EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170821

Ano Oficial para Visitar Viseu


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No âmbito do Ano Oficial para Visitar Viseu, o Dr. Jorge Sobrado poderia ter sugerido, ao Dr. Almeida Henriques, o arranjo do catavento da torre do relógio da Sé Catedral de Santa Maria de Viseu e uma vez que a generosidade da câmara municipal tem sido grande, porque não reparar o relógio e organizar dois eventos - o anúncio da obra e a festa da inauguração. O sino bate as horas certas mas os ponteiros de ambos os mostradores estão parados, um deles há cerca de um dezena de anos e o outro, há uns oito anos.

O Passeio dos Cónegos e a frontaria da Sé, vistos da Rua Augusta Cruz


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Propaganda ao Ano Oficial para Visitar Viseu no Multiusos de Viseu junto à  sede da Viseu Marca, associação de marketing e branding territorial que organiza a feira anual de Viseu. Será uma mera peça decorativa ou terá outra utilidade?

20170610

Praça de Camões - Actual Praça D. Duarte


GIF via GIPHY  - Bilhete Postal da Tabacaria Costa - Vizeu (Circ. 1925)
Ao centro e antiga Rua das Estalagens, actual Rua Grão Vasco


GIF via GIPHY - Bilhete Postal da Tabacaria Costa - Vizeu (Circ. 1918)

A actual Praça D. Duarte teve o nome de Praça de Luiz de Camões entre 1913 e 1955, quando foi retirado o busto de Luís de Camões e substituído pela estátua do rei D. Duarte, nascido em Viseu no dia 31 de Outubro de 1391. Anteriormente fora a Praça do Município, com o edifício da câmara, cadeia e o pelourinho. Nesta praça realizava-se a feira semanal e por esse motivo era o melhor local para a abertura de lojas comerciais.

20160610

Vizeu - Praça de Camões


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O busto de Camões do artista viseense Almeida e Silva (1864-1945) foi encomendado em 1880, na altura das comemorações do terceiro centenário da morte do poeta mas só seria inaugurado em 5 de Outubro de 1913, dia de grandes festejos republicanos mas de mau tempo que obrigou ao adiamento do lançamento do fogo de artifício, efectuado no dia seguinte na Via-Sacra. Presidiu à cerimónia o Governador Civil - João Teixeira de Queirós Vale Guedes, enquanto se ouvia o Hino Nacional, “seguido de muitos vivas à Pátria, à República e ao Partido Republicano”. Foguetes e uma salva de vinte um tiros, soaram vindos do Massorim, disparados por uma Bateria de Artilharia 7. De seguida usaram da palavra os Drs. José Augusto Pereira e Pereira Vitorino, a partir de uma tribuna onde estava a comissão organizadora dos festejos. Em 1955 foi removido para o Parque da Cidade e substituído por estátua do Rei D. Duarte, nascido em Viseu em 31 de Outubro de 1391, do escultor Álvaro de Brée (1903-1962). Este acontecimento foi naturalmente, acompanhado pela alteração do nome da praça. Mas durante longos anos a memória perdurou, hoje já nem os mais velhos se enganam ao nomear a praça, onde outrora esteve o desaparecido pelourinho, o edifício da câmara e se realizava a feira semanal. A coluna e base do monumento estão no pátio do Seminário Maior, a servir de apoio a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. O busto, sem a folha de palma, depois de ter andando "a saltitar" no Parque da Cidade (actualmente o "Parque Aquilino Ribeiro") foi instalada na "Meia Laranja", na rotunda fronteira à "Escola Básica Grão Vasco", onde começa a "Alameda Luís de Camões".

20160311

Arco Românico na Praça D. Duarte



No decorrer da fase final da requalificação de um prédio situado na Praça D. Duarte e na Rua Augusto Hilário (antiga Rua Nova), no rés do chão onde durante muitos anos funcionou uma agência funerária, foi posta a descoberto uma parede de alvenaria com um arco românico, A parede separa dois edifícios construídos com vários séculos de diferença. A variedade de granito utilizado e a técnica construtiva, nada têm a ver com as construções existentes.

VISIT VISEU "Publicidade Enganosa"



A acreditar nas declarações do Dr. Jorge Sobrado que vem afirmando que a nova "página de turismo" "VISIT VISEU", representou um ano de trabalho, embora não tenha sido revelado o número de pessoas ocupadas e o horário cumprido, depois de apreciar com a alguma profundidade as funcionalidades e, sobretudo os conteúdos, salta à vista que deveriam ter demorado, ainda mais tempo ou ter contratado gente mais capaz... Aqui fica um exemplo de publicidade enganosa, mas há mais de que por enquanto vou guardar segredo!


As escavações arqueológicas efetuadas nos anos 80 do séc. XX na Praça D. Duarte foram um marco crucial na arqueologia da cidade. Na altura, colocaram-se a descoberto os vestígios de um edifício construído por volta do séc. VI, provavelmente relacionado com um edifício religioso. Este edifício, com três absides, assenta sobre estruturas de época romana tendo igualmente surgido muitos vestígios materiais do sécs. I ao IV. O piso do edifício era argamassado, e as paredes apresentavam vestígios de pintura. Nas proximidades das ruinas surgiram quatro sepulturas do séc. X/XI. (..)"

Quem ler esta pequena nota ficará convencido que vai poder aceder a um sítio arqueológico, escavado pelo Dr. João Luís Inês Vaz, mas vai ficar desiludido porque as "Ruínas Arqueológicas..." descobertas foram novamente soterradas e apenas na calçada, entre o passeio e o muro sobre o qual se ergueu o "Passeio dos Cónegos", foi executado um desenho na calçada para representar a planta dos edifícios achados. Da tabuleta informativa apenas resta a suporte! e por estes dias nem o desenho na calçada poderá ver porque se encontra debaixo de uma plataforma, mal amanhada que irá servir para fazer a representação de uma das estações da Via-Sacra, durante a próxima Semana-Santa.
P,S. : A Praça Luiz de Camões é a actual Praça D. Duarte