EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170313

"Pentecostes" - de Vasco Fernandes


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"VISEU - PORTUGAL / Museu de Grão Vasco / "Pentecostes" - de Vasco Fernandes (sec. XVI)
Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Comissão de Iniciativa e Turismo (Viseu), Foto de J. Coutinho, Não circulado, datável do final da década de 1920 ou primeiros anos década 1930.

20160821

Sé-Catedral de Viseu


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Bilhetes Postais Ilustrados, datáveis da segunda metade da década de 1930
"VISEU - PORTUGAL/Sé-Catedral e Museu de Grão-Vasco (Secs XII a XVIII), Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu)
"VISEU-PORTUGAL/Claustro da Sé (Outro aspecto), Editor desconhecido
"VISEU-PORTUGAL/Torres da Sé (vistas do Museu), Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu)

20160809

Museu Regional de Grão-Vasco


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Museu Regional de Grão-Vasco, Catálogo - Guia, 4ª Edição - Actualizada, 1949, Tipografia Porto Médico, Lda., Porto

O "Passeio de Grão Vasco"


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Para o corredor de acesso ao espaço expositivo do "Pavilhão Multiusos", uma das obras emblemáticas do Programa Polis para Viseu, foi anunciada uma nova arquitectura de interior e um surpreendente "Jardim Vertical". É certo que o "Corredor" foi promovido a "Passeio", a decoração tem como tema a pintura de Vasco Fernandes, o "Grão Vasco", no ano do centenário do museu que foi criado há 100 anos como "Museu Regional" e passou a ser considerado "Museu Nacional". O espaço foi decorado com grandes ampliações de pormenores de tábuas pintadas pelo Mestre que revestem parcialmente as paredes e o "tecto". O jardim vertical é de pequena dimensão, esperava algo maior e espectacular. Uma coisa é certa, se outro mérito não tivesse esta intervenção pelo menos serviria para "limpar" a parede de inúmeras telas de qualidade mais que manhosa, onde avultava um retrato de Jorge de Carvalho que durante dezenas de anos foi o principal responsável pela organização da "Feira de São Mateus".
O espaço em edições anteriores da feira anual estava atulhado de pequenos "stands" que em caso de necessidade de evacuação tornaria escapatória mais difícil, foi ocupado com representações do Turismo do Centro, da organização do evento e dos seus principais patrocinadores. Também aqui existem melhorias que merecem destaque, embora esteja convencido que serão pouco apreciadas. por quem entrar  no pavilhão para "feirar".

20160114

"Museu Regional de Grão-Vasco"



"Museu Regional de Grão-Vasco", Catálogo - Guia, 4.ª Edição- Actualizada, 1949

20160103

Brasões de Viseu - Museu Grão Vasco



Armas plenas de Sousa (do Prado) rematadas por uma cruz - conjunto encimado por chapéu eclesiástico (Bispo)

Escudo rodado com as armas de Portugal, com os escudetes das quinas colocados em aspa. Chapéu eclesiástico de cardeal. 

(MATTOS, Armando de - "O Tombo Heráldico de Viseu", Gaia, Oficinas da Sociedade Editorial Pátria - Lda, 1932, p.20 ) Fonte : Blogue - "Solares e Brasões" [ligação]

O edifício onde está instalado o "Museu Grão Vasco", no Adro da Sé Catedral de Santa Maria de Viseu foi construído nos finais do séc. XVI, durante três bispados  D. Jorge de Ataíde, D. Nuno de Noronha e D. Frei António de Sousa. É conhecido como o Colégio (Seminário) e Paço dos Três Escalões, por possuir três andares. Foi Paço Espiscopal até 1810 quando D. Francisco Monteiro Pereira de Azevedo, se mudou para o Paço do Fontelo para permitir a instalação dum hospital para tratar militares da Guerra Penínsular.

20151117

"A Janela do Cardeal"




No século XVI um cardeal português poderia ter-se sentado em Roma na cadeira de São Pedro. Esse homem que contou com a firme oposição de D. João III, foi D. Miguel da Silva, Bispo de Viseu. Nascido em Évora mês de Agosto de 1480, estudou nas universidades de Paris, Siena e Bolonha tendo sido sempre um aluno distinto.
Em 1513 o rei D. Manuel I resolveu nomeá-lo embaixador junto de Leão X, cargo que desempenhou com muito mérito. Porém depois do falecimento do “Venturoso”, o seu filho D. João III que não reconhecia as suas inegáveis qualidades e não aceitava que o seu primo fosse cardeal, ultrapassando um príncipe da casa real, tratou de o desconsiderar.
A Leão X sucedeu Adriano VI, a Adriano VI sucedeu Clemente VII, o Cardeal Júlio Médici, coroado a 6 de Novembro de 1523, um grande amigo de D. Miguel da Silva.
D. Miguel ciente da má vontade real voltou a recusar a púrpura cardinalícia, tal como tinha acontecido com Leão X e foi obrigado a regressar ao reino, deixando desgostoso Clemente VII que, por várias vezes, instou o rei para que reconsiderasse. Regressado a Portugal recebeu várias honrarias e foi nomeado bispo de Viseu, no final de 1525 ou início de 1526. Porém continuava descontente porque Lisboa e a corte portuguesa eram muito tacanhas para um homem inteligente, um Humanista muito culto e habituado ao convívio com grandes figuras das letras e das artes europeias. Estribado em invejas e intrigas o rei preparava-se para o mandar prender. Para evitar ser encerrado numa torre e certamente ser processado pela Inquisição foi obrigado a fugir para Roma, em 22 de Julho de 1540, onde foi muito bem acolhido. Em retaliação Portugal ameaçou romper relações diplomáticas com a Santa Sé e acusou D. Miguel da Silva de traição e roubo de segredos de Estado. Por decisão régia de 23 de Janeiro de 1542, perdeu a nacionalidade portuguesa e teve os bens confiscados.
Paulo III ignorando as pressões da coroa portuguesa apoiou D. Miguel e de tal modo que em 31 de Agosto de 1542 o encarregou de uma melindrosa e importantíssima missão diplomática - reconciliar Carlos V que estava em guerra com Francisco I, Rei de França. Esta disputa era um grande obstáculo à realização do Concílio de Trento. Paulo III faleceu em 23 de Março de 1555 e D. Miguel da Silva participou na eleição de dois Papas - Marcelo II (9 Abril) e Paulo IV (23 Maio). Entre os dia 15 de Maio e 23 de Maio de 1555, o "Cardeal Viseu", como decano do Sacro Colégio, foi o chefe da Igreja Católica, sede vacante.
Impedido de regressar a Portugal morreu doente e desgostoso, no dia 5 de Junho de 1556, com 76 anos de idade, no palácio de São Calixto e foi sepultado na Basílica de Santa Maria de Trastevere [ligação].

Em Viseu D. Miguel da Silva teve a iniciativa de mandar reconstruir e ampliar o Paço Episcopal do Fontelo, arranjar a Quinta e a Mata, edificar o Claustro Renascentista de Viseu e o Coro Alto da Sé mas sobretudo foi protector de Vasco Fernandes – O Grão Vasco, a quem encomendou vários quadros. No “Museu Grão Vasco” é possível ver dois retratos do Cardeal de Viseu: um deles será o rosto de São Pedro, pintado por Vasco Fernandes e o outro de Lázaro que figura no quadro “Cristo em Casa de Marta e Maria”, atribuído ao seu colaborador Gaspar Vaz.

Foram estes os factos que Luís Miguel Novais usou para escrever o seu primeiro romance histórico – “A Janela do Cardeal” que a Editora Planeta, Lisboa, publicou em Junho de 2010 [ligação].

20150520

Grafitti Lamentáveis de Viseu




"Grafitti" na parede do Museu Grão Vasco, na Rua de Trás do Colégio (traseiras da Sé Catedral de Viseu). Fazer "grafitti" nas paredes de um Monumento Nacional sempre é um acto sempre de lamentar, sobretudo quando a tinta é aplicada sobre pedra facto que torna muito difícil a sua remoção. Infelizmente não faltam no centro histórico paredes de casas encerradas, abandonadas, em mau estado e em ruínas, nas quais os "grafitti" podem ajudar a quebrar a "monotonia". O executivo da Câmara Municipal de Viseu tem um plano ambicioso para em apenas 10 anos, ter as casas do centro histórico reconstruidas, ruas e praças requalificadas para apresentar uma candidatura a "Património da Humanidade da Unesco".

20150313

"Collegio e Seminario"


(...)"Junto da Sé se vê o collegio e seminario de tam magnifica structura que a sua grandeza serve tambem de palacio para a ordinaria habitaçam dos excelentissimos prelados desta diocese. Foy fundado e instituido pelo Excellentissimo e Revendissimo Senhor Dom Nuno de Noronha, que entrando neste Bispado no anno de mil quinhentos e outenta e seis: no de de mil quinhentos e outenta e sete principiou esta sumptuosa obra que parece nam chegou a aperfeiçoar, mas sim o Excellentissimo e Revendissimo Senhor Dom Frey António de Sousa, sucessor Bispado, no ano de mil quinhentos e noventa sinco, por ser promovido o dito Senhor Dom Nuno para o Bispado da Guarda no ano de mil quinhento e noventa e quatro, se he que merece creditos a inscrição que se le sobre a porta que dá para hum páteo largo em que estão as classes, nos lados do qual se vem tambem em dous escudos gentilicos as armas destes dous prelados de tam boa como saudosa memoria. Conthem e compoem se a inscripçam das palavras seguintes:
Antonius tibi Nonius paravit, dignus Pontificum labor duorum.
A devoçam do Senhor Dom Nuno o consagrou a Maria Sanctissima debaixo da invocaçam e título de Nossa Senhora da Esperança" (...)

Viseu, quatro de Junho de mil setecentos e sincoenta e outo annos.
O padre cura da Sé
José Mendes de Mattos

Fonte: "Notícias e Memórias Paroquiais Setecententistas - 1 Viseu". de João Nunes de Oliveira [ver]

Museu Grão Vasco


O Museu Grão Vasco, situado à esquerda do Adro da Sé, é um edifício datado de 1574 cuja construção se prolongou por três bispados: D. Jorge de Ataíde, D. Nuno de Noronha e D. Frei António de Sousa. Também é conhecido por “Paço dos Três Escalões” e “Colégio” (Seminário). Foi residência dos bispos de Viseu até 1810, quando D. Francisco Monteiro Pereira de Azevedo se mudou para o “Paço do Fontelo” para que no edifício fosse instalado um hospital para o exército Luso-Britânico envolvido na Guerra Peninsular - as “Invasões francesas”.
A edificação é renascentista de planta quadrangular e distribuída à volta de dois pátios interiores. As janelas são rectilíneas, a entrada principal é enquadrada por duas colunas que suportam um frontão com cornija, arquitrave, ornamentado com dois brasões laterais e um nicho vazio ao centro.
Foi no início do século passado que começou a circular em Viseu a ideia de criar um museu para evitar que obras de arte do património local continuassem a ser transferidas para Lisboa. Esta ideia foi defendida por um conjunto de personalidades viseenses de que se destacaram, o Capitão Almeida Moreira, o Conselheiro Afonso de Melo e o pintor Almeida e Silva. A câmara municipal apoiou os seus esforços e graças à intervenção do vereador Dr. José Coelho foi possível criar em 1913 o “Museu Regional de Arte” que em 16 de Março de 1916, pelo Decreto nº 2284-C, publicado no “Diário do Governo”, nº 51, passou a ser designado como “Museu Grão Vasco” e nomeou para Director e Conservador o Capitão Almeida Moreira.
O museu foi encerrado em 2001 para ser objecto de grandes obras de requalificação e modernização projectadas pelo Arqº. Souto Moura, tendo reaberto ao público em 2004,
O acesso ao museu faz-se pelo Adro da Sé que dá acesso ao Piso Zero onde estão a recepção, a livraria, a loja do museu e a sala de exposições temporárias. No Piso Um estão expostas várias colecções de cerâmica, mobiliário, arte sacra, escultura, ourivesaria e pintura dos séculos XIX e XX ( com destaque para obras de Columbano, Silva Porto, Malhoa, Dórdio Gomes e Alfredo Keil ).
Finalmente no Piso Dois está exposta grande parte da obra de Grão Vasco (Vasco Fernandes, c 1475/1542), com destaque para o monumental S. Pedro e trabalhos de outros pintores da chamada escola viseense, com destaque para Gaspar Vaz.

Fonte:"Monumentalidade Visiense", de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [ver]

20140810

Feira "S. Mateus" - Palco Centro Histórico



A EXPOVIS além de ter feito instalar um grande coração no Adro da Sé vai utilizar o adro da Igreja da Misericórdia para montar um palco, para receber parte da programação da Feira de "São Mateus". Estão previstos vários eventos, sempre com o início marcado para as 22H30:

11 de Agosto (Segunda-feira) - Tranglomango (vídeo);
18 de Agosto (Segunda-feira) - Trio Porteño (vídeo):
25 de Agosto (Segunda-feira) - SoulRichard (vídeo):
29 de Agosto (Sexta-feira) - Gala do Comércio:
1 de Setembro (Segunda-feira) - Jota Bota & Gang Band * (vídeo):
8 de Setembro (Segunda-feira) - Orquestra de Acordeãos de Viseu.
* João Bota é um rapper visiense

20121008

Postais Antigos de Viseu # 36


"VISEU - PORTUGAL   Torres da Sé (vistas do Museu)"
Bilhete Postal, Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu), circulado em 16 de Agosto de 1951

20120910

Postais Antigos de Viseu # 33

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"Viseu - Portugal, Sé-Catedral e Museu de Grão Vasco (secs. XII e XVIII)"
Bilhete postal, Edição da Comissão Municipal de Turismo (Viseu), não circulado mas datável entre 1940 e final dos anos 50

20120406

"Calvário" - Grão Vasco

Calvário c.1535/40, de Grão Vasco (Vasco Fernandes (?)1475- (?)1542), óleo sobre madeira, exposto no Museu Grão Vasco, Viseu

20120309

Exposição São Teotónio



Exposição "São Teotónio: Patrono da Diocese e da Cidade de Viseu, 1162 - 2012", Museu Grão Vasco, de 16 de Fevereiro a 1 de Julho de 2012 [saber +]

20110513

18 de Maio - Dias Int. dos Museus



"Programa do Museu de Grão Vasco, integrado na programação geral da Festa dos Museus em Viseu, em parceria com a Câmara Municipal de Viseu (Casa-Museu de Almeida Moreira), Núcleo Museológico do Solar dos Condes de Prime, Museu de Várzea de Calde, Casa da Ribeira, Tesouro da Misericórdia, Tesouro da Sé e Núcleo Museológico do Seminário Maior de Viseu."- Programa de 14 a 18 de Maio [ligação].

20110120

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião


São Sebastião, Grão Vasco (1530), Museu Grão Vasco - Viseu

20110105

Feliz "Noite de Reis"



"Adoração dos Reis Magos",,
Autor: Vasco Fernandes (Grão Vasco -1501 - 1540)
Ano: 1501-06
Tipo: Óleo sobre madeira
Dimensões: 130,2 x 79 cm
Local: Viseu - Museu de Grão Vasco

20101222

Feliz Natal


"Natividade" - Grão Vasco (Vasco Fernandes) 1501/06, óleo sobre madeira, "Museu Grão Vasco - Viseu"