EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20150811

Desenho de Luz do Viriato & Não Só



Quando no decorrer da Assembleia Municipal, realizada no passado dia 20 de Abril (cito de memória) um deputado, naturalmente da oposição de que não recordo o nome mas não penso seja importante, lamentou que a iluminação do "Viriato" e da "Cava de Viriato" fosse uma lástima, obteve do presidente da câmara, Dr. Almeida Henriques, a seguinte resposta: - "Esperem por Agosto, vai ser tudo resolvido". Não me parece que tal vá suceder porque no decorrer da apresentação da feira anual, na noite do dia 12 de Junho, o edil revelou: - "A estátua de Viriato apresentará também um desenho de luz muito especial, para dar as boas-vindas a todos os visitantes.(...)" e cumpriu mas penso que terminado e evento e tal como em 2014 o material, desta vez projectores de leds que mudam de cor, as mangueiras e "fitas" luminosas colocadas nos muros do monumento, irão ser retirados e o "Viriato" volta a ficar às escuras. Certamente não era esta a resposta que o deputado municipal esperava e a iluminação da Cava essa existir, existe mas foi mal projectada, vandalizada e continua apagada.

P.S. Ontem não encontrei o prometido "Saco de boxe ambulante" destinado a quem gosta de dizer mal da feira [LER].

Paradame - "Breaking Away"


"Breaking Away" vídeo de J. Lee Mezus e AudioDose para a norte-americana  Paradame [P.O.]

Novidades do Funicular de Viseu




Peço desculpa mas apenas ontem tive oportunidade de fotografar a nova imagem do "Funicular de Viseu". O amarelo das cores oficias da Câmara Municipal de Viseu e novo logótipo do município, foram substituídos pelo branco - cor utilizada no logótipo da feira e da empresa que também patrocina o palco e o espaço "VIP". As laterais as cabines exibem motivos alusivos ao palco, à silhueta da colina da Sé e alguns dos divertimentos da feira. Excelente ideia esta! gosto muito mais da nova combinação de cores (sou benfiquista). Espero que a câmara municipal consiga um contrato que dure para além do dia 13 de Setembro (Domingo), o dia do "Grande Encerramento", cujo programa vai ser mantido em segredo. Todo o dinheiro é bem-vindo para minorar as despesas que no ano de 2014 foram de 350 mil euros, apesar do ascensor apenas ter funcionado durante cerca de 10 meses. Cada utente transportado teve um custo superior a 4 euros, que todos nós tivemos de pagar [LER].

Feira Anual de Viseu



No logótipo da "Feira Anual de Viseu", o octógono lembra o formato da "Cava de Viriato"
(Expovis – Promoção e Eventos, Lda. e Castros, Iluminações Festivas S.A.)

20150810

Blogue "Lusitania Castrum"


Viriato foi um dos poucos sobreviventes da armadilha montada pelo Pretor Sérvio Sulpício Galba, em 150 a.C. quando os lusitanos decidiram aceitar a paz em troca da entrega de terras férteis nas planuras. Galba exigiu aos lusitanos que se reunissem desarmados para decidir sobre a partilha das terras. Cercados e sem armas milhares de lusitanos foram chacinados ou capturados e vendidos como escravos para a Gália. Entre os poucos que lograram escapar encontrava-se Viriato.

"Povos ancestrais pré-romanos que ocuparam o território hoje português. As suas origens e os seus costumes. Herois, mitos e lendas. Leituras, poemas e contos. Musica e Artesanato. Tradicionalismo Ibérico. Paganismo e neo-paganismo. Politeísmo, xamanismo, panteísmo e animismo."
Blogue "Lusitania Castrum" [VER]

Histórias (Estórias) & Mitos Lusitanos



"NO ANO DE MIL NOVECENTOS E QUARENTA O POVO DESTA TERRA COMEMORA OS FEITOS DE VIRIATO"
"AQUI MERGULHAM AS RAÍZES DESTA RAÇA VIVA E FORTE - IMORTAL NA SUA ESSÊNCIA"
Inscrição existente nos muros do “Monumento a Viriato” (1940)

Nada mais falso que a pretensa existência da “raça” [portuguesa] que máquina de propaganda do Estado Novo, a designação oficial da ditadura salazarista alardeava como se pode ler nesta inscrição que poucos deverão conhecer, existente nos muros do “Monumento a Viriato” que antecedem um dos taludes da “Cava de Viriato”. A vontade de homenagear Viriato, com uma estátua foi expressa pela primeira vez pelo vereador Dr. José Coelho (Professor de História e arqueólogo amador) à Câmara Municipal de Viseu em 1914 e o monumento veio a ser inaugurado em 16 de Setembro de 1940. Repare-se na contradição - para fazer a exaltação da “raça portuguesa”, nada melhor que um escultor espanhol - Mariano Benlliure y Gil (Valencia 8 de Setembro de 1862 – Madrid, 9 de Novembro de 1947) que por ter uma grande amizade com o Capitão Almeida Moreira, ofereceu o seu trabalho à cidade. Mariano Benlliure nasceu no seio de uma família de artistas e veio para Portugal para fugir da Guerra Civil de Espanha (1936/1939) e restabelecer da doença que o apoquentava, porque a sua esposa Carmen Quevedo Pessanha tinha família em Viseu.
Os portugueses são uma mistura de muitos de povos que chegaram ao “fim-do-mundo”, ao grande oceano durante muitos milénios impossível de ultrapassar, e se instalaram deixando a sua herança genética e cultural. Povos vindos do continente africano, da Europa no Norte, Central, do Sul e da Ásia chegaram ao território que viria a ser Portugal por terra e pelo mar. Desde a pré-história não pararam de chegar até hoje – africanos, sul-americanos e gente do Leste da Europa e da China constituíram as mais recentes migrações. Durante o período da expansão portuguesa, conhecido por “Descobertas”, os portugueses conhecedores da ciência e técnicas da navegação científica mais avançada, levaram e trouxeram genes do continente americano, da Índia, da China e do Japão. Esse período pouco contribuiu para o desenvolvimento económico e social de Portugal porque o negócio era um monopólio da coroa que dissipou os ganhos obtidos e os intermediários que vinham a Lisboa, comprar as especiarias a Lisboa para revenda, ficavam com a maior parte do lucro e o contrabando florescia. Nos dois séculos seguintes holandeses e ingleses tomaram conta do negócio e aos portugueses sobrou o ouro do Brasil que em breve se esgotaria. Toda essa riqueza não contribuiu para modernizar o país e foi desperdiçada em vaidades e gastos sumptuários.
Navegadores, mercadores fenícios e cartagineses, originários do actual Líbano, dominavam o comércio marítimo e tornaram-se inimigos de Roma que além do comércio pretendia conquistar as terras mediterrânicas e do vizinho Atlântico. Foram três as “Guerras Púnicas” travadas no entre 264 a.C. e 146 a.C.., os cartagineses que saíram derrotados não pretendiam ser colonizadores, limitavam-se a criar entrepostos comerciais para realizarem os seus negócios mas os romanos ocupavam os territórios que transformavam em colónias e impunham a sua civilização, incluindo naturalmente a sua língua e deuses.
Os lusitanos constituíam uma população muito dispersa que vivia numa faixa de território entre os rios Douro e Tejo que se prolongava até ao sul da actual Estremadura espanhola, ocupando lugares altos e fortificados no cimo de montes ou outeiros. As suas casas eram feitas de pedras soltas e cobertas de colmo. Muito independentes, organizavam-se em tribos, cada aldeia obedecia ao seu chefe e apenas em caso de guerra, escolhiam por eleição um chefe militar a quem passavam a obedecer e entregavam as “virias” (braceletes de metal que podiam ser de ouro) – “Viriato” poderia indicar o homem portador da “virias”. A hipótese de Viriato ser natural dos Montes Hermínios (Serra da Estrela) e foi um simples pastor provavelmente não é verdadeira. Seria filho de um chefe tribal (Comínio) e veio a casar-se com a bela Tongina (ou Tangina), filha de um rico proprietário da Bética (Andaluzia) chamado Astolpas que se entendia bem com os invasores e cujo “dote”  rejeitou. Certamente terá guardado gado mas viveu e enfrentou os romanos mais para sul, numa vasta área que abrange os actuais Alentejos, Estremadura espanhola e Andaluzia. São várias as terras portuguesas que pretendem ter sido o lugar do nascimento de Viriato - Loriga, Sabugueiro, Folgosinho (todas na Serra da Estrela) e Cabanas de Viriato. Existem estátuas do chefe dos lusitanos em Viseu, Cabanas de Viriato, Folgosinho, Vila Viçosa, Lisboa (Arco da Rua Augusta). Em Espanha afirma-se que Viriato foi espanhol e existe em Zamora, uma notável estátua com a inscrição – “Viriato Terror dos Romanos”, do escultor Eduardo Barrón González (1903).
Os lusitanos viviam da criação de gado, zangavam-se muitas vezes entre eles e sobretudo com os vizinhos, servindo-se de pequenas quesílias para se apoderarem das suas colheitas e gado. Desde muito cedo eram instruídos nas artes da luta e aceitavam lutar como mercenários.
 “Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar” esta frase atribuída a Júlio César esclarece bem a natureza dessa gente.
Foi este povo orgulhoso e rebelde que recusou submeter-se a Roma e foi capaz de resistir 40 anos à mais poderosa máquina de guerra da época. O chefe militar dos lusitanos mais conhecido foi Viriato (179-139 a.C), referido por historiadores romanos antigos que provavelmente terão exagerado nas suas qualidades militares, para justificar a ineficácia das legiões romanas. Historiadores como Apiano de Alexandria, Floro, Possidónio e Dião Cássio – apelidaram-no de “dux latronorum” (chefe de ladrões), mas elogiaram-no devido sua bravura, lealdade e capacidade de liderança. Esse Viriato foi um dos poucos sobreviventes da armadilha montada pelo Pretor Sérvio Sulpício Galba, em 150 a.C. quando os lusitanos decidiram aceitar a paz em troca da entrega de terras férteis nas planuras. Galba exigiu aos lusitanos que se reunissem desarmados para decidir sobre a partilha das terras. Cercados e sem armas milhares de lusitanos foram chacinados ou capturados e vendidos como escravos para a Gália. Entre os poucos que lograram escapar encontrava-se Viriato.
O golpe traiçoeiro foi denunciado, as autoridades de Roma exigiram a presença do Pretor para ser julgado por faltar à palavra, ao ludibriar e atacar homens desarmados, envergonhando a República Romana. Só não recebeu um castigo exemplar porque pertencia a uma família rica e influente e terá subornado a justiça. A “guerrilha” era a maneira mais eficaz de combater com sucesso as legiões romanas, um exército fortemente armado preparado para confrontos directos, realizados em terrenos de fácil manobra que dominou um território muito vasto na Europa, África e Ásia. Mas Viriato chegou a atrever-se com êxito a enfrentar as legiões em campo aberto e vencer. Depois de ter conseguido derrotar sucessivamente cinco generais e impor tréguas, o Senado Romano humilhado enviou em 139 a.C. para a Hispânia Ulterior (a outra divisão administrativa romana era a Hispânia Citerior), o general Quinto Servílio Cipião que rompeu as tréguas, combateu e impôs pesadas derrotas aos lusitanos e pressionou Viriato a negociar a paz. Acossado o chefe dos lusitanos foi obrigado a entabular conversações, confiou em três companheiros - Audas, Ditalco e Minuro que foram muito bem recebidos pelo general e acabaram por apunhalar o seu chefe, enquanto dormia na sua tenda. Os traidores, procuraram refúgio junto dos romanos após o assassinato de Viriato, e quando reclamaram o prémio foram executados em praça pública e os seus corpos ficaram expostos com os dizeres “Roma não paga a traidores”.
A ideia de que os portugueses são descendentes dos lusitanos está completamente errada porque esse foi apenas mais um povo, tribo ou grupo entre muitos que habitaram a Ibéria e acabaram por se miscegenar. Provavelmente seriam oriundos da Europa Central, talvez Celtas? É sabido que não bebiam vinho mas cerveja, comiam pão de bolota, criavam gado, eram exímios cavaleiros, tão aguerridos que até as suas mulheres participavam nas lutas e defendiam as aldeias (castros). Os romanos obrigaram os lusitanos a abandonar os montes e a instalarem-se nas terras baixas.
Durante os sec. XV a XVII e sobretudo durante os anos de 1580 a 1640 foi criado por autores eruditos - Frei Bernardo de Brito (autor da fantasiosa “Monarquia Lusitana” - 1597), Camões, Brás Garcia de Mascarenhas, o mito do portuguesismo de Viriato e dos “Lusitanos”, por oposição aos vizinhos “Castelhanos” que conseguiram durante 80 anos manter a península sob a mesma coroa.
É bem provável que o Viriato nunca tenha passado por Viseu porque a sua actividade conhecida teve lugar na região do sul da península. A fortaleza octogonal com 2.000 m de perímetro e 38 hectares de área, construída em terra batida, rodeada por um fosso com água, designada como – “Cava de Viriato”, foi muito provavelmente uma cidade/acampamento árabe construída na Alta Idade Média, talvez por iniciativa de Almançor (939–1002) que aqui terá concentrado um exército de muitos milhares de homens para invadir a península. As suas campanhas vitoriosas ocorreram entre e 981 e 997 quando conquistou, saqueou e por vezes arrasou cidades inteiras. Entre muitas outras: em 981 – Zamora, 985 – Barcelona, 987 - Coimbra e 997 – Santiago de Compostela. Iniciada a “Reconquista” e já constituída a nação portuguesa a fortaleza era conhecido por “Cerca da vala”, quatro séculos mais tarde começou a ser feita a ligação da fortaleza a Viriato para fortalecer, ainda mais o desejo de libertação do maior império até então ao conhecido, Filipe I de Portugal, II de Espanha reinou sobre um território muito extenso - "Onde o sol jamais se punha".
Alexandre Herculano considerado o primeiro historiador científico português e autor da “História de Portugal” (escrita entre 1846 e 1853) recusava admitir que os portugueses fossem descendentes dos lusitanos mas o “Estado Novo” exímio em falsificar a História aproveitou o mito renascentista, para exacerbar a sua política nacionalista e isolacionista. Salazar não nutria especial simpatia pelos nossos vizinhos e as suas relações com o ditador Franco, eram apenas de conveniência.
A designação da antiga fortaleza como “Cava de Viriato” é um enorme erro histórico, que se viu reforçado em 1940, ano da afirmação e consolidação do “Estado Novo” quando se erigiu o “Monumento a Viriato”, levantado com dinheiro obtido de donativos e receitas das entradas na feira anual, nos “Dias de Viriato” realizados de 1929 a 1934. Em 1940 foi celebrado o “Duplo Centenário” – Fundação do Estado Português (1140) e Restauração da Independência (1640) e por esse motivo foram instalados os “Cruzeiros da Independência”, por todo o País. Em Viseu existem dois: um no Jardim do Massorim (Largo Tenente Miguel Ponces) e outro em Abraveses (junto à Igreja). Em Lisboa realizou-se em Belém, de 23 de Junho a 2 de Dezembro, a “Grande Exposição do Mundo Português, evento propagandístico de grande dimensão e muito impacto que foi acompanhado por muitos festejos e também de um plano grandes e pequenas obras, que incluiu a construção de escolas primárias – “Escolas do Centenário”, que se prolongou até à década de 1960, com objectivo de garantir que houvesse uma escola para todas as crianças.

Bibliografia sugerida:
"A Herança Romana e Portugal" de Carlos Fabião, ”O Domínio Romano em Portugal” de Jorge de Alarcão, “A Feira de S. Mateus em 1940…” de Luís da Silva Fernandes (artigo "Feiraemrevista/2015"), "História dos Lusitanos" de Pedro Silva, "Lusitanos no Tempo de Viriato" de João Luís Inês Vaz ", "A Terra de Endovélico - o Deus dos Lusitanos", de José Galambas, "Viriato" de Leonel Abrantes e "Viriato" de Maurício Pastor Muñoz 

"Alma Lusitana"


"Alma Lusitana" ver mais no "Canal YouTube"  de Ricardo Alves [VER]

Mistérios na "Cava de Viriato"




O "Lago da Cava" tal como o rio Pavia secaram devido à forte estiagem que atravessamos. As mais recentes notícias revelaram que cerca de 80% do território nacional está em seca severa ou extrema e a situação poderá agravar-se durante o mês de Agosto [LER]. Mas contrariamente ao rio Pavia que tem sido objecto de atenção permanente, o "Lago da Cava", certamente por estar mais escondido, continua cheio "lixo". Hoje posso revelar que encontrei mais um pneu (apenas a zona de rodagem), o que faz elevar para 11(onze) a contagem iniciada no passado dia 6 de Julho [VER].

"A Cava de Viriato é um monumento absolutamente singular do património português e é o maior símbolo territorial de Viseu. O conhecimento sobre a sua fundação é um contributo para a sua valorização histórica e cultural, mas também social e turística. Pela sua dimensão e pelo seu formato octogonal, a Cava é a vários títulos magnética." 
Dr. Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu [LER]

P.S. - Desde 7 de Outubro de 2006 que tenho mostrado esta lixeira [VER] e estou convicto que não irei parar tão cedo, como seria de esperar...

TRIBRUTO – “Forte”


“Forte”” realizado por Rafael Correia (Sickonce) é mais um vídeo do álbum "Chavascal" dos algarvios TRIBRUTO, neste tema com Ed Hoster [P.O.]

20150809

Lusitano FC - CD Tondela, 1-2



Ontem à tarde o Lusitano Futebol Clube (Vildemoinhos) defrontou e foi vencido pelo Clube Desportivo de Tondela por 1-2, em jogo disputado no seu "Estádio dos Trambelos", destinado a servir de apresentação da equipa que irá disputar o "Campeonato Nacional de Seniores" (3º escalão) na época de 2015/2016 . O Clube Desportivo de Tondela tem a sua estreia na "I Liga de Futebol Profissional", marcada para o dia 14 de Agosto (Sexta-feira) ás 20H30 ao receber o Sporting Clube de Portugal, em campo emprestado - Estádio Municipal de Aveiro.
Os viseenses entraram no jogo a grande velocidade tendo pressionado muito a equipa tondelense, chegando a ameaçar abrir o marcador. O treinador do "trambelos" teve de recomendar aos seus jogadores que abrandassem o ritmo do jogo. O Tondela aproveitou para começar a subir no terreno e aparecer na área de perigo, mas o jogo manteve-se equilibrado. Ao intervalo o marcador continuava por inaugurar. Na segunda parte ambos os técnicos fizeram muitas alterações e foi necessário esperar pelo minuto 63 para ver John Murillo, avançado emprestado pelo Benfica aos auriverdes, abrir o marcador na sequência da marcação de uma grande penalidade. Estavam passados mais 6 minutos quando Diogo Braz atirou para a baliza deserta e empatou o jogo (1-1). Já perto do final do encontro (minuto 85) Bruno Monteiro assegurou a vitória do Tondela, numa jogada muito confusa com a bola a ser empurrada para a baliza e a ser devolvida, várias vezes pela barra e pela defesa. Será que a bola ultrapassou totalmente a linha de golo? Certo é que a bola foi ao centro!
Os tondelenses efectuaram o seu último jogo de preparação, por esse motivo utilizaram equipamento de treino, não numerado mas o viseenses, orientados por Rui Cordeiro que envergavam o seu equipamento oficial, nunca esmoreceram e deram boa réplica à equipa de Vitor Paneira.

20150808

Ana Moura & Bonga - "Valentim"


"Valentim" de Ana Moura & Bonga pertence ao disco de homenagem a Amália Rodrigues, "As Vozes do Fado" que reúne Ana Moura, António Zambujo, Carminho, Camané, Gisela João, Ricardo Ribeiro, Celeste Rodrigues, Bonga, Caetano Veloso e Mayra Andrade [LER]. 

20150807

Vandalismo no Fontelo



O relvado do "Estádio Municipal do Fontelo" que se encontra em mau estado estava há pouco a ser regado, Continuam os trabalhos de montagem do sistema de vídeo-vigilância, apurei que vai ser instalado um sistema de controlo de acessos mais ligeiro e que não obriga à instalação de torniquetes. As câmaras apenas vigiam o interior e os acessos ao recinto e ainda não funcionam. Esta noite vândalos despejaram um balde de tinta vermelha, sobre uma das carrinhas do "Académico de Viseu Futebol Clube". Felizmente seria tinta de água que foi facilmente retirada com jacto de água. Em várias bilheteiras, portas e no muro de vedação do estádio apareceram inscrições diversas e insultuosas, com a indicação certamente falsa de terem sido obra de uma associação desportiva de uma vila próxima.

Londres, Paris, Numa Hora!


"Já imaginou fazer uma viagem entre Londres e Nova Iorque em apenas uma hora? Com a nova patente da Airbus pode ser possível." (...) [LER]

"Portugal, Terra Maravilhosa"


"Portugal, Terra Maravilhosa" vídeo para o mais recente disco dos Irmãos Catita - “Portugal dos Pequenitos” [FB]

"Porta dos Cavaleiros"



Azulejos de Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro,1930) vivenda na Avenida José Relvas - Fontelo

A "Porta dos Cavaleiros" era a uma das sete entradas da muralha que no reinado de D. Afonso V (décimo terceiro rei de Portugal de 1438 a 1481) foi remodelada e defendia a cidade de Viseu. A porta encontra-se encostada ao "Solar dos Albuquerques/Casa dos Fidalgos do Arco", actualmente ocupada pela Escola Secundária Emído Navarro com a qual o antigo passeio da guarda comunica.
A porta tem dois nichos um com uma imagem de madeira, muito deteriorada pelos anos e pelos pombos, de São João Baptista - era por essa porta que saiam e entravam as "Cavalhadas de Vildemoinhos" e um outro (baldaquino) dedicado a Nossa Senhora da Graça, com uma imagem em pedra lavrada datada dos finais do século XVI. Também se pode ver uma placa de granito com uma inscrição em latim idêntica à existente na "Porta do Soar/Arco dos Melos", datada de 1646 e evocativa da consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, por D. João IV à época da Restauração de Independência. Esta porta e os restos da muralha são Monumento Nacional desde 1915.

Escrito com a ajuda de "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VERl]

Novidades da Feira Anual de Viseu



A Feira Anual de Viseu está prestes a receber o Primeiro-Ministro de Portugal, Dr. Pedro Passos Coelho para proceder à "Grande Abertura" [LER], vai ser tão e grande e com um programa tão atractivo que continua em segredo [LER]. No entanto já foi divulgado que haverá uma sessão de fogo de artifício e será inaugurada a iluminação. Até aqui nada de novo! Inovadora é sem dúvida a hora e o local da abertura - 18h30, no palco da feira (1). Já que acertei na previsão da presença de Passos Coelho que por questões de agenda ou pessoais, não deverá ficar para jantar atrevo-me a tentar adivinhar que pelo menos um rancho folclórico irá aparecer e mais, parece-me que será o "Rancho Folclórico de Mundão".
As imagens de hoje mostram alguns aspectos dos trabalhos em execução no "Monumento a Viriato" porque  - "A estátua de Viriato apresentará também um desenho de luz muito especial, para dar as boas-vindas a todos os visitantes. Diria que Viriato será, nesta edição, o nosso convidado de honra", informação prestada pelo presidente da câmara municipal, Dr. Almeida Henriques. Vão ser instalados vários projectores de tecnologia "led" e mangueiras de "leds" no pavimento de granito que ladeia o conjunto escultórico. O efeito deverá ser bonito de ver mas terminada a feira o material, tal como sucedeu em 2014, vai ser desmontado e o monumento voltará a ficar ao abandono.
Não há muito mais para anunciar a não ser que a carruagem nº 2 do "Funicular de Viseu" ontem circulou sem o novo logótipo do Município e com uma faixa branca sobre o amarelo das cores da bandeira de Viseu. Não faço ideia porque razão, virá a caminho alguma surpresa (2)? e para finalizar apercebi-me que este ano a chaminé da antiga central termo-eléctrica, construída com tijolo-burro em 1909, vai também ter uma iluminação especial mas penso que uma vedação que permitisse continuar a ver toda construção seria mais indicada.

1 - Acabei de ler na página do Facebook da Feira o seguinte:
" (..) abre mais uma grande edição esta sexta-feira, 7 de agosto. Venha assinalar este grande momento connosco, às 19H00, na porta de Viriato". [VER]
O Dr. Jorge Sobrado que ontem avistei na nova "Avenida Central/Picadeiro" a acompanhar o Dr. Almeida Henriques que estava a gravar uma entrevista em vídeo, tem que auxiliar o pessoal da EXPOVIS. Assim não pode ser... divulgar informação contraditória é muito grave.

2 - 2015/08/07 (16H00) O "Funicular de Viseu" vai exibir a marca do maior amigo da feira, uma empresa bancária.

"16º Festival Altitudes"


"Sejam bem-vindos á Serra do Montemuro, ao Festival Altitudes! 
Bem-vindos a mais uma edição do Festival Altitudes, a 16.ª Edição desta festa das artes.
Celebramos mais uma vez o Teatro, a musica, a experimentação e a internacionalização deste projeto.
No ano em que a companhia celebra um quarto de século da sua existência, continuamos a acreditar que vale a pena. A programação apresentada foi um desafio. A ambição, a capacidade de sonhar e a vontade de fazer mais e mais torna-se num exercício cauteloso daquilo que somos capazes de fazer. [LER +]

20150806

Passos Coelho em Vouzela & Viseu?



"O Senhor Primeiro-Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, vai deslocar-se a Vouzela na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto. O programa começa pelas 16h30, com o descerramento de uma placa evocativa do centenário das Festas do Castelo e com a assinatura do Livro de Honra no Salão Nobre dos Paços do Concelho,..."
Fonte "Câmara Municipal de Vouzela"


"António Zambujo, Azeitonas, Diego Miranda e Pedro Cazanova são os cabeças de cartaz das Festas do Castelo, que se realizam de 1 a 10 e 15 de agosto, em Vouzela.  Para comemorar e celebrar o centenário das Festas do Castelo, o programa deste ano vai ser alargado a 10 dias".
Fonte "Câmara Municipal de Vouzela"

A "Porta do Soar ou Arco dos Melos"



A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga "Casa do Conde de Santa Eulália", também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859. O palacete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

Novidades da Feira Anual



É cada vez maior a azáfama no recinto da feira anual de Viseu, na noite de 7 de Agosto (Sexta-feira) irá ocorrer a "Grande Abertura" que irá trazer grandes surpresas...[VER] quem sabe se a presença do próprio Primeiro Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho que nessa tarde irá visitar o concelho vizinho de Vouzela?