EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170401

Linda Martini – “Dez Tostões”


“Dez Tostões” vídeo de Diana Boccara e Leo Longo, gravado 2015 no âmbito do projeto “Around the World in 80 Music Videos”, pelos lisboetas Linda Martini.

20080125

Certificados de Aforro



Nos anos sessenta do século passado não se vendiam apenas cromos da bola.
A Junta do Crédito Público editou várias colecções de estampilhas especialmente dirigidas aos jovens. Deste modo divulgavam-se castelos e monumentos, procurava-se incentivar o gosto pelo coleccionismo e pela poupança. Esta colecção era quarenta e duas estampilhas e o seu valor oscilava entre 1$00 (um escudo ou dez tostões) e os 10$00 (também se dizia "dez paus"). A caderneta custava 4$00 e o valor total das estampilhas era de 70$00 mas depois de cheia poderia ser trocada por um certificado de aforro de 100$00, em qualquer estação dos C.T.T., na Sede da Junta do Crédito Público ou na Delegação da Junta no Porto. Quem o desejasse poderia pedir a restituição da caderneta depois da inutilização das estampilhas. Na minha colecção faltam alguns dos selos mais caros.
Aqui o governo afirma que não vai prejudicar os pequenos aforradores. Na verdade para grande parte dos portugueses os euros cada vez mais escasseiam para sobreviver...

20090115

A Ponte de Pau...na Actualidade


VISEU - RECORDAÇÕES
(...)

Onde faço juízos matreiros
Umas vezes à vara – outras a remar
Quantos foram hoje os meus companheiros
Nesta barca da saudade a navegar
Até às Três Pedras, até à Ponte de Pau?

...... às vezes fico a meditar
Quando escrevo estas recordações
Como era possível:

Remar!
Mergulhar!
Nadar!
Lanchar!
Navegar!

Uma tarde inteira
Nas barcas da Ribeira
Por pouco mais de dez tostões!...

Ricardo Sandro - José Alves Madeira [ler tudo]

20170128

VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)


VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)

Aos domingos – quando as lojas abriam
Para encerrarem ao meio-dia
Os caixeiros e os marçanos, todos sentiam
A fluvial euforia
De passarem a tarde nas águas do Pavia
Coisa que hoje nem se acredita!...

...Naquele tempo belo – existia
Uma marinha viseense!
As barcas da tia Cristina e da tia Rita
(Como tudo isto desapareceu)
Se recordar é vida que se renova
Pois o futuro a Deus pertence
- Meto-me numa barca e lá vou eu!...

... Passar a ponte, à vara – sem lhe tocar
singrando nas águas profundas da Parede Nova
sempre a remar a bom remar
rumo ao Poço do Nicolau
para chegar depois – ao areal da Cerdeira
lembrando praia das areias finas
atracando a barca, à sombra dos amieiros
despejo a jarra que enchi no Júlio da Ribeira
Petiscando bolinhos de bacalhau !.....
Vou até ao areal das “meninas”!

Onde faço juízos matreiros
Umas vezes à vara – outras a remar
Quantos foram hoje os meus companheiros
Nesta barca da saudade a navegar
Até às Três Pedras, até à Ponte de Pau?...

... às vezes fico a meditar
Quando escrevo estas recordações
Como era possível:

Remar!
Mergulhar!
Nadar!
Lanchar!
Navegar!

Uma tarde inteira
Nas barcas da Ribeira
Por pouco mais de dez tostões!...

Ricardo Sandro (José Alves Madeira)

Ilustração: "Vizeu - Margens do Pavia", Bilhete Postal, Editor F.A. Martins, Lisboa, não datado, nem circulado mas dos primeiros anos do séc. XX.

20170907

Lembram-se da Ponte de Pau?

GIF via GIPHY
Aspectos do rio Pavia na Ponte de Pau (Quinta das Mestras), podendo observar-se as ruínas da represa e do pilar de granito da ponte que deu o nome ao lugar.


GIF via GIPHY

O leito do rio não foi limpo e a antiga represa, onde aprendi a nadar, continua muito assoreada com terra, lama e algum lixo. Quem terá fiscalizado o cumprimento do contrato de limpeza do rio e das margens que custou 43.000 Euros?

VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)

(...)
Onde faço juízos matreiros
Umas vezes à vara – outras a remar
Quantos foram hoje os meus companheiros
Nesta barca da saudade a navegar
Até às Três Pedras, até à Ponte de Pau?...

... às vezes fico a meditar
Quando escrevo estas recordações
Como era possível:

Remar!
Mergulhar!
Nadar!
Lanchar!
Navegar!

Uma tarde inteira
Nas barcas da Ribeira
Por pouco mais de dez tostões!...

Ricardo Sandro (José Alves Madeira)

20070128

Viseu, vista do Coval



VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)

Aos domingos – quando as lojas abriam
Para encerrarem ao meio-dia
Os caixeiros e os marçanos, todos sentiam
A fluvial euforia
De passarem a tarde nas águas do Pavia
Coisa que hoje nem se acredita!...

...Naquele tempo belo – existia
Uma marinha viseense!
As barcas da tia Cristina e da tia Rita
(Como tudo isto desapareceu)
Se recordar é vida que se renova
Pois o futuro a Deus pertence
- Meto-me numa barca e lá vou eu!...

... Passar a ponte, à vara – sem lhe tocar
singrando nas águas profundas da Parede Nova
sempre a remar a bom remar
rumo ao Poço do Nicolau
para chegar depois – ao areal da Cerdeira
lembrando praia das areias finas
atracando a barca, à sombra dos amieiros
despejo a jarra que enchi no Júlio da Ribeira
Petiscando bolinhos de bacalhau !.....
Vou até ao areal das “meninas”!

Onde faço juízos matreiros
Umas vezes à vara – outras a remar
Quantos foram hoje os meus companheiros
Nesta barca da saudade a navegar
Até às Três Pedras, até à Ponte de Pau?...

... às vezes fico a meditar
Quando escrevo estas recordações
Como era possível:

Remar!
Mergulhar!
Nadar!
Lanchar!
Navegar!

Uma tarde inteira
Nas barcas da Ribeira
Por pouco mais de dez tostões!...

Ricardo Sandro (José Madeira)