EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20160825

Palacete do Morgado de Balsemão


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Palacete do Morgado de Balsemão ou Casa dos Pintos da Fonseca - Viseu

O Palacete do Morgado de Balsemão (Lamego), na Rua Direita, é uma edificação do séc. XVIII que possui um  interessante portal com um portão de ferro forjado que dá acesso para um pátio. O portal está brasonado com um escudo de fantasia, ornamentado com conchas e palmas, encimado por coronel de nobreza: 

Esquartelado: I - Quartel de três faixas envolta em silvas: os Silveiras, II - Quartel de cinco crescentes: os Pintos, III - Quartel de cruz grega, com bolotas triplas: os Teixeiras, IV - Quartel de cinco estrelas de sete pontas: os Fonsecas. 

O palacete foi adquirido pelo Estado que nele instalou o Quartel General da II Divisão do Exército e o Tribunal Militar. Depois recebeu o Distrito de Recrutamento Militar de Viseu, mais tarde designado por Centro de Recrutamento Militar e na actualidade estão instalados no edifício, arquivos e  os serviços sociais militares,

20100921

21 de Setembro Dia do Município



As Armas da Cidade de Viseu
Lenda de D. Ramiro II, Rei das Astúrias e de Leão

(...) "O ultrajado monarcha vôa à cidade de Vizeu, escolhe os mais valentes d´entre os seus mais aguerridos soldados, e la vae á suaa frente caminho do Douro.
Chegando à vista do castello d´Alboazar, deixa a sua cohorte occulta n´um pinhal, e disfarçado em trajes de peregrino, dirige-se ao castello, e por meio de um anel, que faz chegar às mãos de D. Gaia lhe annuncia a sua vinda." (...)
(...) "Esta é pois a lenda que se presume ter dado origem ao Brasão de Viseu.
Temos assim que o Castelo representa o de Alboazar, o tocador de corneta, o rei D. Ramiro e a árvore, o bosque em que se esconderam os habitantes de Viseu." (...)

Ler a lenda [ligação]

P.S. - Bilhete Postal sem data mas anterior a 5 de Outubro de 1910, a data da proclamação da República Portuguesa.

20080409

Azulejos de Viseu - Armas de Viseu


Brasão de armas da cidade de Viseu e azulejos nas traseiras da Fonte de São Francisco na Avenida Emídio Navarro

(...)" Em 1465 o atraso da cidade de Viseu era tal, que nos Paços do Concelho não havia o sino indispensável para convocar ou avisar os habitantes.
Nas côrtes desse ano o concelho pedia ao Rei, que suspendesse a isenção dos privilegiados para o pagamento duma finta, que ele ia lançar para a aquisição dum sino de correr, como havia nos paços das principais cidades e vila do reino, e que era necessário para chamar a vereação e dar rebate em caso de arruído ou de fogo. Até então serviam-se dos sinos da Sé, mas agora o bispo e o cabido não consentem, e os teem fechados.
O rei deu o seu beneplácito
.” (...)

Costa Lobo in “História da Sociedade de Portugal do século XV”

Foi ao Rei D. Afonso V que foi apresentada a petição. A citação foi retirada de um texto publicado na revista Beira-Alta (1942- 3º Trimestre, Vol. I, Fasc. III) com o título “O Castelo de Mangualde e a Cidade de Viseu” da autoria de Valentim da Silva.

20070719

Azulejos de Viseu




No brasão da Cidade de Viseu está representada a Lenda de Gaia:

" D. Ramiro II, Rei das Astúrias e de Leão, que reinou desde o anno de Christo de 931 até o de 950, n'uma excurção que fez de Vizeu, onde então residia, por terras de moiros, viu e enamorou-se da famosa Zahara, irmã de Alboazar, rei moiro, ou alcaide do castello de Gaia sobre o rio Douro.Recolheu-se D. Ramiro a Vizeu com o coração tão captivo, e a razão tão perdida, que sem respeito aos laços, que o uniam a sua esposa D. Urraca, ou como outros lhe chamam D. Gaia, premeditou e executou o rapto de Zahara.Enquanto o esposo infiel se esquecia de Deus e do mundo nos braços da moira gentil n'um palácio à beira mar, o vingativo irmão de Zahara, trocando affronta por affronta, veio de cilada, protegido pela escuridão de uma noite, assaltar e roubar nos seus próprios paços a rainha D. Gaia.A injúria vibra n'alma de Ramiro o ciúme e o desejo de vingança.O ultrajado monarcha vôa à cidade de Vizeu, escolhe os mais valentes d'entre os seus mais aguerridos soldados, e la vae á suaa frente caminho do Douro.Chegando à vista do castello d'Alboazar, deixa a sua cohorte occulta n'um pinhal, e disfarçado em trajes de peregrino, dirige-se ao castello, e por meio de um anel, que faz chegar às mãos de D. Gaia lhe annuncia a sua vinda.O peregrino é introduzido immediatamente à presença da rainha, que fica a sós com elle. Alboazar tinha ido para a caça. D. Ramiro atira para longe de si as vestes e as barbas, que o desfiguravam, e corre a abraçar a esposa. Esta porém repelle-o indignada, e lança-lhe em rosto a sua traição." (...)
Para ler mais - "Lendas de Portugal"
Azulejos "AVEIRARTE" de Aveiro no Bar da Mata do Fontelo