EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20180105

"Nevão na Cidade em 1982"


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Bilhete Postal Ilustrado, Edição ÂNCORA, Lisboa ("SUPERCOR") - "Viseu - Nevão na Cidade em 1982" . No centro do Jardim de Santa Cristina e na frente das torres da Igreja do Carmo, são visíveis as duas palmeiras que não sobreviveram ao ataque dos Rhynchophorus ferrugineus Olivier.

20171004

Cruz da Igreja do Seminário


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Cruz da Igreja do Seminário Maior ( Largo de Santa Cristina)

20160627

Igreja e Seminário Diocesano


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Igreja e Seminário Diocesano – antigo Convento de São Felipe Nery

A Congregação dos Padres do Oratório de S. Filipe de Nery foi criada em Roma em 1565 e chegou a Viseu em 1688, governava a Diocese o Bispo D. Ricardo Russell. Os primeiros oratorianos a chegar foram os padre José Caldas e Bartolomeu Monteiro, provenientes do Colégio do Oratório de Freixo de Espada-à-Cinta.
Perseguida pelo Marquês do Pombal a Congregação entregou as suas instalações à diocese para instalação do seminário, por escritura de 14 Junho de 1824. Os padres oratorianos ocuparam as funções de direcção dos estudos “Collegios”, depois da explusão dos jesuítas. Em 1834 o liberalismo confiscou todas as casas religiosas, por decreto de 30 de Maio, e o seminário foi ocupado por diversos serviços públicos e também serviu de aquartelamento a várias unidades militares.
Na noite de 26 para 27 de Janeiro de 1841, data da marcada para a devolução dos edifícios, um grande incêndio começou no arquivo e depressa alastrou a todo o imóvel, salvando-se apenas a igreja. Documentação de valor incalculável, constituída por livros, arquivos conventuais, judiciais, administrativos e notariais foi consumida pelo fogo. Retomada a posse dos imóveis, a Diocese promoveu a sua reconstrução. As obras custaram cerca de “16 contos de réis” e as aulas abriram em 8 de Dezembro de 1843.
Mas as vicissitudes do seminário e da igreja iriam continuar porque com o advento da República, em 5 de Outubro de 1910, os edifícios voltaram à posse de Estado que os voltou a transformar em quartel. Em 1950 a Assembleia Nacional aprovou uma moção para restituição do seminário e igreja anexa, mas apenas em 1968 foi publicado o Decreto-Lei que oficializou a devolução.
A igreja é actualmente conhecida como Igreja do Seminário Maior de  Viseu, o edifício anexo foi na sua totalidade alvo de obras de requalificação. O edifício do seminários conserva no seu interior as famosas “escadas suspensas”, original solução escolhida para o acesso aos andares superiores que foi mantida na reconstrução,  posterior ao incêndio.
A igreja tem no frontispício o brasão de D. Júlio Francisco de Oliveira,  data do início do século XVIII, em pleno período barroco. O restauro da “escadas suspensas” (57 degraus) que ameaçavam ruína, foram obra Serafim Lourenço Simões (1839/1908) quando ainda era apenas um jovem mestre pedreiro e aceitou o desafio que muitos outros, engenheiros e mestre de obras, recusaram. Também alteeou torre sineira, adossada ao corpo da capela-mor, e executou o respectivo restauro .

Artelharia Nº 7 em Santa Cristina


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“VISEU – Vista tirada da parada de Artelharia 7”,  “VISEU – Quartel de Artelharia 7 – Porta das Armas”, “VISEU – Parada da Guarda em Artilheria 7” e “VISEU – Escola de recrutas em Artilheria 7”. Bilhetes Postais, Edição “Tenda dos Artelheiros – VISEU” - Fotos dos primeiros anos do séc. XX

20160622

Serafim Lourenço Simões - “O Construtor”


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“O habilidoso mas discreto oficial de pedreiro que ele fora até 1872, de súbito alcança a notoriedade e a fama, ao desmontar e repor, com êxito retumbante, os lanços das denominadas “Escadas Suspensas” do Seminário Diocesano (antiga Casa da Congregação do Oratório) que ameaçavam ruína eminente. Para a reparação dessas escadas – consideradas pelos entendidos “a obra arquitectónica mais notável de Viseu, depois da abóbadas de nós e abóbada do coro alto da Catedral” – haviam sido chamados “artista pedreiros e outros entendedores, e até homens de ciência denominados Engenheiros”.
Perante a dificuldade da obra, ninguém se atreveu com ela. Apenas Serafim Simões teria o arrojo e o discernimento necessários para resolver o difícil problema – e consegui-o. A partir de então, não teve mãos a medir.”
Alexandre Alves

Serafim Lourenço Simões (1839/1908) “O Construtor”
Colecção – “Visienses de Boa Memória”
Edição da AVIS , capa de Pedro Albuquerque, Viseu 2008

20160208

O Antigo "Hospital das Chagas"



Placa evocativa  da instituição do Hospital das Chagas, por Jerónimo Bravo (falecido em 1576) e sua mulher Isabel de Almeida que o mandaram fazer e lhe legaram os seus bens. O casal foi sepultado na capela do hospital.

Brasão do Bispo de Viseu Júlio Francisco de Oliveira
"JULIUS FRANCISCUS DE OLIVEIRA EPISCOPUS VISENSIS, REFECITE ET AMPLIATE.ANNO 1759." (Júlio Francisco de Oliveira, Bispo de Viseu, Reedificou  e Ampliou. Ano 1759.)

"(...) O primeiro hospital da Misericórdia de Viseu foi o das Chagas, instituído em 1565 (...), por Jeronymo Bravo e sua mulher Isabel d´Almeida, junto da egreja de S. Martinho, para n'elle se tractarem os doentes que não excedessem 3 mezes de curativo,- e para esse fim vincularam todos os seus bens em morgado, impondo aos differentes administradores d'este a obrigação de darem permanentemente 9 camas e as alfaias necessarias para o dicto hospital. A sustentação dos doentes ficou a cargo da santa casa bem como a admissão d'elles, etc., - e na capella do dicto hospital foram sepultados os benemeritos fundadores.
Com o tempo arruinou-se e pela sua pequenez tornou-se impossível para o movimento da população de Viseu e suas circunvisinhanças, pelo que o bispo D. Julio o reedifificou e ampliou à sua custa em 1758 a 1760.(...)
O mesmo bispo D. Julio no anno de 1764, penultimo da sua existencia, deu á Misericordia para o fundo do dicto hospital a importante soma de dez contos de réis em dinheiro, que por certo equivaleriam a mais de vinte contos da nossa moeda actual?!... (...)"

In "Portugal Antigo e Moderno, Diccionario" de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira - Lisboa, 1890

Notas: Júlio Francisco de Oliveira (12/04/1693–26/12/1765) foi bispo de Viseu de 1740 a 1765. O que resta do edifício do antigo Hospital das Chagas faz parte das instalações do Comando da Polícia de Segurança Pública de Viseu, na Rua D. António Alves Martins.

20120512

Novidades na Rua Alves Martins


Aqui está uma excelente iniciativa destinada a aumentar a segurança dos peões que pode ser encontrada  na Rua Alves Martins, junto das instalações das Finanças e da Polícia de Segurança Pública.
"Desde o ano de 2007 que a PSP tem verificado um aumento do número de mortos por atropelamento. Esta mortalidade que em 2007 representava 24,14% do global das vítimas mortais em consequência de acidentes rodoviários, em 2009 passou a representar 40,01%." (...) [Ler +]

20071222

O Natal nas Ruas de Viseu # 6

As iluminações natalícias na Rua Alves Martins e na Avenida 25 de Abril. Para ouvir "Wonderful Christmastime" por Jars Of Clay clique no altifalante.

20070502

Aldrabas, batentes e portas de Viseu





A porta do antigo Hospital das Chagas, actual edifício da Polícia de Segurança Pública, na Rua D. António Alves Martins. Construído entre 1565 ou 1585 graças à generosidade de Gerónimo Braga e da sua esposa Isabel de Almeida. Este foi o primeiro hospital de Viseu gerido pela Santa Casa da Misericórdia.