EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20090831

Azulejos de Viseu - Associação Comercial


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O edifício da “Associação Comercial do Distrito de Viseu” é um imóvel datado do primeiro quartel do século XX, de traça influenciada pela "arte nova" embora o projecto inicial do arquitecto Belmiro de Magalhães Leal (1880/1933) não tivesse sido totalmente respeitado.
A associação foi criada em 10 de Agosto de 1900 por alguns dos mais influentes comerciantes da cidade, com a designação de “Associação Comercial e Industrial de Viseu” e teve os seus estatutos aprovados em Assembleia Geral de 25 de Fevereiro de 1901. Nessa ocasião também foi eleita a primeira direcção a que presidia António José da Rocha. A actual sede foi inaugurada em 11 de Junho de 1926 na presidência do Dr. Luís Frutuoso Ferreira. A designação de “Grémio” teve que ser adoptada durante o Estado Novo, ou salazarismo, que além de controlar os sindicatos também obrigou as associações patronais a aderir ao sistema corporativo. Este regime estava baseado na Constituição de 1933 (*) e advogava a perfeita colaboração entre trabalho e capital, "mediada" pelo Estado.

A associação mudou-se temporariamente para o nº 60 da Rua D. Duarte porque chegou a hora de modernizar o edifício. Na Rua da Paz já foi montada uma grua e de seguida será vedado o imóvel para se iniciarem as obras de remodelação que incluem o acrescento de mais um andar que será recuado para preservar o aspecto original da fachada.

Fonte: "Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [Ligação], azulejos LUFAPO ("Fabricas de faianças e porcelanas" de Coimbra).

(*) Na sequência do golpe militar de 1926, que pôs fim à República democrática e parlamentarista, o novo regime esperou até 1933 para submeter a plebiscito uma nova constituição. A nova lei fundamental foi às urnas e numa votação ainda hoje incerta quanto aos resultados, foi aprovada com as abstenções contadas como votos favoráveis.

20090730

O Comércio Tradicional em Viseu


A Associação Comercial do Distrito de Viseu para dinamizar e promover o infelizmente decadente comércio tradicional promove amanhã em Viseu na Rua Formosa, a partir das 14h30, uma Festa Radical e à noite no ex-Mercado 2 de Maio, às 22hoo, a Festa da Espuma animada com muita música e pelo DJ Duvalle.
Entre os muitos artigos que apenas se podem comprar na Rua Direita há, pelo menos, duas casas que vendem fisgas.
Brincar com fisgas pode ser muito perigoso e incentivar a correr alguém à pedrada, mesmo que depois se afirme ter sido em "sentido figurado" pode ser um problema complicado... que o diga o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, que por sentença lida durante a tarde do dia 13 de Julho foi penalizado com 100 dias de multa, à taxa diária de 20 euros, por ter incitado a "correr à pedrada" os fiscais do ambiente. Já prometeu recorrer da sentença porque considera que não foi feita justiça.

Caricatura de Carlos Vieira e Castro no jornal "Via Rápida", de 2009/06/18, a quem agradeço a gentileza

20090519

Portas de Viseu - Associação Comercial



O edifício da Associação Comercial do Distrito de Viseu, na Rua da Paz, foi construído nas primeiras décadas do séc. XX ao estilo da "arte nova". Foi autor do projecto que acabou por não ser inteiramente respeitado o arquitecto Belmiro de Magalhães Leal (1880/1933).
Esta agremiação foi criada no dia 10 de Agosto de 1900, com a designação de Associação Comercial e Industrial de Viseu, por 26 comerciantes reunidos no edifício da Câmara Municipal . Em 25 de Fevereiro de 1901 foram aprovados em Assembleia Geral os Estatutos e eleita a primeira direcção presidida por António José da Rocha.
Até à inauguração da actual sede em 11 de Junho de 1926, para a qual já foram anunciadas obras de modernização e ampliação, a associação esteve instalada no Largo de Santa Cristina no antigo Solar dos Magalhães, mais conhecido por Casa Amarela.

P. S. - Redigido com a preciosa ajuda de "Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [Informação].