EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170505

"Um espaço 'Premium’ sem ser pago."


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Na opinião do Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Almeida Henriques, quem estacionava gratuitamente no centro histórico, não sendo residente e ia trabalhar para outros locais da cidade (…) estava a gozar o privilégio de se servir de “(…) um espaço ´Premium’ sem ser pago.” Essa benesse agora terminou, sim é verdade que há muitos lugares vagos mas já haverá aumento de clientes no comércio de rua e as folhas de caixa ficaram mais abonadas?
Finalmente, algum bom senso! O estacionamento, no centro histórico, deixou de estar sujeito a pagamento durante 24 horas, por dia. Agora entre a “meia-noite e as oito da manhã” o estacionamento será “completamente livre”. Este ajustamento apenas vem beneficiar os proprietários e os frequentadores dos bares que povoam o coração do núcleo mais antigo da futura “Melhor cidade para viver”. A edilidade “botou o carro à frente dos bois” porque deveria ter feito um levantamento rua a rua, casa a casa, para identificar qual o número de moradores, com automóvel e indagar de situações especiais. Aos escassos 35 lugares destinados, em exclusivo a residentes, juntam-se agora mais 32, na zona do Soar de Cima. Acontece que foram recebidos 96 pedidos de emissão de dístico, e nem todos o fizeram por rejeitarem a prepotência da câmara ou por dificuldades, várias em cumprir as regras definidas. Parece-me que a “procissão ainda vai no adro” e haverá mais novidades.
Ler a notícia e ouvir o presidente a justificar o injustificável no "Jornal do Centro"

Imagens: Lugares vagos na Rua da Prebenda e local destinado a cargas e descargas na Rua da Árvore

20170417

O Mistério da Tabuleta Sequestrada?


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“Porta de Santa Cristina
Cerca gótica de Viseu

A Porta de Santa Cristina ou do Cristo Crucificado era uma das sete entradas existentes na muralha gótica da cidade de Viseu. A construção da cerca de Viseu a partir do segundo quartel do século XV, embora pecasse por tardia, pois já tinham ocorrido violentas incursões castelhanas em 1372, resultou das solicitações dos Procuradores da cidade nas Cortes de Lisboa de 1439. Até então, a população não tinha castelo ou muralha onde se refugiar, tendo em 1385 encontrado no interior da Sé a protecção possível. Para remediar a situação de grande vulnerabilidade da cidade, o Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu, autorizou que se fechassem algumas ruas e portas das casas, com propósitos defensivos.
Desta porta, demolida nos inícios do séc. XX, apenas subsistem alguns vestígios integrados na casa de habitação erguida no flanco direito.”


20160410

Rua da Árvore



Os sinais gravados no granito da calçada da Rua da Árvore, junto da antiga "Porta do Senhor Crucificado", uma das sete portas da muralha afonsina que se abria para o antigo terreiro de Santa Cristina, demolida em 1814. por iniciativa da câmara municipal, lembram que o pavimento foi colocado em 1992, segundo um projecto do arquitecto José Perdigão que abrangia outras artérias do centro histórico, para as quais o escultor Moreira (José) gravou motivos alusivos aos nomes das ruas. Neste caso a inclusão da chave significa que foi nesta rua que os trabalhos foram concluídos.

20160330

"Casa Senhorial dos Lemos e Sousa"



A "Casa Senhorial dos Lemos e Sousa" foi muito provavelmente construída nos princípios do século XVII, segundo o gosto maneirista. Edificada em parte sobre a muralha da cidade - o alçado virado para o Largo de Santa Cristina, onde foi aberta uma janela, a construção restaurada tem planta irregular e longitudinal de alçados sóbrios, fachada corrida e simples com telhado de três águas. A entrada faz-se pela Rua do Carmo, a antiga Rua da Carvoeira, através de uma singela mas elegante escadaria em granito e balcão que permite aceder ao primeiro andar da casa. Possui ainda um pequeno jardim murado de forma triangular. As imagem mostram na fachada principal quatro janelas de sacada assentes em  cachorros ao nível do passadiço da ronda da muralha da cidade, cuja construção se iniciou no reinado de D. João I e nunca foi acabada, uma vez que as obras cessaram em 1472, já no reinado do seu neto D. Afonso V e ficaram a faltar as ameias. Na Rua da Árvore existiu uma das 7 portas da muralha afonsina - "Porta do Senhor Crucificado", também conhecida como "Porta de Santa Cristina" de que ainda são visíveisi vestígios (um nicho vazio e parte do arco). Esta porta foi uma das cinco entradas demolidas no início do séc. XIX, com a justificação de modernizar a cidade.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, Decreto nº. 41 191, DG 162 de 18 Julho 1957
Fonte: principal "Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa, Viseu, 2007