EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20171113

Estátua do Dr. Francisco Sá Carneiro


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Estátua do Dr. Francisco Sá Carneiro, do escultor Armindo Ribeiro (1984), bronze e granito, erigida no  Largo de Santa Cristina por iniciativa de um Grupo de  de Amigos do Dr. Sá Carneiro

20171030

Cruzeiro de Santa Cristina


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Cruz do grande cruzeiro de granito mandado erigir em 1563 pelo Cónego Henrique de Lemos, no Largo de Santa Cristina

20171004

Cruz da Igreja do Seminário


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Cruz da Igreja do Seminário Maior ( Largo de Santa Cristina)

20170531

Brasões de Viseu


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Pedra de armas de D. Maria de Aragão e Castela, na Fonte velha em Santa Cristina, Escudo lanceolado, com duas sereias (ou trItões?) tenentes e parcialmente orlado por corda com um nó, partido (no primeiro campo deveriam constar as armas de Portugal, por se tratar da segunda esposa de D. Manuel I, O Venturoso.) Mais à direita deste brasão, está a empresa de D. Manuel i, a esfera armilar
Maria de Aragão e Castela, rainha de Portugal (Córdova, 29 de Junho de 1482 - Lisboa, 1517), foi a terceira filha dos Reis Católicos, Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. D. Maria recebeu o senhorio de Viseu em 1506, por esse motivo o seu brasão está num dos fechos da Abóbada dos Nós, da Sé Catedral de Viseu. A fonte terá sido construída, talvez mais certo remodelada, em 1523 pelo seu filho o Cardeal Infante D. Afonso de Portugal (1509-1540), bispo de Viseu entre 1519-1523.

20170417

O Mistério da Tabuleta Sequestrada?


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“Porta de Santa Cristina
Cerca gótica de Viseu

A Porta de Santa Cristina ou do Cristo Crucificado era uma das sete entradas existentes na muralha gótica da cidade de Viseu. A construção da cerca de Viseu a partir do segundo quartel do século XV, embora pecasse por tardia, pois já tinham ocorrido violentas incursões castelhanas em 1372, resultou das solicitações dos Procuradores da cidade nas Cortes de Lisboa de 1439. Até então, a população não tinha castelo ou muralha onde se refugiar, tendo em 1385 encontrado no interior da Sé a protecção possível. Para remediar a situação de grande vulnerabilidade da cidade, o Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu, autorizou que se fechassem algumas ruas e portas das casas, com propósitos defensivos.
Desta porta, demolida nos inícios do séc. XX, apenas subsistem alguns vestígios integrados na casa de habitação erguida no flanco direito.”


20170410

Nossa Senhora da Conceição


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Pedestal e imagem de Nossa Senhora da Conceição (Seminário Diocesano de Viseu), em Santa Cristina.

20170321

"O Bispo de Vizeu"


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"O fallecido bispo de Vizeu era um caracter forte, uma individualidade bem accentuada. No seu tempo, mais do que nunca, os homens são producto do meio social, que lhes impõe em nome dos interesses, da formidavel auctoridade de toda a gente, e até da polidez que prohíbe a contradicção; elle, porém, foi toda a vida o que exigiam que fossem as suas convicções, o seu modo de sentir, o seu temperamento. Metteram-no no seminário e elle fugiu para os acampamentos, cingiram-no padre, e não o desviaram da vocação de revolucionário, sagraram-no prelado e o prelado foi um estadista liberal; deram-lhe as rendas de uma opulenta diocese, e ficou pobre; cercaram-no de pompas e grandeza, e não deixou de ser um homem do povo. A sua vigorosa personalidade impunha-se, não acceitava imposições.
Porque era forte, era franco, e quando a cortezia se lhe afigurava tibieza ou dissimulação, dispensava-a por importuna. (...) Uma vez foi a Roma. Roma subjuga os espíritos altivos com a auctoridade das tradições seculares, com a magestade do culto universal, e elle era padre. A cupula de Miguel Angelo cobria então uma assembléa pomposa e veneranda; (...) Porém, quando essa assembléa, que dizia representar as crenças dos povos e a inspiração do céu, se prostou humilde para divinisar o barro humano com a infalibilidade do infinito, o bispo de Vizeu ficou de pé, amparado pela energia da convicção, e a sua palavra sonora recusou a homenagem que o papa requeria para não repartir o que devia a Deus. (...)

Feriu interesses, é certo, mas feriu-os desinteressadamente e sacrificando a popularidade ao dever. (...) Foi muito superficial e muito acanhado nos seus intuitos. Reduzir as despezas publicas sem remover as poderosas causas da sua elevação, é um tratamento meramente symptomatico que faz soffrer o enfermo sem o curar. Mas porque não emprehendeu o bispo de Vizeu a cura radical?
(...) E no nosso paiz da indiferença e do egoismo ainda até hoje não houve, desde 1852, uma corrente de opinião, um acto de consciência publica, que armasse um partido ou um governo para commetimentos mais ousados e belliçosos do que cortar um canto de pão escasso, porém mal ganho, dos funcionários publicos, ou fazer com que os agiotas e os empreiteiros só mettam nos cofres do Estado o braço até ao cotovello, em vez de o meterem até ao hombro.
(...) Foi, porém, um ministro honrado e austero. Affeiçoado ás melhores práticas governativas e ás mais liberais. Nos tempos que vão correndo, quasi não ha homem político a quem se possa tocar mais levantado louvor. São pequenas todas as figuras da scena política, porque tambem a scena é baixa; o que ainda se lhes pode exigir é que sejam acceiadas. (...)

Engrandeceu-se sem baixezas, mandou sem orgulho, e a sua carreira tendo passado pelos mais altos cargos da egreja e do estado, acabou como tinha começado, na pobreza.
O único capital que juntou foi a estima e o respeito que lhe tem rodeado a sepultura de sentidas homenagens que lhe hão de perpetuar o nome."

ANTÓNIO ENNES

In, “Album de Vizeu” - Ilustrado com os retratos de - Viriato, João de Barros, D. Duarte, João Mendes, Bispo de Vizeu e estampas da cidade – cava de Viriato, Abravezes, S. Francisco d’Orgens, Praça dois de Maio, Sé, etc.
Almanaque com textos de diversas colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários (recolha e organização de Camillo Castelo Branco ?), Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto – 1884

Nota:
NASCEU NA GRANJA DE ALIJÓ EM 18-2-1808. ELEITO DEPUTADO EM 1842. NOMEADO ENFERMEIRO-MÓR DO HOSPITAL DE S. JOSÉ EM 1861. APRESENTADO BISPO DE VIZEU EM JULHO DE 1862. ENTRADA SOLEMNE NESTA CIDADE EM 29-1-1863. MINISTRO DO REINO EM 1868 E EM 1870. FALECEU POBRE NO PAÇO DE FONTELO EM 5-2-1882.

Estátua no Jardim de Santa Cristina, da autoria de António Teixeira Lopes, erigida por subscrição popular e inaugurada em 18 de Fevereiro de 1911.

20170204

Bispo Alves Martins e Antigo Seminário


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"Vizeu - Bispo Alves Martins e antigo seminário" - Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Tabacaria Costa - Vizeu, Não circulado, datável das década 20 ou 30 do século XX ?
A estátua de D. António Alves Martins, Bispo de Viseu é da autoria do Mestre António Teixeira Lopes.

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(...) "Em Fevereiro de 1911, foi inaugurado o monumento ao Bispo sr. D. António Alves Martins. O pedestal, obra do grande mestre Serafim Lourenço Simões, tinha sido erigido no ano de 1908, em plena Monarquia, mas a estátua, mercê de manobras ao tempo desenvolvidas, só então foi fundida, apesar do Parlamento ter, anos antes, votado a lei que autorizava o Governo a ceder o bronze e a mandar fundir a estátua na fábrica de fundição do Arsenal do Exército."(...)

Arnaldo Malho (1880/1960)

20161118

A Ratoeira Voltou a Funcionar...


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Mais um(a) que caiu na ratoeira existente na Avenida Capitão Silva Pereira, entrada do túnel de acesso ao parque de estacionamento.  Este ano terá sido o quarto acidente mas o ano ainda não terminou.... Há pouco mais de um ano foi assim😈!

20161105

Santa Cristina ("Fonte Nova")


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"Santa Cristina" painel de azulejos da Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988
"Fonte Nova" no Largo de Santa Cristina - Viseu

20160731

Muralha Romana Séc. I / II


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Vestígios (reconstrução de alicerces) de muralha romana séc. I / II na rotunda de Santa Cristina e cruzeiro do séc. XVI, mandado erigir em 1563 pelo Cónego Henrique de Lemos.

20160622

Serafim Lourenço Simões - “O Construtor”


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“O habilidoso mas discreto oficial de pedreiro que ele fora até 1872, de súbito alcança a notoriedade e a fama, ao desmontar e repor, com êxito retumbante, os lanços das denominadas “Escadas Suspensas” do Seminário Diocesano (antiga Casa da Congregação do Oratório) que ameaçavam ruína eminente. Para a reparação dessas escadas – consideradas pelos entendidos “a obra arquitectónica mais notável de Viseu, depois da abóbadas de nós e abóbada do coro alto da Catedral” – haviam sido chamados “artista pedreiros e outros entendedores, e até homens de ciência denominados Engenheiros”.
Perante a dificuldade da obra, ninguém se atreveu com ela. Apenas Serafim Simões teria o arrojo e o discernimento necessários para resolver o difícil problema – e consegui-o. A partir de então, não teve mãos a medir.”
Alexandre Alves

Serafim Lourenço Simões (1839/1908) “O Construtor”
Colecção – “Visienses de Boa Memória”
Edição da AVIS , capa de Pedro Albuquerque, Viseu 2008

As Fontes de Santa Cristina


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São duas as fontes existentes no Largo de Santa Cristina. Do lado direito fica a primeira que se encontra encerrada com duas portas de madeira. Visível está um arco ogival encimado pelas armas da 2ª mulher de D. Manuel I,  D. Maria de Aragão e Castela, com as armas do reino de Portugal picadas (?). No muro à direita existe uma esfera armilar divisa concedida por D. João II a D. Manuel que usou os títulos de Duque de Beja e Senhor de Viseu. Esta fonte é conhecida como "Fonte Velha"e terá sido construída em 1523, quando era bispo de Viseu D. Afonso, filho do rei D. Manuel I. A "Fonte Nova" apresenta uma arquitectura muito mais elaborada, em forma de templete, que encerra um tanque rectangular, delimitado por quatro colunas e cobertura semi-esférica, encimada por um pináculo de esfera. A fonte de mergulho habitualmente não tem água, o acesso ao tanque está impedido, por razões de segurança com uma grade de ferro, sofreu várias alterações ao longo dos séculos. O aspecto actual deve-se fundamentalmente à reconstrução realizada em 1706. Em 1988 foi colocado um pequeno painel de azulejos, com uma imagem de Santa Cristina da "Fábrica Aleluia" de Aveiro.

20160418

Casa dos Lemos e Sousa



Escudo de fantasia em cartela, encimado por coronel de nobreza.
Esquartelado: I - Lemos. II - Sousa (do Prado). III - Castelo Branco. IV - Moniz.
(MATTOS, Armando de - "O Tombo Heráldico de Viseu", Gaia, Oficinas da Sociedade Editorial Pátria - Lda, 1932, p.12 ). Solares e Brasões

Casa algo modesta mas elegante, com pequeno jardim existente no início da Rua 5 de Outubro (Largo de Santa Cristina), actualmente ocupada pelo "CCSD 500", uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social). A casa anterior existiu na Rua da Regueira, actualmente a Rua João Mendes (Rua das Bocas). Do anterior edifício foi recuperado o portal e a janela sobre a pedra de armas.

20160330

"Casa Senhorial dos Lemos e Sousa"



A "Casa Senhorial dos Lemos e Sousa" foi muito provavelmente construída nos princípios do século XVII, segundo o gosto maneirista. Edificada em parte sobre a muralha da cidade - o alçado virado para o Largo de Santa Cristina, onde foi aberta uma janela, a construção restaurada tem planta irregular e longitudinal de alçados sóbrios, fachada corrida e simples com telhado de três águas. A entrada faz-se pela Rua do Carmo, a antiga Rua da Carvoeira, através de uma singela mas elegante escadaria em granito e balcão que permite aceder ao primeiro andar da casa. Possui ainda um pequeno jardim murado de forma triangular. As imagem mostram na fachada principal quatro janelas de sacada assentes em  cachorros ao nível do passadiço da ronda da muralha da cidade, cuja construção se iniciou no reinado de D. João I e nunca foi acabada, uma vez que as obras cessaram em 1472, já no reinado do seu neto D. Afonso V e ficaram a faltar as ameias. Na Rua da Árvore existiu uma das 7 portas da muralha afonsina - "Porta do Senhor Crucificado", também conhecida como "Porta de Santa Cristina" de que ainda são visíveisi vestígios (um nicho vazio e parte do arco). Esta porta foi uma das cinco entradas demolidas no início do séc. XIX, com a justificação de modernizar a cidade.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, Decreto nº. 41 191, DG 162 de 18 Julho 1957
Fonte: principal "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa, Viseu, 2007

20160305

A "Casa Amarela"



Escudo oval sob coronel de nobreza.
Esquartelado: I - Cardoso. II – Homem. III - Abreu. IV - Magalhães.
Carta de Brasão de Armas em 3.7.1792 a favor de Manuel Nicolau Cardoso Homem de Abreu Magalhães, natural da cidade de Viseu filho do capitâo Francisco de Paula Cardoso Homem de Abreu e de D. Maria Rita de Abreu Soares de Mello
(MATTOS, Armando de - "O Tombo Heráldico de Viseu", Gaia, Oficinas da Sociedade Editorial Pátria - Lda, 1932, p.12 )
“Casa Amarela” é a designação que se dá ao antigo palacete do Morgado de Santa Cristina - Manuel Nicolau Cardoso d’ Abreu e Magalhães, edificado no século XIX, junto da antiga muralha e da Porta do Senhor Crucificado. Estava arruinado, tinha ardido parcialmente, quando foi comprado e reconstruído por iniciativa da câmara municipal, em meados do século XX. Trata-se de um elegante exemplar da arquitectura residencial neoclássica com dois andares e janelas de molduras rectas que de forma simétrica se distribuem pelos alçados. A fachada principal tem ao centro um portal com pilastras e uma janela de sacada com varandim de ferro. Nos vértices da cornija, no alinhamento dos cunhais, elevam-se dois fogaréus e ao meio do frontão triangular está a pedra de armas da família Abreu Magalhães.
No edifício já estiveram instalados o quartel de bombeiros e a biblioteca pública, actualmente continua a ser utilizado como arquivo distrital e regional.

20151210

Leve Duas e Pague Uma!



1º O cartaz do candidato Edgar Silva à Presidência da República, na Rua Alexandre Herculano (Santa Cristina), voltou a ser rasgado;
2º Esta tarde avistei cinco, suponho que dois engenheiros e três técnicos, a inspeccionar detalhadamente a linha férrea do "Funicular de Viseu". 

20151111

A Ratoeira Voltou a Funcionar...



A ratoeira existente na Avenida Capitão Homem Ribeiro, à entrada Parque de Estacionamento de Santa Cristina, voltou a funcionar e desta vez a viatura certamente deverá ter partido o cárter pois ficou óleo derramado sobre os paralelos. Os dois balizadores cilíndricos eram flexíveis e foram derrubados há muito tempo, na sequência de outros incidentes, mas a Câmara Municipal de Viseu resolveu substituir o ar... por aço e betão!  Ocorrência idêntica há cerca de 2 anos [Ver].

20151104

"Viseu, Cidade Vinhateira"



"Viseu, Cidade Vinhateira" - folhas de videira, gavinhas e ramos de videira no Jardim de Santa Cristina, calçada que rodeia o Monumento ao Bispo de Viseu - D. António Alves Martins.