EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170901

Termas de São Pedro do Sul


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O moderno equipamento termal da Termas de São Pedro do Sul, actualmente designado como Balneário D. Afonso Henriques, foi recentemente renovado e ampliado, e veio substituir o anterior balneário, construído por iniciativa da câmara municipal, em 1884 e que onze anos passados, depois de ter recebido para tratamento a rainha D. Amélia, passou por Decreto Real a usar o nome de Caldas Rainha D. Amélia. O quinhentista Hospital Real das Caldas de Lafões, mandado construir por D. Manuel I, ficou sem utilidade. Com a implantação da República, em 1910, naturalmente ocorreu uma nova mudança de nome para Termas de S. Pedro do Sul. Bem perto do final do século XX, em 1987 foi inaugurado um novo balneário, o Centro Termal, iniciando-se na mesma altura, a requalificação do balneário anterior e novamente denominado Rainha D. Amélia foi reaberto em 2001, para servir um segmento de aquistas mais requintado e foi dotado com um núcleo museológico e um salão para conferências e exposições.


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Armas reais, mutiladas, na frontaria do balneário de 1884


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Aspectos do praceta e do jardim onde é possível observar a Nascente Tradicional, das Termas de São Pedro Sul, com a água a brotar a cerca de 67ºC que tem vindo a ser aproveitada para fins curativos, desde tempos pré-históricos e mais tarde pelos romanos que terão edificado o primeiro balneário no Séc. I. 


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A tese do nascimento em Viseu de D. Afonso Henriques, tem naturalmente defensores e opositores mas a presença do nosso primeiro rei nas vizinhas terras de Lafões é pacífica uma vez que foi nas suas Caldas que veio procurar alívio para as dolorosas consequências do grave ferimento, sofrido numa perna no ano de 1169, ocorrido no cerco da praça-forte de Badajoz, quando fugia a cavalo e embateu com estrondo na porta da muralha exterior do castelo. Acabou feito prisioneiro dos cavaleiros leoneses que vieram em socorro dos mouros sitiados na alcáçova e o entregaram humilhado ao Rei de Leão, seu genro D. Fernando II por ser casado com a sua filha D. Urraca. Badajoz embora ocupada pelos muçulmanos estava na área de influênciado reino de Leão por tratado assinado com o vizinho. D. Afonso Henriques nunca mais pode montar e a sua carreira militar terminou. Depois desse incidente passou a deslocar-se numa carreta e limitou-se a administrar o reino com a co-regência do seu filho D. Sancho I. Mas a sua ligação à terra era mais antiga porque em 1152, reconhecendo a importância da Vila do Banho (hoje Termas de São Pedro do Sul) concedeu-lhe o seu I Foral atribuindo-lhe a categoria de concelho. Foi em 1169 e por sua iniciativa que foi edificada a pequena Capela de São Martinho ainda hoje aberta ao culto e com muito devotos como provam os imensos ex-votos depositados sobre o altar.

20170626

Porta dos Cavaleiros


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"VISEU - Porta dos Cavaleiros (Antiga porta da cidade)Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Tabacaria Costa - Viseu, Não circulado, Datável do final da década de 1910 ou 1920.
Reparem na cobertura existente junto à Casa dos Albuquerques (actual Escola Secundária Emídio Navarro) e no facto do passeio da guarda que lhe servia de recreio, estar adornado com plantas. De notar que o pavimento com grandes lages de granito ao centro que vindo da Rua Direita, passava na Rua do Arco e continuava para a Rua do Arrabalde, apenas subsiste na Rua Direita. Um carro puxado a cavalos ou muares, está estacionado no arco de volta inteira, à direita da porta, lugar onde existiu uma fonte de chafurdo. Entre a placa evocativa da consagração do Reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição e o baldaquino com a imagem de Nossa Senhora da Graça, ainda não existia o nicho com uma imagem de São João Baptista, provavelmente da década de 1930 ou 40.

20170625

Ano Oficial para Visitar Viseu


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Nem a proclamação do ano de 2017 como - Ano Oficial para Visitar Viseu, tornou possível a substituição da placa, do roteiro 5 Cores/ 5 Caminhos/ 5 Descobertas, com o nº 45 do núcleo 4 - Fontelo, contendo informação destinada aos visitantes, relativa à Porta dos Cavaleiros e à muralha gótica de Viseu (Séc. XVI). Este problema não é novo e mereceu a minha atenção, no dia 18 de Agosto de 2014 [VER]. Tanto dinheiro desperdiçado em auto-promoção, do ano oficial e uma simples placa metálica e uma folha de vinil impressa, continuam em falta. Que amargura...

20170224

A “Fonte do Arco”


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Junto da “Porta dos Cavaleiros” e em frente do Solar dos fidalgos do Arco, da família Albuquerque do Amaral Cardoso foi construído, no ano de 1741, um fontanário em granito com as armas reais portuguesas colocadas sobre um nicho com uma imagem de São Francisco de Assis. De feição barroca a sua construção deve-se a António de Albuquerque que aproveitou um chafariz já existente no local. A fachada está dividida em três corpos separados por pilastras, encimadas por fogaréus. No corpo principal estão colocadas duas bicas em forma de malmequer e o tanque. Da água que jorrava das suas bicas diziam-se maravilhas mas há cerca de duas décadas e depois das escavações para a construção do "Centro Comercial Académico", a água passou a rarear e a ser imprópria para consumo. Na parede posterior, totalmente revestida com azulejos de padrão, existe um banco e um painel com as armas de Viseu.
A ligação da fonte e da família proprietária do solar fronteiro ao romance de Camilo Castelo Branco, “Amor de Perdição” não passa de uma fantasia do escritor que descreveu uma violenta cena de pancadaria junto da fonte.

"VIZEU - Fonte do Arco", Bilhete Postal Ilustrado nº 7 da Colecção Passaporte (LOTY), fotografia provavelmente da década de 1950. A imagem permite ver em segundo plano, logo atrás e à esquerda da fonte, o edifício onde entre 1942 e 1989 funcionou a sede do extinto "Clube Académico de Futebol - C.A.F.", mais conhecido como "Académico de Viseu". No rés–do-chão tiveram porta aberta os "Armazéns Avenida de António das Águas", especializados na venda de mobílias e colchões.

20161217

"Arco dos Melos - antiga porta da cidade"


GIF via GIPHY - B. Postal Ilustrado, Tabacaria Costa - Viseu, Circ. 1932

A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga Casa do Conde de Santa Eulália, também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859.
O palecete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20161208

"Boas Festas"


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O pórtico luminoso alusivo à "Porta dos Cavaleiros", já visto em 2015 na "Porta de Viriato" da feira anual e revisto na "Praça Paulo VI" no Natal do mesmo ano, pode agora ser "trevisto" na mesma praça mas com o acrescentos de várias estrelas e um novo letreiro de "Boas Festa", em tamanho diminuto e desalinhado.

20160801

Corrigindo Erros - "VISITE VISEU"


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Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.
Alexandre Herculano

Os responsáveis pela construção da página turística de Viseu perderam e ainda não encontraram o Norte! Também porque a imagem do passeio da ronda da guarda da "Porta dos Cavaleiros" foi publicada com coordenadas que deverão corresponder  à "Porta do Soar ou Arco dos Melos", noutra ponta  da cidade.


20160722

Brasões de Viseu - "Casa do Arco"


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A casa possui no cunhal que confina com a "Porta dos Cavaleiros" uma segunda pedra de armas e um pedaço de cornija, mais antigas em que poucos reparam:
"Escudo esquartelado: I e IV - Gouveias. II e III - Castelo-Branco.
De "Leonel de Queiroz de Castello-Branco, que está sepultado em Orgens com um escudo igual"
"Este escudo de armas (Gouveia e Castello-Branco) foi de Leonel de Queiroz de Castello-Branco, que está sepultado em Órgens com um escudo igual. Este Leonel foi senhor da casa do Arco e foi 4º avô de Duarte Pacheco de Albuquerque, senhor da dita casa do Arco. Vide “Ascendências Visienses. Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVII”, de Manuel Abranches de Soveral"
Fonte: Comentário anónimo em "Solares e Brasões" que muito agradeço porque a pedra de armas que é referida em raras fontes, não estava identificada.

20160408

"Porta dos Cavaleiros" - Dedicatória



A ternit. sacr.
Immaculatissima
Conception Maria
Joannes IV Portugallio Rex.
vna cum general comitijs
Se, et Regna sua
sub annuo censo tributaria
Publice vovit
Atque Deiparam in Imperii
tutelarem electam Alabe
originali preservata
perpetuo defensurum
Juramento firmavit
Vi viret up pietas Lusitan
Hoc vivo lapide memoriali 
perenne Exarari Jussit 
Ann Christi MDCLVI

Lápide existente na face exterior da Porta do Arco, a "Porta do Cavaleiros" comprovativa da consagração perpétua do reino de Portugal, por vontade de  D. João IV a Nossa Senhora da Conceição, por decisão tomada nas cortes realizadas em Lisboa em 1646. O rei também prometeu, em seu nome e dos sucessores, entregar anualmente a quantia de cinquenta cruzados de ouro à padroeira. Pedras idênticas foram colocadas nas outras portas principais, São Miguel,Soar (Arco dos Melos) e Cimo de Vila (Porta de São José).

20160406

Catavento - "Porta dos Cavaleiros"



Na muralha que da "Porta dos Cavaleiros" existe um nicho em forma de baldaquino, com colunas do século. XVIII, para abrigar uma imagem de Nossa Senhora da Graça, talvez dos finais do século XVI e sobre a cobertura piramidal é visível um catavento representando um anjo.

20160328

O Pombal de São João Baptista



A imagem de São João Baptista existente na face exterior da "Porta dos Cavaleiros", tomou banho mas não no rio Jordão, por iniciativa da Câmara Municipal de Viseu e teve a mão direita reparada em Abril de 2014. Logo de seguida as aves voltaram ao seu pombal para descansar, dormir, fazer ninho, criar os filhotes e claro a defecar sobre a imagem, o que não é nada bonito de ver! Porque razão na "Cidade de Viriato", "Cidade Vinhateira", "Cidade-Jardim" e "Cidade de Eventos", sendo esta antiga porta da cidade, considerada um dos "Expoentes da Guerra", a edilidade não manda colocar um aro e uma rede para manter afastadas as pombas? A imagem de madeira policromada está cada dia mais podre! Esta é uma situação muito pouco abonadora da propaganda que generosamente e abundantemente, jorra do núcleo de imagem e comunicação da Rua da Árvore.

20160305

Porta dos Cavaleiros e não Porta do Soar



"Vizeu - Casa do Arco", Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Papelaria Borges - Coimbra, Fotógrafo desconhecido, Circulado em 20 de Abril de 1906
A "Casa do Arco" ou "Solar dos Albuquerques" faz parte da Escola Emídio Navarro e tem passagem para o caminho da ronda da "Porta dos Cavaleiros" da muralha afonsina de Viseu, Na página "Visit Viseu" esta antiga porta da cidade, virada a norte, é por duas vezes e erradamente referida, como sendo a "Porta do Soar" ou "Arco dos Melos", virada a sul a cujo caminho da ronda também é possível aceder através do vizinho "Palácio dos Melos", mas a "confusão" é difícil de compreender... Estes dois "descuidos" e os referidos aqui demonstram que o trabalho, afinal foi feito apressadamente ou aproveitaram mal o ano que demorou a produção e edição dos conteúdos. No que às fotografias diz respeito, esperava muito melhor porque encontrei várias de má ou péssima qualidade, a começar pela do Viriato que tiveram o mau gosto de ampliar e mostrar em Lisboa.

20160303

Será que Perderam o Norte?


A propósito na página "VISIT VISEU" lançada ontem é notória a intenção, bem conseguida de privilegiar o acesso através de equipamentos móveis. A mais valia desta iniciativa do Núcleo de Imagem e Comunicação do Município de Viseu e da Viseu Marca (?), foi a de sistematizar e agregar informação que estava muito dispersa. Os conteúdos relativos à historiografia e ao património estão genericamente correctos, embora possa haver lugar a algumas polémicas. No decorrer de uma breve consulta, via telemóvel, encontrei três pormenores que num projecto que terá levado um ano a preparar, são estranhos. Questões mais significativas poderão ser tratadas noutra ocasião:

I - Em "Expoentes da Guerra - Muralha Afonsina";
"Do troço original e das suas sete portas originais, apenas se encontram preservadas a porta dos Cavaleiros, a sul, e a porta do Soar a norte." [Ver]
Sr. Dr. Jorge Sobrado é precisamente o inverso! Corrigir por favor porque a "Porta dos Cavaleiros" está e sempre esteve a norte e a "Porta do Soar" ou "Arco dos Melos", a sul.

II - Em "Rua Direita"
"Sabia que… A Rua Direita unia a passagem entre duas portas da Muralha afonsina (séc. XV): a Porta dos Cavaleiros, a sul, e a Porta de S. José, a norte)" [ver]
Idêntico desnorte do ponto anterior!

III - Em "Segredos";
A imagem relativa ao "Fórum Romano" [Ver] é a mesma da "Judiaria" [Ver].?

P.S.: A foto do Viriato é muito má, aliás existem diferenças enormes na qualidade das imagens provenientes de dois fotógrafos.

20160223

Postais Ilustrados - "Porta dos Cavaleiros"



Bilhetes postais ilustrados antigos alusivos à "Porta dos Cavaleiros" que volto a publicar porque os meus blogues foram atacados por gente inqualificável que provocou o bloqueio das imagens anteriores.

A "Porta dos Cavaleiros"



A “Porta dos Cavaleiros” é uma das duas sobreviventes das sete portas da muralha afonsina, uma obra muito tardia, destinada a proteger a cidade de Viseu que foi várias vezes assaltada pelos exércitos castelhanos. Há notícias da existência de duas outras cercas mais antigas que teriam sido integradas na nova fortificação. Os trabalhos tiveram início no reinado de D. João I (1385-1433) e prolongaram-se até 1472, já sob o reinado de D. Afonso V e nunca foram terminadas porque não foram colocadas as ameias.
A porta está encostada à “Casa do Arco ou Solar dos Albuquerques”, propriedade dos “Fidalgos do Arco” [VER] e junto da "Fonte de São Francisco".
No exterior da muralha existe, desde os anos de 1930, um nicho dedicado a São João Baptista pois era por essa porta que saíam da cidade em “cavalhada”, no dia 24 de Junho o Dia de São João (Baptista), os moleiros de Vildemoinhos a caminho da capela de São João da Carreira em cumprimento de promessa. No varandim um nicho em forma de baldaquino, com colunas do sec. XVIII, abriga uma imagem de pedra de Nossa Senhora da Graça que deverá datar do final do sec. XVI. Sobre o arco foi colocada em 1646 uma lápide, semelhante à existente na “Porta do Soar”, com uma inscrição em latim que lembra a consagração por D. João IV do reino de Portugal a Nª Sª da Conceição.
Fonte principal - "Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VER]

20151127

"A cidade-jardim tem uma luz especial"




"A cidade-jardim tem uma luz especial a partir desta noite. A luz do Natal! Muitos viseenses e amigos participaram da inauguração da temporada no Rossio, ao princípio da noite. Viseu é a melhor cidade para viver o Natal!"
Facebook do Município de Viseu

A Câmara Municipal de Viseu aproveitou os pórticos luminosos da feira anual e com as devidas adptações, mais umas estrelas e letreiros com votos de "Boas Festas", decorou três rotundas sem gastar muito. No Alto de Abraveses foi utilizada a "Sé Catedral e o Museu Grão Vasco", a rotunda da Quinta da Carreira (Estrada do Sátão), reciclou o "Arcos dos Melos"/"Porta do Soar de Cima" e na rotunda da Praça Paulo VI (Estrada de Coimbra), foi colocada a decoração da "Porta dos Cavaleiros". A rotunda de Abraveses foi a mais favorecida, apesar do motivo ter sido utilizado em 2014 e 2015 na "Porta de São Mateus" da feira anual e em 2014 ter enfeitado a rotunda da Praça Paulo VI. Os outros dois arcos decorativos são banais e de pouco efeito.
Apesar dos papagaios de papel (estrelas ou pipas no Brasil) não serem tradicionalmente usados como decorações na quadra natalícia e de ano novo, são a par da bola gigante de árvore de Natal, instalada no Rossio dos elementos mais interessantes das decorações de algumas ruas e praça da "Melhor cidade para (tudo)". Os "papagaios" multicolores e a tremeluzir alegram a Rua Formosa e a Rua da Paz. A restante decoração é banal, anjos mais ou menos estilizados de asas abertas, ou tocar trombetas. As bolas brancas utilizadas na Rua Direita e na Rua do Andrades, nem merecem comentários, nem fotografias!
Depois das reacções negativas ao "Presépio de Luz" instalado no Rossio no ano passado, a edilidade resolveu montar o presépio tradicional, com figuras de barro, estábulo de alvenaria e fez muito bem em retomar a tradição e mesmo ao lado inovar,  com a "Bola gigante" do "Pinheiro do Natal".

20150807

"Porta dos Cavaleiros"



Azulejos de Licínio e Pereira (E.L.A. Aveiro,1930) vivenda na Avenida José Relvas - Fontelo

A "Porta dos Cavaleiros" era a uma das sete entradas da muralha que no reinado de D. Afonso V (décimo terceiro rei de Portugal de 1438 a 1481) foi remodelada e defendia a cidade de Viseu. A porta encontra-se encostada ao "Solar dos Albuquerques/Casa dos Fidalgos do Arco", actualmente ocupada pela Escola Secundária Emído Navarro com a qual o antigo passeio da guarda comunica.
A porta tem dois nichos um com uma imagem de madeira, muito deteriorada pelos anos e pelos pombos, de São João Baptista - era por essa porta que saiam e entravam as "Cavalhadas de Vildemoinhos" e um outro (baldaquino) dedicado a Nossa Senhora da Graça, com uma imagem em pedra lavrada datada dos finais do século XVI. Também se pode ver uma placa de granito com uma inscrição em latim idêntica à existente na "Porta do Soar/Arco dos Melos", datada de 1646 e evocativa da consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, por D. João IV à época da Restauração de Independência. Esta porta e os restos da muralha são Monumento Nacional desde 1915.

Escrito com a ajuda de "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [VERl]

20150806

A "Porta do Soar ou Arco dos Melos"



A "Porta do Soar", também conhecida por "Arco dos Melos" e ainda como "Porta de São Francisco", é uma das duas das sete que constituiam a cerca da cidade que ficou para sempre incompleta pois nunca teve ameias, cujos trabalhos foram iniciados muitos anos antes e terminaram em 1472, já no reinado de D. Afonso V. Desta muralha apenas restam duas portas, as outras cinco foram mandadas demolir em 1844, pela câmara municipal, com o argumento de permitir o crescimento da urbe. A outra sobrevivente é a "Porta dos Cavaleiros", na Rua do Arco.
A "Porta do Soar", assim chamada porque era aí que soavam as cornetas para anunciar o encerramento das portas, possui um arco ogival, dois nichos, um exterior em honra de S. Francisco de Bórgia e outro interior com uma imagem de Santo António. A arcada é encimada com as "armas de D. João IV" colocadas sobre uma pedra com um letreiro que confirma a consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, ali colocada em 1646 e uma outra, hoje ilegível:

D. Afonso Quinto Rey de Portugal
e dos Algarves daquem e dalem mar
em Africa mandou cercar esta nobre ci-
dade de Viseu assi por nobreza
e defensam della com prol comum
de seus Reynos......
1472

A porta está encostada à antiga "Casa do Conde de Santa Eulália", também conhecida por "Palácio dos Melos" que pertenceu a António Augusto de Mello e Castro Abreu, 1º Visconde Santa Eulália, que no ano de 1862 recebeu o título de Visconde, outorgado pelo Rei D. Luís, passando a ser Conde em 1870, por decisão do mesmo monarca. António Castro Abreu, faleceu em 24 de Setembro de 1886, sem deixar descendência, exerceu as funções de Governador Civil da Guarda, de Viseu e de Leiria, entre os anos de 1839 e 1847, foi deputado às cortes nas legislaturas de 1848-1851, 1853-1856, 1857-1858 e 1858-1859. O palacete esteve décadas a degradar-se mas recentemente foi recuperado e transformado numa unidade hoteleira de grande qualidade.

20150804

Novidades da Feira Anual



As novidades de hoje são muito poucas, volto a mostrar a decoração da "Porta de Viriato" que representa a "Porta dos Cavaleiros" mas a qualidade da imagem na faz justiça à peça que foi criada por uma muito bem conceituada, em Portugal e estrangeiro, empresa especializada na decoração de eventos, feiras, festas e romarias e ficará muito mais valorizada à noite, Seguem-se imagens da feira anual de Viseu, a primeira datável da década de 1910 ou 20 e outras obtidas hoje. Finalmente mais algumas fotos que retratam aspectos da nova "Avenida Central", criada como lembrança do desaparecido "Picadeiro", do "Largo do Palco" e do palco que pela primeira vez tem o nome do banco que o patrocina. Penso que o palco deveria ser transparente para deixar ver o casario da colina da Sé, mas existem constrangimentos técnicos e estruturais que  impossibilitam essa opção.

20150803

Novidades da Feira Anual



A "Grande Abertura" da Feira anual de Viseu irá acontecer no próximo dia 7 (Sexta-feira) a partir das 18h30, no palco e é tudo o que a organização publicita [LER]. Certamente estarão reservadas grandes surpresas para todos os que escolherem esse dia para "feirar", porque "Feirar está-nos no sangue" e sem nada pagar de entrada será melhor ainda.
As imagens de hoje começam por mostrar um cartaz publicitário da feira e de seguida o "Arco" (decoração) da "Porta de Viriato" que este ano representa a "Porta dos Cavaleiros". A peça é enorme e luminosa, por esse motivo a sua beleza apenas poderá ser devidamente apreciada durante a noite. As imagens seguintes mostram aspectos do "Pavilhão Multiusos" e finalmente um aspecto da "Praça de Diversão", fronteira ao pavilhão das exposições. Apesar de ainda não estarem montadas muitas barracas é possível antever que a feira irá ficar, graças às obras no valor de 200.000 euros, à nova disposição dos vários espaços e à ampliação do recinto, um local mais desafogado e seguro, onde os visitantes se deverão sentir melhor, quanto aos feirantes que tiveram de deixar os seus lugares habituais, no final do evento poderão fazer contas. No próximo ano está prevista a continuação das obras para remediar os erros da recente "requalificação" que se revelou desastrosa.