EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170324

Está Aqui, Está a Cantar o Galo!


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Catavento em ferro forjado do Mestre Arnaldo Malho, na Avenida Infante D. Henrique

20170204

Bispo Alves Martins e Antigo Seminário


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"Vizeu - Bispo Alves Martins e antigo seminário" - Bilhete Postal Ilustrado, Edição da Tabacaria Costa - Vizeu, Não circulado, datável das década 20 ou 30 do século XX ?
A estátua de D. António Alves Martins, Bispo de Viseu é da autoria do Mestre António Teixeira Lopes.

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(...) "Em Fevereiro de 1911, foi inaugurado o monumento ao Bispo sr. D. António Alves Martins. O pedestal, obra do grande mestre Serafim Lourenço Simões, tinha sido erigido no ano de 1908, em plena Monarquia, mas a estátua, mercê de manobras ao tempo desenvolvidas, só então foi fundida, apesar do Parlamento ter, anos antes, votado a lei que autorizava o Governo a ceder o bronze e a mandar fundir a estátua na fábrica de fundição do Arsenal do Exército."(...)

Arnaldo Malho (1880/1960)

20160108

Cataventos de Viseu




Catavento em ferro forjado na Avenida Infante D. Henrique 

Tenho destas maluqueiras
(para o que me havia de dar)
a fazer versos ao ferro,
quando o não sei trabalhar!

O ferro é a minha vida,
do nosso ser já faz parte;
do ferro se fazem jóias
Se forem feitas com arte.

Se tivesse duas vidas,
voltaria a ser ferreiro
para dar vida ao ferro,
mais por gosto que dinheiro.

Do ferro sou um amigo;
(no meio do ferro nasci);
Apesar dele ser duro,
Muito com ele aprendi.

Arnaldo Malho (O poeta do ferro; segundo Aquilino Ribeiro)
Viseu, 1880/1960 [Saber +]

20150409

A Estátua do Bispo de Viseu


Reprodução de Bilhete Postal Ilustrado não circulado, editado pela Tabacaria Costa - Vizeu, sem indicação da data com fotografia talvez da década 20 ou 30 do século XX, A estátua de D. António Alves Martins, Bispo de Viseu é da autoria do Mestre António Teixeira Lopes.

Aspecto actual da estátua e jardim de Santa Cristina

(...) "Em Fevereiro de 1911, foi inaugurado o monumento ao Bispo sr. D. António Alves Martins. O pedestal, obra do grande mestre Serafim Lourenço Simões, tinha sido erigido no ano de 1908, em plena Monarquia, mas a estátua, mercê de manobras ao tempo desenvolvidas, só então foi fundida, apesar do Parlamento ter, anos antes, votado a lei que autorizava o Governo a ceder o bronze e a mandar fundir a estátua na fábrica de fundição do Arsenal do Exército."(...)

Arnaldo Malho (1880/1960)

20120903

Arnaldo Malho - O Poeta do Ferro


"Arnaldo Malho - O Poeta do Ferro", até 23 de Setembro exposição, comissariada pelo Dr. Alberto Correia,  no Pavilhão Multiusos (Galeria A)

20111214

"Novos" Candeeiros na Rua do Arco



Esta tarde um amigo chamou-me a atenção para o facto de alguns dos candeeiros que a câmara municipal mandou retirar da Rua Direita, estarem a ser colocados na Rua do Arco. Estes candeeiros, com coroas e castelos, de que existem variantes estão a ser "devolvidos" a diversas ruas do centro histórico. Desta vez a rua “contemplada” foi a Rua do Arco, o local do nascimento do Mestre Arnaldo Malho ("O Poeta do Ferro", no dizer de Mestre Aquilino Ribeiro), onde se localizava a sua antiga oficina e onde ainda se mantém viva a sua arte.

20111124

Há Novidades na Praça D. Duarte



Depois da regresso dos "candeeiros do Mestre Malho" às proximidades da Sé Catedral [ligação], esta semana chegou da vez da substituição na Praça D. Duarte dos candeeiros "modernos", criados por um "desenhador", pelos antigos "lampiões" com as coroas de torres e as cobras de língua bífida e rabo de peixe, que foram restaurados e finalmente devolvidos aos lugares de onde nunca deveriam ter saído.

P.S. - Logo que possível comprometo-me a mostrar as fotos dos dois modelos (para apreciarem as diferenças)

20111017

Rua Mestre Arnaldo Malho


A Rua Mestre Arnaldo Malho [saber +] fica na freguesia do Coração de Jesus, no Massorim, junto ao Moinho de Vento, entre a Rua Mestre Álvaro Loureiro e a Rua Conselheiro Sousa Macedo. Sobre o Mestre Malho escreveu outro Mestre e seu grande amigo:
"Arnaldo Malho, o coração mais alevantado e as mãos mais destras que pegaram alguma vez no ferro. Fazia renda com ele; esculpia nele retratos como greda; fazia toda a obra de filigrana. Quando se lhe enaltecia o artefacto limitava-se a dizer:
-Não nasci Malho ?"

Aquilino Ribeiro

Arnaldo Malho - Ferros Forjado de Viseu



"Arnaldo Malho é o nome de guerra de Arnaldo dos Santos Malho que, nascido em Viseu, na Rua dos Loureiros (*), bem perto da Porta dos Cavaleiros, em 26 de Novembro de 1880, nesta mesma cidade viveu uma operosa vida e nela morreu em 21 de Abril de 1960 com quase 80 anos feitos.
Curiosamente o sobrenome de Malho que tão bem parece adptar-se à sua profissão de ferreiro não lhe adveio de um dos símbolos do ofício já exercido na família, deve-se à adopção, como patronímico, de uma alcunha dada s seu avô paterno (desassossegado em malhar com varapau as romarias!). "

Alberto Correia in "Arnaldo Malho - Ferros Forjado de Viseu", Edição da Comissão da Feira de São Mateus, Eden Gráfico, Viseu, S/data

* Na vizinha Rua do Arco, segundo o assento de baptismo de 26 de Dezembro de 1880 reproduzido em "Malhando o Ferro com Arnaldo Malho", de Maria das Dores Almeida Henriques

Malhando o Ferro com Arnaldo Malho



(...) "A actividade profissional de Arnaldo Malho assentou em dois marcos fundamentais: o pai e a Escola onde estudou. Do primeiro, herdou o gosto pela arte que abraçou; a segunda, foi a sua segunda casa, ao longo de quase toda a vida."(...)
(...) "Destacou-se na arte de trabalhar o ferro forjado. A partir de formas simples, recria modelos e produz autênticas obras-primas. Lanternas, espelhos, candeeiros, molduras, gatos de lareira, flores, lustres, mesas e transfogueiros são apenas exemplos singelos de tão vasta e rica obra, que concebeu e executou, e à qual se dedicou de alma e coração, com esmero e talento" (...)

Maria das Dores Almeida Henriques in "Malhando o Ferro com Arnaldo Malho", Arquivo Distrital de Viseu, Confraria de Saberes e Sabores da Beira "Grão Vasco", Tipografia Beira Alta, Lda. - Viseu, Viseu 2004

20091116

290.000 Bem-Hajam!



Os cafés regurgitam, nas ruas não há lugar onde estacione mais um carro. Santo Deus, que vem fazer tanta gente? Pois, espairecer e admirar as várzeas, os monumentos, Viriato, o Museu Grão Vasco, trocar duas larachas com o Mário Matos e o Gilberto ou encomendar dois ferros de arte ao Arnaldo Malho.

Aquilino Ribeiro in "Arcas Encoiradas", 1953 [Biografia]

20070206

Serralharia Malho na Rua do Arco





Tenho destas maluqueiras (para o que me havia de dar) a fazer versos ao ferro, quando o não sei trabalhar !
O ferro é a minha vida, do nosso ser já faz parte; do ferro se fazem jóias se forem feitas com arte.
Se tivesse duas vidas, voltaria a ser ferreiro, para dar vida ao ferro, mais por gosto que dinheiro.
Do ferro sou um amigo; (no meio do ferro nasci) ; apesar dele ser duro, muito com ele aprendi.

ARNALDO MALHO
Viseu, na Rua do Arco em 26/11/1880 - 21/04/1960