EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
Mostrar mensagens com a etiqueta Rua S. Pedro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rua S. Pedro. Mostrar todas as mensagens

20170424

Alargamento do "Parque de Santiago"


GIF via GIPHY

Imagens dos terrenos da margem esquerda do rio Pavia que vão ser integrados no futuro "Parque Urbano de Santiago", criado a partir do "Parque da Radial de Santiago", uma obra do "Programa Polis para Viseu" finalizada em 2008 e que previa a sua utilização para a realização da feira semanal. Porém a autarquia, em Setembro de 2009, decidiu que o espaço deveria ser apenas, dedicado ao lazer e prometeu realizar várias melhorias no parque e no degradado terreiro do mercado que ainda não foram concretizadas. O alargamento vem resolver a falta de sombreamento do parque anterior e irá permitir criar um trajecto paralelo ao rio Pavia, que será muito agradável de percorrer se o rio tiver água corrente e limpa, entre o "Pontão do Raposo" e o que resta do açude da "Ponte de Pau", constituído por espécies árboreas rípicolas, principalmente amieiros. Estes terrenos fizeram parte de uma antiga propriedade agrícola que a Câmara Municipal de Viseu, durante a gestão do Dr. Fernando Ruas, adquiriu à "Estação Agrária de Viseu". O que restava do antigo portão da quinta está a ser remodelado para as novas funções. Nesta zona estão a ser construídos vários caminhos que permitirão a fruição plena do espaço que está a ser ordenado. Todavia há a questão, cada vez mais importante, da segurança que deverá contemplar iluminação eficaz e a existência de vigilantes, porque anunciar a poupança de energia, com a tecnologia "LED" e (...) "não se descartando no futuro o recurso a dispositivos de videovigilância." (...), não deverá ser suficiente para o sossego do futuros utentes do parque.

20070629

Azulejos de Viseu - Pontão do Raposo

"Mandou Cristo a S. Pedro que fosse pescar, e que na boca do primeiro peixe que tomasse, acharia uma moeda, com que pagar certo tributo. Se Pedro havia de tomar mais peixe que este, suposto que ele era o primeiro, do preço dele e dos outros podia fazer o dinheiro com que pagar aquele tributo, que era de uma só moeda de prata, e de pouco peso. Com que mistério manda logo o Senhor que se tire da boca deste peixe e que seja ele o que morra primeiro que os demais? Ora estai atentos. Os peixes não batem moeda no fundo do mar, nem têm contratos com os homens, donde lhes possa vir dinheiro; logo, a moeda que este peixe tinha engolido, era de algum navio que fizera naufrágio naqueles mares. E quis mostrar o Senhor que as penas que S. Pedro ou seus sucessores fulminam contra os homens que tomam os bens dos naufragantes, também os peixes por seu modo as incorrem morrendo primeiro que os outros, e com o mesmo dinheiro que engoliram atravessado na garganta.
Oh que boa doutrina era esta para a terra, se eu não pregara para o mar! Para os homens não há mais miserável morte, que morrer com o alheio atravessado na garganta; porque é pecado de que o mesmo S. Pedro e o mesmo Sumo Pontífice não pode absolver. E posto que os homens incorrem a morte eterna, de que não são capazes os peixes, eles contudo apressam a sua temporal, como neste caso, se materialmente, como tenho dito, se não abstêm dos bens dos naufragantes." (...)

Continue a ler o Padre António Vieira (1654) no "Sermão de S. António aos Peixes" - "NETcabo"
Azulejos da F. Constância de Lisboa