EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.

20061112

A vedação avança e imagens destas nunca mais!








Vão urbanizar a antiga Quinta do Seminário e construir mais blocos!
A propósito de vistas de Viseu :

O arvoredo cinge mais ao largo tudo com a sua cintura, ora compacta, ora esfarrapada, de ametista e verde escuro. Os montes estão cheios de nuvens em comunicação com o céu alto. E todo o vale, como a bordadura de travessa de Palissy, brilha ao sol com o seu quê de bíblico e satisfeito.
Aquilino Ribeiro in - Arcas Encoiradas (estudos, opiniões, fantasias) - 1953

Disto já não falaria assim o Mestre...





A todo o quadrante o panorama é da mais pródiga e risonha natureza.
Aquilino Ribeiro In Arcas Encoiradas (estudos, opiniões, fantasias) - 1953

20061111

11 de Novembro de 1928 - Golo do Viriato,... gooolo do Manuel Soares!!!




Em Portugal e no início do Século XX o "foot-ball" foi jogado onde existisse um pedaço de terreno plano, público, abandonado ou maninho. Era o tempo das balizas às costas e dos “banhos” em poças, ribeiros ou fontes... desde que não houvesse mulheres por perto. Em Viseu jogava-se perto da Cava (junto ao local onde em 1940 foi erigido o Monumento a Viriato), mais abaixo no Campo da Feira Franca ( entre a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Ribeira e a Rua da Ponte de Pau) e nos terrenos do Colégio da Via Sacra. No Domingo 11 de Novembro de 1928, em dia de São Martinho, foi inaugurado o Estádio Municipal do Fontelo, com futebol a sério. Em 12 de Junho tinha sido feita uma cerimónia e uma inauguração simbólica, com a presença de alguns internacionais da equipa Olímpica de Portugal, Jogos de Amsterdão, e do seu capitão Jorge Vieira que deu o primeiro pontapé. Nessa data o campo não estava finalizado e ainda não tinha balizas e vedação, portanto não foi uma verdadeira inauguração. Nesse dia de São Martinho, já distante, realizaram-se 3 jogos:
Grupo União de Futebol / Sport Ribeira e Viriato, resultado 1 - 1;
Sport Lisboa e Viseu / Tondela, resultado 2 – 2;
Clube Académico de Futebol / Académica de Coimbra, resultado 3 – 4.
O primeiro jogo foi disputado entre as duas equipas mais antigas de Viseu, ainda em actividade. O primeiro golo foi marcado pelo jogador do Sport Ribeira e Viriato – Manuel da Costa Soares (Curroso). O Manuel que não conheci era sapateiro, humilde e imensamente dedicado ao seu Clube. Dele posso fazer uma ideia clara, graças à leitura das crónicas doutro Ribeirinho e Academista,
José Alves Madeira, e pelo conhecimento do seu irmão Gabriel, um doente do seu "F.C.P". O Manuel Soares era uma figura singular, precocemente calvo, joelhos metidos para dentro, usava os “calções ao fundo da barriga e uma corrida feita de passinhos curtos”, dava nas vistas pela sua figura sempre sorridente, mas era apenas um jogador mediano. Pois foi este jogador mediano quem “inaugurou” as balizas e as redes do Fontelo e fez pela primeira vez gritar, no Fontelo, ..... GOOOLO !

AJ, Ribeirinho e amigo do Viriato

20061110

Veste de vermelho mas...



Hugo Chávez "persegue" o Pai Natal

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o que chamou o Bush de diabo, resolveu proibir os símbolos da tradição anglo-americana do Natal. Chávez ordenou que nenhum edifício público possa ostentar imagens do Pai Natal, pinheiros decorados, ou mesmo bolas e meias vermelhas.
Pretende que essas importações sejam substituídas pelas velhas tradições da Venezuela: presépios, meninos Jesus e estrelas-de-Natal.
O Governo Venezuelano, pela voz do ministro da informação, William Lara, esclareceu que não se trata de uma proibição mas sim “…uma orientação com o propósito de restaurar as tradições nativas”.
Por outro lado cerca de um milhão de funcionários públicos e reformados foram “presenteados”, sem esperar pela vinda do menino Jesus ou pelos Reis Magos, com três subsídios de Natal.
Como a 3 de Dezembro irão realizar-se eleições presidenciais, a oposição já reclama e garante que o actual presidente, que pretende obter um terceiro mandato consecutivo, está a comprar votos.

Aldrabas, batentes e portões de Viseu # 13



Veja outras fotos aqui...

Parabéns Benfiquistas!



Veja porquê aqui...e no Mundo inteiro (talvez?) cerca de 12 milhões de simpatizantes! E aqui é claro que também existem muitos...

Com tanta tecnologia... qualquer um pode ser artista!


Torres e catavento da Igreja do Carmo

20061109

O Rio Pavia neste Verão



O Rio Pavia é um rio de Portugal. É um dos principais afluentes do Rio Dão. Nasce na área da freguesia de Mundão, concelho de Viseu, cidade que é atravessada por este rio. Desagua no Rio Dão na área da freguesia de Ferreirós do Dão, concelho de Tondela. O seu principal afluente é a Ribeira de Asnes. Algo poluído, o processo da sua despoluição tem sido assunto de grande polémica no concelho de Viseu. Os moinhos existentes nas suas margens estão fortemente ligados à tradição padeira da povoação de Vil de Moinhos, nomeadamente ao fabrico da Broa Trambela e à tradição das Cavalhadas de Vil de Moinhos.

Magnólia morta e já enfeitada para o Natal...


na Praça 2 de Maio e a aguardar substituição

Veja aqui a evolução das flores da magnólia e saiba muito mais sobre esta árvore exótica...

Força Viriatos e pontaria afinada!


Apoie o Viseu Futsal 2001
Jogos no Pavilhão do INATEL aos Domingos às 17h

Visite a página oficial e confirme que vamos na frente!
Visite e opine no Blogue!

20061107

Voltando ao nosso tema


Pequena ventania mas...

Parabéns Porto!


Esta não é das minhas. Façam as contas....
O futuro comboio para o Porto está aqui!

Viseu cidade com (muitas) rotundas

Tantos "posts" e zero rotundas? Cá vão 2...




Hora de ponta.
Até a pomba estranha ver um túnel a "terminar" numa rotunda!
Leiam aqui sobre outra "rotunda" ....

Um pouco (conhecido) da Muralha Afonsina!





Sabe onde fica?
Conheça aqui a muralha e aproveite para localizar este troço.

20061106

O São Mateus do Prof. Armindo



E aqui está o Sr. Professor entre alguns dos seus muitos alunos.

Bairro de São José



Por aqui já passou a brigada anti-grafitti!
Só precisam de "afinar" as cores.

Malta...agora toca a estudar!









A Semana do Caloiro foi só a primeira festa - Ver aqui...

20061105

Na parede de uma grande superfície...



ia a passar, parei, reparei & cliquei !

Ainda há pouco revi este filme em DVD. É um filme Fantástico.
Saiba mais aqui! E veja que há novidades aqui!

E já agora espreite estes cartazes ...

Herança dos Romanos







e muito bem cuidada... em Abraveses junto da Escola Dr. Azeredo Perdigão

Esta via seguia por Moselos, Bodiosa, Lufinha, S. Pedro do Sul e juntava-se à via Olisipo (Lisboa) para Bracara (Braga) em lugar hoje desconhecido.

AS VIAS ROMANAS
(…)
Os romanos foram, acima de tudo, colonisadores e pacificadores, e a sua força, brutal na aparência, foi perfeitamente ordenada. A “Pax – Romana” durou perto de seis séculos; a potência metropolitana de Roma estendeu-se pela Europa e a civilização seguiu-lhe os passos pelas estradas do Império. As estradas romanas tornaram-se, assim, elementos de expansão comercial e de colonização. Pouco a pouco, esta vias tornaram-se o utensílio necessário de novas conquistas, e os legionários acrescentaram às tarefas militares a de construtores de novas vias que abriam caminho aos comerciantes e traficantes que seguiam as coórtes e se instalavam, completando a anexação de novos territórios, sob a protecção dos Cézares. (…)
Pelo apogeu romano, no I século, sob o império de Trajano, 23 caminhos radiavam a partir dum marco erecto no Fórum. Este miliário marcava o centro duma rede de 90.000 kilómetros de estradas (…) Entroncando nestas vias imperiais, 200.000 kilómetros de estradas secundárias penetravam intimamente as regiões atravessadas, como actualmente as nossas estradas municipais. (…)
Cerca do fim da República, o alto comando romano organizou um corpo de engenharia que acompanhava ou precedia as legiões, tal qual nos modernos exércitos.
Depois da conquista, a construção e conservação das vias passou para a administração civil. A construção era financiada directamente pelo Imperador que nomeava delegados (fiscus) ficais, os quais contratavam com empreiteiros particulares os trabalhos a realizar. Estes empregavam, então, um pessoal especializado (silicarius) que se alojavam em barracas construídas ao longo da estrada. (…)

Impertinente”, na revista “Beira Alta” - Arquivo Distrital, 1957 (3º e 4º Trimestre), Viseu

20061104

A Máquina do Tempo


O Rio Pavia com neve num Inverno do início dos anos sessenta de século passado - máquina: Kodak Brownie Fiesta com rolo 127.

O Parque Linear do Rio Pavia












Para ver mais fotos - clique aqui P.F.

20061103

Numa manhã do último Verão!

A arma do guerreiro Lusitano


e a Porta do seu chefe - O grande Viriato!

Varandas no Massorim!

























Para alegrar a nossa Rua Formosa !
























20061102

Viriato


A VIRIATO

O tempo passa, d’ampulheta a areia
De quantas vidas a memoria apaga!...
Em quantos craneos aniquilla a ideia!...
Em quantos peitos o sentir esmaga!...
.....
Não morrem os heroes; não, que da morte
O gelo só destróe a vã materia.
Que importa ao bravo que o soprar do norte
Lhe varra as cinzas na mansão funeria?

Que a fama ao dar seus feitos á memoria
Dá-lhe tropheus de gloria immorredouros;
Grava seu nome nos annaes da historia
Cobre-lhe a campa de perennes louros.

Tal Viriato, o pastor humilde, obscuro,
A quem o amor da patria fez guerreiro,
Quebrando do sepulcro o gelo duro
E’hoje inda entre heroes, o heroe primeiro.
....
Depois erguendo o gigantesco braço,
Brandindo a larga folha do montante,
Com a vista d’aguia perscrutando o espaço
Saudou a guerra n’este brado: “Ávante!...”

E correu a salvar a patria escrava
Do jugo do romano que a opprimia;
E em face das victorias que ganhava
Mais o seu valor no peito reaccendia.
....
Mas a traição velava: a lei da sorte
Tinha marcado o termo ao seu destino:
E o bravo adormecendo achou a morte
No ferro mercenario do assassino.

Sucumbiu à traição; mas a memoria
Cobriu-lhe a campa de perenes louros;
E após annos sem fim a luza historia
Seu nome ensinará sempre aos vindouros.

Patria de Viriato, que tiveste
Seu culto e seus afectos mais latentes;
Vizeu; tu que na gloria adormeceste
Sobre os louros do heroe sempre virentes,

Foi-te bello o acordar! Que o monumento
Que te erige este livro, bello e ousado,
Tem por base o progresso e por cimento,
- As glorias dos heroes do teu passado -


Porto, 20 de Julho de 1883

D. CLORINDA DE MACEDO

A Baga de Sabugueiro



Boas notícias para os produtores de baga de sabugueiro

A baga de sabugueiro, depois de preparada, poderá servir como corante de alimentos, dar cor ao vinho e para utilização na indústria farmacêutica.
A Cooperativa Agrícola do Vale do Varosa, que agrupa agricultores dos concelhos de Tarouca, Armamar, Lamego e Tabuaço poderá fornecer, nos próximos anos, até quatro mil toneladas de baga fresca ou congelada a um grupo industrial alemão da área agro-alimentar.
A cooperativa, com o apoio da câmara pretende garantir condições óptimas de armazenagem e de congelação pelo que necessita de apoio financeiro.
A Câmara Municipalde Tarouca está disposta a ceder o terreno gratuitamente e já fez contactos com o governo para o financiamento da infra-estrutura.
Na última campanha foram escoados 1000 toneladas de baga fresca de qualidade considerada excelente e capaz de competir em preço com a baga originária da Polónia, Hungria e República Checa.
Este negócio rendeu à cooperativa um valor aproximado de 500 mil euros.

Museu da EDP, junto ao Forum












Sabugueiro (e não só... ) no jardim do Museu!

20061101

Aldrabas, batentes e portões de Viseu # 11












Pormenor do portão principal do Cemitério de Viseu - Pedras Alçadas