“A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu” de Alexandre Alves, Fotos de Delfim Ferreira e Jorge Alves, Edição Câmara Municipal de Viseu e outros, Viseu 1995.
EDITORIAL
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio
Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20160410
20150311
Abóbada da Capela Mor da Sé
A imagem da Imaculada Conceição
Homem com cacete ataca um dragão
A abóbada da Capela Mor da Sé Catedral de Viseu é decoração a "grotesco", com o centro ocupado por uma imagem da Imaculada Conceição, do autor da pintura a têmpera e da época em que foi executada, nada se sabe porém a abóbada foi limpa e restaurada pelo mestre pintor Cristóvão Rodrigues Loureiro,um artista viseense no início do séc. XX.
Fonte: "A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu", Dr. Alexandre Alves [ver]
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Local:
Viseu, Portugal
20150225
Toponímia Viseense
Avenida Dr. Alexandre Alves (1921 -2008) Historiador
Rua Dr. António Vitorino (1878 - 1951)
Nos últimos anos Câmara Municipal de Viseu muito poucas vezes tem mostrado acerto ao mandar executar as placas toponímicas. Na primeira imagem uma das placas de azulejos da Avenida Dr. Alexandre Alves [ver] contém as informações necessárias para a identificação da personalidade homenageada, na segunda imagem falta a indicação do motivo ou motivos porque o Dr. António Vitorino mereceu figurar na toponímica viseense. O Dr. António Vitorino [ver] foi o primeiro presidente da CMV depois da instauração da República em 1910, facto que deveria constar na inscrição. No Portal do Município e na página da relativa à toponímia continuam a existir três freguesias na cidade de Viseu, o que revela descuido indesculpável.
Azulejos pintados por "MIsabel" em 2013, para deliberações tomadas em 2010
Azulejos pintados por "MIsabel" em 2013, para deliberações tomadas em 2010
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Avenida Dr. Alexandre Alves.,
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Toponímia
Local:
Viseu, Portugal
20150206
A Sé Catedral de S. M. de Viseu
"A Sé Catedral de Santa Maria de Viseu", de Alexandre Alves, Edição da Câmara Municipal de Viseu, Santa Casa da Misericórdia de Viseu e Grupo de Amigos do Museu Grão Vasco, Fotografias de Delfim Ferreira e Jorge Alves, Fotocomposição, montagem, gravuras e impressão Éden Gráfico, SA, 1ª Edição, Viseu, 1995
"O rigor do texto que é a expressão do elaborado exercício de investigação combina-se com um estilo fresco que propicia agradabilidade da leitura."
Alberto Correia
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Local:
Viseu, Portugal
20120229
Bicas & Fontes # 6
A "Fonte do Ouro" no demolido Convento de São Francisco do Monte em Orgens [saber +]
(...)“Encaixa-se num formoso arcosólio quinhentista, de frontão angular, finas pilastras e ornatos delicadamente trabalhados, decerto proveniente do interior da antiga igreja conventual, de jazigo de família abastada e distinta da Beira, de linhagem vetusta e orgulhosa dos feitos heróicos dos seus avoengos. É, sem dúvida, um caso único da arte funerária existente não só na cidade de Viseu, como também nas terras da Diocese.” (...)
Dr. Alexandre Alves [ler +]
(...)“Encaixa-se num formoso arcosólio quinhentista, de frontão angular, finas pilastras e ornatos delicadamente trabalhados, decerto proveniente do interior da antiga igreja conventual, de jazigo de família abastada e distinta da Beira, de linhagem vetusta e orgulhosa dos feitos heróicos dos seus avoengos. É, sem dúvida, um caso único da arte funerária existente não só na cidade de Viseu, como também nas terras da Diocese.” (...)
Dr. Alexandre Alves [ler +]
20100702
A Feira Medieval de Penedono
"O Castelo, classificado como monumento nacional (Decreto de 16 de Junho de 1910), ergue-se a 930m de altitude, em plena serra de Sirigo, dominando ao redor um vastíssimo panorama, apenas limitado, ao longe, pelos mais elevados relevos das Beiras e Além-Douro e terras castelhanas do antigo reino de Leão. (...)
De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente setenta metros escassos, foi edificado, talvez no século XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de relevantes serviços prestados à Coroa" (…)
“O pelourinho, símbolo da autonomia municipal, é do tipo gaiola estilizada (século XVI), muito semelhante ao do vizinho concelho de Sernancelhe” (…)
De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente setenta metros escassos, foi edificado, talvez no século XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de relevantes serviços prestados à Coroa" (…)
“O pelourinho, símbolo da autonomia municipal, é do tipo gaiola estilizada (século XVI), muito semelhante ao do vizinho concelho de Sernancelhe” (…)
Dr. Alexandre Alves in "Penedono Apontamentos de História e de Arte os Coutinhos", Edição da CM de Penedono, 1ª Edição 1989 [ligação]
A "Feira Medieval de Penedono" dos dias 3 e 4 de Julho será uma boa ocasião para conhecer a vila de Penedono [ligação]
20100614
O Convento de São Francisco - Orgens
(…)“A do Convento era cerca do extincto convento de S. Francisco do Monte, ou de Orgens. Foi vendida pelo nosso governo e comprou-a em 1834 António Rodrigues de Loureiro, chamado pelo povo – Antonio Jeronymo, o Pepino, - que se tornou celebre pelas questões que teve com os habitantes d’esta freguezia por causa do convento. Por vezes tentaram assassinal o, pois tendo o governo dado para matriz da parochia a bella egreja do convento, elle tratou logo de demolir quasi tudo; - estragou a comunicação interior do convento para a egreja e sacristia – e tentou abrir nova comunicação da parte restante do convento para a egreja, o que o povo não consentiu por ser o dicto homem uma creatura antipathica e por estar destruindo barbaramente o convento, que o povo estimava, como diremos adiante.
O tal comprador destruiu inclusivamente as sepulturas do claustro e a formosa capela do Capitulo, etc.
Para escapar à morte fez uma escriptura de composição com o povo, mas, não obstante isso, foi assassinado á traição por mandato de um seu inimigo, com quem andava em demanda, - segundo consta.
Do venerando convento, fundado em 1408 e que, por consequência, já contava 426 annos, apenas restam algumas cellas e parte da cosinha para uso do proprietario e dos seus caseiros. A egreja e a sacristia estão bem conservadas. “ (…)
In "Portugal Antigo e Moderno - Diccionario..." de Augusto de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira - Lisboa 1890
A igreja de São Francisco do Monte guarda um precioso relógio datado de 1478, atribuído ao frade João da Comenda [ligação] que terá construído mais de uma dúzia de relógio de torre. João da Comenda foi um frade leigo, natural de S. Pedro do Sul, viveu no convento e é referenciado como o primeiro relojoeiro português. Terá aprendido a arte calcular diâmetros de rodas, número de dentes, sistemas de pesos e contrapesos, para fazer os mecanismos da relojoaria, em França ou Itália. Os franciscanos eram reconhecidos como grandes viajantes. O relógio esteve parado, a apodrecer cerca de meio século, mas foi restaurado em 2005 por Romão da Costa Pereira, um relojoeiro da freguesia que o fez voltar a funcionar. Agora não cumpre a função de "bater as horas" mas é um mecanismo destinado a ser admirado.
Para saber mais poderá ler: " Memórias do extinto Mosteiro de S. Francisco do Monte de Orgens (Viseu)" do Dr. Alexandre Alves [ligação]
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20100420
"Penedono..." - Alexandre Alves

"São antiquíssimas as terra de Penedono. Por todos os lados se depara com testemunhos de uma remota ocupação humana, cujo primórdios se perdem na névoa espessa dos tempos.
Da cultura dolménica, chegaram até nós ecos significativos. Por exemplo, o topónimo ANTAS, de uma das freguesias do concelho, tem a sua origem, precisamente naqueles monumentos pétreos, de finalidade religioso-funerária, que os homens do Neolítico, com esforço sobre-humano, levantaram há milhares de anos por estes confins da Beira. Nos visos dos montes, implantaram-se os castros; e os Romanos rasgaram os seus caminhos através destas serranias ásperas, onde vieram encontrar o ouro e a prata, metais preciosos, sempre apetecidos.” (...)
Da cultura dolménica, chegaram até nós ecos significativos. Por exemplo, o topónimo ANTAS, de uma das freguesias do concelho, tem a sua origem, precisamente naqueles monumentos pétreos, de finalidade religioso-funerária, que os homens do Neolítico, com esforço sobre-humano, levantaram há milhares de anos por estes confins da Beira. Nos visos dos montes, implantaram-se os castros; e os Romanos rasgaram os seus caminhos através destas serranias ásperas, onde vieram encontrar o ouro e a prata, metais preciosos, sempre apetecidos.” (...)
Alexandre Alves in "Penedono Apontamentos de História e de Arte os Coutinhos", edição da Câmara Municipal de Penedono, 1989, fotografias de José Alfredo
20070519
A Sé Catedral de Viseu

"O edifício da Catedral de Viseu, construído em meados dos séculos XIII e XIV, sob o reinado de D. Dinis, deve o seu aspecto actual às inúmeras obras nele realizadas ao longo dos séculos. A sua fachada principal, flanqueada por duas imponentes torres, foi construída ao estilo maneirista apresentando um retábulo de três andares. A planta forma uma igreja-salão de três naves divididas em três tramos e um transepto. No seu interior salientam-se a abóbada de nós da cobertura da nave e a abóbada do coro-alto traçada por João de Castilho; os retábulos e talhas; e ainda a imagem de Nossa Senhora do Altar-mor, padroeira da Catedral, feita em pedra de Ançã no início do século XIV. Destacam-se ainda no conjunto da Catedral o cadeiral do coro alto e o claustro jónico, ambos encomendados durante o bispado de D. Miguel da Silva."
Dr. Alexandre Alves na página da "Direcção G. Edifícios e M. Nacionais", revista nº 13.
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