20170210
20170201
Improviso do Amor-Perfeito
Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.
Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito ?
Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.
Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito ?
Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se alteia,
entre pálpebras de areia...
Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia, Amor-Perfeito.
Cecília Meireles
C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001
20161227
“Ice Call” - Sam Favret / Backyards Project
20160315
A Primavera Está a Chegar
20130113
20120319
Neve na "Cava de Viriato"
20120316
20120307
A Chuva Infelizmente Foi-se...

20120221
Apanhando Trevo na "Cava de Viriato"
20120203
20120109
Mas que Inverno Este...
20100220
Neve na "Cava de Viriato"
20100215
Hoje Nevou em Viseu
Alguns Bonecos de Neve em Viseu
20100206
Viriato desafiando os romanos e a neve
(...) "É possível que Viriato estivesse presente quando os lusitanos iniciaram a guerra contra Roma nos anos 154-153, portanto muito longe das primeiras notícias escritas sobre ele. Entretanto a lenda crescera e os romanos aproveitaram Viriato para minimizar os seus fracassos nas campanhas da Lusitânia. Valorizaram demais os seus poderes e a sua compleição de homem formado nas montanhas, resistente à fome e ao frio, hábil na guerrilha de ataque e fuga, para justificar em Roma os próprios desaires. Que não seriam tanto militares como políticos. Ia-se para a guerra para fazer fortuna, e fazê-la durar seria uma técnica de generais-burocratas que do acampamento faziam gabinete de intrigas e de secretas combinações rendosas." (...)
Agustina Bessa-Luís in "Fama e Segredo na História de Portugal", Ilustrações e vinhetas de Lucy Pepper, Capa e paginação de Ilídio J. B. Vasco, Editora "Guerra e Paz", Lisboa, Janeiro de 2010
20100110
Inverno no "Lago da Cava de Viriato"
Nesta época do ano é habitual que parte do muito lixo apareça a flutuar porém desta vez a água começou a congelar especialmente nos lugares menos expostos à luz solar e menos profundos. Ontem observei muita geada e algum gelo com cerca de 2 cm de espessura mas ainda insuficiente para se poder caminhar sobre a água. Há cinco ou seis dezenas de anos era habitual a rapaziada da Estrada Velha e da vizinhança escorregar, correr sobre o gelo e deslizar dentro de caixotes de madeira que serviam para transportar a sardinha e que se não fossem bem lavados exalavam um cheiro horrível. Hoje apenas apoiei um pé e o gelo começou a estalar, também já não tenho peso de criança...
A água já transborda para a quinta vizinha como as imagens permitem confirmar e a lixeira que deveria envergonhar quem detém a autoridade para ordenar a limpeza do local ou executar a tarefa continua a conspurcar um Monumento Nacional, classificado desde 1910. [ligação- IPPAR]
P.S. - A iluminação do monumento permanece desligada. Parece-me que o seu funcionamento na proximidade do Natal se destinou a ajudar as renas do Pai Natal.
20080314
O Mamarracho escondido entre telhados, papoilas e malmequeres na Via Sacra
20080312
As primeiras deste ano
para poder mastigar estes sonhos
20080206
Camélias Brancas no Fontelo
Federico Garcia Lorca (1898/1937)












