20170128
VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)
20160728
Novidades da Feira Anual
20160707
"Rua Direita" - Ricardo Sandro
Comprida e torta
Muita e muita porta
Travessas e ruelas
Quelhas, casas novas, casas velhas
Casebres, palacetes
Cântaros, tachos, panelas
Bombas, estalos, foguetes
Dedais, agulhas, alfinetes
Sementes de nabiça e rabanetes
Pensões, tascas, restaurantes
Pentes, detritos, cascas
Pulseiras, anéis e brilhantes
Carapaus fritos
Malas, malinhas, maletas
Pás, gadanhos, picaretas
Bananas, bifanas
Presunto, chispe, chouriças
Talhos, cartas e baralhos
Avisos p´ras missas!
Pós p´ra toda a bicharada
Muita porta ornamentada
C’a existência dependurada!
Plásticos, elásticos
Jardins suspensos de bacios
Garrafões, alguidares, assobios
Cestos e cesteiros
Médicos, barbeiros
Alfaiates, sapateiros
Padeiros, relojoeiros
Oculistas, dentistas
Chapéus de palha
Amolam-se tesouras e navalhas!
Cabeleireiros, confeiteiros
Fotografias, sapatarias
Cervejarias, livrarias
Cartuchos, armas de caça
Muitos peões - sem baraça
Engraxadores
Mantas, cobertores
Brinquedos, lâminas, cornetas
Camisas e camisetas
Doces, marmelada, pitéus
Gravata, cintos, chapéus
Um polícia a cada esquina!
Esferográficas
Bordas d’água, gramáticas
Máquinas
De barbear e fotográficas,
Bacalhau, arroz, macarrão
Saldos de fim de estação,
Tudo vendido ao desbarato!
Detergentes, sabão-macaco.
Selos, postais do Eusébio.
Prendas p’ra qualquer sogra,
Charlatães impingem remédio
Vendendo a banha da cobra!...
Linhas, cordas, botões
Organizam-se excursões
Loiças, vidros, jarrões
Muitas coisinhas estranhas
E fumo d´assar castanhas
Fatiotas de Kaki
Paragens no Senta-aí
Tachos, cafeteiras, esfregões
Há sardinhas, berbigões
Apregoam-se lampreias
Tamancos, pantufas, meias
Pisadelas, encontrões
Rádios, frigoríficos, fogões
Gaiolas para canários
Lotarias, cauteleiros, taludas
Casas já barrigudas
E cartazes funerários
Gasómetros, carbureto
Frangos assados no espeto
Polvo, vassouras, feijões
Jornais, revistas, ilustrações
Transístores, canas de pesca
Carne ( retardada e fresca )
Bonecas, quinquilharias
Boticas, drogarias
Perfumes, papel higiénico
Emblemas do Sporting e Académico
Queijos e requeijões
Grupos cénicos, orfeões
Canivetes, canetas, barómetros
Café, bagaço, termómetros
Camisas de fantasia
Melão, tremoço, melancia
Cera, pomada, cola
Resultados do totobola!
Sombrinhas e guarda chuvas
Ligas, soutiens, luvas
Vinho ao copo e ao quartilho
Pão de ló e pão de milho
Móveis, camas, colchões
Salsichas e salpicões
Solas, calfe, cabedais
Calças, sais, aventais
Lâmpadas, candeeiros, anzóis
Artigos p’ra futebóis
Martelos, pregos, ferramentas
Chapéus de chuva a dar nas ventas!
Espelhos e castiçais
Arame, ferro, dedais
Artesanato de lata
Passeio p’ró pé e p’ra pata
Objectos de cortiça
Repolhos salsa, hortaliça
Marçanos e costureiras
Magalas, estudantes, sopeiras
Cataratas nos beirados
Chupa-chupa, rebuçados
Ovos, biscoito, gelados
Pastilhas, sanapismos, tintura
Chocolates, fura-fura
Jeropiga, vinhos finos
Tomates, pimentos, pepinos
Florezinhas de papel
Talheres, malgas, pratos
Tudo se vende a granel
...Exposição permanente de retratos, do dia da lua-de-mel...
Um comércio em cada porta
Seja larga ou seja estreita!
Ó minha Rua Direita.
Não é defeito seres torta!
Viseu - 1973
Ricardo Sandro (José Alves Madeira)
20140711
Académico de Viseu FC
20121024
Obras no Fontelo
20090115
A Ponte de Pau...na Actualidade
VISEU - RECORDAÇÕES
(...)
Onde faço juízos matreiros
Umas vezes à vara – outras a remar
Quantos foram hoje os meus companheiros
Nesta barca da saudade a navegar
Até às Três Pedras, até à Ponte de Pau?
...... às vezes fico a meditar
Quando escrevo estas recordações
Como era possível:
Remar!
Mergulhar!
Nadar!
Lanchar!
Navegar!
Uma tarde inteira
Nas barcas da Ribeira
Por pouco mais de dez tostões!...
Ricardo Sandro - José Alves Madeira [ler tudo]
20080921
"O Olímpico Rural"
Os músculos dos braços
Formados só por pele dura
Enrugada, escura
Colada aos ossos
Do corpo mecânico dum atleta
Alimentado a broa e tremoços
Sem pulsações controladas
Batendo records incríveis
Desde a infância
Na sua maratona sem meta
Nem distância!
Acaba sem pódium
A sete palmo do fundo
O maior atleta do mundo!
O campeão “bestial”
- O nosso homem da jorna
.. Aqui em Portugal!...
Ricardo Sandro
(José Alves Madeira)
20080914
A Cidade de Vizeu em 1884
(...) “Vizeu conta uns nove mil habitantes. E’ muito sadia, farta d’aguas excellentes e de todos os productos agricolas do nosso paiz. Tem arrabaldes lindissimos, amenos e pittorescos. De alguns sítios disfructam-se panoramas surprehendentes.” (...)
20080423
A Nova "Parede Nova"
singrando nas águas profundas da Parede Nova
sempre a remar a bom remar
rumo ao Poço do Nicolau
para chegar depois – ao areal da Cerdeira
lembrando praia das areias finas
atracando a barca, à sombra dos amieiros
despejo a jarra que enchi no Júlio da Ribeira
Petiscando bolinhos de bacalhau !.....
Vou até ao areal das “meninas”!
(...)
20071212
Grafittis de Viseu - Fontelo
No terraço do Instituto da Juventude na Rua Dr. Aristides Sousa Mendes, no Fontelo e sobranceiro ao campo de futebol José Alves Madeira existia um belo exemplo desta arte que merecia ser restaurado pois já apresentava sinais de degradação. O mural estava muito bem enquadrado com o pequeno lago, apresentava um grafismo muito interessante e merecia outra sorte. Assim não entenderam os responsáveis que permitiram que no dia 1 de Dezembro e no âmbito de um workshop dedicado à arte do grafitti fosse apagado e substituído.
20071017
A Ponte de Pau
(...)
...Vou até ao areal "das meninas"!
(...)
20070922
A chaminé da "Eléctrica"
20070915
Os Jograis de Viseu

HÁ DE TUDO NA BOTICA
(à guisa de jogral)
Há cremes, leites, loções,
Brincos, ganchos e cuecas,
Champôs, lacas e sabões,
P’ra lanzudos e carecas.
Há corta-unhas, há bolas,
Limpa-pentes e clipes.
Para as dores há camisolas;
Ceroulas, pés e slips.
Há penicos p’ra bébé,
Jogos, biberões e chupetas,
Tubos de ensaio, provetas,
E posinhos pró chulé,
(...)
Há doutores que são os donos
Outros, de outros muletas,
Porque somente são donos,
Dos nomes nas tabuletas.
Há pitrol, água de rosa,
Detergentes, alimentos,
E coisinha curiosa...
Inté há medicamentos.
Alfredo Mendes
20070821
A Parede Nova e o Arrabalde
“Último mergulho à saúde das maleitas para me ir vestir!”.
As maleitas que se pretendiam afastar eram as possíveis febres provocadas pelas águas frias ou pelas mordeduras de bicharada voadora.
Agora a água está castanha e muito suja embora nas fotos pareça azul.
20070615
15 de Junho 1914 - 1º Jogo de Futebol do Académico de Viseu?

Papéis antigos mas guardados com carinho e saudade
José Alves Madeira esse grande academista e conhecedor como ninguém das histórias da nossa cidade encontrou nas suas investigações na Biblioteca Municipal no número 2897 do "O Comércio de Viseu", com data de 7 de Junho de 1914, a notícia que se segue:
"Programa das Festas de Santo António – Festas da Cidade - dia 15 - ás 14 horas - no Campo de Viriato. Desafio de Futebol entre os teams Sportivos de Tondela e do Académico de Viseu."
As festas em honra do Santo António eram as mais importantes que se realizavam em Viseu e tinham muita de tradição.
O team academista formado por um misto de estudantes do Colégio da Via-Sacra e do Liceu de Viseu era certamente uma associação ocasional e informal.
20070502
À espera em Santo Estevão!
"Envergando a camisola encarnada e calção preto, as cores do Ribeira e Viriato, vamos encontrar; o Visconde de Andrade, de seu nome Gaspar da Silva Andrade, 4º filho do visconde da Silva Andrade, da Casa de Santo Estêvão. Na gíria desportiva, era conhecido por Gasparinho e muito dado ao desporto automóvel, pois muita gente se lembrará ainda do seu carro de corrida, um Amílcar (a) , pintado de várias cores. " (…)
José Alves Madeira in “O Sport Ribeira e Viriato” de 31/12/1980
20070405
Aldrabas, batentes e portas de Viseu
(…) "A primeira sede do Ribeira e Viriato, deve-se ter situado – conforme o próprio nome nos indica – lá para a Ribeira, pois foi lá que ainda conhecemos as sedes do União e do Académico, na Travessa da Fábrica, e junto ao chafariz que existiu pegado à Quinta bicas, (agora junto à Igreja da Misericórdia) respectivamente. E tinha razão de assim ser, porque o Campo de Futebol era o vastíssimo Campo da Feira." (…)
José Alves Madeira – “O Sport Ribeira e Viriato”, 1980/12/31









