EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20171108

Encontrei na Represa da Ponte de Pau


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Aspectos da represa da Ponte de Pau, no rio Pavia junto ao Centro Comercial


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Sacos de plástico, garrafas e claro copos e uma estaca de madeira enfeitam a represa


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Lombo de boga de esferovite, vindo da Ribeira que conseguiu descer o rio apesar das águas paradas, sujas e de péssimo aspecto

20170907

Lembram-se da Ponte de Pau?

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Aspectos do rio Pavia na Ponte de Pau (Quinta das Mestras), podendo observar-se as ruínas da represa e do pilar de granito da ponte que deu o nome ao lugar.


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O leito do rio não foi limpo e a antiga represa, onde aprendi a nadar, continua muito assoreada com terra, lama e algum lixo. Quem terá fiscalizado o cumprimento do contrato de limpeza do rio e das margens que custou 43.000 Euros?

VISEU – RECORDAÇÕES (O PAVIA)

(...)
Onde faço juízos matreiros
Umas vezes à vara – outras a remar
Quantos foram hoje os meus companheiros
Nesta barca da saudade a navegar
Até às Três Pedras, até à Ponte de Pau?...

... às vezes fico a meditar
Quando escrevo estas recordações
Como era possível:

Remar!
Mergulhar!
Nadar!
Lanchar!
Navegar!

Uma tarde inteira
Nas barcas da Ribeira
Por pouco mais de dez tostões!...

Ricardo Sandro (José Alves Madeira)

20170906

Barcas no Rio Pavia


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A Princesa, provavelmente a última das barcas do rio Pavia, Bilhete postal ilustrado, do início da década de 1960


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Embarcação anónima e de proprietário desconhecido, inspirada nas gôndolas de Veneza, na margem direita do rio Pavia, um pouco acima da nova ponte pedonal do Parque Urbano de Santiago. Água não há, apenas um charco aqui e ali. Embora ainda não tenha sido falado, será que o Dr. Almeida Henriques irá criar condições para que o rio venha finalmente, a ter água durante todo o ano, como previsto no Programa Polis e nos prometeu, e não cumpriu o seu antecessor, Dr. Fernando Ruas, em várias ocasiões e nas vésperas das eleições realizadas em 2009? Já nem sequer exigimos a praia...

20170502

Encontrei na Represa da Ponte de Pau


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O folar da Páscoa e o pão-de-ló, devem ter sido retirados. Hoje estava a assim a represa da Ponte de Pau, no Parque Linear do Rio Pavia, junto ao centro comercial.

20170426

Páscoa Atrasada...?


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Pão-de-ló, Folar de Páscoa e algum "lixo" no açude da "Ponte de Pau"

20170424

A Vista do "Monte Viseu" Revelada


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As imagens permitem conhecer o acesso que está a ser criado, através do derrube do parte do muro da Rua de São Pedro, para facilitar a visita ao "Monte Viseu" que é apenas uma pequena elevação de terreno, com vegetação densa constituída principalmente por carvalhos que até chegam a impedir a vista da cidade. O local será óptimo para descansar e para a realização de merendas. Quanto à fruição da paisagem, penso que se não fizerem desaparecer os armazéns e os decrépitos telheiro, usados como garagens, da "Quinta Agrária", o prejuízo é enorme. Mas a vista nada tem de surpreendente, é muito semelhante à que se divisa da estrada sobranceira ao restaurante-bar, em construção na margem oposta do rio Pavia, com a diferença da várzea do rio estar parcialmente ocupada por actividades agrícolas, ou "estar de monte", por cultivar. Claro que essa excrescência ("tumor") que é "Prédio da Caixa", está a estragar a silhueta da futura - "Melhor cidade para viver" que o actual presidente da câmara, ou o Dr. Jorge Sobrado?, se comprometeram fazer em 10 anos e quase 4, já lá vão.

20170414

"Funicular de Viseu"


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O "Funicular de Viseu", recente ícone de Viseu, a atravessar a Ponte de Pau, sobre o rio Pavia. Vamos lá a aproveitar, enquanto é de graça... E depois do Verão só voltará a andar lá pró Natal.
Este novo ícone tem sido muito mais caro de sustentar que um burro a pão de ló...

20160901

Encontrei na "Ponte de Pau"


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Há poucos dias resolvi seguir pela margem direita do rio Pavia acima, partindo da ponte da estrada da circunvalação, até à Ponte de Pau. Foi ao final da tarde, o Parque da Radial de Santiago estava quase deserto e não avistei um pássaro, um peixe, uma rã... a água do rio estava escura e quase parada, as suas margens com a vegetação silvestre cortada mas silenciosas, demais para o meu gosto, o único sinal de vida que encontrei foi, nas ruínas da ponte que deu o nome ao lugar e junto ao açude assoreado, sobre uma pedra foram estes restos de um lagostim-vermelho.

20150920

Novidades do Funicular



As chuvas dos últimos dias além de terem contribuído para diminuir a seca que em algumas regiões de Portugal, esteve classificada como severa e mesmo extrema, também foi benéfica ao "Funicular de Viseu" porque a água arrastou a sujidade acumulada no túnel técnico. Agora a limpeza está facilitada uma vez que a corrente de água arrastou muito "lixo" para a rede de retenção montada na Rua Serpa Pinto e para o troço da via mais baixo junto à estação inferior "Viriato". A acção benfazeja da água da chuva também aconteceu no exterior da via, com maior relevância para as pontas de cigarro, acumuladas junto aos carris, nas proximidades da pastelaria.
O sistema hidráulico que fecha os dois buracos existentes na via férrea, para permitir a duplicação da via e o cruzamento das cabines, continua avariado. Pela minha observação e uma vez que às 20h00, depois de cumprido o horário do ascensor os buracos são fechados, o problema deverá ser motivado por deficiência do automatismo. O pessoal do controlo talvez com receio que mecanismo deixe de funcionar, não acredito que seja por comodismo, limita-se a abrir os buracos pela manhã e a encerrá-los à noite.
Uma semana depois de terminada a feira anual, o ascensor continua a ostentar publicidade do banco que foi o principal patrocinador do evento. Será um bónus ou o contrato continua válido, quem sabe para a edição do próximo ano? E a anunciada "Viseu Marca", irá substituir a "Expovis – Promoção e Eventos, Lda" na organização da feira ?

20150814

Feira Anual de Viseu 2015



Aqui ficam algumas imagens do troço do "Parque Linear do Rio Pavia" (margem direita do rio entre a Avenida Emídio Navarro e a Rua da Ponte de Pau), uma obra do "Programa Polis para Viseu" que em resultado da nova organização e ocupação dos espaços da feira anual, deixou de estar acessível aos que vierem feirar - à feira anual de Viseu. O objectivo pretendido foi reconciliar o "Campo de Viriato" (local de realização da feira) com o rio que este ano está "limpo" mas a água apresenta-se verde. O novo arranjo para o evento ("layout", como alguns gostam muito de dizer) foi criado por um gabinete de arquitectura de Viseu. A colocação do palco sobre o "Espelho de Água", o uso dos espaços envolventes, incluindo o desastroso e ampliado "Jardim de São Mateus", como espaço de aparcamento de viaturas, instalações técnicas e camarins de apoio ao palco são usos incompatíveis com o plano anterior que desperdiçam o pouco que de bom existia. Se a equipa coordenada pelo Arqº Manuel Salgado falhou na "requalificação" do espaço público da feira, grande parte da culpa terá sido da responsabilidade da Câmara Municipal de Viseu e da Sociedade ViseuPolis que não souberam elaborar o caderno de encargos. Agora o actual executivo municipal pretende recuperar o esquema destruído - recolocando o palco (para ficar como anteriormente, com a colina da Sé em fundo) e abrindo um novo arruamento para simular a destruída alameda, conhecida por "Picadeiro". (1)
A "Ponte Pedonal Híbrida Compósita" [VER], inaugurada em Setembro de 2013 pelo Dr. Fernando Ruas, enquanto durar a feira também não irá ter qualquer utilidade, além dar trabalho a mais um vigilante. A tenda da "Cruz Vermelha Portuguesa" instalada no jardim, o reforço do horário e aumento do número de equipas de primeiros socorros que patrulham o recinto, são ambas boas notícias. Os bombeiros também estão presentes com uma viatura ligeira de combate a incêndios, o sinistro ocorrido em 2014 alertou a organização que este ano ampliou o espaço do recinto, criou arruamentos mais largos e fez instalar a rede eléctrica no solo.
O "Funicular de Viseu" foi decorado com publicidade do banco que é o maior "Amigo Feira", por ser o patrocinador principal do evento. Não deverá haver outra feira no mundo a ser atravessada por uma linha de ascensor, espero que ninguém se magoe, como aconteceu em anos anteriores.
As imagens seguintes mostram aspectos de algumas das muitas diversões instaladas no terreiro fronteiro ao "Pavilhão Multiusos", um espaço sempre muito procurado pelos mais novos mas com motivos de atracção para todos.

1Bem sei que a moda das calças rafadas deu lugar às calças rasgadas, umas e outras mais caras que as normais e recordo o tempo em que as calças coçadas, remendadas ou rasgadas eram sinais de pobreza. A propósito da bondade do novo "layout" que ainda não está finalizado, no próximo ano estão previstas mais obras, penso que são "remendo novo em pano velho"...

20150727

Novidades do Rio Pavia



Que o Pavia deixou de correr é fácil de confirmar, basta olhar para o leito do rio com alguma atenção. Mas fui ao "Parque Urbano de Santiago" ver e reparei que água já não chega ao "Poço do Nicolau", vinda do "Ribeiro do Pintor " ou dos vários regatos e ribeiros que correm de Mundão (Ribeira da Fraga), Rio de Loba e Travassós de Cima. A represa da "Ponte de Pau" (Mestras) também está vazia. Portanto o rio está transformado num charco de água verde que nalguns locais já cheira mal. Os "Serviços Municipalizados de Viseu" (Águas de Viseu) depois de terem mandado limpar o leito do rio, entre a "Parede Nova" (Escola da Ribeira) e a represa da "Casa da Ribeira", estão a vigiar as 3 redes instaladas no "Poço do Nicolau", ponte da circunvalação e na "Parede Nova" com o objectivo de evitar a passagem para o troço do "Parque Linear do Rio Pavia" mais frequentado, de lixo que possa ser lançado para o rio, ou arrastado pelo vento. O efeito da proximidade da "Feira Anual de Viseu", também aqui se faz naturalmente sentir. Com o intuito de "encher", o rio duas bombas foram instaladas num poço, há muito sem utilidade, existente na "Quinta Agrária" perto do "Poço do Nicolau". Certamente que o poço nunca irá ser despejado porque está tão próximo do rio e como dizia a minha mãe - "A terra é rota" e a água vem do Pavia. Mas é uma boa iniciativa porque ao ser extraída do poço e depois lançada no rio a água já se apresenta clara por ter sido filtrada pela terra. A última novidade de hoje refere-se  ao "Canhão de Água", existente na "Ribeira", que estava há vários anos sem "disparar" e já foi visto a funcionar [VER]. Outra boa iniciativa porque além do efeito estético, pouco espectacular dada a fraca potência do repuxo, poderá contribuir para a oxigenização da água.

20140821

Porta da Ponte Pau - Feira "S. Mateus"


O problema com a cancela do torniquete adequado à passagem de carrinhos de bébé, cadeiras de rodas e pessoas com deficiências motoras, já estava solucionado esta tarde. Quanto aos plásticos confirma-se que foram colocados para evitar a exposição directa aos raios solares e não prejudicar o bom funcionamento do torniquetes [saber+].

20120708

Sempre a "Malhar"...


As Manhãs Desportivas no Parque Urbano de Santiago são aproveitadas principalmente pelas meninas e senhoras para fazer ginástica, com o óbvio objectivo de se prepararem para a praia. A participação masculina é reduzidíssima, apenas 1 a 2% seguem as aulas das várias modalidades que na verdade são mais dirigidas às senhoras.
A última imagem mostra o rio Pavia, junto à Ponte de Pau, que está a ficar totalmente verde uma vez que o caudal está a diminuir, a cada dia que passa e algas e vegetação estão em forte crescimento.


20111014

O Lagostim da "Ponte de Pau"


Quem também se debate com a falta de água no rio Pavia é o já conhecido lagostim da Ponte de Pau [ligação] que ontem à tarde reencontrei.
Na represa ainda corre alguma água mas é muito pouca, o lagostim andava à caça e acabou caçado... claro que não gostou de ser apanhado e manisfestou a sua grande agressividade, picando-me no indicador direito.

20110922

O Rio Pavia está a ficar "Ferrugento"

Ontem fui ver os efeitos que o Verão, prestes a terminar, originou no Rio Pavia e observei que no Pontão do Raposo o leito do rio está quase totalmente invadido por vegetação mas ainda é possível ver correr alguma água. Mais abaixo podem ser vistas colónias flutuantes de pequenas algas verdes mas a água embora pouca, está limpa até ao pequeno açude da Ponte de Pau. Ultrapassada a represa a água começa a ficar cada vez mais escura e sobretudo depois do Poço do Nicolau (o Ribeiro de Santiago que corre para o rio já secou e nele crescem plantas altas), é visível uma ligeira película sobre a água, com aspecto oleoso, que depois da ponte da Circunvalação se transforma numa massa acastanhada, com péssimo aspecto, que esconde a água. Essa situação, por enquanto, ocorre apenas junto da Escola da Ribeira e prolonga-se até à Ponte das Barcas. A superfície da água está a ficar, cada dia que passa, mais "pintada" da cor da ferrugem. A pastosa massa orgânica produz "estalidos", provavelmente originados pela formação de bolhas de um gás desconhecido, que podem ser ouvidos por quem prestar atenção.
Mais um Verão está a chegar ao fim e a promessa de garantir água limpa no rio, durante todo o ano continua por cumprir. É caso para dizer que no caso das obras realizadas ao abrigo do Programa Polis no Pavia - "começaram a construir a casa pelo telhado".

20110819

Lagostim na Represa da Ponte de Pau

Foi há cerca de um ano que vi mas não consegui fotografar um lagostim no Rio Pavia, nas ruínas da Ponte de Pau [ligação], desta vez tive mais sorte e apanhei-o...
Deveria medir uns quinze centímetros e não desejava ser fotografado. Escondeu-se mas não lhe serviu de nada. Temendo pela vida alçava-se sobre o corpo e agitava as grandes pinças com ar ameaçador, poderá ter sido o mesmo que avistei no ano passado porque são animais muito territoriais. No final devolvi-o ao Pavia.
O lagostim vermelho do Louisiana - Procambarus clarkii, Girard [ligação], com origem nos EUA é uma espécie invasora que pode causar enormes prejuízos aos agricultores, por exemplo nos arrozais do baixo Mondego. Muito agressivo e territorial, até para os da sua espécie, é omnívoro mas grande consumidor de plantas, de folhas moles ou duras, algas, detritos e pedrador de crustáceos, peixes, ovos, larvas e pequenos anfíbios.
Pode viver até aos dois anos e chega a medir 15 cm, foi introduzido para fins alimentares na região de Badajoz (Espanha), nos anos 70 do século XX, e depressa se espalhou por várias bacias hidrográficas da península. Actualmente está presente em vários países europeus da bacia do Mediterrâneo, na África, Ásia e América do Sul. O lagostim vermelho é considerado uma praga mas depressa se tornou apetecido e presa de lontras, garças, cegonhas e galinhas de água.

20110324

Concurso de Pesca Desportiva no Pavia


A “Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu” [ligação] obteve uma concessão para Pesca Desportiva a montante do Açude da Ribeira, no Rio Pavia e também na Ribeira de Santiago [ligação].
Depois de muitos anos de obras foram retiradas da rede hidrográfica muitos colectores de esgotos e a melhoria da qualidade da água passou a permitir a sobrevivência de algumas espécies piscícolas, particularmente da família das carpas que graças à sua enorme robustez são capazes de sobreviver em águas sujas, pouco oxigenadas e estagnadas como habitualmente são as do rio Pavia nos finais do Verão.
Já há alguns anos que pescadores lançaram no rio peixes trazidos de outros rios ou barragens que se reproduziram e tornaram possível a existência de uma pequena família de lontras.
As trutas são peixes muito exigentes, necessitam de águas limpas, frias, bem oxigenadas e sempre correntes. Depois de uma primeira tentativa para reintroduzir as trutas por iniciativa da Escola Secundária Viriato que não resultou, a Federação dos Clubes de Caça e Pesca promoveu, no passado mês de Fevereiro, a largada de um milhar de trutas-fário [ligação] para fazer o repovoamento e possibilitar a realização de concursos de pesca. Para o próximo dia 27 está prevista a realização de um concurso organizado pelo “Clube de Caçadores e Pescadores da Beira”.
A monitorização do habitat será assegurada por uma escola de ensino superior viseense mas parece-me que as trutas que escaparem às lontras e aos anzóis, não deverão escapar ao calor e à escassez de água no pino do próximo Verão.
Quando iniciará a câmara municipal a construção, há vários anos prometida, da represa no Catavejo, na Ribeira da Fraga, com capacidade para armazenar 600.000 m3, de modo a garantir água com qualidade durante todo o ano, evitar os malefícios das cheias e ainda produzir energia.

P.S. - Já fui vê-las. Encontrei uma meia dúzia no Poço do Nicolau e outras duas a juzante da Ponte de Pau em plena caçada, recorrendo à técnica da natação estacionária contra a corrente, para localizar as presas e preparar o ataque.

20110226

Boas Notícias...

Para que não digam que passo o tempo a dizer mal da câmara municipal, a "atirar pedradas", aqui fica uma agradável notícia...

Há poucos dias foram reparadas as caixas do sistema eléctrico e de fornecimento de água que, nalguns casos, há mais de dois anos foram vandalizadas no Parque Radial de Santiago, na margem direita do rio Pavia. Os serralheiros limitaram-se a consertar, substituir dobradiças partidas e soldar. Trabalhos de pouca dificuldade, de rápida execução e que "apenas demoraram" um pouco mais de dois anos (2) a concretizar.

P.S. - Para os mais incrédulos, aqui fica a possiblidade de confirmar [ligação] e para os menos informados, a "Praia Fluvial Urbana" poderá vir a fazer parte do parque.

20100518

As "Manhãs Desportivas" mas não só...



O "Diário de Viseu" noticiou que a afluência ao "arranque das manhãs desportivas surpreendeu a organização". Curiosamente as duas fotos que publicou não permitem vislumbrar mais de duas dezenas de senhoras... Ou o jornalista estava a "passar graxa", na manchete da primeira página constava "elevada adesão", ou as expectativas da organização eram baixas [ligação].
Infelizmente não me surpreendeu, descansem que desta vez não vou aremessar "pedras", foi a continuação da situação que já por várias vezes descrevi - "caixas" com as portas rebentadas há mais de um ano [ligação] e também ver a vegetação existente junto da margem do rio desleixada. Trata-se de uma estreita faixa, entre o parque e o Rio Pavia, que merecia ser cuidada pois está a parecer muito mal. A empresa contratada para cuidar dos espaços verdes (taludes, relvados e árvores) não executa essa tarefa, certamente por não fazer parte dos trabalhos que adjudicou. Será que a câmara municipal entende que essa "limpeza" deverá ser feita pelos serviços hidrográficos do Ministério do Ambiente, com quem parece continuar a manter um estranho contencioso...
Também continuamos sem saber em que fase está a “Praia Fluvial Urbana”, prometida antes de ser apurada a sua viabilidade e igualmente quando deixará de faltar a água no rio, por via da construção da “barragem” da Ribeira da Fraga, que foi anunciada, há vários anos, como sendo a condição última para completar a requalificação da bacia hidrográfica do Pavia, terminar com a cíclica falta de água no estio e evitar as inundações no inverno.

20090914

As Obras no Rio Pavia

Como a tabuleta permite confirmar o rebaptizado "Parque da Radial de Santiago" estendia-se pela margem esquerda do Rio Pavia, onde por estes dias estão a ser executadas tarefas de limpeza das margens e do leito do rio. As imagens mostram vários aspectos dos trabalhos, particularmente da represa da Ponte de Pau e do Poço do Nicolau. Infelizmente está acontecer o que temia uma vez que muitas das árvores que bordejavam o rio já foram destruídas e outras demasiadamente “aparadas” ou danificadas. A ”fúria” do projectista do parque destruiu uma faixa arborizada que existia na margem esquerda do Ribeiro de Santiago que era um refúgio para pessoas e pássaros. Desta vez devido à utilização de maquinaria desajustada, destruíram a vegetação que sombreava as águas, facilitaria a sobrevivência dos peixes nos meses mais quentes e retiraram pousos e abrigos à passarada.
Confirmei que nos locais onde a limpeza do rio foi mais profunda a água reapareceu, num sinal evidente de que se a limpeza da terra, lodo e areias acumuladas, ao longo de dezenas de anos, for feita de modo conveniente a água poderá voltar a correr. Ainda há poucos dias a represa da Ponte de Pau estava completamente seca e agora já tem bastante água, apesar de a limpeza não ter sido, ainda espera-se, completa.