EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
Mostrar mensagens com a etiqueta Travessa Misericórdia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Travessa Misericórdia. Mostrar todas as mensagens

20180702

"Vissaium, o Espírito do Lugar"



GIF via GIPHY

Na imagem pode ver-se uma ara, um altar  funerário/votivo Lusitano-Romano, encontrada em 2009 perto do cruzamento da Travessa da Misericórdia com a Rua Silva Gaio, durante a execução de nova rede de águas pluviais. São conhecidas muitas mas esta reveste-se de especial interesse para Viseu porque permitiu conhecer o nome do lugar que cinco séculos mais tarde ficaria a ser conhecido por Veseo. A tradução proposta por Luís Fernandes para a inscrição no granito de grão fino, uma obra bem executada, com as dimensões 101 x 43,5 x 34,5 cm, composta por três elementos: capitel, fuste e base, é a seguinte:

Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.

A julgar pela forma das letras e de acordo com o mesmo especialista o monumento votivo datará possivelmente do séc. I. Assim sendo o nome da urbe seria Vissaium que  se transformou em Veseo e mais tarde em Viseu. Deste modo foi possível recuar cinco séculos pois a forma Veseo era conhecida por constar em documentos autênticos do séc. VI. O arqueólogo Pedro Sobral de Carvalho teve razões para ficar contente pois há mais de vinte anos acalentava e esperança de encontrar um achado deste tipo. Nos últimos anos foram sendo realizadas escavações arqueológicas que deixaram a descoberto novas peças de um imenso puzzle que é o conhecimento do passado da nossa cidade. Neste caso os trabalhos arqueológicos realizados com financiamento do Programa Polis para Viseu, permitiram recolher dados sobre a ocupação do morro da Sé iniciada no séc. IV a.C., em plena Idade do Ferro, permitindo recuar bastante o conhecimento da história local e validando a hipótese, há muito discutida, da existência de um castro naquele lugar.
O acompanhamento pelos arqueólogos dos trabalhos de construção e reabilitação na zona histórica é legalmente obrigatório mas lamentavelmente a divulgação dos resultados e objectos é diminuta, bem sei que os achados precisam de ser inventariados, datados e estudados para poderem ser exibidos. As peças, verdadeiras testemunhas mudas, continuam arrumadas nas prateleiras dos armazéns porque continua a faltar  um “Museu de História da Cidade” onde esses objectos possam ser apreciados em contexto.

"Vissaium, o Espírito do Lugar", Editor Arquehoje, Lda., Viseu 2009

20120507

"Pedrada" nº 35 - Calçada da Vigia



O Provedor do Cidadão com Deficiência do município de Viseu tem andado a dormir… se assim não fosse não teria consentido que nos nossos passeios e praças continuem a ser colocados monólitos graníticos como este que foi instalado no Adro da Sé, sobre o estreito passeio da Calçada da Vigia, para assinalar que faltam 387 kms para através do “restaurado” Caminho Português Interior de Santiago [ler], alcançar a cidade galega de Santiago de Compostela e a sua Catedral [pág. oficial].
O marco inaugurado no passado dia 24 de Abril [vídeo] é mais um obstáculo à circulação dos mais velhos e dos portadores de deficiência que se vem juntar às “floreiras esféricas” em ferro (fundidas em Barcelona) que “semearam” frente ao vizinho posto de informações turísticas - “Viseu Welcome Center” [pág. oficial], para impedir em definitivo o estacionamento abusivo de automóveis.

20120107

Arrelias e Alegrias no Funicular de Viseu



(...)"Tinha o seu elevador da glória a transportar a clientela acima e abaixo a custo zero numa factura que outros acabarão por ter que pagar e nem isso lhe retirava o sucesso (...)"
Fernando Figueiredo in "Jornal do Centro" nº 512, de 6 de Janeiro de 2012

Que diabo de avaria mantém, há várias semanas, imobilizado o elevador que liga a estação superior do funicular, à Travessa da Misericórdia? Deverá ser coisa muito complicada.
Os pouquíssimos utilizadores do Funicular de Viseu, especialmente os mais idosos, sentem a sua falta e aguardam a rápida reparação. Mesmo sendo as viagens gratuitas, apesar das dificuldades, os clientes do funicular sabem que na câmara municipal há gente amiga e que o elevador irá ser reparado, mas a seu tempo.

20090113

O Futuro Funicular em Viseu

Certamente que muitos do meus amigos e visitantes estranharam a falta de imagens e notícias sobre as obras para a instalação funicular que ligará o Campo de Viriato, lugar da realização da secular Feira de São Mateus, junto à Rua da Ponte de Pau (estação inferior) com a Travessa da Misericórdia perto do Adro da Sé (estação superior). As obras iniciaram-se no último Verão e prevê-se que venham a estar prontas no próximo mês de Março. Com esta obra orçamentada em mais de 5 milhões de euros pretende-se facilitar o acesso ao Centro Histórico, dinamizar o seu comércio decadente e também convidar os turistas a visitar a “requalificada” Cava de Viriato. Os trabalhos abrangem várias ruas (Rua Silva Gaio, Travessa da Misericórdia, Calçada de Viriato, Rua Serpa Pinto, Rua da Ponte Pau, Rua D. José da Cruz Moreira Pinto e Campo de Viriato) e foram motivo para o descontentamento dos moradores pelos incómodos e transtornos causados. O caso mais recente aconteceu quando alguns dos moradores e comerciantes se aperceberam que os acessos às suas casas, estabelecimentos e garagens irão ficar mais complicados. Nalguns casos será mesmo necessário construir alguns degraus. Tudo trabalhos que embora não estivessem previstos serão executados sem despesas para os visados sossegou-os a administração.
As opiniões sobre este enorme investimento dividem-se. Vamos aguardar para ver se esta iniciativa se irá traduzir em benefícios para os comerciantes e que outros ganhos trará para a cidade. Depois da curiosidade dos primeiros meses o número de passageiros transportados será um bom indicador.
Estou curioso de ver o funicular, nos dias de maior movimento, atravessar a ponte sobre o rio Pavia, o “abre e fecha” dos portões da Feira de São Mateus, o atravessamento de um rio de gente e por fim a saída da feira para parar na estação inferior.

20080711

O Futuro Funicular de Viseu


Quando finalmente os inúmeros turistas estacionarem as suas viaturas no Campo de Viriato e tomarem lugar no funicular para visitar o Centro Histórico será esta a vista que os receberá, depois de terem deixado a estação superior onde ficará preservada a memória da calçada à antiga portuguesa de que em breve não restará vestígio na cidade.
Já se iniciaram as há muito anunciadas obras na Rua Silva Gaio com a remoção da calçada antiga para a instalação das novas infra-estruturas e colocação de novo pavimento.
As expectativas são altas, sempre são 6 milhões de euros, como deixou antever o vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu ao "Diário de Viseu". Outro objectivo será facilitar o acesso à Cava de Viriato onde está a ser efectuado um "arranjo e requalificação" com facetas muito polémicas.

20080416

Ainda não se vislumbra o Funicular...



Já vem com vários anos de atraso! Alegrem-se porque as escavações arqueológicas no ex-parque de estacionamento da Rua Silva Gaio estão quase concluídas. Pelo que pude observar nada de muito importante terá sido posto a descoberto. Porém sei que foram recolhidos alguns materiais para posterior estudo. Deste modo poderão prosseguir as obras para a construção parque de estacionamento e da estação do funicular que ligará a zona da Sé com o Campo de Viriato que será uma enorme mais-valia para a cidade no entender dos projeccionistas e na opinião de quem encomendou a obra pois facilitará o acesso dos turistas ao centro histórico.