EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20160821

Sé-Catedral de Viseu


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Bilhetes Postais Ilustrados, datáveis da segunda metade da década de 1930
"VISEU - PORTUGAL/Sé-Catedral e Museu de Grão-Vasco (Secs XII a XVIII), Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu)
"VISEU-PORTUGAL/Claustro da Sé (Outro aspecto), Editor desconhecido
"VISEU-PORTUGAL/Torres da Sé (vistas do Museu), Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu)

20160109

Túmulo do Bispo D. João Vicente




Túmulo de D. João Vicente no claustro da Sé Catedral de Viseu

D. João Vicente, Bispo de Viseu entre 1446 e 1463  foi conhecido por "Bispo Azul", por ter trazido para Portugal a Ordem dos Cónegos Seculares de São João Envangelista, os frades Lóios, que vestiam de azul e também eram conhecidos como os "Padres azúis".
O túmulo construído no século XV, em granito é uma arca tumular que tem na tampa uma estátua jacente, com a cabeça coberta por uma mitra respousando sobre duas almofadas. O bispo veste uma casula ao gosto gótico e as mãos, cruzadas sobre o peito, seguram o báculo. A arca tumular, apoiada sobre leões, pertenceu à antiga Capela do Espírito Santo, mandada construir por D. João Vicente e destinada a receber o seu sepulcro. A capela passou a ser designada como Capela de Jesus ou do Calvário, por nela ter sido colocado um quadro de Grão Vasco. Em 1944 foi transformada em capela baptismal, encontrando-se actualmente o túmulo no Claustro da Sé de Viseu.
D. João Vicente natural de Lisboa, também bispo de Lamego,  cargo que ocupou antes de vir para Viseu, foi um dos mais ilustres prelados viseenses. Graduado em Medicina pela Universidade de Lisboa, onde ensinou durante sete anos, foi nomeado por D. Duarte para Físico-mor do Reino. Pessoa de confiança da casa real, acompanhou à Flandres a Infanta D. Isabel filha de D. João I, noiva de Filipe-o-Bom, duque de Borgonha. Fez a reforma da Ordem de Cristo, da qual foi Visitador, a pedido do Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu. Faleceu em Viseu, no dia 30 de Agosto de 1463, com oitenta e três anos de idade, rodeado da fama de santidade.

20150403

Capela da Senhora da Piedade

Capela da Senhora da Piedade retábulo dos Santos Brancos

A Capela da Senhora da Piedade (dos Santos Brancos, do Descimento da Cruz ou do Senhor Morto) localizada junto da porta que serve de acesso à Catedral de Santa Maria de Viseu e ao Claustro Renascentista de D. Miguel da Silva, é  primeira das capelas ou altares actualmente existentes no claustro da Sé. Finamente esculpido em 1567 na oficina de João de Ruão, em Coimbra passou a ser popularmente conhecida como "Capela dos Santos Brancos" porque o retábulo, por razões desconhecidas, não chegou a ser policromado. O tema da obra é a Piedade (Pietà), a cena apresenta seis figuras com o centro ocupado por Cristo morto no regaço de Maria, sua mãe, figuram ainda no trabalho, Salomé, Madalena, Nicodemo e José de Arimateia.
Fonte principal: Alexandre Alves - "A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu" [ver

20150330

São Teotónio e D. Afonso Henriques

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Para revestir e decorar as paredes laterais da Catedral de Santa Maria de Viseu a oficina de Coimbra do Mestre oleiro Agostinho de Paiva onde trabalhavam o pintor Manuel da Silva e o assentador de azulejos José Góis recebeu uma encomenda, executada entre 1721 e 1722. Para as paredes do lado direito foram executados três grandes painéis com cenas da Vida de São Teotónio, padroeiro da Diocese. Este painel apresenta-nos numa longa cena São Teotónio, Prior do Convento de Santa Cruz de Coimbra no ano de 1132, a lançar os hábitos a novos confrades da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, na presença de D. Afonso Henriques representado ao centro enquadrado por uma moldura (janela), rodeado de quatro cavaleiros. Os painéis de azulejos estiveram até 1921 na catedral e foram retirados e aplicados nas paredes Sul e Poente, do Claustro Renascentista de D. Miguel da Silva. A qualidade da pintura é má, a cena está enquadrada por duas cariátides, barras de grinaldas e anjos mas tudo um estilo muito pesado e deselegante.
Fonte principal: Alexandre Alves - "A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu"

20150221

Azulejos de Viseu - Claustro da Sé

 

“Regresso da Sagrada Família do Egipto para Nazaré”, azulejos fabricados na oficina coimbrã do oleiro Agostinho de Paiva, o trabalho de pintura de pouca qualidade será provavelmente de Manuel da Silva, natural de Lisboa mas com residência em Coimbra que entre os anos de 1720 e 1722 esteve a trabalhar na Sé de Viseu.
Até 1921 estes azulejos revestiram uma parede interior da catedral e foram recolocados na parede sul do claustro renascentista de D. Miguel da Silva. A pintura de fraca qualidade terá sido inspirada, segundo o Prof. Flávio Gonçalves, num trabalho de Rubens.
Fonte: ALVES, Alexandre, “A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu”, Câmara Municipal de Viseu, Santa Casa Misericórdia de Viseu, Grupo de Amigos do Museu Grão Vasco, 1ª edição, Viseu, 1995

20131129

Azares do Funicular de Viseu


Foram cinco (5) os pilaretes da vedação do funicular que de ontem para hoje perderam a verticalidade... não será melhor pintá-los com cores berrantes? [ver]

20130311

Postais Antigos de Viseu # 48


"Viseu - Portugal - Claustro da Sé (Outro aspecto)", Postal ilustrado, não circulado mas datável dos primeiros anos da década de 1920 [saber+]

20120130

São Teotónio e o rei Afonso Henriques



São Teotónio admoesta o rei Afonso Henriques e os seus barões, incitando à libertação dos cristãos moçárabes feitos prisioneiros em terras muçulmanas, próximas de Sevilha. Pormenor de azulejos de Manuel da Silva, séc. XVIII, claustro da Sé Catedral de Viseu.
Em 2012 irão celebrar-se os 900 anos da vinda para Viseu de São Teotónio [saber +], para ser Prior da Catedral e os 850 anos da sua morte, ocorrida em 18 de Fevereiro de 1162 [saber +]

O Claustro da Sé de Viseu



O Claustro da Sé Catedral de Viseu ocupa o espaço ocupado sucessivamente pelo alcácer régio, pela habitação de São Teotónio e o claustro trecentista de João de Lamego. Construído entre 1528 e 1534 é obra do arquitecto toscano Francesco de Cremona, ao serviço do bispo de Viseu e mais tarde cardeal em Roma, D. Miguel da Silva [Saber+].

20120113

O Claustro da Sé de Viseu



O claustro da “Sé Catedral de Santa Maria de Viseu” [saber +] ocupa parcialmente o espaço dos demolidos alcácer real e claustro gótico trecentista de João de Lamego.
Edificado, entre 1528 e 1534, por iniciativa de D. Miguel da Silva o bispo de Viseu que foi cardeal em Roma [saber +], segundo o desenho de Francesco da Cremona, arquitecto italiano, oriundo da Toscana que acompanhou D. Miguel quando foi forçado a regressar a Portugal, por exigência de D. João III e se tornou o seu arquitecto privativo.
O claustro é considerado uma obra prima da arquitectura do renascimento português e o precursor da afirmação do estilo no nosso país.
Dagoberto Markl afirma “ser um belíssimo claustro de arcarias assentes em elegantíssimas colunas jónicas romanas”; e Rafael Moreira classifica-a “uma das obras-primas da arquitectura do renascimento português”, inspirado no “famoso cortile do palácio ducal de Urbino, construído por L. Laurana e Francesco di Giorgio Martini cerca de 1470.”
Quadrangular, cada lado tem quatro arcos de volta redonda, assentes sobre colunas jónicas estriadas verticalmente.
As abóbadas de aresta são de tijolo rebocado, decoradas com oito bocetes circulares em pedra de Ançã, policromados que representam alternadamente o leão dos Silvas, com a mitra ou sob o chapéu de borlas episcopal [saber +].

Fonte: ALVES, Alexandre, “A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu”, Câmara Municipal de Viseu, Santa Casa Misericórdia de Viseu, Grupo Amigos Museu Grão Vasco, 1ª edição, Viseu, 1995

20120106

Azulejos de Viseu - Adoração dos Reis Magos



“A Adoração dos Reis Magos”, painel de azulejos no claustro da Sé de Viseu, trabalho da oficina coimbrã do oleiro Agostinho de Paiva, pintado provavelmente pelo pouco talentoso pintor Manuel da Silva, entre 1720 e 1722. O painel até 1921 esteve colocado no interior da Sé Catedral.

20111225

Azulejos de Viseu - Natividade



Claustro da Sé Catedral de Viseu - azulejos atribuídos ao pintor Manuel da Silva, fabricados na Olaria de Agostinho de Paiva, em Coimbra entre 1720 e 1722

20090416

D. Afonso Henriques - 900 Anos



As comemorações dos 900 anos de nascimento em Viseu de D. Afonso Henriques continuam no próximo Sábado em Cavernães, pelas 15h00 na Associação de Solidariedade "As Costureirinhas", com uma palestra em que será orador o Mestre Carlos Moura, Investigador do Centro de Estudos Históricos da Universidade de Lisboa, que abordará o tema "D. Egas Moniz na determinação de D. Afonso Henriques".
Na imagem pormenor da representação de D. Afonso Henriques saudando São Teotónio em painel de azulejos no Claustro da Sé de Viseu. Os azulejos são da oficina coimbrã do oleiro Agostinho de Paiva e foram pintados provavelmente por Manuel da Silva, um pintor de fraca qualidade, entre 1720 ou 1722 e até 1921 estiveram colocados numa das paredes do interior da Catedral.

20081028

Retrato do Viseense D. Afonso Henriques!


(...) "A tese do Dr. Almeida Fernandes é hoje subscrita ou aceite por alguns dos mais reputados historiadores e medievalistas portugueses - Prof. Doutor Bernardo Vasconcellos e Sousa (Professor catedrático da Universidade Noiva de Lisboa); Prof. Doutor Avelino de Jesus da Costa, já falecido (Professor Catedrático da Universidade de Coimbra); Prof.ª Maria Alegria Ferandes Marques (Professora da Univerisdade de Coimbra); Prof. Doutor José Mattoso (Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa); Prof. Doutor João Silva de Sousa (Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa) - só para citar alguns. Para infirmar esta tese do Dr. A. de Almeida Fernandes não se conhece nenhum testemunho académico."

P.S. - D. Afonso Henriques, retrato imaginário, saúda São Teotónio num painel de azulejos existente no Claustro da Sé de Viseu, pintado por Manuel da Silva (?), nas oficinas de Agostinho de Paiva, Coimbra, séc. XVIII. Este conjunto de azulejos foi retirado do interior da Sé no início do séc. XX.

20080808

Aldrabas, Batentes e Portas de Viseu


Curiosa fechadura na Capela da Hora Tertia no claustro renascentista da Sé de Viseu. Neste local existiu a residência senhorial onde “indubitavelmente”, no dizer de A. de Almeida Fernandes, nasceu nos primeiros dias de Agosto de 1109 a criança que viria a ser nosso primeiro rei D. Afonso Henriques.

20080806

D. Afonso Henriques um Viseense


Retrato fantasioso de D. Afonso Henriques em painel de azulejos do Claustro da Sé de Viseu, pintado por Manuel da Silva (?), nas oficinas de Agostinho de Paiva, Coimbra, séc. XVIII.

(...)“Foi nessa altura, à roda de 5 de Agosto de 1109, que no paço de Viseu veio à luz o nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques” (...)

A. de Almeida Fernandes in “Viseu, Agosto de 1109, Nasce D. Afonso Henriques

(...) “É, de facto admissível, com base nos documentos por ele invocados, que Afonso Henriques tivesse nascido em Viseu por meados do mês de Agosto de 1109. A opção por Viseu, em vez de Guimarães, baseia-se no facto de D. Teresa aí se encontrar muitas vezes, e de parecer associada a um grupo de cavaleiros que, segundo o mesmo autor, lhe estariam ligados por um vínculo de fidelidade” (...)
(...)”Assim D. Teresa teria retomado uma preferência de antigos membros da família real leonesa que fizeram de Viseu o epicentro do seu poder, entre outros o rei Ramiro II, que aí viveu entre 924 e 929.”
(...)

José Mattoso in “D. Afonso Henriques”, Colecção Reis de Portugal do Círculos de Leitores e Temas e Debates, Julho de 2007

20070515

Azulejos de Viseu


"Cenas da Vida de São Teotónio" - azulejos do séc. XVIII, do pintor Manuel da Silva (?) executados nas oficinas de Agostinho Paiva em Coimbra. Decoração do Claustro de Sé de Viseu. Vá vê-los!

20070513

Azulejos de Viseu - D. Afonso Henriques

Sé Catedral de Viseu no claustro.
D. Afonso Henriques saúda São Teotónio, pormenores do painel de azulejos do séc. XVIII, do pintor Manuel da Silva (?) executados nas oficinas de Agostinho Paiva em Coimbra.

20070512

O Claustro da Sé de Viseu



(...)"O claustro da Sé de Viseu, um dos mais valiosos testemunhos da introdução do renascimento italiano em Portugal, é um dos emblemas mais importantes, para a cidade de Viseu, do que foi o erudito e ambicioso projecto artístico do bispo-humanista, D. Miguel da Silva (1525-1540), na sede do seu bispado. Graças ao ímpeto renovador deste prelado, a cidade transforma-se no cenário de eleição para práticas artísticas de vanguarda e vive um dos momentos mais brilhantes da sua história. A reforma promovida na Sé, não apenas do espaço e das linguagens da arquitectura, mas também dos necessários objectos e suportes figurativos para práticas litúrgicas, a ampliação da quinta episcopal de Fontelo, bem como a reedificação do paço e a construção de deslumbrantes jardins em terraço, com fontes e passareiras, pontuam nesse ambicioso projecto.
À data da eleição de D. Miguel da Silva, em 1525, a velha Catedral, que havia sido renovada poucos anos antes com uma exuberante fachada manuelina (descrita em 1630, escassos anos antes da derrocada), mantinha o claustro trecentista gótico. A construção do actual em linguagem renascentista, o que implicou a demolição daquele, assim como o entaipamento de capelas, portais e arcossólios dos muros (hoje de novo a descoberto), é o melhor indicador do gosto que este magnífico prelado pôde adquirir e amadurecer na cidade eterna, ao tempo em que desempenhava as funções de embaixador do Rei junto da Cúria Romana." (...)
Dalila Rodrigues in "IPV.pt"