EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170404

A "Melhor Cidade" para Tudo?


Sobre as ruínas arqueológicas está montado um estrado para representação de uma das Estações da Via-Sacra. Mas além deste mamarracho, ainda inacabado existe um outro problema porque as referidas ruínas não são visitáveis por terem sido, depois de estudadas e fotografadas, novamente enterradas. Mas a página turística - "Visite Viseu", da futura "Melhor cidade para viver", mais de um ano depois de ter sido lançada com estrondo em Lisboa, continua a conter este e outros "lapsos". Mau trabalho prestado pelo Dr. Jorge Sobrado que governa, nesta e em muitos noutras áreas da câmara municipal.


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O trabalho do adjunto do presidente da câmara municipal, coordenador do Núcleo de Imagem e Comunicação e Gestor da Marca Viseu, está muito longe de atingir os objectivos traçados, porque:



20121210

20120722

O D. Duarte e os "Jardins Efémeros"


A estátua de D. Duarte (Álvaro de Brée 1955) adornada para os "Jardins Efémeros"

20071124

El Rei D. Duarte


El Rei D. Duarte escultura de Álvaro de Brée - 1955

D. Duarte nasceu em Viseu no dia 31 de Outubro de 1391 possivelmente no paço existente no interior da antiga fortaleza romana onde residiram temporariamente alguns Reis de Leão e D. Teresa que "à roda de 5 de Agosto de 1109"(...) aí deu (...) "à luz o nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques."
Esse antigo paço deveria coincidir com espaço ocupado pelo notável claustro renascentista mandado fazer por D. Miguel da Silva (1525-1540) o Cardeal que foi bispo de Viseu.

20071122

O Viseense D. Duarte


D. Duarte escultura de Álvaro de Brée, 1955
Nasceu este infante na cidade de Vizeu a 30 de outubro de 1391 e falleceu da peste em Thomar a 9 de setembro de 1438 com cinco annos de infeliz e trabalhoso reinado. Docil e bom, economico e esclarecido, o promulgador da lei mental e o sonhador infeliz da conquista de Tanger não desmereceu e excellente educação que recebera de sua mãe D. Filipa de Lencastre, nem das glórias de seu pae, o popular mestre de Aviz. (…)
(…) Foi D. Duarte o primeiro infante portuguez que reuniu copiosa biblioteca no paço, abundando n’ella os livros de cavalleria, então muito em voga especialmente, na França e na Inglaterra, taes são o Livro de Tristão, de Merlin e o Livro de Galaad. Possuia tambem, com as viagens de Marco Polo, duas Biblias, a Diolectica de Aristoteles e de Avicena, o livro das trovas de el-rei D. Diniz, o Livro da virtuosa bemfeitoria que lhe dedicou o infante D. Pedro, as Obras de Cicero traduzidas pelo mesmo D. Pedro, o Conde Lucanor, de D. João Manoel sogro de D. Pedro I, o Livro das trovas d’el-rei D. Affonso (IV?) o Livro das suas proprias trovas, porque tambem elle foi poeta, e outras obras de historia sagrada e profana. (...)Além de algumas obras miudas escreveu D. Duarte o “Leal conselheiro” vasta encyclopedia da sciencia do seu tempo, a pedido de sua mulher D. Leonor à qual o dedicou, e a “Arte de bem cavalgar toda a sella” que é um trabalho de equitação moldado pelo Livro de montaria por seu pae. D’estas duas obras publicou J. I. Roquette uma edição com notas de 1842 em Paris, e outra sahiu a lume em Lisboa em 1844 na typographia Rolland, sendo esta mais completa por comprehender o cap. 4º que falta na primeira.Bem mereceu pois D. Duarte o título que lhe deram, de eloquente.
J. Simões Dias, no “Album de Vizeu” - Almanaque com textos de diversas colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários (recolha e organização de Camillo Castelo Branco ?). Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto – 1884

20070329

20070323

D. Duarte Rei de Portugal

É com D. Duarte e com o infante D. Pedro que a nossa língua assume elevada capacidade de expressão conceptual no plano da filosofia, no despontar do século XV. No caso de D. Duarte, interessa-nos sublinhar essencialmente o seu Leal Conselheiro, já por alguns considerado o primeiro ensaio filosófico escrito em língua portuguesa, devendo consultar-se igualmente o seu Livro de Horas, de interesse mais relevante no plano da espiritualidade.Elaborado no início do século XV, altura em que Portugal começava já a viver a aventura da expansão marítima, constitui, como o próprio autor refere, um ABC de lealdade, com intenção didáctica, no plano da doutrinação ética e moral. Todavia, não há, neste tratado, uma sequência ordenada de conceitos e princípios, definindo um sistema concatenado. O que sobressai, e o que porventura o valoriza, é a sua forma coloquial, em consonância com o seu autodidactismo, fruto de uma elaborada capacidade de análise das situações concretas da existência humana, apresentadas «misturadamente e não assi por ordem». [Instituto Camões - Ligação]

D. Duarte

N asceu este infante na cidade de Vizeu a 30 de outubro de 1391 e falleceu da peste em Thomar a 9 de setembro de 1438 com cinco annos de infeliz e trabalhoso reinado. Docil e bom, economico e esclarecido, o promulgador da lei mental e o sonhador infeliz da conquista de Tanger não desmereceu e excellente educação que recebera de sua mãe D. Filipa de Lencastre, nem das glórias de seu pae, o popular mestre de Aviz.
D. Duarte figura no seculo XIV como um dos imperantes mais eruditos, e é um dignissimo irmão do famoso D. Henrique, o cosmographo de Sagres e o audacissimo nevegador que iniciou a epoca dos nossos emprehendimentos nauticos, do virtuoso e dedicado D. Fernando que deu a vida pela conservação de Ceuta, e do sabio D. Pedro que governou o reino durante a menoridade do sobrinho D. Affonso V, moralista, poeta e politico, que adquiriu solida instrucção, já nos livros, já nas longas viagens que realizou pela Europa.
Foi D. Duarte o primeiro infante portuguez que reuniu copiosa biblioteca no paço, abundando n’ella os livros de cavalleria, então muito em voga especialmente, na França e na Inglaterra, taes são o Livro de Tristão, de Merlin e o Livro de Galaad. Possuia tambem, com as viagens de Marco Polo, duas Biblias, a Diolectica de Aristoteles e de Avicena, o livro das trovas de el-rei D. Diniz, o Livro da virtuosa bemfeitoria que lhe dedicou o infante D. Pedro, as Obras de Cicero traduzidas pelo mesmo D. Pedro, o Conde Lucanor, de D. João Manoel sogro de D. Pedro I, o Livro das trovas d’el-rei D. Affonso (IV?) o Livro das suas proprias trovas, porque tambem elle foi poeta, e outras obras de historia sagrada e profana. (...)
Além de algumas obras miudas escreveu D. Duarte o “Leal conselheiro” vasta encyclopedia da sciencia do seu tempo, a pedido de sua mulher D. Leonor à qual o dedicou, e a “Arte de bem cavalgar toda a sella” que é um trabalho de equitação moldado pelo Livro de montaria por seu pae. D’estas duas obras publicou J. I. Roquette uma edição com notas de 1842 em Paris, e outra sahiu a lume em Lisboa em 1844 na typographia Rolland, sendo esta mais completa por comprehender o cap. 4º que falta na primeira.
Bem mereceu pois D. Duarte o título que lhe deram, de eloquente.
Vizeu.

J. Simões Dias
In, “Album de Vizeu” - Almanaque com textos de diversas colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários (recolha e organização de Camillo Castelo Branco ?).
Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto – 1884

20070320

D. Duarte décimo primeiro Rei de Portugal



(...) "D. DUARTE (n. em Viseu, a 31 de Outubro de 1391; f. em Tomar, a 13 de Setembro de 1438; jaz no Mosteiro da Batalha). Casou em 22 de Setembro de 1428 com D. Leonor de Aragão (n. em Aragão, em ano que se ignora; f. em Toledo, a 19 de Fevereiro de 1445), filha de D. Fernando I, rei de Aragão e da Sicília, e da rainha D. Leonor. Tiveram os seguintes fi­lhos: "(...)
Saiba mais aqui [O Portal da História - ligação]

20070319

Praça D. Duarte


Veja uma foto da praça quando ainda se chamava Praça de Camões. [Viseu no Sapo - Ligação]

D. Duarte nasceu em Viseu


D. Duarte 1391(Viseu)/1438 (Tomar) escultura de Álvaro de Bree

Viseu ergueu uma estátua a D. Duarte, e este rei triste, sábio e bom tudo merecia. Mas porque se entregou esta cidade, de impulsos amáveis mas gratuitos a semelhante consagração? Porque D. Duarte nasceu em Viseu? É pouco. O acidental, de todo fortuito, não conta na vida de um príncipe. O que conta é a obra de vontade e de efeito objectivo. (…) O Leal Conselheiro, embora seja menos um livro original que a compilação de lugares extraídos de eucológios e anacletas (…) vale bem uma estátua. Já que Lisboa lhe não rende semelhante preito, fá-lo Viseu.

Aquilino Ribeiro
In Arcas Encoiradas, 1953