EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170911

#viseufazmal


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Pormenores do monumental painel de azulejos do Rossio, do Mestre Joaquim Lopes, azulejos da Fábrica do Agueiro (Vila Nova de Gaia), 1931. Obra da Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu


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Na década de 1920 e 30, a Praça da República (Rossio) recebeu vários melhoramentos promovidos, pela Câmara Municipal de Viseu e pela Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu, criada em 1926, para fomentar a actividade turística. Na rampa que liga a Rua Formosa à Rua do Soar de Cima, bordejando o Largo Major Teles (Jardim das Mães), a Comissão de Iniciativa realizou várias intervenções, com relevo para a colocação da balaustrada de granito e um conjunto de candeeiros, “arte nova”, infelizmente desaparecidos. O extenso e alto muro de suporte da rampa em 1930 apresentava um aspecto muito pobre, face ao conjunto urbanístico envolvente. Por proposta do Capitão Almeida Moreira, a comissão decidiu revestir a “curva do Rossio” com um painel de azulejos decorativos e artísticos. O artista escolhido foi o Mestre Joaquim Lopes (1886 – 1956), pintor de reconhecido mérito e professor da Escola de Belas Artes do Porto e os azulejos foram produzidos pela extinta Fábrica do Agueiro (Vila Nova de Gaia).  A vontade inicial era a de assinalar os pontos principais de interesse turístico da região, mas o programa executado foi a representação de motivos alusivos a figuras e cenas do mundo rural da Beira-Alta, com o maior destaque para as feiras. O painel viria a ser inaugurado no dia 13 de Dezembro de 1931, ocasião em que a comissão fez a sua simbólica entrega à câmara municipal.
Com a passagem dos anos o painel viria a tornar-se num dos maiores ícones de Viseu e agora a mostrar vários sinais da passagem do tempo, estando a exigir a atenção do município, para mandar fabricar e colocar vários azulejos em falta, executar a limpeza e restauro de todo o painel que sofre de vários males, incluindo a retirada de plantas que teimam em crescer nas pequenas frestas do muro. 
Portanto mais uma ocasião para usar: #viseufazmal 

Viseu - Largo Major Teles


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"Viseu - Largo Major Teles", Bilhete Postal Ilustrado, Foto Beleza - Porto, Edição da Tabacaria - Costa - Papelaria e "Viseu . Portugal - Casas Brasonadas no Largo Major Teles, Foto Germano - Viseu, Edição da Comissão Municipal de Turismo.

O primeiro postal é mais antigo e anterior à colocação do painel de azulejos (final de 1931), vendo-se dois candeeiros de ferro fundido e globos de vidro, junto à escadaria do jardim. O segundo é mais recente porque permite ver o painel de azulejos e apreciar melhor a balaustrada de granito. Em ambos não é possível ver a estátua que daria o nome ao jardim - Jardim das Mães - O melhor sono da nossa vida, de José de Oliveira Ferreira, fundida em 1930 mas erigida na década de 1940, por iniciativa da câmara municipal.

20170515

Azulejos de Viseu - Nª Sª Misericórdia


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"Nossa Senhora da Misericórdia", azulejos pintados por M. Sousa (1986), Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego - Lisboa, reproduzindo a bandeira processional, pintura a óleo sobre tela do séc. XIX, da "Irmandade da Misericórdia de Viseu", da autoria do pintor viseense José d'Almeida Furtado (1778 - 1831), "Pintor Gata". Largo Major Teles ("Jardim das Mães"), fachada virada a Nascente do "Palacete dos Sousa Valente".