EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20171119

A "Cava de Viriato"


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(...)" O monumento mais considerável, que encontramos na cidade de Vizeu, he o denominado Cava de de Viriato: especie de fortificação, cujos muros de terra, hoje quasi gastos pela incuria, ignorancia e rapacidade humana, contando talvez 20 seculos de existencia, tem servido de base à tradição popular (...)"

José de Oliveira Berardo, "Memória 1ª", publicada no jornal Liberal em 1857, citado no "Portugal Antigo e Moderno - Diccionario..." de Augusto de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira - Lisboa 1890

20170514

José de Oliveira Berardo


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Rua José de Oliveira Berardo - Placa toponímica no muro de vedação das traseiras da Escola Secundária Alves Martins (azulejos D'Arte - Aveiro)

Foi uma das primeiras ilustrações de Viseu e distincto escriptor publico. Nasceu no lugar de Pinheiro, freguezia de Santos Evos, concelho de Viseu, no dia e de Junho de 1805 e expirou a 26 d’outubro de 1862 na Casa do Cruzeiro, em Viseu, junto da bella avenida do paço episcopal de Fontello. (…)
Pedro Augusto Ferreira no “Portugal Antigo e Moderno – Dicionario”, Lisboa 1890
(…) Eis o nome do homem mais afamado e mais excêntrico que Viseu teve até hoje, durante este século…Foi alferes de milícias durante 9 annos preso como afecto ao liberalismo, percorreu por espaço de três annos (1828 a 1831) as cadeias de Mangualde, Viseu, Almeida e Relação do Porto… Em 1835 era Berardo eleito vereador municipal. Desde 1836 a 1839 exerceu o cargo de de administrador do concelho. Em 1884 é nomeado mestre de história sagrada e eclesiástica para o seminário diocesano visiense; mas, sendo acusado de lutherano e calvinista, (?) breve teve de resignar. Presbytero aos 40 anos, foi elle o primeiro reitor do lyceu visiense, chegando à dignidade de cónego (…) Segundo a tradição popular, Berardo nada ignorava! Era peleographo, latinista e antiquario, archeologo, jurista, naturalista, philologo, medico, engenheiro, mathematico. historiographo, theologo, philosopho e músico!... Uma verdadeira encyclopedia encadernada em saragoça de Gouveia (1), ferrenho e fortemente agarrado ao dogmatismo e infallibilidade das suas opiniões; (…) (…) Certa noite, recolhendo à casa do Cruzeiro, encontrou o portão do pateo fechado e lá dentro havia toques, descantes e danças populares. Elle berrou, mas o seu enorme vozeirão pedia-se naquelle labirinto de sons. Então volta convenientemente a região lombar e firmando-se no bengalão despede alternadamente as suas tremendas botas. Como aríete das guerras medievaes batendo em cheio na muralha, três vezes se ouviu – pá! A tranca chiou, gemeu e estalou ao terceiro embate, deixando rodar a porta rápida e estrondosamente até o coice, no meio do silencio produzido de repente, do assombro e do receio causado pela apparição súbita da figura membruda e hercúlea do padre Berardo. (…)

Júlio Teixeira no “Almanach de Viseu”, 1884 - Citado por Pedro Augusto Ferreira

1 - Tecido grosseiro produzido em Gouveia e no seu concelho. Na época existiam na villa e concelho 27 fábricas de lanifícios.

20160214

Ontem Encontrei no Lixo



Encontrei sobre um contentor para lixo na Rua José Oliveira Berardo

20160106

Um Marco da "Cava de Viriato"




“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da provincia, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão, sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si. (...)”

José de Oliveira Berardo [saber +], citado em "Portugal Antigo e Moderno, Diccionario", Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira,  Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

Tantas e tantas vezes passei sem reparar neste marco de granito diferente de outros que ainda existem na "Cava de Viriato" [saber +]. Um olhar mais atento permitiu ver gravadas as letras "CM" (Câmara Municipal). O marco tem 33 cms de altura, acima do solo e base quadrada de 20 por 20 cms e deverá ser o único sobrevivente dos marcos com que a câmara municipal delimitou a cava, em 1818 para tentar terminar com os abusos dos proprietários vizinhos mas infelizmente o mal já estava feito. Uma vez que o perímetro do monumento é de 2.000 metros, cada face do octógno mede 250 metros e os marcos que foram colocados no exterior e no interior da antiga fortificação, à excepção deste levaram sumiço. Mas felizmente não aconteceu o que o cónego Berardo temia: "Mortalia facta peribunt" ("As obras dos mortais se perderão"). Mas outros desmandos se seguiriam, o mais recente em 2008 quando a câmara municipal, via empresa "ViseuPolis", com fundos comunitários e do governo central pagou a construção de escadarias e a colocação da dispendiosa, polémica e perigosa "passadeira de granito" [saber +].

20100923

A Casa do Cruzeiro




"Por aquele grande portal, de linhas austeras e ao gosto do século XVII, fora a entrada ordinária do solar até a data em que os Mendanhas resvalaram na pobreza. Remate natural do muro da cerca e ansa entroncada graciosamente na esquina do prédio, arvorava em seu tope uma cruz de pedra, maravilha de filigrama. Abaixo da cruz, em sinal de humildade, como era dever de família que recebera pergaminhos do ungido de Deus, inscreviam-se na torça, veladas desde há muito por crepes pesados, as armas fidalgas: seis arruelas de vermelho, duas a duas, em campo de oiro."
Aquilino Ribeiro in "O Homem que matou o Diabo"

Aquilino Ribeiro chamou "Casa Murta" ao solar existente na Rua Dª. Maria do Céu Mendes, antecedendo a "Porta da Cruz" no Fontelo e inventou a família dos Mendanhas para servir as suas necessidades de romancista. Na verdade a "Casa do Cruzeiro", assim conhecida por ter no portal uma cruz de granito, é uma banal construção dos finais séc. XVII que não possui grandes linhas ou beleza arquitectónica mas tem uma elegante entrada para o pátio com uma pedra de armas encimada por uma notável cruz de granito, por ser rendilhada e vazada.
Neste solar pertença da família do Visconde de Rio Torto, viveu o Cónego José de Oliveira Berardo [ligação], um grande estudioso e erudito que foi o primeiro Reitor do Liceu de Viseu.
*
Escudo em cartela de volutas, com elmo de grades, coronel de nobreza e timbre.
Esquartelado: I - Partido: I - Sampaio. II - Melo. II - Serpa. III - Sousa (de Arronches). IV - ?.
Timbre: Serpas.
Diferença no Iº quartel: Uma brica carregada por uma cruz potentea (?)

(MATTOS, Armando de - "O Tombo Heráldico de Viseu", Gaia, Oficinas da Sociedade Editorial Pátria - Lda, 1932, p.12 )

20090919

A Feira de Viseu




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(...) Francisco Manuel Correia, na sua interessante Memoria m8, diz que esta feira principiou em 1188 por alvará d'el rei D. Sancho I, mas Berardo (Liberal de 24 de junho de 1857) diz que se ignora completamente a data de origem d'esta feira e presume que deve o seu principio á festa e romagem que no dia 23 d'abril costumava fazer-se a S. Jorge, na sua capella dentro da Cava de Viriato, porque (diz elle) - "O tracto e commercio dos nossos era muito escaço, e as romarias forão ocasião do estabelecimento de muitas feiras, onde os concorrentes de passagem, trocavão e vendião os seus haveres." (...)

Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal e Pedro Augusto Ferreira in "Portugal Antigo e Moderno, Diccionario", Lisboa 1890
Os azulejos representando três aspectos de uma feira beirã fazem parte do monumental painel existente no Rossio que foi encomendado ao premiado pintor Joaquim Lopes (1886-1956), pela Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu, em 1931 e foram executados na Fábrica do Agueiro de Vila Nova de Gaia.

20090426

Viseu, Cava de Viriato



(...) “Os fados porque tem passado o nosso monumento da Cava, tem-lhe sido pouco favoraveis. D’antigas Memorias sabemos que em 18 de abril de 1461 o cabido da Sé de Vizeu tomára posse da Cava de Viriato em terras que até áquelle tempo erão de Reguengo. Achava-se então com portas que se abrião e fechavão, como fosse necessário, e dentro havia huma capella do titulo de S. Jorge.”
“Huma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”
“Segundo o auctor do Elucidário a lança era huma medida agraria, que constava de 25 palmos craveiros.”
“Os muros derão um circuito de 3:065 passos andantes, apresentando quatro grandes aberturas, que tiverão cantaria com portas; obra dos mesmos romanos. Existia sómente o vão dos portaes, porque a pedra, como refere Fr. Manoel da Esperança, fôra tirada para a edificação do convento de S. Francisco d’Orgens; o que alguns affirmão ter sido por provizão de D. Afonso V. Entretanto podemos assegurar que no cartório daquelle extincto convento não existia este documento.”
“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da provincia, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão , sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si.” (...)

José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira in, "PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO" de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

20081026

O Outono na Cava de Viriato

(...)"Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos. Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea…" (…) "Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862." (...)

José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira in, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

20080521

A "Nova" Cava de Viriato


(...) “Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos. Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea…” (…)

José de Oliveira Berardo, citado no “Portugal Antigo e Moderno, Diccionario” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Editado em Lisboa pela Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

20071209

Bons Fados Finalmente



(...)"Os fados porque tem passado o nosso monumento da Cava, tem-lhe sido pouco favoraveis. D’antigas Memorias sabemos que em 18 de abril de 1461 o cabido da Sé de Vizeu tomára posse da Cava de Viriato em terras que até áquelle tempo erão de Reguengo. Achava-se então com portas que se abrião e fechavão, como fosse necessário, e dentro havia huma capela do titulo de S. Jorge.” (...)
(...)“Uma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”(...)
José de Oliveira Berardo - Continue a ler na "Tertúlia de Viriato"

20071202

Cava de Viriato e Rua dos Plátanos

Será este o único marco que resta...Saiba como desapareceram parcial ou totalmente alguns dos muros da Cava?

“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da provincia, Antonio Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientaes, equados ao solo, se achavão alienados em aforamentos; e os restantes continuarão, sem embargo, a ser acommettidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planícies. Saudemol-o-pois!...já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçozos visinhos vão cavando para si.”
José de Oliveira Berardo citado por Pedro Augusto Ferreira, o continuador de Pinho Leal, no "Portugal Antigo e Moderno - Diccionario", editado em Lisboa no ano de 1890.

20070920

Algumas Rosas na Aguieira

(…) “Logo que Viriato disto houve noticia, acudio immediatamente a este ponto, e como não podesse escallar os muros de terra, poz-lhe cerco até obrigar Nigidio, pela fome e estratagema, a render-se ou pelejar. Com effeito o pretor sahio a campo, mas em poucas horas foi derrotado, perdendo as aguias, e quase todo o exercito.
Isto se passava, como dizem, pelos anos de 146 antes da era vulgar, e se dermos attenção ao do maravilhoso, e ao gosto das estultas etymologias, alguém pretende que duas povoações visinhas da Cava de Viriato attestão ainda hoje por seus nomes a grandeza daquella batalha. Abravezes dizem ser corrupção da palavra braveza, que denota o furor com que combaterão os lusitanos; e Aguieira era o lugar onde estavão as aguias romanas no pretorio do arraial.” (…)

José d'Oliveira Berardo, citado in "Portugal Antigo e Moderno - Diccionario..." de Augusto de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira - Lisboa 1890. (Veja os artigos anteriores sobre "Berardo" clicando na etiqueta)

20070708

Tirem-me deste filme!




Cool Slideshows!

"A Cava na actualidade"

"Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos.Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea…" (…)
"Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862." (...)

José de Oliveira Berardo, citado por Pedro Augusto Ferreira In, "PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO..." de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Publicado em Lisboa no ano de 1890.

20070704

"Moinho de Vento" - Vildemoinhos



Outras rodas:

(…)” Tem lameiras e campos magnificos, pois é abundantissima d’agua potavel e de rega. Banham-na differentes arroios e o Pavia, que só na quinta de S. Salvador, atravessada por elle, tem 4 grandes açudes e em toda a freguezia move muitas rodas de moinhos, principalmente na grande povoação de Villa ou Vil de Moinhos, quasi toda habitada por moleiros. Em 1838 contava esta freguesia 23 moinhos de pão com a bagatella de 41 rodas, segundo Berardo (1), e hoje não conta menos. É pois n’esta freguezia muito importante a industria da moagem.” (…)


"Portugal Antigo e Moderno - Dicionario..." de Augusto de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira - Lisboa 1890

1 - José d’Oliveira Berardo - ver fotos e artigo.

20070328

Aldrabas, batentes e portas de Viseu





Casa do Cruzeiro na Rua Maria do Céu Mendes