"Gárgula" com o chapéu decorado, na "Casa das Bocas" Séc. XVII/XVIII, localizada na Rua João Mendes (Rua das Bocas). O edifício em ruínas foi adquirido pela Câmara Municipal de Viseu que nele pretende instalar uma "Unidade de Saúde Familiar" que irá ser a "mais bonita do País".
EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20180411
20161005
As Gárgulas da "Casa das Bocas"
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A “Casa das Bocas” é uma casa senhorial situada na Rua João Mendes a quem os viseenses dão o nome de “Rua das Bocas”, tal a notoriedade da casa. A casa, um edifício dos finais do século XVII e início do seguinte, estava devoluta há algumas dezenas de anos quando em Março de 2009, parte do telhado desabou com estrondo. Para evitar incidentes foi demolida, ficando de pé apenas as paredes. O imóvel era constituído por um único andar, com lojas térreas e águas furtadas. A fachada apresenta cinco lumieiras de granito em forma de caderna, dotadas de grades de ferro, sete janelas de cornija sobre pequenas mísulas que na parte inferior servem de remate e nos extremos, dois elegantes portais lavrados em granito ao modo do barroco. A entrada é lateral por uma escadaria que conduz a um pequeno terraço onde pontifica um elaborado portal barroco. Mas o que mais chama a atenção é o friso de gárgulas (bocas) que decora a frontaria logo a abaixo do beiral e da cornija.
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As "bocas" são de três de tipos bem distintos, sete são personagens masculinas, todos de chapéu na cabeça a que se juntam dois animais fantásticos e dois “canudos”. Dizem alguns que teriam pertencido à demolida abside românica da Sé de Viseu. Não me parece verdadeiro porque as “gárgulas” são muito diferenciadas nos estilos e na técnica de execução. Cinco das figuras masculinas, algumas parecem usar máscaras, não serão compatíveis com o românico. Quem sabe se o primeiro proprietário não terá sido um endinheirado regressado do Brasil, que quis “caçoar” dos vizinhos ou de algum inimigo. As gárgulas são elementos arquitectónicos, decorativos ou destinados a afastar indesejáveis - acreditava-se na antiguidade que durante a noite os monstros “ganhavam vida” e serviam para escoar as águas vindas das coberturas dos edifícios, o que não neste caso, não sucedia porque são apenas decorativas.
Fonte: Alexandre Lucena e Vale - “Casas Nobres e Antigas de Viseu “ in “Viseu Monumental e Artístico”, 2ª edição, 1969, Junta Distrital de Viseu
Nota: O edifício foi adquirido pela câmara municipal que projecta construir um novo edifício, mantendo as fachadas, para instalar um centro de saúde.
20160523
20151031
Para Memória Futura
"WE ARE (NOT) A LOAN" - instalação já desmontada de "± maismenos ±", no Largo de Santa Cristina (Rua João Mendes), colocada no âmbito dos "Jardins Efémeros 2015" [ver]
Etiquetas:
Arte urbana,
Largo Santa Cristina,
Rua João Mendes
Local:
Viseu, Portugal
20151012
"Casa das Bocas" - Rua João Mendes
A “Casa das Bocas” é uma casa senhorial situada na Rua João Mendes a quem os viseenses dão o nome de “Rua das Bocas”, tal a notoriedade da casa. A casa, um edifício dos finais do século XVII e início do seguinte, estava devoluta há algumas dezenas de anos quando em Março de 2009, parte do telhado desabou com estrondo. Para evitar novos incidentes foi parcialmente demolida ficando de pé apenas as paredes. O imóvel era constituído por um único andar, sobre as lojas e águas furtadas. A fachada apresenta cinco lumieiras de granito em forma de caderna, dotadas de grades de ferro, sete janelas de cornija sobre pequenas mísulas que na parte inferior servem de remate e nos extremos, dois elegantes portais lavrados em granito ao modo do barroco. A entrada é lateral por uma escadaria que conduz a um pequeno terraço onde pontifica um elaborado portal barroco. Mas o que mais chama a atenção é o friso de gárgulas (bocas) que decora a frontaria logo a abaixo do beiral e da cornija.
As "bocas" são de três de tipos bem distintos, sete são personagens masculinas, todos de chapéu na cabeça a que se juntam dois animais fantásticos e dois “canudos”. Dizem alguns que teriam pertencido à demolida abside românica da Sé de Viseu. Não me parece verdadeiro porque as “gárgulas” são muito diferenciadas nos estilos e na técnica de execução. Cinco das figuras masculinas, algumas parecem usar máscaras, não serão compatíveis com o românico. Quem sabe se o primeiro proprietário não terá sido um endinheirado regressado do Brasil, que quis “caçoar” dos vizinhos ou de algum inimigo.
As gárgulas são elementos arquitectónicos decorativos ou destinados a afastar indesejáveis - acreditava-se na antiguidade que durante a noite os monstros “ganhavam vida”, que também serviam para escoar as águas vindas das coberturas dos edifícios, o que não aconteceria neste caso.
Alexandre Lucena e Vale - “Casas Nobres e Antigas de Viseu “ in “Viseu Monumental e Artístico”, 2ª edição, 1969, Junta Distrital de Viseu.
O edifício do qual restam as paredes exteriores foi adquirido pela Câmara Municipal de Viseu, para nela instalar uma Unidade de Saúde.
20150715
"O Ronron do Gatinho"
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença - é carinho.
"Um Gato Chamado Gatinho", livro de Ferreira Gullar
Etiquetas:
Amigos animais,
Gatos,
Poesia,
Rua João Mendes
Local:
Viseu, Portugal
20150704
"WE ARE NOT A LOAN"
Etiquetas:
Arte urbana,
Largo Santa Cristina,
Rua João Mendes
Local:
Viseu, Portugal
20150302
Benvindos?
Bem-vindos ou Benvindos?
Bem-vindo é um adjetivo usado para saudar as visitas ou hóspedes, para manifestar satisfação pela sua presença. Neste caso clientes ou visitantes de uma loja comercial. Benvindo e Benvinda são nomes próprios. No Brasil e segundo o "Acordo Ortográfico", Benvindos poderá ser admitido mas este blogue repudia tamanha afronta à Língua Portuguesa.
Bem-vindo é um adjetivo usado para saudar as visitas ou hóspedes, para manifestar satisfação pela sua presença. Neste caso clientes ou visitantes de uma loja comercial. Benvindo e Benvinda são nomes próprios. No Brasil e segundo o "Acordo Ortográfico", Benvindos poderá ser admitido mas este blogue repudia tamanha afronta à Língua Portuguesa.
20120213
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