EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20160920

“Como se chama o teu Disco?”


“Como se chama o teu Disco?” pergunta O Grilo e a Longifolia, um projecto com composições de João Grilo (piano), Pedro Almiro (bateria), Filipe Louro (contrabaixo) e vários outros amigos. "BANDCAMP"

20160919

A Feira Anual Ainda Mexe...


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Continuam os trabalhos de desmontagem das barracas da feira anual de Viseu, faltando ainda desmontar os três pórticos decorativos das 3 portas principais que este ano tiveram como motivo os Brasões da Cidade de Viseu, a cúpula que foi erguida sobre o "Monumento a Viriato" e talvez a decoração da chaminé da antiga estação termo-eléctrica (Museu da Electricidade)? Os comerciantes da Avenida da Bélgica e da Avenida Emídio Navarrro, já desesperam depois de 2 meses com o trânsito interrompido, falta de lugares de estacionamento e mudanças de itinerário de algumas carreiras de autocarros, mas ainda vão ter de aguardar mais alguns dias, até à total desmontagem das barracas, do movimento de camiões e que seja reposta a sinalização dos espaços utilizados como parques de estacionamento e  efectuada a reposição dos pilaretes de protecção aos peões. 
Tenho ouvido falar com insistência que o recinto da feira anual irá ser utilizado para realizar a feira semanal (a feira das Terças-feiras) que há muitos anos, está a necessitar grandes obras de remodelação mas esta obra não está prevista no ambicioso "Plano Municipal de Obras do Centenário 2016/2020", talvez por não ser elegível para financiamento comunitário (Portugal 2020)?



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Curiosamente o Viriato que durante muitos dias, enquanto durou a feira, esteve iluminado mesmo durante o dia, a desperdiçar energia, agora talvez para compensar a iluminação decorativa (holofotes e barras de LEDS) estão desligados...

Viseu Cidade Vinhateira do Dão


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Há quem ainda não tenha perdoado os "iconoclastas/herejes" que decidiram encerrar a feira anual, antes do dia 21 de Setembro, "Dia de São Mateus" e "Feriado Municipal", e celebrar nesse dia uma festa do vinho. Na imagem a nova "Marca de Viseu", na Rua Formosa onde se prepara o "Mercado 2 de Maio", para receber a "Festa das Vindimas". 

Red Axes – “Sun My Sweet Sun”


“Sun My Sweet Sun”  vídeo de Greg Barth e Jack Sachs para os Red Axes, Niv Arzi e Dori Sadovnik dois jovens israelitas, de Tel-Aviv.

"Até ao Lavar dos Cestos é Vindima"


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Aspectos do pórtico instalado na "Porta de Viriato" da feira anual de Viseu, com o "Brasão da Cidade de Viseu", dos finais década 1920, o "renascido picadeiro", o local onde esteve instalada a "Praça de Viriato", a "Cava de Viriato" e o "Monumento a Viriato", ainda com a decoração "quase galática".


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Pessoal da Câmara Municipal de Viseu está a efectuar a limpeza do recinto da feira anual que como é habitual fica cheio de lixo. As tarefas de recolha do lixo deveriam ser efectuadas pela empresa contratada para manter a feira limpa e não pela autarquia e ainda acompanhar, de perto a desmontagem para recolher o lixo de imediato. A continuar assim o lixo irá continuar, vários dias por recolher e a organização do evento ("Viseu Marca") a ser beneficiada, e a poder apresentar melhores resultados financeiros.

Viseu - Monumento a Viriato


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"VISEU - Monumento a Viriato", Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Agência de Publicações (Viseu), Foto Germano (Viseu), Circulado em 1965 (?)
"VISEU (Portugal) Monumento a Viriato", Bilhete Postal Ilustrado, Edição de LIFER- Porto, Fotografia de FISA, Litografia Oficina Artistas Reunidos - Porto,  Não circulado 197(?)

"Príncipes de Portugal..." Aquilino Ribeiro


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"Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", de Aquilino Ribeiro, Prefácio de Vasco Graça Moura, Ilustrações de Costa Pinheiro, Portugália Editora, Lisboa 2008.

(...) "não é uma obra de história no sentido clássico do termo. É um livro de divulgação e destinado portanto ao grande público, a respeito de algumas figuras da história portuguesa" (...) "É, a um tempo, um livro ligeiro e despretensioso, mas escrito na sugestiva prosa aquiliniana, aqui e ali a fazer reviver alguns episódios em quadros magníficos e abrindo intuitivamente, por vezes, perspectivas que dão que pensar" (...)
Vasco Graça Moura no prefácio de "Príncipes de Portugal suas Grandezas e Misérias" de Aquilino Ribeiro. Esta obra à data da primeira publicação (1952) foi mal recebida pelo regime e causou escândalo na conservadora sociedade portuguesa, vigiada e controlada pelo salazarismo.

"Viriato, Nosso Avô"


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O I Capítulo de "Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", de Aquilino Ribeiro, tem como título - "Viriato, Nosso Avô" e o autor começa por explicar porque razão, os romanos "taxaram" Viriato de dux latronum, capitão de salteadores, e não faltavam totalmente à verdade porque os rudes pastores lusitanos, habitantes dos montes, quando passavam maiores dificuldades, era sem rebuço que roubavam os vizinhos, mais afortunados das planuras. E justifica porque razão "viriato", passou de posto militar (chefe) a nome próprio - "Viriato":
“O homem desenganado e resoluto que a tribo julgou digno das vírias, chamasse-se como se chamasse, a partir  da  imposição  não  teve  outro nome: viriato. Viriato quer dizer, portanto, investido com as vírias, como um monarca pela graça de Deus. Decerto era a mais alta dignidade conferida por aquele povo, pastores honrados na tribo e piratas temíveis na terra alheia. Vírias eram grandes argolas de  metal, tantas vezes de oiro, com que guarneciam o braço que segurava a espada ou que ornavam as pernas dos cavaleiros. Divisas do comando, com significação gradual talvez, representavam simultaneamente o emblema de um posto, um enfeite e ainda um amparo contra a lança  e  a  espada.”
Naturalmente depois de contados pormenores da epopeia da resistência de Viriato e dos lusitanos, aos romanos invasores, o capítulo encerra com a descrição da traição e morte de Viriato:
(...)"Os três regressaram ao arraial lusitano quando tudo dormia. Na própria tenda o capitão dormia estirado por terra em cima de uma pele. Uma cutilada à mão-tente, e não foi preciso mais.
Quando, sobre a alba, os soldados fiéis encontraram o cadáver, compreenderam toda a obra de insídia e traição. Só havia que celebrar as exéquias. Armaram um pira gigantesca de lenha e, içando o corpo ao alto, incineraram.no. Em torno os guerreiros da tribo dançaram, jogaram as armas, imolaram cativos. Era a forma de o honrar e impedir que os gusanos da terra, tão bem como o inimigo, se gozassem do seu cadáver, rooendo-o uns, conspurcando-o outros como passear.lhe a cabeça, cravada num chuço, diante das populações pasmadas.
Assim acabou o herói, não tardando que a Lusitânia o seguisse no passo fatal, riscada do número dos povos livres, crescendo à rédea solta de sua índole natureza."

Aquilino Ribeiro, tal como Vasco Graça Moura explica no Prefácio. não escreveu uma obra com "pretensões científicas" mas usou o seu grande talento de prosador e os conhecimentos adquiridos em inúmeras leituras de antigos calhamaços, crónicas, biografias e diversas versões da "História de Portugal", para criar a sua visão pessoal, muitas vezes bem humorada, irónica e desmistificadora dos biografados que vão de Viriato a D. José I e o Grande Marquês. passando por D. Afonso Henriques, Rainha Santa Isabel, D. Pedro I, D. João o Mestre de Avis e o Condestável, Leonor de Portugal, D. João III, D. Sebastião e D. António I.
"Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", de Aquilino Ribeiro, Prefácio de Vasco Graça Moura, Ilustrações de Costa Pinheiro, Portugália Editora, Lisboa 2008.
Mestre Aquilino Ribeiro foi um democrata, anti-salazarista e a sua despretensiosa obra, resultante de uma encomenda, escrita depois de cuidada investigação, de imediato desagradou ao regime e à Universidade, tendo o assunto sido discutido na Assembleia Nacional. O escândalo deu origem a uma manifestação de desagravo em Coimbra e a Censura, informou o editor que "não consideravam oportuna, no momento presente a reedição do livro". De facto o livro não chegou a ser proibido mas o caso aconselhava prudência.

Ilustrações: O Viriato (Mariano Benlliure/1940) decorado para a feira anual de Viseu

Serração Viriato, Lda.


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Serração Viriato, Lda. (Viseu) - Documento de Caixa nº 2754, comprovativo do pagamento/ recebimento da quantia de "3.000$00 (Três mil escudos), para pagamento do pinhal comprado a (...) de Barbeita na quantidade de 50 pinheiros na mata denominada Meal.", em 22 de Janeiro de 1965. Selos fiscais no valor de 3$00, para liquidação de Imposto de Selo, à taxa de 1/1000.

Cuidado com a Língua...


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Cuidado com a Língua... "Serrelharia Cívil", encontrado num dos restaurantes da feira anual de Viseu

20160918

Just A Gent - "Rolling Dice"


"Rolling Dice" vídeo de Josef J. Weber para Just A Gent feat. Ella Vos & Joey Chavez. Just A Gent é um jovem de 17, o produtor e DJ, Jacob Grantt, de Newcastle

Coisas Velhas do Funicular


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A reparação da  cabine nº 2 do "Funicular de Viseu" continua por realizar! o embate, com um dos pilaretes da vedação, aconteceu no dia 8 de Maio de 2016.

"Viseu - Portugal/Rossio e Rua Formosa"


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"Viseu - Portugal/Rossio e Rua Formosa vista do portal da Câmara Municipal", Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu), Tipografia Comercial de Anadia, Não circulado, Datável dos finais da década de 1930 (?).

20160917

"Campo de Viriato" - "Espelho de Água"


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Ficou neste estado deplorável o "Espelho de Água", depois de desmontado o palco da feira anual de Viseu. E isto é só uma pequena amostra... Quando estava a obter estas imagens, reparei que um desconhecido andava a "catar latas" de bebidas para reciclar/vender. Na verdade a maioria do vasilhame abandonado eram garrafas de plástico.  Apesar de ter havido alguma melhoria na recolha do "lixo" durante a desmontagem da feira, há ainda muito para melhorar no futuro.

Porta de São Mateus e de Viriato


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A "Porta de São Mateus" este ano voltou a ser uma das entradas secundárias da feira anual de Viseu (imagens obtidas no interior do recinto, à tarde e ao cair da noite).


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A "Porta de Viriato" voltou a ser promovida a entrada principal da feira anual. Foi o local onde se realizou a abertura do evento e entrou o Presidente da República quando visitou o certame. A Câmara Municipal de Viseu e o seu "novo braço", a "Viseu Marca", conseguiram verdadeiros "milagres" - contabilizar mais entradas no evento, nos dias gratuitos do que nos dias de entradas pagas e muito mais:
"Festejar" o Carnaval, no dia 22 de Agosto; "repetir" as "Cavalhadas de Teivas" e as "Cavalhadas de Vildemoinhos" (incluindo o "Saltar das Fogueiras"), nos 29 e 30 de Agosto.
A "Viseu Marca" apenas falhou no dia 10 de Agosto porque estavam previstas as "Marchas Populares" (Santos Populares) mas não se realizaram por dificuldades, certamente de última hora, dos marchantes.

A "Praça de Viriato" e Viriato


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Aspectos , ao cair da noite,  da "Praça de Viriato"em fase final de desmontagem e do "Monumento a Viriato" que recebeu uma decoração, durante a realização da feira anual, que à noite foi considerada "quase galática". A praça destinava-se a colmatar a falta de artigos locais e de artesanato, mas ficou além das expectativas, apesar da mudança semanal da programação.

"Retalhos dos Meus Trabalhos"


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"Quem faz versos não é velho: a poesia vem da alma e a alma não tem rugas!..."
"Retalhos dos Meus Trabalhos" de Adelino Azevedo Pinto (Rijo), Viseu 1985

"A feira Franca acabou"


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RAPAZES TOMAI CAUTELA

A feira Franca acabou
E creio bem que deixou
A todos boa impressão.
Burros venderam-se aos centos,
Em mulheres p'ra bons intentos
Houve pouca transacção...

À noite, no "picadeiro",
Certo menino matreiro
Das fortunas indagou
Créditos todos falidos,
Mulheres com teres pr'òs vestidos
Nem uma só encontrou!...

Com esta vida tão cara
Só quem tiver grande tara
Se deixa ir no embrulho...
Lá diz um velho rifão
Que nunca cessa o barulho.

Meninas dos tempos de hoje
Vede como um homem foge
De vos pedir ao papá.
Escusais fingir riquezas
Sentando-vos numa mesa
Do tal "Pavilhão do Chá"...

Tudo em vós são fantasias
Por isso ficais p'ra tias
E as Feiras hão-de passar...
Mulher que tem merecimentos
Escusa, como os jumentos,
Que a levem a afeirar...

Retirado com a devida vénia dos "Retalhos dos meus Trabalhos" - Viseu, Dezembro de 1985

20160916

A Fazer o Pino?

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Pormenor da desmontagem da feira anual obtido ao final da manhã, junto à porta de serviço do "Funicular"

"Viseu Cidade-Jardim"


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"Viseu Cidade-Jardim, há mais de 80 anos", "Cidade de Viriato", "Melhor Cidade para Viver", "Cidade Vinhateira do Dão" e "Cidade de Eventos".