EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20180618

Santa Casa Misericórdia de Viseu


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Armas da Santa Casa da Misericórdia de Viseu (1842) na bandeira do portão do antigo Hospital de São Teotónio, actualmente remodelado para servir como pousada

20170602

Brasão da Cidade de Viseu


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D. Maria I, mandou cobrar contribuição sobre todo vinho, vendido na comarca de Viseu, para financiar a construção do novo Hospital da Misericórdia de Viseu

“Hospital Novo

Lançou-lhe com grande pompa a primeira pedra o bispo D. Francisco Monteiro Pereira d’Azevedo no dia 29 de março de 1793 e sob a mesma pedra se colocou um exemplar de todas as moedas portuguezas cunhadas até aquelle tempo no reinado de D. Maria I, a qual, por provisão de 12 de Fevereiro de 1799, obrigou todos os concelhos da antiga comarca de Viseu a pagarem um real de contribuição por cada quartilho de vinho e arratel de carne em favor das obras do dicto hospital, mas muitos concelhos, alegando a distância d’elles à séde da comarca, não quiseram sujeitar-se á dicta contribuição. Alguns foram compelidos judicialmente e outros nada pagaram até hoje, pelo que, aberto o novo hospital, a Misericórdia se recusou a aceitar doentes pobres d’aqueles concelhos e só mediante uma avença com as respectivas camaras os aceita, - avença que hoje é de 160 réis diarios pelo tractamento de cada doente pobre dos ditos concelhos.”(…)

Fonte: “PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO…” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.

Ilustração: Brasão da Cidade de Viseu, no edifício do antigo hospital (actualmente transformado em "Pousada"). O rei de Leão, Ramiro II, está sobre as muralhas de Gaia, fortaleza onde entrou disfarçado de peregrino, soprando a buzina referida na "Lenda de Gaia", com uma bandeira na mão esquerda. O logro teve a finalidade de permitir resgatar vários familiares, a esposa e os filhos do rei que nesta difícil e perigosa empresa, contou com a ajuda de muitos homens de Viseu. A árvore simboliza a floresta, na qual ficaram escondidos os guerreiros que ao ouvir soar a buzina, assaltaram a fortaleza cuja porta estava escancarada.

20120803

Ter Esperança, Assim Não é Fácil...


É bom ser positivo e manter sempre viva a esperança de que tempos melhores virão, mas com a mão esquerda "decepada" e a âncora quebrada, a alegoria à Esperança da entrada do antigo Hospital da Misericórdia de Viseu (actual Pousada de Viseu), não irá poder ajudar muito.

20100218

São Teotónio Padroeiro de Viseu



São Teotónio nasceu em Ganfei, junto de Valença do Minho, possivelmente no ano de 1082. Era filho de D. Oveco Mogueimes e de Dª Eugénia pessoas aparentadas com nobres e reis da Europa cristã. Com cerca de 10 anos juntou-se ao seu tio D. Crescónio bispo de Coimbra. Formou-se em teologia e filosofia, depois de ter sido um brilhante estudante do acerdiago D. Tello. Depois da morte de D. Crescónio veio para Viseu onde em 1112 e por instâncias do Bispo de Coimbra sucedeu a D. Teodónio, um outro seu tio, como prior da Sé de Viseu. Nesse lugar permaneceu durante mais de 30 anos e a Sé de Viseu, onde tinha a sua residência, tornou-se lugar de abrigo de peregrinos e de muitos pobres. As suas celebrações atraiam multidões, no final costumava distribuir pão e esmolas. Por duas vezes foi em peregrinação à Terra Santa, tendo na ocasião da primeira renunciado ao seu lugar que foi ocupado por D. Onório. No regresso da primeira viagem, por humildade recusou retomar a anterior posição e também não quis ser nomeado Bispo de Viseu.
No ano de 1131 voltou para Coimbra onde fundou, com mais onze religiosos, o Mosteiro de Santa Cruz de que foi o primeiro Prior. Foi apoiante e aliado do jovem principe Afonso Henriques na luta contra a sua mãe. São Teotónio tornou-se um bom amigo, conselheiro e confessor do rei D. Afonso Henriques. Sob a orientação de São Teotónio o mosteiro de Coimbra foi um foco de irradiação da fé cristã e apoiante da fundação da nacionalidade, em 1152 renunciou ao priorado de Santa Cruz e em 1153 o Papa quis fazê-lo Bispo de Coimbra, dignidade que voltou a recusar. Veio a falecer em 18 de Fevereiro de 1162 e foi canonizado logo no ano seguinte pelo Papa Alexandre III. O seu corpo repousa numa capela da igreja do mosteiro que fundou muito perto do primeiro rei de Portugal
A sua imagem na frontaria da Sé Catedral de Viseu, séc. XVII da escola de Coimbra, ocupa lugar de destaque, abaixo da padroeira Nossa Senhora da Assunção e está ladeada pelos quatro Evangelistas. Aos seus pés está colocada uma mitra que simboliza as suas duas recusas para assumir a dignidade episcopal. O Santo está representado com a indumentária dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, adoptada pelos frades de Santa Cruz, e segura na mão direita o báculo que foi autorizado a usar.
São Teotónio é o padroeiro da cidade e da diocese de Viseu. A Câmara Municipal de Viseu em 18 de Fevereiro de 1963 decidiu na sequência de várias homenagens dar o nome de São Teotónio ao largo existente nas traseiras da Sé, também a Mesa da Santa Casa da Misericórdia deliberou que o seu hospital fosse designado por Hospital de São Teotónio, nome que o novo hospital propriedade do Estado manteve.

20070513

Azulejos de Viseu - D. Afonso Henriques

Sé Catedral de Viseu no claustro.
D. Afonso Henriques saúda São Teotónio, pormenores do painel de azulejos do séc. XVIII, do pintor Manuel da Silva (?) executados nas oficinas de Agostinho Paiva em Coimbra.

20070422

Armas da Monarquia Portuguesa


Fé, Caridade e Esperança

Uma Pousada no antigo Hospital



Com algum atraso já se iniciaram as obras para a transformação do antigo Hospital de São Teotónio numa pousada com 70 quartos integrada na rede das Pousadas de Portugal. O hospital fechou em 1997 e o edifício encontrava-se devoluto. O investimento previsto é de 7,5 milhões de euros e o projecto é da autoria do consagrado arquitecto Gonçalo Byrne.
Saiba mais em "Rádio Vouzela" [Ligação]

20070421

Fé, Caridade e Esperança



Fé, Caridade e Esperança no ex-Hospital de São Teotónio

Aldrabas, batentes e portas de Viseu



Misericódia de Viseu 1842 - Porta principal do ex-Hospital de São Teotónio

Portão de Ferro


Portão do ex-Hospital de São Teotónio