EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170217

"VISEU - Cava de Viriato"


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"VISEU - Cava de Viriato", Bilhete postal ilustrado, editado pela "Tabacaria - COSTA - Papelaria", Foto Beleza - Porto, impresso na Alemanha, circulado em 14 de Setembro de 1942 e datável dos finais da década de 1930.
A fonte, os tanques para o gado beber, a escadaria de ligação entre o "Campo de Viriato" e a "Cava de Viriato", foram retirados para permitir a instalação do "Monumento a Viriato", do escultor espanhol Mariano de Benlliure (1862-1947), inaugurado em 16 Setembro de 1940, por ocasião das Celebrações Nacionais do Duplo Centenário - Fundação e Restauração (1140 - 1940) que incluiu novos acessos ao passeio público da "Cava de Baixo" e ao passadiço sobre os taludes da antiga fortaleza. O colocação do conjunto escultórico em granito e bronze, obrigou ao corte de várias árvores mas muitas outras foram derrubadas pelo "Ciclone de 15 de Fevereiro de 1941.

20170215

"VIZEU - Entrada da Cava de Viriato"


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"VIZEU - Entrada da Cava de Viriato", Bilhete Postal Ilustrado, Editor F. A. Martins, Camões, 35 - Lisboa para a Caza Allemâ - Vizeu, Circulado em 20 de Maio de 1904.
Esta foto mostra bem a escadaria de acesso ao "Passeio Público - Cava de Baixo", que foi desmontada em 1940 para dar lugar à nova entrada localizada umas poucas dezenas de metros à direita e nas costa do "Monumento a Viriato" de Mariano Benlliure (1862-1947).  Até há poucos anos ainda existia um recanto circular, escavado no talude com paredes e banco de granito e um bebedouro em ferro fundido. De salientar também que além do distinto cavalheiro em primeiro plano e da roupa a corar na erva e a secar na corda no "Campo de Viriato", na "Cava de Baixo" é possível contar cerca de duas dezenas do homens, mulheres e crianças trajados à maneira do povo mais humilde e não janotas da cidade, como aquele todo emproado cavalheiro que terá deixado o guarda-sol no muro no patamar do primeiro lanço de escadas. A fotografia terá sido obtida num Domingo, Dia Santo ou Feriado mas num dia ensolarado de Outono, Inverno ou início da Primavera, uma vez que as árvores de folha caduca não possuem folhas.
Os dois plátanos que ladeiam a escadaria, ainda existem e teriam sido plantados em 1810, pelo General Andressen do Exército Anglo-Luso, aquando da Guerra Peninsular - 3ª Invasão Francesa comandada general Massena.

20160903

Desperdício de Energia Eléctrica!


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Todos já saberão que a iluminação com lâmpadas de tecnologia "LED" é muito económica mas o Viriato e os seus guerreiros, não precisam de ser iluminados durante de dia e de noite...

20160307

“A Cava não é octogna....."



(…)“ A Cava não é octogna, como disseram Botelho, F. Manuel e Berardo. É um polygono irregular de 11 faces, ainda hoje bem visíveis, mas parece que outr’ora teve 13, pois 2 fazem uma insignificantissima curva .
Demora em planície funda a N. de Viseu, a montante e a N.N.O. do Campo da Feira, na margem direita do Pavia.
Quem for a Viseu e quizer ver a Cava tem de atravessar o Pavia na ponte de pedra que está no largo da Ribeira e que liga o bairro d’este nome com o grande Campo da Feira, hoje Campo de Viriato. (…)”
(...) Sigamos agora para a nossa esquerda e vamos percorrendo e descrevendo toda a circunferencia da Cava.
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O lanço imediato (1º da planta) é o mais vistoso, mais alto, mais saliente e o que nós percorremos em 1862.
Ainda hoje está todo arborizado com algumas arvores antigas e outras modernas, e tem dois passeios: – um junto da base do grande talude e da horta dos soldados, com alguns assentos de pedra; outro no alto do talude. É o lanço mais bem tractado e mais bem conservado, mas já esteve muito mais alindado, porque antes da extinção das ordens religiosas e de se arvorar em quartel o convento de Santo Antonio de Maçorim, o regimento da guarnição de Viseu (então infanteria 17) ocupava o quartel contiguo à Cava e a oficialidade transformou o dicto lanço em uma formosa alameda, jardim e passeio publico. Datam d’aquelle tempo as arvores mais antigas que ainda hoje se vêem, mas já desapareceram as flores, as trepadeiras e um lindo caramanchão, etc.
O dicto lanço trajou galas e foi o rendez-vous de Viseu, mas aquelles embellesamentos e movimentos de terra perdeu bastante altura. Dos 16 metros que tinha em 1728, hoje a altura maxima, a prumo, do lado exterior ou sobre a horta dos soldados, (1) esta reduzida a 10m,500; e do lado oposto a 5 metros, medidos tambem a prumo.
Na base tem a largura de 31m, 60; - no alto do cavallete 6m, 00; - comprimento total 216m,00. "(..)
(…)“ O 3º lanço tem o comprimento de 244m,00, caminhando para N.
Encostado a este lanço ainda se vê, do lado exterior, um fragmento dos antigos fossos. Denomina-se Poço da Cava, especie de lago com 12m,60 de largura e 147 metros de comprimento, cuja agua não secca nem transborda, por ser mais alto o terreno circumvisinho.” (…)
(…)” O dicto poço tem de superfície cerca de 1:850 metros quadrados; é de supor que tenha nascentes próprias que o alimentam e que muito provavelmente alimentavam os fossos aquaticos que outr’ora circuitavam a Cava toda. Tambem é de supor que os dictos fossos recebessem as aguas pluviais da Cava  e dos terrenos adjacentes – e talvez as do Pavia, captadas na altura própria, a grande distancia.”
(…)” O 11º (a N. do quartel) tem de comprimento 200 metros e é este o último lanço do polygono e da planta.”(...)
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(…)“ Todos aqueles 11 lanços se tocam ângulos de 130º, o mais fechado, e de 155 o mais aberto, mas a maioria d’elles é de 140 graus. A circunferência do polygono, contada pela extensão total dos 11 lanços, é de 2:303 metros: a cava tem de superfície aproximadamente 300:000 metros quadrados – e dentro não no centro, mas na proximidade dos muros, se vêem hoje diversas casas de quintas e habitações ruraes, formando de longe em longe pequenos grupos.” (…)

Descrição e medições fornecidas pelo Dr. Nicolau Pereira de Mendonça e Sr. Francisco Cardoso Pereira, em 12 de Janeiro de 1888, para o artigo referente a Viseu, in “PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONARIO...” de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890. 

1 - Denomina-se horta dos soldados a parte do antigo fôsso arrazado ha muitos annos "(...)

20160304

A "Cava de Baixo"



.(..) ”Ainda hoje está todo arborisado com algumas arvores antigas e outras modernas, e tem 2 passeios: - um junto da base do grande talude e da horta dos soldados, com alguns assentos de pedra; outro no alto do talude. É o lanço mais bem tractado e mais bem conservado, mas já esteve muito mais alindado, porque antes da extincção das ordens religiosas (1) e de se arvorar em quartel o convento de Santo Antonio de Maçorim, o regimento da guarnição de Viseu (então infantaria nº 17) occupava o quartel contiguo á Cava e a officialidade transformou o dicto lanço em uma formosa alameda, jardim e passeio publico.
Datam d´aquele tempo as arvores mais antigas que ainda hoje se lá vêem, mas já desappareceram as flores, as trepadeiras e um lindo caramanchão, etc.” (...)

In "PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO..." de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
1) Ordenada pelo Ministro da Justiça de D. Maria II, Joaquim António de Aguiar, o "Mata Frades", em 30 de Maio 1834

20150309

A "Cava de Viriato" Finais anos de 1930


Bilhete postal ilustrado, editado pela "Tabacaria - COSTA - Papelaria", Foto Beleza - Porto, impresso na Alemanha, circulado em 14 de Setembro de 1942 e datável dos finais da década de 1930.
A fonte, os tanques para o gado beber, a escadaria de ligação entre o "Campo de Viriato" e a "Cava de Viriato", foram retirados para permitir a instalação do "Monumento a Viriato", do escultor espanhol Mariano de Benlliure (1862-1947), inaugurado em 16 Setembro de 1940, por ocasião das Celebrações Nacionais do Duplo Centenário - Fundação e Restauração (1140 - 1940) que incluiu novos acessos ao passeio público da "Cava de Baixo" e ao passadiço sobre os taludes da antiga fortaleza. O colocação do conjunto escultórico em granito e bronze, obrigou ao corte de várias árvores mas muitas outras foram derrubadas pelo "Ciclone de 15 de Fevereiro de 1941".

Novos Acessos à "Cava de Viriato"


Mais dois novos acessos à "Cava de Viriato", dois caminhos de cabras que rodeiam um carvalho secular...

20150306

"VIZEU - Entrada da Cava de Viriato"


"VIZEU - Entrada da Cava de Viriato", bilhete postal ilustrado editado por F. A. Martins, Lisboa para a Caza Allemâ - Vizeu, circulado em 20 de Maio de 1904. Esta foto mostra bem a escadaria de acesso ao "Passeio Público - Cava de Baixo", que foi desmontada em 1940 para dar lugar à nova entrada localizada umas poucas dezenas de metros à direita e nas costa do "Monumento a a Viriato" de Mariano Benlliure (1862-1947). Reparem que ao cimo da escadaria existia um recanto circular, aberto no talude, forrado a granito com bancos de granito e um bebedouro em ferro fundido, não visível. De salientar também que além do distinto cavalheiro em primeiro plano e da roupa a corar na erva e a secar na corda no "Campo de Viriato", na "Cava de Baixo" é possível contar cerca de duas dezenas do homens, mulheres e crianças trajados à maneira do povo mais humilde e não janotas da cidade. O guarda-sol todo bem emproado senhor, repousa escostado ao muro no patamar do primeiro lanço de escadas. A fotografia certamente foi obtida num Domingo, Dia Santo ou Feriado mas num dia ensolarado de Outono, Inverno ou início da Primavera, uma vez que as árvores de folha caduca não possuem folhas.

20150305

"Cava de Viriato - Uma Rua"


"Cava de Viriato - Uma rua", bilhete postal ilustrado, edição da Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu, não datado, nem circulado mas datável dos primeiros anos da década de 1930. No canto inferior direito da imagem é possível ver duas vacas porque, até 1940 ano da inauguração do "Monumento a Viriato", era este o local onde se realizava a feira dos bois. A "rua" a que se refere a legenda do postal, onde é possível ver bancos de granito e um bebedouto em ferro fundido faziam parte do arranjo e ajardinamento da cava, conhecido por "Cava de Baixo" que desde o séc. XIX era utilizado como passeio público e foi entulhado com terra. Um pouco mais adiante do recanto circular, existiam duas escadarias escavadas na muralha, com dregraus em granito que a "Recuperação e arranjo paisagístico de parte da Cava de Viriato”, realizada segundo o projecto do Arqª Gonçalo Byrne, finalizada no início de 2009 igualmente fizeram desaparecer, com a intenção de restituir aos taludes a sua função inicial de barreira dificilmente transponível e tanta falta fazem. Neste aspecto o resultados dos trabalhos foi desolador porque destruiram um local aprazível de passeio e repouso que estava infelizmente muito desprezado e ainda dificultaram o acesso aos passadiços dos taludes. Quem não conhecer o local  não poderá adivinhar onde se localizam os novos acessos e se os mais atrevidos arriscam subir pelos caminhos de cabras, a maioria vira costas e vai-se embora, sem ter visitado a "Cava de Viriato".