EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
Mostrar mensagens com a etiqueta Largo Misericórdia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Largo Misericórdia. Mostrar todas as mensagens

20151220

A Igreja da Misericórdia de Viseu




A data da constituição da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Viseu é desconhecida, embora vários investigadores refiram o ano de 1510 e o bispo D. Diogo Ortiz de Vilhegas (1505-1519) como tendo sido o primeiro Provedor. Durante muitos anos não teve sede própria, sabe-se que esteve instalada junto do Soar, em edifício cuja localização exacta é desconhecida. Na época do bispo D. Jorge de Ataíde (1568-1578) foi construído um templo no local onde actualmente se situa a actual igreja, tendo sido necessário destruir parte da muralha da cidade.
Não existem dúvidas que a actual edificação foi mandada construir por deliberação da Mesa Administrativa de 1775, era provedor Bernardo de Nápoles Telo de Meneses, e que originou a destruição do edifício anterior. Arrematou os trabalhos o mestre pedreiro António da Costa Faro, de Besteiros, como consta da escritura lavrada em 22 de Outubro de 1775.
O edifício é composto por um corpo central, a Igreja, e dois laterais onde funcionaram a Casa do Despacho e a Botica. Lateralmente e em plano um pouco recuado erguem-se duas torres sineiras. A frontaria, no estilo rocaille, é repartida por pilastras em cinco corpos verticais. O corpo central correspondente à igreja é o mais elevado de empena recortada, exibe ao centro as armas de Portugal e é coroado por uma cruz trevada.
O interior da igreja for modificado em 1842, sendo provedor António Teixeira de Carvalho e Sampaio, tendo as obras ficado concluídas em 24 de Março de 1846, o estilo adoptado foi o neo-clássico. A igreja tem três retábulos o principal, na capela-mor tem ao centro a imagem de Nª. Srª. da Misericórdia, em madeira estofada, ajudando um casal de gente pobre ajoelhado a seus pés. Os retábulos laterais são de menores proporções, o do lado da Epístola é dedicado à Nª. Srª. das Dores, o Calvário com Cristo crucificado, obra datada de 1881 de José Lopes Grilo, "O Catavejo", de Travassós de Cima (Rio de Loba), o do lado do Evangelho é dedicado à Visitação de Maria a Isabel, as duas imagens são da autoria do mestre viseense José Monteiro Nelas e foram executadas em 1875.
O interior da igreja é constituído por uma única nave, dividido em dois corpos pelo arco do cruzeiro, a capela-mor recebe a luz por quatro grandes frestas. Um órgão barroco da segunda metade do séc. XVIII, construído em madeira dourada e marmoreada, proveniente do demolido Convento de Santo António do Massorim (Rossio, junto da Igreja dos Terceiros) está de frente para o púlpito. Na ala esquerda está instalado o novo Museu da Misericórdia. A porta de entrada da igreja é  um excelente trabalho de marcenaria e talha, são duas folhas de porta e uma bandeira únicas.

Fonte - "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VER]
Sistema de Informação para O Património Arquitectónico (SIPA) [VER]

20150523

A Fonte das Três Bicas


A Fonte das Três Bicas é um belo exemplar de fontanário do século XVIII, de estilo barroco e características marcadamente cenográficas. Originalmente pertenceu à desaparecida Quinta das Bicas, situada a poente do Campo de Viriato e perto do rio Pavia. Foi transferido em 1805 para o Largo da Misericórdia, junto das Escadinhas do Arvoredo. A fachada está divida em três corpos, através de pilastras coríntias a que correspondem três bicas, de configuração floral, e igual número de taças em forma de concha. Na cornija dois fogaréus ladeiam as armas de reais de Portugal, o remate é composto por um frontão de lanços e pináculos.

20100809

A Fonte das Três Bicas



A Fonte das Três Bicas é um belo exemplar de fontanário do século XVIII, de estilo barroco e características marcadamente cenográficas. Originalmente pertenceu à desaparecida Quinta das Bicas, situada a poente do Campo de Viriato e perto do rio Pavia. Foi transferido em 1805 para o Largo da Misericórdia, junto das Escadinhas do Arvoredo.
A fachada está divida em três corpos, através de pilastras coríntias a que correspondem três bicas, de configuração floral, e igual número de taças em forma de concha. Na cornija dois fogaréus ladeiam as armas de reais de Portugal, o remate é composto por um frontão de lanços e pináculos.

20071124

A Catedral de Santa Maria de Viseu



(...)"A /Catedral de Viseu começou a ganhar forma no século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, impulsionada pelo bispo D. Odório. Inicia-se então a construção de uma catedral no estilo românico. Apesar de restar muito pouco desta edificação, alguns autores classificaram um capitel, vegetalista, datável dos finais do século XII, bem como um portal lateral (a Sul) do século seguinte — que dá hoje acesso ao claustro — como sendo elementos prováveis do edifício original.
O local onde foi implantada a Sé de Viseu, na
Baixa Idade Média, foi alvo de escavações conduzidas por Inês Vaz, junto ao Paço episcopal, que revelariam um primitivo templo, aparentemente de tripla ábside, datável da época suevo-visigótica. No processo da Reconquista, terão existido neste lugar dois edifícios episcopais, destacando-se o do século X, altura em que Viseu era considerada a capital do vasto território entre Mondego-e-Douro." (...)
Fonte a "Wikipédia"