Loureiros, vista da Avenida Emídio Navarrro. P. Oficial de Mário Belém

20160523

Mário Belém e ? - Rua dos Loureiros


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Mário Belém e ? - Ruas dos Loureiros na Rua dos Loureiros

20140423

A Porta dos Cavaleiros em Risco


No final da passada semana operários da câmara municipal sinalizaram a muralha junto à "Porta dos Cavaleiros" [saber +] porque foram identificados sinais de ruína. Aliás um olhar mais atento permite verificar que algumas das pedras que formam o arco ogival, do lado do "Solar dos Albuquerques" ou "Casa do Arco" [saber +]. também se deslocaram e mostram fissuras mas esta situação é muito menos grave. Uma vez que se trata de um Monumento Nacional, classificado em 1915, espera-se uma rápida intervenção da entidade responsável pela manutenção e restauro dos monumentos nacionais, antes que seja tarde.

20100719

A Porta dos Cavaleiros


A “Porta dos Cavaleiros” é uma das duas sobreviventes das sete portas da muralha afonsina, uma obra muito tardia, destinada a proteger a cidade de Viseu que foi várias vezes assaltada pelos exércitos castelhanos. Há notícias da existência de duas outras cercas mais antigas que teriam sido integradas na nova fortificação. Os trabalhos tiveram início no reinado de D. João I (1385-1433) e prolongaram-se até 1472, já sob o reinado de D. Afonso V [ligação].
A porta está encostada a “Casa Senhorial dos Albuquerques”, conhecidos como os “Fidalgos do Arco” e junto da "Fonte de São Francisco" [ligação].
No exterior da muralha existe, desde os anos de 1930, um nicho dedicado a São João Baptista pois era por essa porta que saíam da cidade em “cavalhada”, no dia de São João, os moleiros de Vildemoinhos a caminho da capela de São João da Carreira em cumprimento da sua promessa [ligação]. No varandim um nicho em forma de baldaquino, com colunas do séc. XVIII, abriga uma imagem de pedra de Nossa Senhora da Graça que deverá datar do final do séc. XVI.
Sobre o arco foi colocada em 1646 uma lápide, semelhante à existente na “Porta do Soar”, com uma inscrição em latim que lembra a consagração do reino de Portugal a Nª Sª da Conceição, feita por D. João IV [ligação].

Porta dos Cavaleiros


"Porta dos Cavaleiros (antiga porta da cidade)" - Bilhete Postal das primeiras décadas do século XX, edição da Tabacaria Costa, Viseu

20100513

A Porta da Srª do Postigo


Os vestígios da “Porta da Srª do Postigo” ou da “Senhora das Angústias”, também conhecida como “Porta da Traição” estão situados no cruzamento da Calçada de São Mateus ( a antiga Rua da Cal) com a Rua de Silva Gaio e a Rua dos Loureiros.
Esta era uma das sete portas da muralha afonsina que circundava a cidade de Viseu. Cinco portas e muralhas foram demolidas, por ordem da câmara municipal em 1844, nesta caso apenas sobrou um pedaço do muro mas ainda é visível do lado direito o arranque do arco e os degraus de granito que permitiam subir até ao “caminho da ronda”. Bem perto existiu a gafaria e uma capela dedicada S. Lázaro, o patrono dos leprosos, demolida em 1815.
A construção desta muralha foi infelizmente muito tardia. A velha cerca não evitou o assalto à cidade por quatro vezes das forças invasoras castelhanas, com especial violência em 1372. Os moradores encontravam alguma protecção no interior da Sé, ou na Cava de Viriato, porque não existia castelo ou fortaleza. Foi por esse motivo que o Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu, autorizou o fecho de algumas ruas e o emparedamento de portas de casa para diminuir a vulnerabilidade da cidade.
Os Procuradores de Viseu às Cortes de Lisboa de 1439 solicitaram a construção de uma nova cerca para substituir “os muros velhos”. Porém, apenas em 1472, no reinado de D. Afonso V, terminaram os trabalhos que não foram concluídos porque a muralha nunca teve ameias.
O nome da porta advém da existência de um nicho no qual estava colocada uma imagem em pedra de Ançã representando a Virgem Maria, sentada com Cristo morto no regaço, que actualmente se encontra no Museu Grão Vasco. Já o nome de “Porta da Traição”, que geralmente existia em todos os castelos e fortalezas medievais, indica que essa porta poderia servir para a uma eventual fuga precipitada e furtiva em caso de necessidade.

20071022

Azulejos de Viseu - Porta Cavaleiros



Azulejos pintados por Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro) 1930 em vivenda na Avenida José Relvas - Fontelo

A Porta dos Cavaleiros era a uma das sete portas da muralha que no reinado de D. Afonso V (décimo terceiro rei de Portugal de 1438 a 1481) foi remodelada e defendia a cidade. A porta encontra-se encostada à Casa dos Albuquerques, Casa dos Fidalgos do Arco, actualmente ocupada pela Escola Secundária Emído Navarro com a qual o passeio da guarda comunica.
A porta tem dois nichos um com uma imagem de madeira, cada vez mais deteriorada de São João Baptista, era por essa porta que saiam e entravam as Cavalhadas de Vildemoinhos e um outro dedicado a Nossa Senhora da Graça, com uma imagem em pedra lavrada datada dos finais do século XVI. A porta possui uma placa de granito com uma inscrição em latim idêntica à existente na Porta do Soar, com data de 1646, evocativa da consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, por D. João IV à época da Restauração de Independência. Esta porta e os restos da muralha são Monumento Nacional desde 1915.

Escrito com a ajuda de "Monumentalidade Visiense"