EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20150607

O Infante D. Henrique e a Feira


O INFANTE DOOU À SÉ DE VISEU OS RENDIMENTOS DAS BARRACAS DA FEIRA

Se os rendimentos das barracas ou boticas da Feira pertenciam ao Infante D. Henrique, parece que, com os restantes bens do Ducado, haveriam passado também à Corôa, depois da morte da Infanta D. Maria, (…) desconhecendo-lhe outro destino.
O certo é, porém, que assim não sucedeu, pois, tendo falecido o Infante, como de disse, em 13 de Novembro de 1460, antes, por Carta de 22 de Setembro do mesmo ano, documento que me foi revelado pelo saudoso amigo Sr. Dr. Augusto de Matos Cid, (…) “dispondo da renda da Feira, como coisa sua”, doou os mesmo rendimentos à Sé de Viseu com a condição do respectivo cabido os mandar arrecadar e consertar as barracas, e dar 6 onças de prata a um capelão que diga todos os sábados uma missa de Santa Maria em sua vida e depois da sua morte, e missa cantada em dia de S. Jorge na sua capela da Cava, e outras mais condições e sufrágios por sua alma e da dos freires da Ordem de Cristo, constante do mesmo testamento.
Sabemos que a Sé de Viseu usufruiu tais rendimentos até aos fins do séc. XVIII, ocasião em que, por qualquer motivo, os deixou perder pois passaram para a Câmara Municipal de Viseu, a qual ainda hoje os usufrui por mercê real, posse confirmada por D. Maria I, por Provisão de 19 de Julho de 1797, provocada por arbitrária apropriação do Juíz de Fora, de Viseu, Francisco António da Silva, então corregedor.

Dr. José Coelho (*) "A Feira Franca de Viseu" na revista "Beira Alta - Arquivo Distrital", Volume XIX, Fascículo III (3º Trimestre) , Viseu 1960.
* José Coelho, arqueólogo viseense (1887 – 1977) [ler]

20130722

Doação do Infante D. Henrique


O INFANTE DOOU À SÉ DE VISEU OS RENDIMENTOS DAS BARRACAS DA FEIRA

Se os rendimentos das barracas ou boticas da Feira pertenciam ao Infante D. Henrique, parece que, com os restantes bens do Ducado, haveriam passado também à Corôa, depois da morte da Infanta D. Maria, (…) desconhecendo-lhe outro destino.
O certo é, porém, que assim não sucedeu, pois, tendo falecido o Infante, como disse, em 13 de Novembro de 1460, antes, por Carta de 22 de Setembro do mesmo ano, documento que me foi revelado pelo saudoso amigo Sr. Dr. Augusto de Matos Cid, (…) “dispondo da renda da Feira, como coisa sua”, doou os mesmo rendimentos à Sé de Viseu com a condição do respectivo cabido os mandar arrecadar e consertar as barracas, e dar 6 onças de prata a um capelão que diga todos os sábados uma missa de Santa Maria em sua vida e depois da sua morte, e missa cantada em dia de S. Jorge na sua capela da Cava, e outras mais condições e sufrágios por sua alma e da dos freires da Ordem de Cristo, constante do mesmo testamento.
Sabemos que a Sé de Viseu usufruiu tais rendimentos até aos fins do séc. XVIII, ocasião em que, por qualquer motivo, os deixou perder pois passaram para a Câmara Municipal de Viseu, a qual ainda hoje os usufrui por mercê real, posse confirmada por D. Maria I, por Provisão de 19 de Julho de 1797, provocada por arbitrária apropriação do Juíz de Fora, de Viseu, Francisco António da Silva, então corregedor.

Dr. José Coelho in "A Feira Franca de Viseu", revista "Beira Alta - Arquivo Distrital", Volume XIX, Fascículo III (3º Trimestre) , Viseu 1960.

20130204

Postais Antigos de Viseu # 45


"Viseu - Praça da República", Postal ilustrado, edição e imagem da Foto Germano (Viseu), não circulado, datável dos anos de 1960

20111217

A Reinterpretação do Parque da Cidade



Desta vez as novidades nas obras de “Reinterpretação do Parque Aquilino Ribeiro” são os grandes "pratos para a sopa” colocadas no largo do “lago pequeno”, em substituição das grandes talhas de barro que ao longo de mais de meio século foram sendo partidas e não foram substituídas, para não terem o mesmo destino. Também já é possível ver o início dos trabalhos para a colocação do pavimento que irá ser utilizado para preencher os espaços vagos, existentes nas bifurcações dos novos atravessamentos que conduzem aos novos conjuntos de mesas e bancos.
Os pavimentos, incluindo a entrada da Avenida 25 de Abril, já estão finalizados. Nas ruas, caminhos e taludes continuam a ser retiradas imensas folhas. A tarefa de limpeza da vedação e da escadaria da Igreja dos Terceiros também já foi terminada. Esta tarde procedia-se à limpeza de um dos lagos e era possível ver que apenas uma pequena parte do relvado continua por terminar. Nesta zona apenas faltará colocar os novos candeeiros e semear ou estender “os tapetes” de relva.

Vista a partir do "arranha céus" sobre o Liceu e o Parque da Cidade - primeiros anos da década de 1960 - Foto Germano - Viseu [ligação]

20110921

Praça da República (Rossio)



A estátua do Infante D. Henrique (1º Duque de Viseu) de Martins Correia, erigida em 1960, foi deslocada em 1987 para a avenida com o mesmo nome no Moinho de Vento

20090521

O Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu


Pormenor da estátua do escultor (Joaquim) Martins Correia
 
Apesar da Câmara Municipal de Viseu ter deliberado em 1864 que se erigissem duas estátuas na cidade "uma ao Infante D. Henrique, pelo lustre que deu a Viseu deram o seu senhorio e ducado, e outra a D. Duarte, o rei literato, por aqui haver nascido", a estátua do Infante apenas foi colocada na Praça da República, o Rossio, de costas para o edifício da câmara, em 1960 por altura das Celebrações Henriquinas, lembrando o V Centenário da morte do Infante D. Henrique. Devido a dificuldades financeiras certamente.
A estátua do escultor Martins Correia com base em forma de cunha estava assente sobre outra "cunha de ferro" pelo que os viseenses lhe passaram a chamar o "Infante da Cunha" e a dizer a quem estava em dificuldades que fosse "pedir emprestada a cunha ao Infante" ou se o empenho parecesse difícil de obter que "só com uma cunha do tamanho da do Infante" ... [ver foto antiga do Rossio].
Em 1987 a estátua foi transferida para o Moinho de Vento ao fundo da avenida baptizada em sua honra onde foi colocada sobre um plinto de betão e retirada a "cunha" que continua e continuará em uso.

P.S. - A "cunha" no Brasil muda de nome para " jeitinho".

20090423

Azulejos de Viseu - O Infante D. Henrique



(...) "Duques e Senhores de Viseu"

Esta cidade foi titulo do ducado e teve os duques seguintes:
1.º - O infante D. Henrique, filho de D. João I.
2.º - O infante D. Fernando, filho d'el-rei D. Duarte, por morte do 1º duque, o infante D. Henrique, seu tio.
3.º -D. João, filho do 2.º duque, o infante D. Fernando.
4.º D. Diogo, irmão do antecedente.
Este duque D. Diogo foi assassinado em Setubal por seu primo e cunhado el-rei D. João II, que extinguiu tambem aquelle titulo, mas deu os bens do ducado e o titulo de duque de Beja a D. Manuel (depois rei) irmão do infeliz D. Diogo, 4.º e ultimo duque de Viseu." (...)

Retirado de “PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO...” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

A imagem mostra parte dum painel de azulejos na Avenida Infante D. Henrique representando o Infante sentado sobre rochedos pensativo e olhando o mar.
Durante muitos anos estes azulejos podiam ser melhor apreciados mas os proprietários da vivenda resolveram aumentar a sua privacidade e mandaram colocar chapas metálicas no portão e na vedação.

20070604

Infante D. Henrique - 1º Duque de Viseu


Estátua de Joaquim Martins Correia erigida no Rossio em 1960 e transferida para o Moinho de Vento em 1987
 
"O Infante Dom Henrique, Duque de Viseu, (Porto, 4 de Março de 139413 de Novembro de 1460) foi um príncipe português e a mais importante figura do início da era das Descobertas, também conhecido na História como Infante de Sagres ou Navegador.
O Infante D. Henrique nasceu no Porto, numa Quarta-Feira de Cinzas, dia que se considerava pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o terceiro filho do rei D. João I, fundador da Dinastia de Avis e de Dona Filipa de Lencastre.
O infante foi baptizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o Bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu avô materno, o duque Henrique de Lencastre.
Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. O infante e os seus dois irmãos Ínclita geração tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis."(...)
Leia o artigo completo na "Wikipédia"

20070319

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