EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
Mostrar mensagens com a etiqueta Calçada de São Mateus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Calçada de São Mateus. Mostrar todas as mensagens

20170508

Azulejos de Viseu - Calçada de São Mateus


GIF via GIPHY
Placa toponímica, em azulejos pintados, da Calçada de São Mateus, existente na fachada principal (Poente) da Casa dos Pais que foi vendida pelas Estradas de Portugal, e  irá ser remodelada para a instalação de um Hotel de charme - Solar dos Pais.

20150731

A Casa dos Pais



Azulejos de F. Macedo 1934 (Porto) na "Casa dos Pais", sec. XVIII, Calçada de São Mateus e Rua Serpa Pinto, existentes "hall" que antecede o bonito pátio interior da edificação. "A Casa dos Pais" onde durante muitos anos funcionou a Direcção de Estradas do Distrito de Viseu, depois Estradas de Portugal foi adquirida por um empresário que pretende transformá-la num unidade hoteleira. A história desta casa é curiosa porque está ligada a "uma aldrabice". O tal Pais não era pessoa de confiança e tinha um passado pouco claro mas afirmava ter regressado de uma peregrinação à "Terra Santa" e instalou-se em Viseu. Pessoa de aspecto humilde e falinhas mansas, ganhou a confiança das autoridades e organizou peditórios para construir uma casa com a finalidade de recolher meninos e rapazes desamparados. Terminada a edificação em vez de um hospício verificou-se que afinal construíra um palacete para si e para a sua família. Mas a vida dá muitas voltas, mal visto na cidade e amaldiçoado por aqueles que caíram no logro, a vida familiar tornou-se caótica, acabou na miséria, perdeu a casa e os seus filhos e filhas ficaram pobres e desonrados.
O edifício é notável pela singela nobreza das suas duas fachadas, pela decorativa e apalaçada escadaria dupla em granito, existente no pátio interior que serve de entrada à casa, dotada de varandim com arcaria suportada por elegantes colunas e balaustradas, uma das mais grandiosas da cidade.

20100513

A Porta da Srª do Postigo


Os vestígios da “Porta da Srª do Postigo” ou da “Senhora das Angústias”, também conhecida como “Porta da Traição” estão situados no cruzamento da Calçada de São Mateus ( a antiga Rua da Cal) com a Rua de Silva Gaio e a Rua dos Loureiros.
Esta era uma das sete portas da muralha afonsina que circundava a cidade de Viseu. Cinco portas e muralhas foram demolidas, por ordem da câmara municipal em 1844, nesta caso apenas sobrou um pedaço do muro mas ainda é visível do lado direito o arranque do arco e os degraus de granito que permitiam subir até ao “caminho da ronda”. Bem perto existiu a gafaria e uma capela dedicada S. Lázaro, o patrono dos leprosos, demolida em 1815.
A construção desta muralha foi infelizmente muito tardia. A velha cerca não evitou o assalto à cidade por quatro vezes das forças invasoras castelhanas, com especial violência em 1372. Os moradores encontravam alguma protecção no interior da Sé, ou na Cava de Viriato, porque não existia castelo ou fortaleza. Foi por esse motivo que o Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu, autorizou o fecho de algumas ruas e o emparedamento de portas de casa para diminuir a vulnerabilidade da cidade.
Os Procuradores de Viseu às Cortes de Lisboa de 1439 solicitaram a construção de uma nova cerca para substituir “os muros velhos”. Porém, apenas em 1472, no reinado de D. Afonso V, terminaram os trabalhos que não foram concluídos porque a muralha nunca teve ameias.
O nome da porta advém da existência de um nicho no qual estava colocada uma imagem em pedra de Ançã representando a Virgem Maria, sentada com Cristo morto no regaço, que actualmente se encontra no Museu Grão Vasco. Já o nome de “Porta da Traição”, que geralmente existia em todos os castelos e fortalezas medievais, indica que essa porta poderia servir para a uma eventual fuga precipitada e furtiva em caso de necessidade.

20091017

Salte a linha do funicular?



Clique sobre a imagem para ler o artigo de opinião da "Olho Vivo"

20090219

A "Casa dos Pais"


(...) “Casa dos Paes.

Defronta com a rua da Ribeira ou estrada real n.º 7, e olha para a rua da Calçada.
Foi feita por um tal sr. Paes, de família obscura e pobre, cujo chefe no seu regresso de uma peregrinação á Terra Santa foi estabelecer-se em Viseu e, inculcando-se ao povo como homem de grande piedade, o povo o seguia, attendia e respeitava quasi como santo, pelo que, abrindo peditorio geral para a fundação de um hospicio ou casa para de educação para meninos pobres, todos de bom grado o auxiliavam com dinheiro, madeiras, serviço pessoal, etc., e assim fundou a grande casa de que nos occupamos e que é muito ampla e foi bem acabada!”
(...)
(...) “depois de concluir o edifício, metteu-se n’elle com a família e n’elle viveu sem dar-lhe outro destino! Parece porem que Deus o castigou, pois todos lhe viraram as costas; viveu com excommungado o resto dos seus dias; morreu pobrissimo;- e pobrissimos viveram e morreram todos os seus filhos e filhas, cobertos de andrajos e de vergonha entregues a toda a casta de vicios!...”(...)

Retirado de “PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO...” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
A “Casa do Pais” é deste 1927 propriedade do Ministério das Obras Públicas onde já funcionaram diversos serviços ligados à construção e conservação das estradas. Esta grande casa oitocentista foi construída graças a um conto do vigário, tem uma bela portaria virada para a Calçada de São Mateus, uma elegante escadaria de granito no pátio interior, guarnições de granito nas janelas lavradas, uma bonita caixilharia e pouco usuais cornijas em “colarinho”.

P.S. - A Rua da Ribeira ou Estrada Real n.º 7 que também já foi a Estrada Nacional 2, é actualmente a Rua Serpa Pinto.